Little Crow

1 Chapter 1 - In the abandoned subway.


Notas iniciais
Ahãm... Oi pessoal eu não sou muito boa para expressar algumas coisas, mas devo dizer que estou super empolgada com essa fanfic.
E a primeira que eu faço em relação a Batman, ou seja costumei com escrita de fanfics de animes, então não sei se começa exatamente com cara do Batman.
Pra quem não é exatamente Otaku (aquele que gosta de anime e manga japonês) eu tomei o cuidado para não ter referencias japonesas mas mesmo assim alguma coisa ou outra irá aparecer. (fiquem em paz que irei deixar significados e referencias nas notas finais sobre isso)
Além de tudo isso eu devo dizer, que irá ter Spoilers dos filmes, e também terá vários personagens originais.
Devo dizer que o Batman não sabe (nessa fanfic) as identidades dos criminosos ainda.
E já no primeiro capitulo tem a personagem principal que é original.
Bom chega de falatório.
Espero que gostem.

Janeiro; 18 de 2007.

Aquilo era algo inacreditável, dentro daquela estação de metrô desativada dois homens conversavam; um com uma cara de assustado o outro com uma cara psicótica, mas isso era porque ele usava uma maquiagem mal feita de palhaço.

O palhaço tinha cabelos verdes ondulados pintados com alguma tinta spray, seu rosto coberto por um pó branco o faria parecer um fantasma ao não ser pelo fato que usava uma sombra preta nos arredores dos olhos, e na boca uma tinta cor carmesim que estendia ate suas cicatrizes nas bochechas o fazendo um sorriso forçado.

Eles pareciam discutir alguma coisa, porem o palhaço não gostava muito da atitude do senhor que estava com ele.

— senhor Tampy – fala o palhaço inclinando a cabeça e estendendo os braços – já nos ajudou tanto, porque resolveu parar? – fala o olhando por baixo como um cão raivoso preste a atacar.

— Coringa – fala o homem que aparentava a idade entre quarenta a cinquenta anos – eu não posso continuar a fazer isso.

— Harry – fala o Coringa chamando-o pelo primeiro nome, e fazendo arrepiar-se – se não vai fazer isso por bem vou dar um jeito de fazer a força – fala o palhaço sorrindo.

— Coringa o que quer dizer com isso? – pergunta Harry com receio na voz.

— amoreco? – chama coringa para alguma coisa nas sombras – vem aqui um minutinho – Coringa chamava com o dedo enluvado.

Uma jovem sai das sombras, usando uma roupa que possuía tons de preto e vermelho, seu rosto tinha uma maquiagem bem feita de palhaço; em seus olhos possuía uma mascara preta. E uma das suas mãos ela possuía uma arma.

— que foi pudinzinho? – fala ela de maneira infantil

— traga nossa florzinha de cerejeira* ­– fala ele rindo sem graça alguma na sua voz.

˚˚˚˚˚˚˚˚˚˚˚˚

Em um lugar acima do metrô em um prédio velho onde estava condenado; uma jovem estava sentada em uma cadeira, e ali havia alguns capangas usando umas mascaras de palhaço e o mais agonizante era outro ser que estava no canto apenas a observando-a. Ele usava uma mascara diferentes dos outros bandidos que se parecia mais um capuz, de um tecido de sacos de estopa. Era um monstro, um espantalho.

Os capangas mexiam com a jovem moça, que devia ter apenas uns dezesseis anos, enquanto o ser encapuzado não fazia nada além de observar quieto. Ela começou a notar que ele não estava confortável com aquele lugar.

— queridinhos – fala a jovem palhacinha chegando ao lugar – meu pudinzinho pediu pra levar a florzinha.

— Arquelina – fala o Espantalho que estava quieto o tempo todo – eu vou com você.

— porque retalhos? – fala ela como se dissesse “porque diabos?”.

— conheci o senhor Tampy – fala ele respondendo a jovem pintada com desdém.

— e dai? – pergunta ela com pouco caso.

