Notas iniciais
Olá meninas *-* Primeiramente eu quero pedir desculpas pela constante demora, mas por questões de fortes chuvas na minha cidade a energia vem caindo e ai já viram, né?! Mas pulando essa parte chata, vamos ao que interessa: O POV DA RAINHA CHEGOOOOU! E como rainha não merece menos que o esperado, é o maior capítulo até agora. Eu to muito animada e ansiosa pela reação de vcs. Então vamos ao capítulo. BOA LEITURA!!

"Are you ready? It's time for me to take it i'm the boss right now..."

Felicity Smoak.

O sol de Miami estava escaldante, mas eu amava aquele clima permanente de verão, a sensação de liberdade que o lugar dava me fazia esquecer qualquer coisa. Duas semanas fora da linha, eu precisava desse tempo só para mim, longe das ordens de Waller.


̶ Oi loira, está sozinha? – ouvi um playboy chamar afoito, mas resolvi ignorar. – Uma gatinha assim sozinha me dá até vontade de pegar e levar para o quarto.
̶ Garoto você até que é bonitinho, mas na boa eu to querendo ficar sozinha. – toquei seu queixo rapidamente.
̶ Uma gostosa como você não deveria estar sozinha. – o atrevido sentou na ponta da espreguiçadeira. – Não acha?
̶ Eu acho que você está me incomodando e eu estou ficando brava.
̶ E o que mais? A gatinha arranha? – o infeliz tocou a lateral da minha panturrilha.
̶ Você nem imagina o quanto. – alertei perdendo a pouca paciência enquanto ele subia a mão até minha coxa. – Eu te avisei. – segurei a mão do cara a torcendo para trás, ouvindo as juntas dos dedos estalarem, tendo um urro de dor em resposta.
̶ Você é maluca? – puxou a mão assim que eu afrouxei o movimento.
̶ Assim você pensa duas vezes antes de mexer com uma garota sozinha. – pisquei observando ao fundo os amigos dele rir. – A propósito, um gelo ou ervilhas congeladas vai aliviar a dor. – pisquei divertida.

Observei o garoto se afasta quando meu celular começou a tocar freneticamente e pelo o identificador eu sabia que não podia ser coisa boa.

̶ "Acabou as férias, Smoak. Quero você no primeiro voo de volta para NY". – soltei um resmungo ao confirmar minhas suspeitas.
̶ Waller, você me prometeu duas semanas e eu estou apenas no terceiro dia.
̶ “Felicity, eu tenho uma nova missão para você.” – aquele tom prepotente me dava nos nervos.
̶ Podemos negociar? — tentei argumentar.
̶ “Sem barganhas Smoak, não tenho tempo para seus devaneios.” – suspirou impaciente me ouvindo soltar um muxoxo. – “Você sabe que é boa e acredite se o caso não fosse tão importante, eu convocaria qualquer outro.”
̶ Tudo bem, você ganhou. Chegarei ai o mais rápido possível.

E foi assim que vim parar em Star City me vendo obrigada a engolir desaforos de Oliver Queen.

(...)

Eu costumava ser a garota prodígio, a nerd nota dez que dava orgulho para a mamãe, mas tudo mudou quando meu pai foi embora. Aos dezessete anos eu me tornei um projeto de gênio do mal, gótica que se divertia criando vírus de internet para prejudicar todos que se tornassem reféns do meu ódio, desde professores até patricinhas da faculdade. Isso mudou quando tentei hackear um sistema confidencial que achei por acaso em uma das minhas tardes de diversão na interne, foi quando Amanda Waller me achou. Ela poderia me mandar para algum reformatório ou denunciar as autoridades, mas ao invés disso me ofereceu treinamento e um emprego como agente cibernética, ela costuma dizer que meus "poderes" são notáveis. E aqui estou eu oito anos depois.

̶ Sarah, você disse que nós cuidaríamos da universidade, mas faz vinte minutos que estamos dirigindo e eu ainda não sei como faremos isso. – falei enquanto estávamos a caminho da tal universidade onde a filha de Scott desapareceu.
̶ Calma Felicity, uma coisa de cada vez. – estacionou o carro em frente ao prédio da reitoria. –

Chegamos.
̶ Estou confiando em você, não me ferre. – avisei saltando do banco.
̶ Apenas vá na onda. – piscou empurrando a porta de acesso a recepção. – Bom dia, eu gostaria de falar com Nyssa Al ghul.
̶ Quem deseja? – a recepcionista foi extremamente simpática.
̶ Sarah Lance. – vi a moça abrir um sorriso maior ainda, como se Sarah tivesse falado os números bancários do Bruce Wayne.
̶ Claro, anunciarei imediatamente. – fez uma pausa puxando o telefone do gancho para anunciar a visita. – A reitora está a sua espera.

