Linked By Fate - Ligados Pelo Destido
4 IV - Treino
Notas iniciais
DOMINIK
Mesmo antes do incidente da sala de aula, sua vontade de dominar e entender o desconhecido já era grande, Dominik se esforçava para treinar sua habilidade para que um dia possa controlar seu dom.
Os dias haviam se passado rápido, tudo era monótono de modo que Higor estava estranhando o comportamento de Dominik; até que um dia durante o intervalo, o moreno estava sumido, e o mais alto saiu a sua procura. A faculdade era realmente grande, Higor não tinha o hábito de percorrer todos aqueles corredores sem fim, pátios aglomerados, salas incontáveis até que finalmente ele desiste de procurar dentro do prédio e segue para a área aberta que dá vazão a um bosque com mata que varia de aberta com clareiras e planícies e e para mata fechada e densa.
Higor olha a partir do corrimão para frente em direção a uma planície onde tem varias mesas de "piquenique" onde há muitos alunos que ficam de bobeira; alguns de aula vaga, outros em intervalo ou como a maioria, matando aula. Ele procura seu amigo que mesmo estando ao seu lado, estava distante. Tudo está relativamente calmo, apenas conversas sem fim diante de todos aqueles jovens, até que ele vê alguém bem ao longe, com roupas escuras e cabelo extremamente liso e negro; era Dominik, mas que raios ele estaria fazendo bem ao longe da faculdade subindo entre as pedras e entrando na mata fechada?
O rapaz sai então em disparada correndo entre as mesas de piquenique onde haviam alunos que estão matando aulas, a figura de Dominik estava a sumir entre as árvores.
—Dominik? — Grita ele subindo as pedras. O moreno olha para trás e se assusta saindo correndo.
— Chert! — Xingou o moreno em russo enquanto corria.
— Dominik! Volta aqui!
O moreno hesita e olha para trás. O mais alto se apressa para alcança-lo
—Que raios você está fazendo aqui? Enlouqueceu? De alguns dias para cá você parece ter se tornado um eremita, vive trancado em casa e parece estar me evitando.
—Olha Higor, eu estou com uns problemas que... que eu não estou afim de falar...
—Nick, já nos conhecemos a quantos anos? 20? Provavelmente sim. Nossas famílias são amigas a quatro gerações; só acho que você pode falar comigo seja lá o que for...- Ouvindo tais coisas o moreno fica receoso.
—Eu... Eu não sei... É que acontece certas coisas comigo
—Coisas? Quais coisas?
—Não sei explicar bem, são pensamentos tomam um certo tipo de forma e que apenas saem e as vezes fazem besteira...- Higor cursava medicina na da psicologia que se foca na área de distúrbios mentais, uma possibilidade lhe vem direto a mente. -E eu não sei controlar essas coisas direito Higor. Eu venho aqui porque posso tentar controlar.
—E como é isso? Impulsos? Vontades? Vozes?
—Vozes? Agora você acha que estou louco? Eu não...
Novamente, se é escutado o sinal extremamente alto da universidade. Higor se assusta e olha para trás. -Esse sinal ainda deixará alguém surdo...
Dominik percebendo a oportunidade, usa algo que havia aprendido em seus treinos. "Carregando" seu poder e o impulsionando em seus pés, ele pula para o alto adentrando as folhagens cheias das árvores presentes ali e se esconde aproveitando que o manto escuro da noite já havia se instalado naqueles vastos céus.
Higor escuta um barulho estrondoso seguido de um som de folhas mas misteriosamente todas as árvores começaram a sacudir e o que mais era bizarro para Higor; onde está Dominik?
GUSTAV
Gustav faltou em seu emprego juntamente com Lucca pois precisava cuidar do mesmo, ainda mais agora que estava desconfiado de tudo. Gustav estava preparando a janta para os dois enquanto Lucca estava no quarto descansando.
—Mon die! Essa comida está uma beleza! -Comenta sozinho na cozinha. O cheiro do ratatouille que estava sendo preparada pelas mãos hábeis do ruivo chega até o quarto e desperta o moreno.
Ele se senta na cama com dificuldade e dores no local onde haviam pontos hospitalares, ele havia ido ao hospital mais cedo e os fez. Ele se levanta calçando pantufas que estavam ao pé da cama e vai até a cozinha procurando pelo maior, precisava de esclarecimentos.
—Olá. — Diz Lucca puxando uma cadeira e se sentando.
—Boa noite meu rapaz, você apagou hein... Chegamos por volta das 15:00 e você foi direto se deitar e só levantou agora! 19:35! — Comenta Gustav surpreso.
—Não posso descansar? Aqueles médicos me doparam! Me entupiram de remédios por conta desse corte.
—Bem, isso é verdade... — Diz ele fazendo um "flamboyant" de chamas amarelas. -Desde 2018 os remédios foram ficando mais fortes.
—Sim, o tempo passa tão rápido, eu me lembro que houve um grande movimento por conta disso. Houve protestos e manifestações, tanto que me falaram que iria se iniciar uma 3° Guerra mundial e agora, puft, nada... Já estamos em 2020 e nada aconteceu. — Comentou o moreno em leves devaneios. -Bem, na verdade todo o movimento nem se compara a época da caça aos mutantes.