— e “dai” que eu posso persuadi-lo – fala o magricela que agora se levantava de onde estava e ia em direção aos capangas e a namorada do Coringa – quem sabe isso não amolece o palhaço e ele me solta.

— o Coringa não vai te soltar assim tão fácil queridinho – fala ela sorrindo com uma cara debochada.

A jovem que estava amarrada observava tudo como se não estivesse ali. Ela não fazia ideia, mas havia conhecido o “retalhos” há vários anos atrás.

˚˚˚˚˚˚˚˚˚˚˚˚

Harry Howard Tampy era o maior empresário no ramo de roupas em Gotham, a Trama’s, ele possuía uma das maiores edificações do centro da cidade, perdendo apenas para a companhia Wayne.

Entre seus patrimônios Tampy possuía uma grande mansão fora de Gotham, alguns carros importados e cinco e únicos galpões de estocagem nas docas de Gotham, únicos porque somente a Trama’s havia adquirido o local privilegiado e construído. Os galpões eram tão grandes que Harry alugava os espaços que sobravam, para os containers de outras empresas, e isso incluía também a empresa Wayne.

Lá a estocagem de tecidos, e outras coisas de costura ficavam armazenadas depois de Harry encomendar direto de vários países, como Índia, China, Japão e Brasil.

Trama’s não era apenas fabricante de roupas em larga escala, ela possuía dois grandes estilistas que tinha a função também de fazer roupas exclusivas para a alta sociedade.

Seu pai possuía um lema de unir todas as classes sociais. E para ajudar nisso, Harry contratava jovens e adolescentes para trabalhar em meio período em sua fabrica para tirar da rua e fazer esses jovens construir um novo futuro.

Mas aconteceu algo terrível com Harry. Sua esposa Esther morreu em um acidente de carro; Com isso Harry começou a criar grandes dividas, fazendo-o perder a maioria de seus bens. Assim o senhor Tampy se viu cercado de dividas.

E em uma desesperada atitude, Harry começou a alugar os galpões para a máfia de Gotham, com isso ele acabou se metendo com pessoas perigosas. Como o Coringa.

˚˚˚˚˚˚˚˚˚˚˚˚

Arquelina arrastava a garota enquanto o espantalho acompanhava mais atrás.

— não vai conseguir nada desse jeito Doutor – fala ela debochando.

— quem não arrisca não conquista – fala o mascarado que estava no mínimo nervoso com a mulher.

A garota que estava sendo arrastada já tinha ouvido aquela frase de efeito, e sabia muito bem quem a falava, foi então que ela percebeu que o mascarado era conhecido de seu pai.

— não seria petisca? – fala Arquelina.

— não – ele fala seco com raiva.

Descendo as escadarias velhas do metrô, passando pelas catracas enferrujadas, entravam em um lugar mal iluminado, ali fazia muito tempo que não era limpo; a poeira erguia conforme a mulher arrastava a jovem que andava calada.

— Ane – grita o homem– Coringa como pode?

— quem “pegou” ela não foi eu – fala Coringa rindo – não é mesmo Doutor Jonathan Crane?

— Crane? – fala o pai da moça estreitando os olhos para reconhecer o mascarado.

O homem retira o capuz, e encara o velho.

— meu Deus! – fala o senhor espantado– é você mesmo.

— como vai Howard? – fala o tal Doutor.

A garota que ainda estava sendo segurada pela namorada do Coringa ficou espantada. Poucas pessoas que ela conhecia que chamava seu pai pelo segundo nome. Entre elas sua mãe; então se recordou que já tinha conhecido aquele homem. Quando ele ainda era jovem.

˚˚˚˚˚˚˚˚˚˚˚˚

Recordava-se, de uma tarde que ela fora ao serviço do pai. Ela adorava ali porque era gigantesco o prédio e podia passear tranquilamente; o lugar que ela mais gostava era o refeitório, ali ela ganhava todas as guloseimas que queria; mesmo seu pai avisando-a para não se encher de besteiras antes do jantar.

A senhora Exandra, preparava um bolo com recheio de pasta de amendoim, que a fazia se lambuzar com o chantilly.

Ali ela conheceu Jonathan.