A moça nos acompanhou até a sala que por sinal era bem sofisticada. A decoração clássica deixava em evidente o tempo e tradição do prédio. Ao fundo pude ver uma mulher sentada atrás de uma mesa de madeira maciça, sua postura e seu terninho bem alinhado mostrava que ela era a chefe ali.

̶ Sarah querida, quanto tempo. – levantou para cumprimentar a loira que tinha uma falsa alegria estampada na cara.
̶ Nyssa, como vai? – a morena respondeu em tom ameno. – Essa é Felicity Smoak. – apertei a mão da mulher um tanto receosa.
̶ Prazer. – me limitei a sorrir em cumprimento. – Então, a que devo a honra?
̶ Felicity está com uma proposta para se tornar professora numa faculdade em Central City e como é seu primeiro trabalho pós faculdade, eu pensei que poderíamos passar aqui para ela ter uma noção de como tudo funciona.
̶ Claro, não se nega um pedido de uma kappa. – foi preciso muito esforço para não deixar meu queixo cair. – Entendo que primeiras experiências podem ser assustadoras, mas prazerosas também. – percebi um duplo sentido em suas palavras quando vi seu olhar significativo para Sarah.
̶ Obrigada Nyssa, isso é muito importante para mim. – entrei na conversa rezando para ser uma boa atriz.
̶ Você só precisa saber que uma universidade não é como uma escola.
̶ Isso é bom ou ruim? – ela ponderou as palavras parecendo selecionar quais usar.
— Fica ao seu critério. – sorriu matreiro.

Tinha algo naquela mulher que me incomodava. Tudo que saia de sua boca parecia maquiado, pronto para manipular qualquer um, e isso me deixou em alerta. Nyssa passou a nos mostrar alguns corredores daquele prédio gigante enquanto explicava pacientemente como tudo funcionava. Eu assentia como se entendesse do assunto, depois perguntaria a Sarah se não tinha desculpa melhor, mas isso era assunto pra depois.

̶ Garotas, vocês vão me desculpar, mas eu tenho uma reunião agora. – ela olhou no relógio em seu pulso para confirmar o que disse. – Mas deixo vocês na companhia de Geneviève, ela é minha assistente e fiel escudeira.
̶ Como quiser. – Sarah falou enquanto observávamos uma mulher baixinha de cabelos presos num coque alinhado e terno corte reto de ombreiras se aproximar.
̶ Olá. – se limitou a dizer numa mínima simpatia. – Vamos então? – nos despedimos de Nyssa e passamos a seguir a mulher.

Já tínhamos visto quase todos os blocos, garotas de estereótipos diferentes e diversidades culturais estavam por todo lado, tudo parecia na mais perfeita ordem, perfeita até demais.

̶ Aqui fica a cantina. – apontou o espaço amplo onde vários jovens comiam e conversava, mais uma vez estava tudo tranquilo. Percebi uma garota nos observando fixamente próxima a uma maquina de refrigerantes. – Podemos ir?
̶ Na verdade, eu estou com sede. – menti. – Se importa se eu for pegar um refrigerante na máquina, rapidinho? – Geneviève parecia relutante, o que chamou a atenção de Sarah.
̶ Claro srt. Smoak.

Aproximei-me da maquina onde a garota estava encostada, seu corpo tencionou e seus olhos me encaravam ansiosos. Ela queria falar. Eu podia sentir.

̶ Então, coca ou uva? – fingi falar comigo mesma, jogando a isca.
̶ Você vai trabalhar aqui? – bingo.
̶ Depende. – fingi um falso desinteresse.
̶ Esse lugar é estranho. – a encarei esperando pela continuação. – Ninguém pode entrar no almoxarifado nem na sala dos troféus, não sem a Geneviève.
̶ Acredito que seja apenas precaução da Reitora. – ela rio pelo nariz em descrença.
̶ Claro, a gente pode se machucar no almoxarifado, ou pior, quebrar os troféus. – revirou os olhos impaciente.
̶ Srt. Smoak acredito que já tenha pegado seu refrigerante. – Geneviève chamou minha atenção.
̶ É a minha deixa. – sorri para a garota que me fazia lembrar uma antiga Felcity, a dos tempos trevosos.

