Little New Life
4 Despedidas
Notas iniciais
Na manhã seguinte eu acordei antes que todos e desci, acabei encontrando uma criatura estranha. Logo Sirius apareceu.
- Esse é monstro. Um elfo doméstico.
- Elfos existem? — Sirius riu.
- Elfos, fadas, dragões, unicórnios, duendes gigantes, centauros... O mundo da magia é bem maluco.
- Percebi. — Disse pegando um copo d’água.
- Posso lhe pedir uma coisa? — Sirius me encarou.
- Claro.
- Você os vê?
- Quem?
- Lily e James.
- Meus pais?
- Sim.
- Eu a vi. Foi ela que me contou tudo e ontem, quando eu estava com Harry ela apareceu e conversou comigo e com ele. Mas James nunca. E Lily se foi. Para o céu, inferno outra vida, salvação ou danação eterna eu não sei, mas ela se foi. — Ele sorriu, devia gostar de saber que sua amiga estava bem.
- Você se parece muito com Harry, é inegável. — Ele disse, se aproximando. — Se tivesse cabelos ruivos seria Lily a minha frente. — Ele sorriu e logo Lupin apareceu.
- Que bom que está de pé, — Lupin pegou um pãozinho — peguei a chave do Gringotes ontem com Harry, mas antes vamos para sua cidade. Onde é mesmo?
- Carmel, Califórnia, Estados Unidos da América. — Ele pareceu triste, cansado, como se soubesse que essa viagem seria desgastante.
- Bem, vá se vesti, sairemos daqui dez minutos. — Corri para o quarto. Vesti uma camiseta do The Strokes, uma jeans escura e um all star. Prendi meus cabelos em um rabo alto e passei um rímel e lápis. Peguei uma mochila e chamei por Jesse que apareceu em segundos.
- Buenos dias, mi hermosa. — Amoquandoelefalaisso, amoquandoelefalaisso.
- Vamos Jesse. — Ele me seguiu e então descemos. Lupin nos esperava.
- Não sei se precisa de ajuda para voltar a Carmel Jesse. — Disse Lupin. Jesse sorriu e então desapareceu. — Agora é nossa vez. — E então aparatamos em frente a minha casa.
O sol de Carmel no fim do verão, sentiria saudade disso. Quando estava indo abrir a porta, Soneca a abriu quase tendo um treco e me encarando.
- Suze, você voltou? — Eu ri, abraçando Soneca de surpresa, o deixando confuso. Mas ele não tinha tempo, estava atrasado e então saiu correndo. Eu e Lupin entramos, em segundo Max — o cachorro mais babão e medroso, — pulou sobre mim, me derrubando. Lupin apenas riu e então Jesse apareceu, fazendo Max sumir. Respirei fundo e gritei:
- Estou em casa. — Em segundos o resto da família Ackerman — e minha mãe — estavam na sala.
- Suzinha! — Minha mãe veio me abraçar, mas logo me soltou para encarar Lupin. Andy também me abraçou. Dunga se limitou a dizer um oi e Mestre quase me enforcou.
- Agora que vocês já quase me mataram... Mãe, esse é Remo Lupin, meu padrinho. — Ela ficou em silêncio, todos ficaram. — Eu tenho algumas coisas para falar com você, se Andy e os garotos nos permitirem. — Todos saíram da sala, ela estendeu a mão para Lupin, que apertou e sorriu.
- É um prazer conhecê-la. — Disso Lupin. Mas minha mãe não respondeu.
- É o seguinte, — eu disse, — eu vou me mudar. — Ela ficou branca. Como eu achei que faria. — Vou estudar em um internato em Londres. Um internato que, pelo que eu fiquei sabendo, eu recebi várias cartas quando eu tinha onze anos.
- Então você descobriu. — Ela disse, meio triste.
- Mãe, eu te amo. Por mais que tenha feito isso, mentido para mim, me privado de uma vida que nem poderia imaginar, eu ainda te amo, como uma mãe. Conheci Harry, e você iria adorá-lo. Menino incrível, sério mesmo, mas viveu com a irmã de minha mãe, que infelizmente é muito maldosa. E agora eu sei que tive muita sorte por ter você, por ter tido o papai, por ter o Andy e os garotos. Mas mesmo assim, — eu respirei fundo, e olhei bem nos olhos dela — eu tenho que ir. É o meu lugar, e cedo ou tarde eu teria que ir. Harry precisa de mim mãe, ele vai enfrentar grandes coisas no futuro, grades mesmos. Ele é mais delinqüente que eu, acho que isso vem de Pontas.
- Pontas? — Minha mãe pediu.
- Meu pai, era um maroto. Aprontava todas em Hogwarts com mais três garotos, incluindo Lupin aqui. — Então era a vez dele falar, para deixá-la tranqüila.
- Eu sei que deve estar preocupada com Suze, mas acredite, quando eu a vi meu coração ficou tão leve. Passei quatorze anos pensando que ela havia sido morta e então ela aparece junto com Harry e eu fico extasiado. Hogwarts é uma escola segura e ela ficará bem, terá amigos e pode vir nas férias de verão para cá.
- Eu não vim lhe pedir permissão, vim lhe avisar. Por que, por mais que eu fique com raiva, eu ainda te amo. — Minha mãe me abraçou, surpresa por tudo que eu havia dito. — Eu sei, as aulas começam daqui uma semana e o Padre Dom vai ficar furioso quando souber, mas garanto que Dunga, quer dizer, Brad, vai adorar não me ter mais por perto para levar porrada. — Eu sorri e abracei minha mãe, que mesmo triste, sorriu, beijando minha testa.
