Frank se sentou na beirada da cama de Clarisse e olhou para o álbum e pensou nas palavras exatas para poder falar sobre a mulher da foto.

- Bem querida, eu fui casado com sua mãe, mas infelizmente ela não pode viver conosco.

- Ela morreu?

- Digamos que ela está em um lugar apropriado para pessoas com ela, e ela está bem.

- Será que ela deve sentir minha falta? — Perguntou Clarisse meio cabisbaixa.

No momento que Frank ia responder, Mercedes adentra o quarto de Clarisse com uma travessa cheia de biscoitos de chocolate com gotas de chocolate, Frank respirou aliviado por não precisar responder a pergunta de Clarisse , pegou o àlbum sorrateiramente e escondeu atrás das costas e saiu de fininho enquanto Clarisse se destraia com os biscoitos de Mercedes.

- Joseph venha cá. — Gritou Frank do pé da escadaria.

- Sim senhor. — Joseph revirou os olhos e subiu as escadas em direção ao escritório de Frank.

- Pois não.

- Como isso foi parar nas mãos de Clarisse? — Perguntou Frank estendendo o àlbum para Joseph pegar.

- Não sei, talvez Mercedes, não sei.

Frank deu um giro em sua cadeira e depois se levantou para fitar o por do sol que era admirado por ele todos os dias através de sua janela.

- Tenho mal precentimento, Joseph.

- Pode falar pra mim, será melhor. — Disse Joseph colocando as mão direita no ombro de Frank.

- Eu sei que proibi o assunto, mas o fantasma dessa mulher ainda está aqui, eu sei que ela está viva e não tem fantasma, mas saber que ela está viva é tão assustador quanto saber que ela está morta e seu fantasma ronda essa mansão.

- Por que não vai até a clinica onde ela está, assim poderá se aliviar um pouco, o que acha?

Frank virou-se e retribui um sorriso em forma de resposta e apertou a mão de Joseph.

- Vai visita-la? — Perguntou Joseph.

- Preciso tirar essa cruz das minhas costas, não acha?

Joseph apenas balançou a cabeça em afirmação e depois se retirou da sala deixando Frank só.

Em Nova Jersey, Katherine conversa com seu psiquiatra, Doutor Jackson sobre sua melhora e sua progressão no tratamento:

- Então isso significa que eu posso receber alta, é isso mesmo? — Perguntou Katherine entusiasmada.

- Não vejo mais motivos para mante-la aqui, Kath, além do mais seu quadro de esquisofrenia já foi normalizado e você não apresenta riscos as pessoas.

- Nunca fui louca, Doutor. — Disse Katherine com a voz embargada.

- Eu sei, Kath. Seu problema é o que podemos comparar à um cabelo embaraçado, se pentearmos ele algumas vezes ele irá se desemabaraçar, e estará normal de novo e isso foi igual a sua esquisofrenia, você só precisava de tratamento e não uma internação.

- Acho que meu marido nunca gostou de mim, por isso me colocou aqui nesse lugar horrível.

- Bem, hoje é Domingo, então amanhã mesmo você poderá ter alta, está bem.

- Sim. — Katherine abraçou fortemente o médico que retribuiu o abraço de Kath, mas de uma maneira mais carinhosa.

- Vá para o seu quarto descançar e fazer suas malas, por que amanhã bem cedo você terá sua alta concebida, agora vá.

Kath balançou a cabeça em aprovação e foi até seu quarto arrumar suas coisas, até que Gabriela, sua enfermeira bate na porta.

- Posso entrar? — Perguntou Gabriela encostada no batente.

- Sim, preciso contar uma novidade para você.

- Diga então. — Gabriela sentou-se na cama de Kath e quase gritou quando ouviu de sua amiga/paciente que teria alta no dia seguinte.

Ela sabia que o problema de Kath não era tão grave, mas a imagem do marido era mais importante do que ouvir e compreender o que a esposa tinha que acabou lhe internando na clinica e nunca mais voltou para vê-la.

Kath por sua vez sofreu todos esses anos com a ausência da familia, do marido que mesmo a maltrando era muito amado por ela e sua filhinha que ela mal aproveitou.

- Então pra onde vai quando se livrar desse lugar, Kath?

- Atrás de Clarisse.

- Mas o que pretende fazer para se aproximar dela?

Kath se sentou na cama e abaixou a cabeça pensando em algo que pudesse fazer para se aproximar da pequena, até que teve uma ideia.

- Você me disse uma vez que ela estudava no Father of Mercy de NY.

- Tá o que que tem de mais?

- Vou lecionar lá, aliás eu tenho meu diploma de pedágogia e posso dar aulas de piano para as alunas, o que acha?

Gabriela levantou-se e fitou Kath com uma expressão de pena e duvida.

- Acha mesmo que ele irão deixar uma pessoa que foi internada em uma clinica psiquiatra trabalhar com crianças?

- Isso eu dou um jeito, mas o que eu preciso mesmo é me aproximar de Clarisse, essa é a minha meta a partir do momento que eu sair por aquele portão. — Disse apontando para a janela na direção do enorme portão branco com ferrungem.

- Boa sorte então, estou torcendo por você, Kath.- Disse Gabriela abraçando a amiga/paciente.