Voltei para junto das duas mulheres a minha espera, lançando um olhar significativo para Sarah.

̶ Geneviève? – ela se virou nos encarando. – Acho que já vimos tudo que queríamos, nós vamos embora agora.
̶ Tudo bem, eu acompanho vocês até o carro.
̶ Não precisa. – Sarah se adiantou. – Não queremos atrapalhar mais e sabemos o caminho.
̶ Costumes da casa, eu faço questão. – a desgraçada fez questão de nos acompanhar até o carro e ficou parada até que Sarah catasse com pneus.

̶ Você notou alguma coisa estranha? – Sarah perguntou desviando o olhar até mim.
̶ Na verdade sim, e é por isso mesmo que vamos voltar lá. – afirmei.
̶ Agora? Você está louca? Acha mesmo que Nyssa não percebeu que estávamos mentindo?
̶ Voltamos a noite então, mas temos que voltar. Aquela garota da máquina de refrigerantes, ela me disse que os alunos são proibidos de entrar na sala de troféus e no almoxarifado.

̶ Então ficamos a espreita e assim que acabar o ultimo turno, entramos.
̶ Duas coisas: como vamos entrar sem ser vistas e como vamos achar essas salas nesse prédio enorme?
̶ Felicity, esqueceu que eu fui uma Kappa? Ou melhor, eu fui líder das kappas.
̶ Isso é outra coisa que eu vou querer saber depois, você não faz o perfil de uma. – ela riu deixando em aberto qualquer resposta que fosse me dar.

(...)

Já passava das 22:00h quando estacionei o carro nos arbustos próximo ao prédio. Eu podia sentir a adrenalina rotineira consumir meu corpo, eu adorava essa sensação de aventura.
̶ Pegou tudo? – perguntei a Sarah que estava enfiando uma lamina no cano da bota.
̶ Peguei. – saímos do carro tentando fazer o menor barulho possível. Ajeitei o comunicador em meu ouvido, enquanto ouvia a voz de Ray pelo ponto aberto.
̶ "Oliver vai nos matar por estarmos agindo sem seu consentimento".
̶ Ray, a liderança hoje é minha e Sarah, não se preocupe com Oliver e sim com seu trabalho.
̶ "Tudo bem, mas depois que ele vier comer nossos fígados, não diga que eu não avisei."
̶ Qual o problema entre você e Oliver? – Sarah perguntou enquanto nos direcionávamos para a parte de trás do prédio.
̶ Ele só está mal acostumado a mandar e eu não faço o tipo de garota que obedece. – dei de ombros. – Por que estamos aqui?
̶ Ta vendo essa janela? – apontou uma pequena janela próxima ao chão. – Ela será nossa entrada.
̶ E onde vai dar? – perguntei curiosa.
̶ Sala de troféus. Eu costumava passar por ela quando estava a fim de matar aula e não era proibida entrada de alunos aí.

A observei abrir a pequena janela que parecia não me caber dentro. Sarah retirou os vidros com o laser e passou sua mão pela abertura, abrindo a fechadura interna.

̶ Aqui vamos nós. – sorriu para mim, enfiando seu corpo com cuidado pelo espaço. – Sua vez.
̶ Tudo bem. – entrei com alguma dificuldade já que a janela era mais apertada do que eu imaginei.

Liguei a lanterna passando meus olhos pelo lugar que parecia em ordem. Troféus dos times de esporte e de outras irmandades, materiais estavam organizados em suas estantes, nada parecia incomum ali.

̶ Não entendo a proibição, tudo aqui parece normal. – dei mais alguns passos até sentir Sarah segurar meu braço. – O que?
̶ Essa porta não estava aqui antes. – olhei a mesma que parecia desconfiada.
̶ Tem certeza?
̶ Felicity, eu andei demais por aqui para esquecer-me de uma porta. – bufou irritada. – Ela não existia antes.
̶ Deixe-me ver. – ela clareou a fechadura revelando um trinco inglês. – Bem protegida. – peguei o grampo fino que prendia algumas mechas do meu cabelo forçando-o contra o trinco para em seguida ouvir o click. – Prontinho.