- Boa Sorte Suzinha, e lembre-se, mantenha contato! — Sorri e saindo de casa disse:
- Pode deixar, não vou me esquecer. E ano que vem, vou trazer Harry para conhecer Carmel, podem preparar um quarto. — E então fomos em direção a missão.
No caminho, Jesse me deixou mais preocupada que eu já estava.
- O que vai dizer ao Padre Dom?
- Eu não sei.
- Porque você sabe, é pecado mentir para um padre.
- Jesse, em primeiro lugar eu já vou pro inferno mesmo, já menti pra padre, feira, bispo, policial, mães e tudo que você pode imaginar e em segundo eu continuo sem saber.
- Uou, vocês com certeza se entendem. — Lupin disse, rindo e olhando o mar azul e maravilhoso. O qual eu diria adeus, mas tudo bem, a maior beleza de Carmel era móvel e particular.
- Temos nosso jeitinho. Também, depois do que eu penei pra salvar esse ai. — Eu disse rindo e me lembrando do exorcismo e do depois... Do beijo. Lupin se limitou a sorrir. Quando eu achei que não podia ficar pior, bem ficou.
Quando estávamos passando pela praia vi Adam, Cee cee, Kelly e Debbie e mais vários colegas da Academia, que, me viram e começaram a gritar.
- Ah, ótimo, tudo que eu mais precisava.
- Suze! — Disse Cee cee e Adam, juntos.
- Você não estava em Londres? — Adam pediu. Kelly e Debbie ficaram um pouco atrás, escutando.
- Bem estava, mas voltei para pegar algumas coisas.
- Como assim “pegar algumas coisas?” — Kelly não poderia ficar calada, e pensei seriamente, que já que iria estudar e morar em Londres eu poderia dar um belo chute naquele traseiro bronzeado, mas respirei fundo e respondi:
- Estou indo estudar em Londres. — Cee cee e Adam ficaram arrasados. Já Kelly e Debbie, nem o crédito de pelo menos fingirem eu posso dar. Abracei meus amigos, pedindo desculpas, mas eu precisava ir. — Além de tudo, eu volto nas férias. — Disse, me afastando dos quatro e indo em direção a Academia.
Decidi contar a verdade ao Padre Dom. Ou toda a que eu podia. Sabe a parte do fantasma de minha mãe aparecer e me pedir para cuidar de Harry? Eu podia contar isso, só ia pular o fato de ser uma bruxa e que isso existe e fim. Quando cheguei na academia e pedi para falar com o Padre Dom, não demorou mais que um minuto para eu vê-lo abrir a porta e me receber com um abraço. Tá ai, eu conseguiria suportar a saudade da minha família, dos meus amigos, mas do Padre Dom... Essa vai ser complicada. Encarei os olhos azuis do velhinho e, junto de Jesse e Lupin, entrei no gabinete do diretor pela última vez. Lugar que eu havia passado boa parte de meu ano escolar na Academia, cara, ia sentir muita falta disso.
- Suzannah! Como é bom vê-la depois do ultimo infeliz acidente que tivemos com, bem você sabe...
- Tudo bem Padre Dom, ele sabe, Lupin também pode vê-los.
- Ah, que ótimo! Bem então, Jesse como está?
- Muito bem Padre. — Jesse respondeu.
- Sabe, Padre D, é que eu, meio que, vou me mudar. — Padre D me encarou seriamente, olhando para o homem ao meu lado e para Jesse.
- Como assim, vai se mudar?
- Recentemente eu descobri que fui adotada.
- Oh, santo deus! — Padre D ficou paralisado, mas eu sorri.
- Minha mãe, minha verdadeira, acabou aparecendo a uma semana. — Ele me encarou, aqueles olhos azuis que me davam força para enfrentar a maldição que eu havia herdado do lado Evans da família. — E ela me contou que eu tenho um irmão gêmeo, em Londres.
- Isso é maravilhoso, mas vai se mudar para Londres?
- Para o internato dele, sim. Antes dela sumir e você sabe, ir para o lugar que ela tem que ir ela me pediu que cuidasse dele, que ficássemos juntos. Então estou me mudando para Londres. Eu e Jesse. — Padre D não ficou feliz com isso, mas não tinha tempo para discutir sobre meu relacionamento — mesmo que inexistente — com Jesse.
- Esse homem é algum professor ou algo assim? — Padre D pediu.
- Na realidade, ele é meu padrinho. Melhor amigo de meu pai. Acabei de descobrir que minha mãe, Lily, também via fantasmas. E Remo também vê. De uma coisa é certa, estarei bem lá, pelo menos na parte que diz sobre fantasmas. Terei Lupin e Jesse para me ajudar.
- Suzannah, sei como você é apegada ao Jesse, mas seria boa idéia levá-lo junto?
- Claro que seria, porque não seria?
- Você sabe porque, já falamos sobre isso quando eu lhe exorcizei.
- Você o que?! — Lupin perguntou. Eu vinha tentando esconder esse pequeno pedaço.
- É, bem, eu meio que fui para o reino dos mortos por meia horinha, nada de mais. Mas no final os dois fantasmas acabaram apanhando feio. — Eu olhei para Jesse que tinha um olhar vazio, no horizonte. — Acho melhor lhe contar melhor em Londres Aluado. — Ele me encarou, severo.
- Padre D, voltarei nas férias, até lá tome cuidado com os fantasmas raivosos que aparecem por ai. Não de uma de Suze Simon, ok? — Padre D riu e então me abraçou. Quando saímos, Jesse pegou uma mão minha e Lupin outra e logo estávamos no meio de uma ruela.
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