Notas iniciais
Meninas, boa noitinha! Tudo bem? Me desculpem de novo, pela demora. Não vou ficar me justificando, porque sei que é um saco né? HAHAHA enfim, queridas muito obrigada pelos comentários anteriores. Desfrutem!

"O amor de mãe por seu filho é diferente de qualquer outra coisa no mundo. Ele não obedece lei ou piedade, ele ousa todas as coisas e extermina sem remorso tudo o que ficar em seu caminho." — Agatha Christie.

No Rio as coisas estavam ótimas, corridas mas ótimas.

– Fat, sabe onde esta o minha pasta? – Bruno perguntou de dentro do closet do nosso quarto.

– Segunda porta! – gritei de dentro do box. Eu ia para um plantão e Bruno ia para a empresa. Sai do banheiro com uma toalha enrolada nos cabelos e apenas com o conjunto de lingerie bege.

– Que cheirosa! – ele me disse quando envolvia os braços em minha cintura. – vai querer uma carona ou prefere ir dirigindo?

– Obrigada amor. – virei para arrumar a camisa social que ele usava – mais prefiro dirigir. Vou ficar no hospital e não quero voltar de taxi. – o beijei e voltei a me arrumar. Coloquei uma camisa social cinza, calça jeans e uma sandália preta, deixei os cabelos soltos e os arrumei com um arco também preto. Arrumei meu jaleco e mala, peguei as chaves do carro e sai do quarto, Bruno já estava pronto e me esperava na sala, com sua mochila nas mãos.

– Vamos?

– Sim, vamos! – nos abraçamos e saímos porta a fora. – bom dia amor, tenha um bom trabalho – despedi-me dele no estacionamento.

– bom dia também. Qualquer coisa me liga. – nos beijamos e cada um foi para o seu carro. Bruno saiu na frente e eu o segui.

Os dias foram passando, e as semanas passaram como o vento. Era um dia de sábado e Eu estava de folga e dei graças a Deus por isso. Pois caia uma chuva forte sobre a cidade e preferimos ficar quietinhos, colocamos um filme no DVD e passamos a tarde assim.

– Que friozinho bom! – disse e me aconcheguei mais a ele.

– Melhor ainda, porque eu to aqui junto com você! – ele sorri tão fofo e me apertou mais em seus braços.

– Bru... – virei pra olhá-lo. – não queria te alarmar, mas, tenho passado mal há uns dias.

– Fatinha, será?! – sentou-se na cama um pouco exaltado.

– Se acalma, não sei ainda. Vou fazer um teste. – ele sorriu.

– Esta bem, vou agora mesmo comprar um na farmácia! – já foi se levantando e eu o segurei pelo braço.

– Bruno, fica calmo! Você não vai a lugar nenhum nessa chuva. – ele voltou a sentar na beirada da cama.

– E quando saberemos? – perguntou com um bico. Sorri e dei um beijo no bico dele.

– Segunda eu vou marcar o exame, esta bom pra você seu bobo? Não esqueça de que sou médica. – ele concordou contrariado e voltamos a ver o filme.

Narração em terceira pessoa.

Todo o restante do final de semana, Bruno ficou apreensivo, por conta da noticia de Fatinha, que foi para o plantão e naquele dia iria fazer 24 horas, no hospital municipal. Na segunda-feira, como havia combinado foi até a ginecologista e obstetra que havia acompanhado a gravidez de Juliana e resolveu marcar uma consulta, logo a secretaria veio atendê-la.

– Oi doutora, em que posso ajudar? – A jovem recepcionista perguntou tirando-a de seus pensamentos.

–Ah sim, Ana eu queria marcar uma consulta com a Melissa, na verdade tem como você me encaixar?

– Claro! Só um instante, vou dar uma olhada na agenda pra ver se tem um horário vago. – a jovem voltou a se concentrar no computador. – Esta com sorte doutora, houve uma desistência e tem uma vaga para hoje no final da tarde! A senhora vai fazer plantão de 24horas hoje? – Fatinha assentiu sorrindo.

– Ótimo e a que horas?

– Às 17:30, esta bem para a senhora?

– Sim, esta ótimo! Obrigada Ana, hoje esta tranquilo vai dar pra fugir.

– Por nada, doutora! Até mais. – Fatinha girou os calcanhares e voltou pra ala de pediatria. Estava calma, digamos que ela entendia do assunto, mais mesmo assim não podia negar um certo temor. Resolveu ligar para Bruno, para contar que havia conseguido o horário.

– Oi amor, esta podendo falar?