Descemos a escada que a porta revelara e meus olhos encontraram estantes empoeiradas com alguns papéis soltos e pastas desorganizadas.
̶ Onde estamos? – perguntei para Sarah que remexia umas gavetas num quanto qualquer.
̶ Bem vinda ao almoxarifado.
̶ Limpinho em. – zombei observando melhor o lugar.
̶ Felicity, por aqui. – me direcionei até ela.
̶ Ótimo, mais uma escada. – dessa vez a escada era mais larga como escadas de prédios escolares.
̶ Mas que porra é isso? Um prédio assombrado? – revirei os olhos com a falsa revolta da minha parceira. O lugar parecia mesmo macabro, com algumas macas e adereços médicos.
̶ Isso é uma enfermaria improvisada, você conhecia esse lugar?
̶ Não. – ela falou enquanto mexia em alguma bacia de alumínio com tesouras, bisturis e outros instrumentos médicos dentro.
̶ "Garotas, é melhor vocês saírem daí". – só agora lembrei que estávamos com Ray no ponto aberto.
̶ Amor fica calmo, apenas continue monitorando tudo.
̶ Sarah, aqui parece ter outra sala. – mostrei o lugar a ela.
̶ Quanto mais eu vejo desse lugar, menos entendo.
̶ Idem. – a sala parecia uma sala de visitas, com cadeiras e sofá, uma mesa de centro e um aparador onde tinha alguns vidros com guloseimas. Tudo ali parecia estranho, sombrio e habitável.
Ouvi um barulho de salto se aproximar e logo tratei de buscar Sarah com os olhos, a mesma parecia tão surpresa quanto eu.
̶ "Droga, eu falei para saírem daí". – Ray lamentou.
̶ E eu disse para você monitorar tudo. – Sarah sussurrou me arrastando para trás do sofá.
̶ "Quem quer que seja, não veio pela mesma passagem que vocês."
̶ E você só diz isso agora? – ri internamente da indignação da loira.
̶ “Será porque eu não sabia?” – eu não podia ver, mas aposto que Ray revirou os olhos.
̶ Tudo bem, agora fiquem quietos ou seremos descobertos. – interrompi a possível DR dos dois. Os passos estavam cada vez mais próximos, me fazendo puxar Sarah para trás de uma poltrona.

̶ Você sabe o que tem que fazer, faça logo Geneviève. – a voz de Nyssa se fez presente. – Melhor, deixe a garota mais um tempo trancada, quero arrancar mais dinheiro do papaizinho dela.
̶ Nyssa, ele está começando a ficar irritado com sua demora em entregar a garota. – dessa vez era Geneviève quem falava.
̶ Faça logo o que eu estou mandando e venha comigo, deixe que com ele eu me entendo.
̶ Como quiser, só depois não diga que eu não avisei. – ouvi o tilintar dos saltos se afastando e ficando cada vez mais distante. Soltei a respiração que nem notei ter prendido.
̶ Limpo. – Sarah falou espiando o lugar.
̶ Sarah, ela está aqui. – seu olhar confirmou minhas suspeitas. – Precisamos achar a Rachel.

Eu estava disposta a revirar aquele lugar até encontrá-la, esse caso já estava fugindo de controle e se dependesse de mim, não por muito tempo. Rachel era só uma jovem caloura com o mundo pra desbravar e se esse sequestro estivesse realmente ligado com o caso, eu não podia deixar que mais uma jovem fosse escravizada.

̶ Aqui. – Sarah chamou minha atenção para uma porta escondida atrás de uma cortina. – Isso aqui parece um coito.
̶ É um coito. – confirmei sentindo a raiva me invadir. Era aqui que esses psicopatas jogavam as garotas antes de mandá-las para o chefão. O lugar estava imundo e com um odor insuportável, parecia estarmos perto de um esgoto. Ouvi um ruído baixo e me pus em alerta.
̶ Ouviu? – confirmei apertando a arma no meu coldre. Seguimos o barulho e pude sentir meu coração apertar com o que vi, Rachel estava chorando baixinho com os pés e mãos amarradas e a boca amordaçada.
̶ Hey. – chamei vendo seu olhar assustado me encarar. – Está tudo bem, você está segura agora.
̶ Vamos tirar você daqui. – Sarah afirmou.
̶ Se eu fosse vocês não teria tanta pressa. – traguei o ar frustrada ao ouvir a voz de Nyssa. – Ninguém nunca falou para vocês que é feio bisbilhotar?
̶ Olá Nyssa. – nos viramos para encontrar a morena junto a Geneviève e mais cinco guarda roupas. – E olá amigos da Nyssa. – Sarah sorriu descarada.
̶ Vocês acham mesmo que eu ia cair no papinho de vocês? Olha pra ela, tem mais cara de universitária que de profissional.
̶ Assim você me ofende. – soltei falsamente ofendida.
̶ Desculpa. – cachorra, ela estava debochando de mim. – Que decepção Sarah, e eu que achei que poderíamos ter um revival.
̶ "Mas que porra está acontecendo?" – ouvi a voz de Ray pelo comunicador e confesso que riria da situação se eu mesma não estivesse surpresa.
̶ Sinto te decepcionar, Nyssa, mas a garota vem.
̶ Não tenho tanta certeza disso, bae.
̶ "Sarah, você quer me explicar o que está acontecendo?" – Ray parecia bravo e confuso.
̶ Ray, chame os outros. Precisaremos de reforços. – pedi antes que eles começassem outra discussão ali.
̶ "Já chamei e como eu imaginava, Oliver está uma fera."
̶ Deixe que com ele eu me resolvo. – bufei irritada com essa mania que todos tinham de acatar ao Queen. – Sarah, tire-a daqui. – pedi apontando para a garota com o olhar. – Vamos brincar Nyssa?
̶ Com prazer. – me posicionei enquanto os cinco gorilas vinham em minha direção.