No momento que o moreno diz "3° Guerra mundial e Caça a mutantes", um forte calafrio percorre a espinha de Gustav fazendo este tomar uma expressão séria e vazia. De repente, uma menina surge em sua mente. Ela era uma garota loira de cabelos longos e sorriso estonteante, mas a cena muda e a mostra sendo arrastada por homens com armaduras?! Sim, mas como? Bem, ela se debatia e tentava se soltar até que a cena muda novamente.
A garota dessa vez estava em uma maca com muitas amarras, até parecia uma cena de um filme de Hollywood de ficção científica onde fazem experiências com humanos pois, ela era presa por duas amarras em suas pernas, três em seus braços, uma em sua cintura e peito; uma em sua boca a ferindo e uma em sua testa, ela estava nua e com inúmeros fios conectados de forma terrível ao seu corpo. Ela relutava e gritava. Um homem moreno com cabelos baixos chega ao seu lado com uma grande seringa com um líquido pastoso de cor púrpura e injeta pela agulha direto em seu cérebro; da forma que a agulha de um material desconhecido perfurava o crânio da garota, uma tremenda dor era infringida na cabeça de Gustav juntamente com a voz da garota berrando: "- Aiuto!" , parecia um pedido de socorro.
Gustav cai desfalecido, assustando Lucca que se levanta rápido e vai até ele.
— Gustav Mon Dieu! Réveille-toi! Gustav! — Diz ele dando pequenos tapas em seu rosto simétrico para tentar acorda-lo. Gustav após alguns segundo abre seus belos olhos e olha em volta se situando e focando no rapaz estava sobre si. — Dieu merci! Gustav, me diz quantos dedos tem aqui? — Ele faz "2" com os dedos.
—Deixa disso Lucca, eu estou bem.- Diz se sentando.
—Vai devagar! Você bateu a cabeça?
—Eu estou bem, não se preocupe. — Ele se levanta e puxa o amigo, e desliga o fogo onde estava sendo preparada a janta.
Após alguns minutos desse estranho incidente, Gustav permaneceu inculcado no que havia visto, disse a Lucca que teve apenas uma vertigem por conta do alto fogo, logo os dois estavam sentados à mesa comendo e assistindo aos noticiário quando uma coisa lhes chama bastante a atenção.
"E agora mostraremos de novo o vídeo que está circulando em todas as redes sociais de um acidente inacreditável. "
As cenas que se passaram foram as vividas pelos dois no momento onde isso tudo começou, o caminhão quase atropelando a Lucca e Gustav intervindo parando o mesmo.
Os dois amigos haviam se esquecido disso e estavam de boca aberta. O vídeo acaba e volta ao apresentador.
"Realidade? Computação? Só sabemos que naquela avenida de Paris, o caminhão mostrado no vídeo foi realmente atacado e depredado, mistério esse que até agora há investigadores e policiais estudando esse enigmático caso. Será isso um tipo de atentado como sofremos no ano de 2015? Ainda existem mutantes com essa força e magnitude entre nós? Estamos realmente seguros? Creio que saberemos em breve. "
Ainda pasmos com o que acabaram de ver, eles se olham e Lucca toma a dianteira da conversa.
—Muito bem lembrado Jornal das 20:00, eu havia me esquecido. Gustav, pode ir se explicando, o aconteceu ali?
—Ah, não sei explicar Lucca, um surto de adrenalina?
—Que desculpa mais esfarrapada! E nem é autêntica, você tirou de um filme!
Gustav se encolhe, seus quase dois metros de força bruta e músculos somem e se tornam apenas Gustav Lamartine Burnier. Sem escolha ele se revela. -E-eu falo! Bem, eu... — Hesita receoso.
—Fala de uma vez!
—Eu acho que sou um tipo de mutante, eu tenho meio que muita força bruta e na hora que eu vi você eu poderia ter escondido meus poderes e só ter te salvado, mas havia um orfanato na frente daquele cruzamento e por isso eu fiz aquilo.
—Você acha? Você parou um caminhão com os braços! Você ainda diz que "acha" que é um mutante?
—Eu nunca tive certeza disso, por isso digo assim, sei que não sou normal
—Gustav eu sempre soube que aquele jeito de pegar as carnes era bizarro e pesado demais para alguém comum, não se preocupe, eu posso ter me assustado de início mas somos amigos e nada mudará isso.
— Mon ami, eu sou uma aberração, e-eu não sei como lidar com isso, eu tenho medo, medo do que esse mundo me reserva...
—Não, aberração não, você é bom homem que tem um coração de ouro e sempre está disposto a ajudar. Olha, mesmo você sendo mutante, somos melhores amigos! — Declara o moreno para o mais velho.
—Obrigado Lucca, obrigado mesmo.- Sorri ao menor.
—Não precisa agradecer, seu segredo está a salvo comigo.
LUNA
Saindo de Paris, indo para uma ilha na Indonésia escondida da civilização global, conhecida apenas por nativos, uma garota de cabelos longos e tão negros quando carvão estava em uma clareira totalmente chamuscada olhando as cinzas de uma fogueira que está se apagando. Ela pega um galho seco que após o contato em sua mão se, envolve-se em meio as chamas bruscamente. Ainda em chamas, a morena joga o galho na fogueira onde uma coluna de fogo se ascende aos céus de maneira colossal.
—Isso, queime. Queime como toda esta terra queimará!
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