Ele estava em seu horário de almoço que era às quinze horas; estava cansado e com um pouco de fome. O refeitório era vazio aquele horário. Viu a cozinheira sentada na mesa juntamente com uma garotinha. Que devia ter no máximo cinco anos.

Ele ficou pensando se poderia trazer familiares na empresa julgando que a menina fosse filha da empregada. Logo em seguida que Jonathan havia pensado nisso, chefe da empresa aparece atrás da garotinha. Ele não fazia ideia que Harry Howard Tampy era pai daquela criança.

Howard o viu ali sentado sozinho e se aproximou com sua filha que segurava sua mão:

— Jonathan almoçando? – pergunta o homem sorrindo.

Jonathan se não fosse extremamente grato ao Senhor Tampy ele no mínimo ia dar uma resposta irônica e debochada da pergunta.

— pergunta idiota a minha – fala o próprio entendendo o erro – bom Jonathan essa é minha filinha – fala ele apresentando a garotinha que agora abraçava o pai no colo.

Ela olhava pra ele encarando, Jonathan nunca tinha conhecido uma criança que o encarasse sem ter medo dele; ela sorriu e disse:

— que olhos lindos – falou colocando o dedinho na boca tímida.

Ele ficou impressionado ainda mais, porque era odiado por ter os olhos daquela cor enquanto a maioria tinha na cor escura, eles o invejavam.

— obrigado – ele respondeu.

— pudim! – ela exclamou quando viu que havia sobrado no prato do jovem.

Ele olhou pra ela, que parecia que adorava coisas doces.

Ele pegou o pudim, de chocolate e entregou a ela.

— mas Ane – fala o pai com uma voz de repressão – é do Jonathan...

— não gosto de coisas doces – ele explica – ela pode comer.

Ela deu um sorrisinho sapeca e abriu o potinho e começou a comer.

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Ane sabia quem era ele, sabia que fora alguém especial para seu pai, até mesmo para ela por isso eles ficaram tão chocados; Não mais chocado que Harry ao saber que sua filha estava como refém.

— Coringa o que significa isso? – fala Harry visivelmente nervoso.

— apenas um lembrete de suas obrigações – fala Coringa rindo.

— e você Crane? – pergunta voltando para o homem sem sua mascara de espantalho monstruosa.

— como você Howard – fala ele focando o Coringa – eu também possuo um pé preso.

Coringa olha tudo com um tom de deboche.

— que tal doutorzinho fazer o velho recuperar o juízo? – fala rindo – não é isso que você faz na sua clinica?

— está certo – fala Harry se dando por vencido – será que pode soltar minha filha?

Coringa riu do desespero do velho. Mas mandou Arquelina soltar a garota.

˚˚˚˚˚˚˚˚˚˚˚˚

Agora Harry e Coringa conversavam em um canto, enquanto Ane ficara sentada quieta em uma parede que fora demolida por vândalos e pichada. Ela via também a “mulher” do palhaço, ela falava com o Crane, entre risinhos dela e olhar irônico da parte dele.

Ane sabia que Jonathan era irônico, porque possuía uma inteligência acima da media, que ela nunca se esquecera.

˚˚˚˚˚˚˚˚˚˚˚˚

Ane passava a maior parte do tempo agora enchendo Jonathan, este por sua vez se enchia de paciência, e cuidava da garotinha, principalmente para não ser demitido; essa era a única razão para ele fazer isso.

Ane possuía cinco anos, e já sabia o alfabeto, escrever o nome e as cores. Todos achavam aquilo inteligente da parte dela:

— Jonathan, as correspondências azuis, é do departamento de pessoal certo?

— sim – responde de forma seca.

— e os verdes? – pergunta ela pegando e olhando um envelope verde.

— seção de corte e costura – responde ele agora tomando o envelope da mão da menina.

— os roxos? –pergunta ela agora testando ele.

— telemarketing – responde sem emoção.

— vermelhos? – pergunta ela com um sorrisinho.

— representante de vendas – fala ele travando os dentes começando a se irritar.

