Lionel, O Gatinho De Ferro (em reforma)
2 O inseto destruidor - Inimigo level 1
Notas iniciais
Tudo o que estiver em itálico e entre aspas será a mente brilhante do meu gatinho *-*
Tony não aparecerá nesse cap, somente no próximo.
"I am... Iron Cat!" rsrsrs
Desculpa qualquer erro e boa leitura!
=(^x^)=
O pequeno felino estava sentado sobre o sofá da sala, escondidinho entre as almofadas. Ele olhava para os lados, de cantos de olhos, parecendo arquitetar algum plano “maligno” contra o mundo. Mas na verdade só estava reparando no novo ambiente em que estava.
Não sentia cansaço mesmo depois daquele dia agitado que passou com Pepper. Fez compras, foi bem tratado, apenas odiou a parte do banho e dos remédios. Mas do resto? Nada tinha do que reclamar. Estava limpo, cheiroso e sendo paparicado por qualquer ser humano que se aproximasse.
“Eu sou o rei leão!!!” – pensou, divertindo-se e enchendo o peito de ar para parecer mais respeitável.
Sabia que Pepper era sua nova amiga, foi ela quem o salvou e quem lhe da comida e carinho, então ela era sua amiga. Porém, aquele homem barbado, rabugento e implicante não demonstrava algum carinho.
“Quem é ele? E porque ele não cuida de mim?”
Lionel, como um bom felino que era, decidiu que teria que conquista-lo com seu “charme”.
“Mas... como conquistar a amizade de um gato daquele tamanho?”
Seria difícil, mas teria que tentar. Já tinha o amor da “mamãe gata” e ela ajudara, com certeza, na conquista ao “papai gato”.
Pepper deixou-o ali para poder tomar um banho, mas em nenhum momento ele prometeu que ficaria quieto.
Levantou as orelhinhas quando ouviu um ruído vindo da parte debaixo do sofá onde estava. Seus instintos foram acionados e correu até a ponta do móvel, ficando quase de ponta cabeça para olhar lá embaixo. Uma borboletinha, daquelas que voam nas lâmpadas a noite.
“O gato de ferro irá pegar você, inseto destruidor!” – Lembrou-se daquele herói que viu estampado no jornal que usava como cama, nos dias em que morava na rua. Todos os dias brincava de super heróis com seus irmãos e ele sempre escolhia o Homem de Ferro como seu favorito.
Ela se debatia de um lado para o outro, desesperada por liberdade e se assustando com o temível predador a observando. Então foi questão de segundos para que ele pulasse como um louco para o chão e saísse correndo atrás do inseto, tentando pega-la a cada desviada que ela dava. Voou para os outros cantos da sala com o gato ao seu encalço. Lionel pisou na sua tigela com leite, sujando as patas e esparramando leite por todo o chão, sofá e outros móveis que subia. Foi quando a borboletinha cansou e foi pega pelas patinhas molhadas do filhote, sua calda balança freneticamente de um lado para o outro, respirava ofegante e devagar levantou suas patas para ver seu troféu.
– LIONEL! – Pepper gritou quando chegou na sala e se deparou com toda a bagunça. A borboleta voou para longe e o gato ficou paralisado. Olhou em volta e então percebeu a bagunça que havia feito. A sala estava completamente revirada, suja e com um vaso quebrado. – Oh meu Deus Lionel... o que você fez nessa sala? Eu só te deixei sozinho por 20 minutos e você me destrói tudo? – Pepper foi até ele, pegando-o do chão e segurando entre seus braços. – Vou mandar as empregadas limparem isso urgente antes que o Tony suba da oficina. Sorte sua que ele está ouvindo música em uma altura insuportável. – Seus olhinhos ficaram marejados e pousaram nos doces olhos azuis, percebeu que ela estava triste.
Lionel não tinha noção do que havia feito, porém não gostou da cara de medo e tristeza que a ruiva mostrou. Entendeu então que estava errado, mas não sabia o porquê. Pepper estava tensa e as vezes o olhava, reprovando sua “arte” com os olhos, entrou em um dos luxuosos quartos da mansão e sentou-se na cama, colocando o gatinho sobre ela. Ele também sentou-se, evitando o contato visual com a dona.
– Ai Lionel, o que eu faria se Tony descobrisse en?! – Ela suspirou, estralando os dedos para que ele a olha-se. – Eu sei que você é pequeno e tem muito que aprender, mas não é assim que as coisas funcionam. Temos que nos comportar se quisermos ficar juntos, entendeu? – Olhou-a com aqueles olhos de “cachorrinho sem dono” (irônico? É), tentado amolecer o coração de Pepper, mas ela se fez forte e resistiu. – Quero que me prometa Lionel, me prometa que vai se comportar, pelo menos enquanto o seu “pai” estiver em casa? Tudo bem? – No fundo ela sabia que ele não entendia nada, mas tinha que tentar. Ele miou como resposta, fingindo que estava entendo tudo, mas como ela, tinha que tentar também. Andou aos tropeços pelo lençol fofo e esfregou-se por inteiro no joelho da ruiva. Ela fez cafuné em sua cabeça e sorriu. – É bom saber que posso contar com você mocinho. – Ambos se olharam, sorrindo por dentro e por fora, porém essa alegria durou pouco, Lionel levantou as orelhas mais uma vez, alertando sobre passos que vinham pelo corredor.
– Quietinho “Lion”, Tony esta vindo e vamos rezar para que ele esteja de bom humor e não esteja sabendo de nada. – Cochichou enquanto arrumava a postura. Ambos estavam com os corações acelerados e apreensivos.
“Tomara mesmo que ele esteja de bom humor”...
Notas finais
Espero que estejam gostado, até o próximo o
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