Lips Of An Angel!
1 Pedras e Perguntas!
Notas iniciais
Tudo bem?
BrubsLutz13, Como prometido ta aqui a fic. Vai ter dois capítulos apenas meu amor =]
Espero de coração que você goste.
Conforme forem os reviews eu posto o próximo capitulo.
Beijo beijo da Gôrda.
Natasha e Steve estavam sentados sobre a ponte de madeira velha, num antigo e abandonado parque que ficava no fim da cidade. O tempo estava nublado em Nova York, e um frio congelante tomava conta do lugar.
A noite vinha aos poucos, ainda era possível ver o por do sol, apesar do sol estar completamente fraco, talvez cansado de brilhar por hoje. Natasha juntava um montinho de pedras junto com Steve. Cada pedra lançada no lago que quicasse três vezes sobre a água equivalia a uma única pergunta.
Natasha sempre usará aquele lugar quando precisava pensar, ou apenas descansar e se desligar do mundo, muitas vezes violento, que ela vivia. E Steve descobriu o lugar por acaso, encontrando-se com Natasha lá, e desde então, isso se tornou um hábito para ambos, sempre se encontravam ali, ao por do sol.
Eles se fitaram brevemente e sorriram, a pequena montanha de pedra já estava formada. Natasha foi a primeira a pegar uma pedra e joga-la na água, mas a pedra afundou de primeira. Steve gargalhou.
-Precisa de treinamento. –Ele disse parando de rir aos poucos, Natasha revirou os olhos.
Ele então pegou uma pedra e a jogou para cima algumas vezes, fitou Natasha e deu meio sorriso.
-Não precisa ser com força, a não ser que queira que ela afunde. Mas jogue-a suavemente, como se ela pudesse flutuar no ar após ser lançada. –Ele disse se preparando para jogar a pedra.
Então num leve impulso ele a jogou, a pedra quicou três vezes na água e afundou. Steve sorriu vitorioso pensando no que perguntaria. Natasha apenas o fitava, aparentemente curiosa sobre a pergunta que viria.
-Já passou por experiências? –Steve perguntou a fitando, Natasha riu pelo nariz.
-O governo russo retardou meu envelhecimento, aumentou meu sistema imunológico e reforçou minha resistência física. –Ela disse sorrindo, Steve sorriu de volta.
-É acho que estamos quase na mesma. –Ele disse e ambos gargalharam.
As risadas de Steve eram música para os ouvidos de Natasha, ela amava aquela risada, e aquela carinha que ele fazia quando ria, quando ele ficava com os olhos meio abertos e meio fechados devido ao riso.
Ela pegou outra pedra e a jogou, lenta e suavemente, como Steve lhe ensinou. A pedra quicou duas vezes e afundou. Natasha bufou e riu pelo nariz logo em seguida. Steve apenas sorria vitorioso.
-Admita, você nunca vai ser boa nisso. –Steve disse rindo e recebendo um leve murro no ombro.
-Eu chego lá. –Ela disse.
Steve então pegou outra pedra e a jogou, e como de costume, teve o direito de perguntar de novo.
-O que mais gosta em relação a comida? –Ele perguntou a fitando.
-Com certeza almondegas, e pra acompanhar um bom vinho. –Ela disse sorrindo.
-Um, bom saber, não tinha ideia do que comprar para amanhã. –Ele disse fitando a água.
-Amanha? –Ela perguntou sem entender.
-Já esqueceu seu próprio aniversario Agente Romanoff? –Steve perguntou arqueando uma sobrancelha.
Natasha instintivamente levou a mão sobre a testa e abriu a boca no formato de um “O”, fazendo Steve rir.
-Por Thor, como eu pude esquecer? –Ela perguntou ainda não acreditando.
-Quando eu digo que você precisa de férias, literalmente não é brincadeira. –Steve disse sorrindo.
-Steve não se preocupe em fazer nada. –Ela disse sorrindo.
-Nem pensar, você vai jantar comigo. Qual é cansei de jantar todo dia sozinho. –Ele disse parecendo uma criança mimada, o que fez Natasha sentir uma vontade descomunal de apertar suas bochechas.
Por um momento sentiu-se mal, de pensar em que Steve vivia sempre sozinho, na mesma vidinha de sempre. Natasha sentia tanta vontade de expor todos seus sentimentos por ele, mas tinha medo, porque Steve parecia considera-la apenas como uma melhor amiga. E Steve também pensava o mesmo sobre ela. Á muito sentia vontade de expor cada um de seus sentimentos, mas não conseguia. Já não era bom com mulheres, imagine só com Natasha Romanoff. Ele respirou fundo enquanto fitava aqueles lábios vermelhos que se retorciam num leve sorriso.
