Linha Tênue
6 Capítulo 6
“Amor é um sentimento, atração física é apenas um desejo.” – Andy.
Madrid – Sábado – 10 horas da manhã. Apartamento da Fatinha.
Fatinha, Arthur, Luciana e o namorado haviam saído na noite anterior para uma balada na capital da Espanha, haviam se divertido a vera. E no final da noite Arthur tinha a levado para casa, e como já era tarde e no dia seguinte todos tinham que trabalhar Fatinha, ofereceu para que o a essas alturas quase-namorado dormisse no apartamento dela. Sábado ela só dava plantão a tarde, mas Arthur tinha que estar no hospital as 11. Ela resolveu acorda-lo.
- Ei senhor “eu nunca mais vou beber antes de um plantão” acorde que daqui a uma hora você vai ter que estar atendendo a Florença lá no hospital. – Fatinha o chamava e falada no nome da paciente queridinha do tio Arthur.
- Hm, me deixa dormir mais um pouco cariño. Estou acabado, deixa vai?! – ignorou-a e virou para o lado querendo dormir de novo.
- Florença as 11 no hospital. E eu já mandei levantar! – vociferou e deu um puxão no edredom que cobria o rapaz. Rindo e se jogando ao lado dele em seguida. – Levanta amor, assim eu que hoje pego as 15h vou me atrasar também.
- Já estou de pé! Mais fique você sabendo, que é pela Florença. Porque eu amo aquela pestinha de cabelos ruivos. – Arthur foi para o banho, enquanto Fatinha catava as coisas dele pela casa e juntava no sofá da sala. Estavam se dando muito bem, apesar de não parecer eles tinham muitas coisas em comum, gostavam das mesmas bandas, comidas brasileiras e tal. Arthur se sentia bem com Fatinha, assim como ela se sentia bem com ele. Ele a fazia sorrir quando estava triste, levantava a autoestima quando o assunto era o hospital, enfim. Eram um casal bonito de se ver...
- Tchau seu fofo! Até mais tarde. Guarda o lanche pra mim hein? Aquele povo esquece dos pobres doutores que pegam a tarde no sábado e comem tudo. – fez um bico e recebeu um selinho ali.
- Eu guardo boba! E vou contar pro pessoal que você reclama deles! – Arthur sorriu, pegou suas coisas, deu mais um beijo nela e saiu.
Fatinha calculou não ser tão tarde no Brasil e resolveu ligar para as amigas, estava com muitas saudades. Pegou o celular e discou o número de Lia... Que após quase que infinitos toques atendeu.
Ligação on...
Lia: Alô? – atendeu mal-humorada.
Fati: Que isso? Quanto amor por mim em, marrentinha? – Ela falou e logo ouviu um grito do outro lado na linha.
Lia: AH, NÃO ACREDITO! Você lembrou dos pobres latino-americanos, Maria? – debochou da amiga. – Estamos morrendo de saudades. Ta sabendo?
Fati: Olha a graça, marrentinha. Eu sequer esqueci de vocês, mais é que as coisas aqui estão difíceis, quer dizer corridas.
Lia: Hm, que bom amiga... fico hiper feliz por você, merece muito tudo isso. – quanto falamos, Ju chegou a casa de Lia e quis falar com a amiga também. – Fatchenha, a senhora Gil está aqui em cólicas pra falar com você. Vou passar ta?
Fati: Ta! Estou louca pra ouvir de novo a voz dessa it girl chata! – elas riram e Lia passou o telefone pra Ju.
Ju: Fala mulher!! Como estão as coisas ai? E que história é essa de namorado? Não adianta negar, Bruno me contou tudo! – Ela falou rapidamente e afobada. Fazendo com que as amigas rissem dela.
Fati: Minha gata, senhora Gil. Por aqui anda tudo maravilhoso! E ele não é meu namorado, estão ficando por um período prolongado só isso.
Ju: Que mané “período prolongado”? pega logo o carinha que você não está podendo ser exigente, que eu sei. – Ju riu debochando.
Fati: Rá, rá vocês tiram o dia pra me trollar é? Por favor, eu gasto milhões de DDI e vocês ainda zombam da minha cara? Justo, muito justo.
Lia/Ju: Só que não, né!? – novamente sorriam.
Fati: Exatamente! E os caras como estão? Mister Massafera continua chapando sem mim? Vitinho? Gil? Pilhote? Orelha?
Lia: Tudo na mesma! Todos estão bem e sofrendo com a sua ausência.
Ju: Principalmente o meu irmão né, coitado? Depois que você arrumou esse namorado não liga mais pra ele, precisa ver amiga a cara que ele faz todos os dias que vocês não se falam. – Ju resolveu alfinetar. Afinal ela era mais uma do time dos que achavam que nessa amizade de Bruno e Fatinha, havia algo mais.
Fati: Putz! Culpada! Faz tempo mesmo que eu não falo com o Bruno, amiga. Antes nos falávamos todos os dias, mas agora quase nunca nos falamos. É triste! Eu amo o seu irmão. – Disse com pesar, era difícil ficar longe do meu amigo.
Ju: Ele também ama! Bote fé nisso.
Lia: Oh! Nem falo nada, vocês dois em. – Ela gritou para o celular que estava no viva-voz nas mãos de Ju.
Fati: O que foi? Não venham vocês começando com isso de novo, eu e o Bruno nunca tivemos nada. Além de amizade! Parem com isso. – vociferou irritada. Esse assunto a tirava do sério.
Lia: Ih calma estressada! Não vamos falar mais nada. Quer saber, tchau nós vamos fazer brigadeiro e vamos ficar aqui falando mal de você. – Ela se agoniou também e desligou na cara da amiga.
Fatinha ficou realmente estressada como sempre ficava com o assunto era a “perfeita amizade e somente isso” dela com o Bruno. Sempre se trataram com o maior respeito do mundo, nunca se deixaram levar pelos jogos sujos de seus amigos. Eram amigos, irmãos confidentes. Quando ela havia dado o primeiro beijo, ele estava lá. Quando ele tomou o primeiro toco de uma garota, ela estava lá. Sempre estiveram juntos no momentos bons e nos ruins. Eram somente amigos. Sim eram. Ou não?
Fale com o autor