A garotinha continuou a perguntar pra Crane, até que ela chegou a ultima cor que havia ali na mesa de correspondência. Além de chegar a ultima cor, chegou também na ultima paciência de Jonathan.

— e o branco?

Ele se irritou, virou pra encarar ela e via um sorriso de admiração dele saber tantas coisas. Ele parou respirou fundo e tentou falar de modo mais sutil.

— o diretor geral.

— papai não é? – pergunta a garotinha.

Ele não respondeu a jovem apenas voltou à mesa e continuou separando as correspondências.

— sabe né!? – fala a menina tentando chamar a atenção dele – você é muito mais inteligente que eu.

Ele não resistiu e dessa vez quem fez a pergunta foi ele:

— por quê?

— você com quinze anos possui um emprego, que normalmente é feito por pessoas de mais idade.

Ele não aguentou e riu. Riu da inocência de Ane, achando que ele possuía um emprego de um nível importante.

Ali só parava pessoas que não conseguia outro emprego ou como ele estava desesperado para conseguir o que queria.

˚˚˚˚˚˚˚˚˚˚˚˚

Ane ajudava Crane a levar os malotes; no meio do caminho passaram pelo hall do prédio e viu que ali se formava um tumulto, alguém falava em outra língua, e ninguém compreendia, ate que Crane escutou que o homem de meia idade disse em Francês e falou para o recepcionista:

— ele esta perguntando onde é a terceira avenida – fala Crane que também não sabia onde era.

O recepcionista explicou para Jonathan e esse por sua vez explicou ao estrangeiro, que ficou muito feliz com a ajuda de Crane.

— não sabia que falava Francês – fala o recepcionista que fazia como a maioria das pessoas daquele prédio, desprezava-o.

— talvez se não cuidasse tanto da vida dos outros – fala Crane com raiva – poderia ter feito um curso de francês e ter ajudado aquele homem – termina dando as costas ao aglomerado da recepção para terminar seus afazeres.

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Coringa sacudia a mão do velho senhor sorrindo de seu modo psicopata como sempre:

— obrigado por entender do que eu preciso, mas agora me fala onde você esconde aquelas maldita plantas– fala o Coringa o olhando ameaçadoramente.

— não faço ideia do que esta falando– fala Harry sem entender.

— sabe sim – fala ele molhando os lábios – você é o único nessa região que tem acesso.

— acesso a que? – pergunta Harry desentendido.

Uma explosão acontece.

Ane se levanta do muro e começa a correr em direção ao pai, ela não conseguia ver nada a sua frente, havia muito pó, por causa da explosão. Mas ela tentava encontrar o pai, ate que uma mão puxou, e saiu correndo.

Pelos trilhos velhos, um pouco distante do local onde havia acontecido o a detonação, ela agora podia enxergar. Ela podia ver que ela que lhe segurava pelo braço e fazia a correr.

Crane.

Ane sabia das condições físicas de Crane, ele era magro, do tipo que sofria bullying. Mas ela nunca havia notado que ele era forte e do jeito que ele corria a fazia perder o folego rápido, ate que chegaram ao uma escada.

— esta esperando o que?– fala Crane visivelmente irritado– Sobe!

Ane não esperou ele falar pela segunda vez, as escadas feitas de ferro eram enferrujadas e tinha uma coloração preta, mas os problemas não pararam ali no topo tinha uma tampa, de ferro maciço.

Ela empurrava, mas não possuía força suficiente.

Crane se irritou e passou por ela, fazendo-a ficar espremida entre o corpo dele contra a escada de parede.

Assim que saiu, ela notou que havia escurecido. E sem saber para onde ir Ane seguiu o moreno.

Notas finais
traga nossa florzinha de cerejeira* ­ fala ele rindo sem graça alguma na sua voz, mas ria.
Bom eu ia colocar Sakura que é o nome da flor em japonês, mas imaginei que o Coringa não falaria algo assim.
A flor de Cerejeira significa a beleza feminina e simboliza o amor, a felicidade, a renovação e a esperança.
Vão entender porque o Coringa a chama assim nos próximos capítulos que virão.
Será que mereço Review?