Logo ambos começaram a conversar sobre coisas bobas. Natasha então começou a contar de suas aventuras em Budapeste. Algumas histórias bem tensas. Outras engraçadas. Steve apenas ria, enquanto ouvia atento e observava as caretas que Natasha fazia enquanto contava toda empolgada.
O frio era tanto que fazia com que saísse “fumaça” da boca dela, enquanto ela falava. Steve observava cada pedaço do rosto da mesma, as bochechas levemente coradas devido ao frio, os lábios vermelhos, os olhos brilhavam a cada vez que o olhar de ambos se encontravam.
-Aposto que conviver com Stark foi a pior experiência de todas. –Steve brincou e ela gargalhou.
-Sem sombras de dúvidas. Apesar de que correr de Bruce quando ele se transformou no Hulk foi bem mais desesperador. –Ela disse sorrindo e fitando aquele par de olhos azuis, que á muito vinha a encantando.
-Nossa, é mesmo. E você ainda estava sozinha. –Steve disse a fitando com meio sorriso.
Ambos ficaram em silêncio se fitando. Steve corou e desviou o olhar, Natasha riu pelo nariz, sabia o quanto o amigo era tímido.
-Steve, qual sua historia? –Ela perguntou sem tirar os olhos dele.
-O quê? –Ele perguntou enquanto pegava uma pedrinha do montinho que agora estava todo bagunçado.
-Sua historia. Sua garota. –Natasha perguntou sem tirar os olhos dele.
Percebeu Steve ficar apreensivo, o olhar agora triste, ele a fitou brevemente e em seguida voltou a fitar o lago, dobrando a perna e apoiando o queixo no joelho.
-Sabe Natasha, eu sempre fui o tipo de cara que era ignorado até por aquelas mais feias. –Steve disse fazendo Natasha rir e em seguida atirou uma pedra, a fazendo quicar algumas vezes antes de afundar.
-Duvido. Eu sei que teve alguém. –Ela disse o fitando curiosa.
-Eu a conheci, mas, caí com o avião antes mesmo de dizer o quanto ela era importante para mim. E quando acordei descobri que ela já não estava mais aqui. –Ele disse franzindo o cenho.
-Sinto muito. –Ela disse com a voz doce.
-Tudo bem, já faz muito tempo. –Ele disse a fitando, dessa vez quem corou foi Natasha, que fitava o corpo dele.
-Nunca mais se apaixonou? –Ela perguntou curiosa, também jogando uma pedra na água, tentando disfarçar.
-Sim, mas... é complicado. –Ele disse jogando outra pedra.
-Complicado como? –Ela perguntou curiosa, praticamente torcendo para ouvir o que tanto queria, mesmo sabendo que Steve era tímido o bastante para não expor seus sentimentos.
-Eu não levo jeito nenhum pra isso Natasha. E também tem vários outros fatores. –Ele disse sorrindo docemente e a fitando.
-Poderia te ajudar se você quiser, sei lá dar algumas dicas. –Ela disse animada e bagunçando o cabelo dele.
Mas antes que Steve respondesse o celular de Natasha começou a tocar.
-Droga, só um minuto. –Ela disse tirando o celular do bolso.
Atendeu e conversou por alguns minutos, parecia séria e preocupada. Steve apenas a observava. Admirando a beleza da mesma enquanto ela estava distraída. Então ela desligou o telefone e o fitou com o olhar triste.
-Steve tenho um trabalho agora, me desculpe. Encontramos-nos aqui amanhã á noite? –Ela perguntou o fitando.
-Sempre. Não se esqueça do jantar.–Steve disse sorrindo.
-Então boa noite e até amanhã. –Ela disse dando um beijo na bochecha de Steve e se levantando.
-Até, tenha uma boa noite também. E cuidado por favor. –Ele disse sorrindo.
Vanessa olhou para trás e acenou, logo depois correu, desaparecendo na neblina.
Steve respirou fundo e soltou a “fumaça” pela boca. Rindo feito uma criança, pensando no quanto aquilo era engraçado. Ainda pensava sobre o sentimento que crescia dentro dele. Seria paixão, ou só desejo? Ele queria falar para Natasha, mas tinha medo, de mais uma vez ser ignorado, ou de o destino brincar mais uma vez com ele.
Jogou mais uma pedra na água e se levantou, enterrando as mãos nos bolsos da calça saiu andando. De volta para sua pequena casa.