- Obrigada, e se dizem que a fé move montanhas, posso move-las até o mais próximo possível da minha filha.

- Ore! — Disse Gabriela cruzando os dedos e saindo logo em seguida.

Kath tentou dormir durante a noite, mas não conseguiu pregar os olhos de tanta ansiedade, enquanto Clarisse observava as estrelas com sua luneta.

Observou todas as constelações até que se surpreendeu com uma estrela cadente que passou no céu.

Em imédiato, Clarisse lembrou-se do que Mercedes havia lhe dito, que quando uma estrela cadente cruza o céu deve-se fazer um pedido e Clarisse fez.

- Eu desejo ver minha mãe, encontra-la, saber que é ela.

Após fazer o desejo, Clarisse deixou de lado sua luneta e foi dormir ainda pensando no desejo que fez.

Mercedes estava sem sono e decidiu ir até o jardim para poder refletir.

Ao sair do quarto esbarrou em Frank que estava indo em direção seu quarto.

- Boa noite Mercedes, onde vai?

- Boa noite seu Fra-nk. — Cumprimentou Mercedes totalmente sem graça por ser apanhada por seu patrão. — Eu ia até o Jardim.

- Essa hora?

- É a hora que eu costumo ir.

- Quer que eu te acompanhe?

Mercedes olhou sem jeito para Frank e sorriu em afirmação.

Os dois desceram as escadas e foram até o jardim onde se sentaram em um banco que ficava de baixo de uma cerejeira.

- Então Mercedes, como anda a vida?

- Estou indo, tenho meu emprego e posso ajudar minha mãe com o que ganho.

- Está certo. Diga-me Mercedes, você tem namorado?

Mercedes sentiu suas bochechas queimarem e abaixou a cabeça negativando.

- Nossa como pode uma moça tão bonita como você estar solteira, é jovem precisa se destrair também, invés de ficar só pensando em trabalho e em ajudar sua mãe.

- Mas ela precisa do meu dinheiro.

- Não falei nesse sentido, Mercedes. Apenas disse que você precisa se destrair também, invés de ficar só dentro dessa casa, preparando quitutes e cuidando de Clarisse. Tem 26 anos, precisa se divertir também e eu sei o lugar ideal para isso.

Mercedes olhou sem graça para Frank, mas não se conteve em perguntar.

- Onde?

- Venha comigo.

Frank levantou-se quase num pulo e puxou Mercedes pelo pulso até uma pequena lanchonete que tinha uma apresentação colver da Amy Winehouse.(Não me contive, eu adorava a Amy, que descance em paz.)

Mercedes vivia ilegal no país então se sentiu constrangida e com medo de que algum policial descobrisse que ela estava ali, mas rapidamente Frank a puxou para a pista e eles começaram a dançar Tears dry on their Own , Mercedes estava tão sem graça que quase não se mexia enquanto Frank tentava conduzi-la a dança.

- Pare por favor eu não sei dançar. — Suplicou Mercedes.

- É tão fácil, deixe seu corpo sentir a canção, só isso.

- Não consigo.

- Ah consegue sim, é só deixar a canção te guiar.

Mercedes tentou e acabou esbarrando em Frank e encostando seus lábios sem querer nos dele.

Mercedes se sentiu tão envergonhada que o soltou e saiu chorando da lanchonete enquanto Frank ficou parado tentando entender o tinha acontecido para Mercedes sair tão eufórica, considerou que o pequeno acidente que ocorreu não foi nada demais , mas mesmo assim continuou e foi dançar com outra moça.

No dia seguinte, Mercedes foi acordar Clarisse bem cedo para que fosse para a escola já que constatou que Frank não estava em casa.

- Acorde Boneca ou vai se atrasar.

Clarisse acordou rapidamente e foi para o banheiro tomar um banho enquanto Mercedes relembrava da noite passada, do acidente e chegou a constatar para si própria que talvés seu patrão chegue a demiti-la, mas espantou os pensamentos enquanto arrumava Clarisse que logo lhe fez uma pergunta.

- Mercedes, os desejos de estrelas cadentes se realizam?

- É claro que sim, é só pedir com muita fé e vontade que ele irão se realizar, mas quando você viu uma?

- Ontem à noite.

- E não me falou nada?

- É que pensei que estivesse dormindo.

- Preferia estar mesmo. — Disse Mercedes quase num sussurro.

- O que?

- Nada, vamos que hoje eu irei te levar para a escola.

As duas logo foram em direção à escola de Clarisse, enquanto Kath tomava seu café acompanhada de seu médico.

- Então, em alguns minutos voltará a sua vida normal, está feliz?

- Muito, quero muito mesmo rever minha filha.

- e irá revê-la.

-Obrigada.

Ao terminar o café, Kath foi até o escritório do médico e recebeu sua alta.

Kath se despediu de Gabriela, sua amiga com muito choro e emoção, mas uma prometeu que iria rever a outra e por fim Doutor Jackson, por que sem ele não teria alta e logo Kath estava de volta a vida.

Notas finais
Bem, Acho que foi meio comprido, mas se gostarem faço o 3º, okay.
Ah como a fic fala sobre o Frank também e ontem foi o aniversário dele, então
PARABÉNS FRANK,!!!!!!!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.