Little Flower

3 ❀ Capítulo 2 - Begônia


Notas iniciais
OLÁ! OLÁ! OLÁ! Estou meio sem saber como agir por aqui, tô meio com vergonha da demora que cometi, mas eu tenho motivos! Gente, sou daquelas pessoas "nerd" - Mesmo que não estude todos os dias, anyway - e a época de provas começou. Tive de estudar, manter o meu perfil perfeito na escola, e, quando tinha tempo de sobre, tava simplesmente cansada. Minha cabeça só queria deitar, talvez assistir série. Desculpe, ok? Ah, porém não vou deixar desse jeito. Como viram, postei hoje, um dia fora do combinado, e também sábado. Yeah! Dois capítulos numa semana . Assim espero, não é promessa. Quero agradecer imensamente a Sleeping Beauty por ter escrito aquele comentário que me fez desejar te abraçar até a deixar asfixiada. Foi importante demais pra mim. Não só ele, todos os acompanhamentos. Tudinho. Agora vou deixar o capítulo a mercê de vocês e que seja. Begônia faça seu trabalho, hum? Boa leitura!

Allycia persistiu em desenhar no seu calendário enfeitado com desenhos de efeito aquarela, no momento sendo usada a página em que um urso de pelúcia antigo, todo desgastado, rodeado de pontos luminosos podia ser visto, dando o seu melhor para conseguir desenhar uma Begônia no espaço trinta de Abril, deixando-se até mesmo pôr a ponta da língua para fora dos lábios num sinal de esforço.

Sua ideia de marcar as datas mais especiais para si teve como motivador para aquela flor a timidez e inocência em excessos, talvez até o ponto de deixá-la preocupada consigo, terem extrapolado por seus poros, chegando até o Menino Punk – A denominação rendeu uma noite em claro, repleta de pesquisas sem nexo no Google até achar o estilo do rapaz da floricultura há três dias.

Tal situação foi marcada logo ao chegar à região da faculdade, passando a procurar pela amiga Trish ou, nas ocasiões de irritá-la, Patricia, estudante do curso de Economia, a qual pediu para encontrá-la a fim contar sobre um encontro feito na noite anterior, e ser abordada por um garoto, encostado no muro, cujo rosto fora mencionado em assuntos desagradáveis em sua roda de conversa, informações que Ally relevou por acreditar ser bom o dar uma chance, ficando a prestar atenção no diálogo, repleto de aproximação proposital do outro, porém sendo interrompida pela colega, bem quando estava prestes a sofrer um encurralamento, raivosa, soltando ofensas.

A frase dita pela moça baixa, de cabelo encaracolado e estatura robusta, enquanto era arrastada rua afora soou em sua mente durante todo o período escolar, conseguindo, pela primeira vez, levar-se distante dos conteúdos:

“Sua inocência é tanta que chega a dar nos nervos. Caramba, tome mais cuidado.”

Diante das impressões de si mesma, a morena pensou em toda a vida, revendo se existiam instantes da ingenuidade a colocar em perigo, contudo não achando nenhum, retirando aquele. Ela estava bem daquela forma, nada nunca a avassalou, sendo assim como poderia ser defeituosa por isso? Em seu conceito, a vida era realmente bela. Os humanos deveriam olhar mais profundamente o mundo, esquecer os supérfluos, amar o quanto puder, perceber o porquê de nascerem: Viver, não sobreviver. Justamente com esse pensamento, a menina imaginava todos os seres com a doçura igual a sua, errando inegavelmente. Mesmo dessa forma, fez uma promessa que iria ser mais cuidadosa, pois, no fim das contas, não é a dona da razão.

Horas arrastadas terminaram e o turno na floricultura chegara, autorizando-a de ficar aliviada. No local, poderia não ficar nas maluquices do planeta, tendo passe livre a agir como quisesse, afinal, somente flores a julgariam ali e, sinceramente, nada de ruim poderia sair delas.

Encontrava-se no meio do dia, o céu lembrava-a de ainda ter três horas para voltar a sua casa, preparar comida congelada, sua clássica refeição enquanto Jay não saia do hospital, embora a cor cinza pudesse confundir, usando o seu passatempo preferido, alegrando-se ao perceber ter superado o medo de cantar em frente a pessoas, a fim de distrair-se. As palavras cantadas de Let Me In – Grouplove– Sua banda predileta, pela principal razão da voz da Hannah a embalar numa bolha de emoções próprias -, rolando pelos lábios, soando pelo estabelecimento vazio. De tanto balançar a cabeça no ritmo, sua coroa de flores feita de Gerberas rosas começou a cair sobre o olho, tendo de parar de brincar com o nó do avental e arrumá-la.

Como um déjà vu, escutou o mesmo som abrupto do sino e a visão ser tomada pelo Menino Punk, vestindo uma mistura de roupas que Ally só pôde identificar preto, sendo seguido por outro garoto, o, pela recordação, motivo de Moon ter entrada na floricultura anteriormente, porém vestindo roupas extremamente opostas. Ainda que sejam igualmente excêntricas, a do segundo rapaz apresenta uma quantidade grande de coloração.

Nesse episódio, a moça não abaixou a cabeça, nem se sentiu, mesmo de forma moderada, intimidada, só permitiu um sorriso singelo adornar os lábios e as sensações se renovarem.

“Não, não, eu tô’ aqui já” O rapaz de fios ruivos dizia para o celular pendurado entre o ombro e cabeça enquanto com as mãos guardava um vaso de rosas de volta no lugar que tinha pegado “Sei. Ela deve chegar aí só de noite, né?”