̶ Sarah, uma ajudinha aqui. – falei a olhando de soslaio.

Girei minha perna dando um pontapé no primeiro homem a me atacar, sentindo o impacto do meu pé chocar-se com seu estomago. Sarah estava numa luta travada com dois deles. Acertei mais uns golpes no segundo que caiu gemendo de dor, me distrai com o movimento o que foi suficiente para sentir algo bater em minhas costas me fazendo cair no chão, algum maldito tinha me acertado.


̶ Filho da mãe. – praguejei irritada. Virei-me cruzando as pernas no pescoço do infeliz que estava se preparando para me golpear novamente, girei meu corpo sobre seu peso, o fazendo cair de joelhos, me lancei para trás o imobilizando. Sarah continuava lutando com outro guarda roupa.
̶ "Felcity, cuidado". – ouvi Ray pelo comunicador no mesmo momento que senti uma mão segurar meu ombro. Segurei a mesma, me virando e entortando o punho do infeliz que grunhiu de dor, virei seu braço para trás o forçando até ouvir um estalo. Alguém vai precisar de uma tala. Me aproximei de Sarah com a respiração ainda fora de ordem devido o esforço físico, ela parecia estar na mesma.

̶ Parabéns garotas. – Nyssa que até agora só assistia tudo, estava batendo palma totalmente irônica. – Foi um show e tanto, mas eu estou aqui para um segundo round.
̶ Vou adorar lutar com você, Nyssa. – Sarah soltou entre dentes.
̶ Eu sei querida, mas quem falou em lutar? – a infeliz sacou uma arma não sei de onde e por reflexo empurrei Sarah para trás da poltrona.
̶ Desgraçada. – soltei sentindo o ardor do ferimento. A bala tinha me alcançado de raspão quando avancei para chutar seu punho. Entrei numa luta corporal com Nyssa, enquanto Sarah fazia o mesmo com Geneviève, meu corpo estava exausto e ela se aproveitava disso pra ter mais vantagem no embate. Girei meu quadril para chutar a costela da morena, porém ela foi mais rápida segurando meu tornozelo e me empurrando para longe, tendo a chance perfeita para recuperar a arma a apontando para mim e Sarah que ao perceber, recuou.
̶ Vão recuar logo agora que eu pensei que vocês tivessem peito de aço? – zombou. – É uma pena, pois eu pretendo levar a bonitinha aqui e vocês não vão nem tentar me impedir?
̶ Acho que você não vai a lugar nenhum. – ouvi a voz de Oliver e pelo tom ele estava bem irritado.
̶ Bingo. – levantei para encarar o sorriso dissimulado de Nyssa, enquanto Oliver lhe apontava uma arma no crânio e Diggle fazia o mesmo com Geneviève.
̶ Acho que terminou tudo bem. – Sarah falou soltando Rachel que parecia assustada. – Você vai ficar bem, acabou. – a abraçou para tranquilizá-la.
̶ Na verdade não acabou, quero as duas na minha sala amanhã cedo. – Oliver rosnou.

Bufei irritada com o tom acido do loiro. Ótimo, fora aquele ferimento que ardia como o inferno, eu ainda teria que enfrentar uma discussão longa com Oliver, afinal eu não estava disposta a levar grito.

Notas finais
E então? Aguardo vcs nos comentários ;)