Ele caminhava tranquilo, pensando no que Natasha se metera agora. Preocupava-se com isso. Com suas missões fora de hora.
Quando chegou em casa a rua parecia bem vazia, as casas vizinhas tão quietas. Por um momento até estranhou. Entrou dentro de casa e acendeu a luz, após trancar a porta jogou a chave sobre a mesa. Caminhou até o quarto, depositando sua jaqueta sobre a cama e despindo-se.
Pegou a toalha e caminhou apenas com a boxer preta até o banheiro. Ligou o chuveiro e fechou o box, esperando a água esquentar o suficiente. Nesse intervalo de tempo terminou de se despir, e só quando viu os primeiros sinais de vapor, manchando o box de vidro, ele ousou entrar.
A água quente entrando em contado com sua pele que estava gelada, devido ao frio, o fez se arrepiar. Steve fechou os olhos e deixou a água cair sobre a cabeça, e então em seu pensamento, a única que veio foi Natasha. Sorriu por ter pensado nela, e depois sorriu por ter sorrido quando pensou nela.
Terminou seu banho sem muita enrolação devido ao frio. Secou-se rapidamente e correu até o quarto, vestindo a roupa mais quente que achara. Uma calça de moletom preta e uma camisa branca, que ficava um pouco colada ao seu corpo.
Foi até a cozinha e preparou um lanche natural, não estava tão faminto. Havia comido bobagens á tarde toda. Colocou em um prato e pegou um copo de suco. Voltou ao seu quarto e ligou a TV, deixou o suco encima do criado mudo e se sentou na cama, cobrindo com o cobertor metade do corpo.
As notícias não poderiam ser outras, Tony Stark faz isso, Tony Stark faz aquilo. Tony Stark sai com a armadura de ferro.
Steve bufou e revirou os olhos. Odiava a maneira como Stark gostava de aparecer. Nunca havia se dado cem por cento bem com ele. Eles tinham suas rinchas.
Steve deixou em um canal qualquer que não houvesse noticiário e terminou de comer seu lanche. Então deitou-se, aconchegado o suficiente para que o sono chegasse. Não demorou a dormir.
{...}
Natasha estava dentro de uma sala na S.H.I.E.L.D. , acompanhada de Clint. O prisioneiro, que estava amarrado em uma cadeira, apenas ria. Natasha o observava com ódio.
O homem tinha estatura média, cabelos pretos e olhos verdes, aparentava ter alguns vinte e poucos anos.
-O que você queria com Maria Hill? –Natasha perguntou de novo.
-Não converso com vadias. –Ele disse em deboche e levou um tapa no rosto, vindo com muita fúria das mãos de Natasha, que em seguida segurou o rosto dele com a mão, apertando-o.
-Olha aqui seu desgraçado, mais respeito comigo. Diga agora o que você queria com a Agente Hill. –Ela perguntou entredentes. Queria quebrar o pescoço daquele imbecil e ir embora logo.
O homem então cuspiu no rosto de Natasha, que fechou os olhos e sentiu o sangue ferver,limpou o rosto com as costas da mão, e então puxou os cabelos do homem para trás com violência, deixando o pescoço do mesmo á mostra, pegou uma faca que sempre carregava com si e a colocou no pescoço do mesmo, que arregalou os olhos em medo.
Ela afundou um pouco a lâmina, causando um pequeno corte, que fez o homem entrar ainda mais em desespero. Clint apenas observava, esperando o momento certo para faze-la parar.
-Agora me diga, com educação, o que você queria com Maria Hill. –Natasha perguntou puxando mais ainda o cabelo do homem, que parecia querer chorar.
Ela percebeu a calça do mesmo se molhando e o soltou, revirando os olhos.
-Este hijo de puta es mear en los pantalones. –Ela disse revirando os olhos e jogando a cabeça para trás, não acreditando na cena. Clint riu, tentando disfarçar ao máximo.
Natasha saiu da sala e fitou o diretor Fury, que observava-os pelo vidro.
-Você acha mesmo que ele é perigoso? Qual é Fury, achei que você havia me chamado para um trabalho mais interessante. –Natasha reclamou dando as costas e caminhando até a saída.
-Natasha espere. –Fury pediu, mas a única coisa que ela fez foi ignorar e ir embora.
Saiu caminhando pelas ruas, indo direto para sua casa, descansar, pois amanhã seria um longo dia.
Ligou varias vezes na casa de Steve, mas ninguém atendia. Resolveu deixar um recado na caixa eletrônica.