Allycia quis saber quem iria chegar aquele dia, contudo permaneceu quieta, apenas observando o loiro, novamente, beliscar folhas, coisa que a fazia desejar ir até ele e o ensinar como ser cuidadoso com as flores, as dando o devido respeito, até o momento dos seus olhares se encontrarem, crescendo vergonha nela por ser pega no flagra, juntamente a diversão no outro diante das bochechas rosadas de Little Flower.

“Hey, Little Flower!” Saudou, praticamente gritando, afinal, encontravam-se distantes, porém caminhando até parar na frente do balcão, debruçando-se nele “Não é que o até chegou? Cá estou, agora com um nome.”

“Olá, Austin” Cumprimentou, como sempre, superando a timidez, deixando-se arranhar sua própria mão, ação que aliviou o esforço de mascarar as emoções, feliz por poder fazer isso pela razão de estar escondida, diferente de outrora “Quer ajuda para algo?”

“Não, dispenso essa coisa de flor. Tô’ aqui pelo Dez” Apontou sobre o ombro o rapaz ruivo, que permanecia no telefone próximo a entrada.

“Oh... Bem, vamos esperar por ele?”

“Sim, nós vamos” Riu, após permanecendo com um repuxar de lábios e atenção voltada para Ally, analisando a quão bonita era, fato que Austin constatou desde que a vira.

Essa observação era mútua. Ambos grudaram olhares, estudando traços, percebendo mínimas imperfeições alheias, tal como uma cicatriz mínima no queixo do garoto advindo de um tombo quando criança ou sardas espalhadas pela face da menina. O momento era considerado estranho pela Allycia, a qual abaixou os olhos para sua destra segurando o pulso esquerdo, não mais arranhando, perguntando-se o que fora aquilo. Será que as flores, a platéia da situação, conseguiriam explicar-lhe?

“Ufa, consegui que minha mãe parasse de falar” Uma voz desconhecida soou, dissipando o clima, nem percebendo ter feito isso “Ela quer pra Didi uma tal de Frénia”

“O certo é Frésia, senhor” A morena corrigiu, saindo do balcão e indo até o rapaz, vendo a grande estatura dele, chegando a ser intimidador “Nós temos mudas naquela prateleira. Me acompanhe, por favor.”

O pequeno corpo abriu caminho até o espaço indicado, esforçando-se a esquecer outros dois atrás de si, principalmente um coberto de tons negros, pois agira de forma imensamente constrangedora. Piorando a situação há a informação de ela ter apreciado a imagem recolhida.

“Aqui estão. Frésias de diversas cores a dispor de sua escolha” Apresentou, colocando-se perto do cliente, mas ficando distraída ao voltar à brincadeira com os cordões do avental rosa bebê.

Tecido rodado em seu dedo anelar, depois solto, enrolado de novo. A repetição era para não precisar olhar a dupla de meninos presentes, porque cometera atitudes ruins: Primeiro, encarou o Punk, sem vergonha alguma, em seguida, corrigira o amigo dele sem maleabilidade. Se antes não tivera timidez, agora era hora.

“Acho que a roxa é a cara dela, não é, não, Austin?” Dez questionara ao colega, o qual estava vendo Allycia circulando o dígito, avaliando a garota como um pouco estanha “Hey, mate¹?”

“Já pegando as gírias britânicas, mate?” Zombou o loiro, falando o vocativo com uma careta “É, é, a Didi vai gostar dessa aí.”

“Certo, vendedora distraída, vou querer essa aqui” Pegou o vaso de modo desajeitado, quase o derrubando, conseguindo o resgatar segurando o caule da planta.

A morena esbugalhou os, já grandes, olhos castanhos, percebeu a boca ficar seca perante a visão de a flor ter sido pega daquele jeito, com uma brutalidade que ela não desejaria nem para o pior assassino. Pobre existência, sentiu aquela dor.

“Oh, meu Deus!” Exclamou não aguentando segurar “Se os seus planos é mostrar acolhimento e proteção a essa tal Didi é bom que proteja a Frésia também. Ela não merece ser destratada, ok?”

Nesse momento sim que ela quis se esconder debaixo das roupas ou, quem sabe, só empurrar a coroa de flores para baixo e sair cautelosamente de cena. Perguntou-se o que ocorria hoje consigo. Havia acabado de brigado por uma flor com o garoto, seu cliente. Ele poderia muito bem ir embora ou reportar o ocorrido ao seu chefe. Percebeu a inocência gritando.

“Calma aí, Little Flower” Moon pediu, pegando o objeto das mãos do ruivo, que fitava tudo pasmo, colou no seu peito cuidadosamente “Olha, tá’ tudo bem com ela. Inteirinha, hum?”

“Certo” Respirou fundo, analisando a flor, vendo que, realmente, não ocorrera problemas e voltando-se ao rapaz que gritara “Me desculpe, senhor. De verdade, lhe peço mil desculpas, eu só não pude evitar.”

“Eu quem peço desculpas, pois... Não a protegi?” Desculpou-se, mesmo aquilo soando como uma dúvida.

Austin passou o vaso até os braços da moça, oferecendo-lhe um sorriso para reconfortá-la, porque estava visivelmente perturbada, e, em seguida, deu uma cotovelada no amigo, rindo da situação.

Nada como uma pitada de inocência e timidez para alegrar o seu dia.

Notas finais
Bom, LittleFlowers, o que acharam do capítulo? Sério, de verdade, vocês acharam que valeu a pena a demora? Pode ser um pouco estranho - Tá, é mesmo -, mas eu realmente sou insegura, sendo assim comentem, pode ser só um "Continua", tanto faz. Espero nos vermos sábado - Se eu conseguir. Missão difícil, meus caros. Um beijo, DhampirGirl