{...}
Steve acordou feliz, espreguiçou-se na cama e bocejou. Aquele bocejo que ele considerava o melhor do dia. Se esticou mais um pouco e levantou-se. Caminhando bem preguiçoso até o banheiro.
Por um momento ficou pensando no quanto deveria ser chato acordar e já ter um robô falando na sua cabeça. Ainda não sabia como Stark conseguia.
Se olhou no espelho e fez uma careta engraçada, devido a sua cara “amassada” de tanto dormir. Lavou o rosto e escovou os dentes, tomou uma rápida ducha e caminhou até a cozinha, lembrando-se de olhar as horas. Já eram quase três da tarde, arregalou os olhos em surpresa.
Percebeu que seu telefone piscava, lembrou que era referente a mensagens, colocou para ouvir.
“-Olá Steve, liguei para você diversas vezes, mas imagino que você esteja em mais um daqueles sonos de pedra. Só liguei para avisar que não nos encontraremos amanhã no parque, tenho algumas coisas para resolver a tarde. Mas me espere para jantar, devo aparecer aí por volta de oito horas. Um beijo.” –Ele ouviu a voz doce de Natasha e sorriu.
Preparou algo para comer, algo leve, já que havia acabado de acordar. Tomou um suco e vestiu-se para sair. Tinha de ir ao supermercado, comprar algumas coisas para o jantar.
Quando saiu na rua, deparou-se com sua vizinha, que era bem comunicativa, sentada na escada da sua casa, observando a rua.
-Bom dia Luli. –Ele disse e ela o fitou sorridente.
Luli tinha dezoito anos. Tinha longos cabelos negros e olhos grandes e verdes, verdes como esmeralda. Steve havia colocado o apelido nela de “olhar precioso”, ás vezes até mesmo a chamava de “olhar de esmeralda”. Ela era muito comunicativa. Sempre aprontava alguma. Steve praticamente a considerava como uma irmã mais nova.
-Bom dia senhor Steve. –Ela disse sorrindo e acenando.
-Quando vai parar com esse senhor? Eu me sinto tão velho. –Steve disse fazendo uma careta que a fez rir.
-Foi mal Steve. Vai sair? –Ela perguntou o fitando.
-Supermercado. Sabe fazer almondegas? –Ele perguntou se lembrando de que não tinha a mínima ideia do que comprar para fazer almondegas.
-Mas é claro, apesar de ter cara de preguiçosa eu gosto de cozinhar. –Ela disse e ambos riram.
-Pode me ajudar? –Ele perguntou e ela sorriu.
-Mas é claro. Sabe de tudo o que precisa comprar? –Ela perguntou o fitando.
-Não. –Ele disse enquanto balançava a cabeça negativamente, ela revirou os olhos.
-Deixa eu só pegar meu dinheiro que também preciso comprar algumas coisas. –Ela disse se levantando e entrando.
Depois de alguns minutos ela saiu, mais arrumada e sorridente.
-Bora lá cowboy. –Ela disse sorrindo e Steve novamente fez uma careta engraçada.
Ele achava sempre engraçado a forma como ela falava, as palavras estranhas que vez ou outra ela usava. Quando chegaram ao supermercado ela tentou não rir muito das encaradas que Steve levava e nem percebia.
-Ela deve ser muito importante. –Luli disse chamando a atenção de Steve.
-Perdão. –Steve disse voltando a atenção a ela.
-Sua garota. Você deve gostar muito dela. –Ela disse sorrindo e Steve corou.
-Ela não é minha garota. –Ele disse coçando a cabeça.
-Como assim? Aquela ruiva te come com os olhos. Se não é, ainda vai ser. E aposto que esse jantar é para ela. –Ela disse sorrindo e Steve corou mais ainda.
-Sim, é o aniversário dela. –Ele disse sem graça.
-Ai que lindinho. Vocês formam um belo casal. –Luli disse rindo, Steve revirou os olhos.
-Que tal um vinho? Sempre nos dá um empurrãozinho nesses assuntos. –Ela disse sorrindo.
-Isso nem vai fazer cosquinha, mas porque não. –Ele disse dando de ombros, e fazendo aquela carinha que fazia qualquer mulher surtar.
-Como assim? Meu Deus. –Ela disse e ele se lembrou de que ela não sabia nada da vida dele.
-É brincadeira né. –Ele disse rindo e ela fez uma cara de “ah bom”.
Ficaram um bom tempo escolhendo um bom vinho, até que optaram por um doce e suave.
Compraram taças e tudo mais que faltava. Luli estava animada em ajudar Steve em mais essa.
{...}
"What I'd give to run my fingers through your hair
To touch your lips to hold you near..."
Fale com o autor