– Posso sim, Maria! Estou na lanchonete!

– Ah sim, Bru eu estou consegui um horário com a Melissa. Marquei para hoje, no final da tarde. Seria bom, se você pudesse estar comigo! – ela suspirou, enquanto girava uma caneta já em seu consultório.

– Amor, você sabe que hoje eu estou cheio de projetos pra estudar e entregar. – Bruno se desculpou com pesar.

– Eu sei! Desculpe é que faz tanto tempo que estamos tentando e nada acontece. Mas dessa vez é de verdade, eu tenho certeza amor, esse exame só vai confirmar. – ela sorriu.

– A que horas é esse exame Fat? Eu vou dar um jeito, posso colocar um estagiário pra me cobrir durante umas horas. E eu vou com você!

– Tem certeza. Bruno?

– Tenho Fatinha! Diga a hora, pra eu chegar ai?

– Ok, esteja aqui às 17h, obrigada amor. – encerraram a ligação.

No horário combinado, Bruno estava chegando ao hospital e foi logo até o consultório e de lá seguiram para a ala de obstetrícia, encontrando Melissa no corredor.

– Oi casal, quer dizer que tem alguém ai se sentindo mamãe? – Melissa brincou fazendo-os sorrir.

–Verdade, doutora essa outra doutora aqui não para de falar disso.– Bruno confirmou sorridente.

– E alegria viu? E você Fatinha, vamos começar?

–Vamos, por favor! – sorriu em nervosismo.

Melissa lhe fez umas perguntas habituais, sobre coisas que deveriam bater caso Fatinha realmente estivesse grávida. Explicou-lhe algumas coisas também.

Então, por favor, sentasse aqui. Vou pedir que uma enfermeira colha seu sangue – Ela assentiu e sentou-se no lugar indicado.

Melissa rapidamente ligou para a recepção e logo uma jovem com uma roupa impecavelmente branca entrou na sala, e se pôs a coletar o sangue de Fatinha. Ela nem ao menos chiou, acostumada com agulhas, seus pequenos pacientes eram os que não gostavam muito.

– Fat daqui a algumas horas sai o resultado, ok? — Melissa esclareceu assim que a coleta foi feita.

– Esta certo, antes do fim do meu plantão eu passo aqui para buscar o resultado. — a outra medica assentiu e bruno e fatinha saíram porta a fora.

– Amor vou voltar para a empresa. Assim que souber o resultado me liga. Te amo! — dando-lhe um beijo nos lábios e na testa o moreno a deixou sozinha em sua sala. Para minutos depois a porta ser aberta por um garotinho de no máximo 4 anos, seguido pela mãe.

– Tia fatinha!

– Pedro, vem cá me da um beijão. — o menino correu até ela e a beijou de forma carinhosa. Deu inicio a consulta... Enquanto bruno voltava a empresa nervoso. Queria um filho, mais não queria criar expectativas em vão. Iria esperar e o que tivesse que ser, ia ser.

Às 19 horas quando o seu plantão se encerrou e ela foi caminhando calmamente até a ala de entrega de exames do hospital, pegou seu envelope com uma enfermeira e caminhou para o estacionamento. Não iria abrir, não ali sozinha. Ia esperar para chegar em casa e ler junto com o agora, marido.

– Bru? Cheguei! — gritou do meio da sala, sabia que ele estava em casa, viu seu carro na vaga da garagem. Tirou as sapatilhas que usava, soltou os cabelos e agarrou-se ao envelope indo até o quarto. Onde bruno cochilava em meio a plantas e desenhos. Havia trago trabalho pra casa, era praxe. A loira foi até ele, retirou todos aqueles papeis de cima da cama, guardou cada um em seu lugar e deitou ao seu lado. — Amor, acorda... — juntou o nariz ao dele e iniciou uma caricia, aos poucos ele foi acordando e uniu as suas mãos a dela. — boa noite! — beijou-lhe.

– Boa noite! — balbuciou com a voz rouca. — e o exame?

– Esta aqui comigo. — levantou e pegou o envelope em cima da comoda. — vamos abrir juntos?

– Por favor, Maria! — sorriu sentando-se na cama e a trazendo para o seu lado. O pacote fora aberto a quatro mãos e lido silenciosamente por ambos.

– Positivo. — o sorriso que Bruno deu fora contagiante.

– Não podia ter me dado noticia melhor! — Beijou-a apaixonadamente, sentou-a em suas pernas e tirando-lhe a blusa. — Então... Toma banho comigo mamãe?

– Claro que sim!

Bruno carregou-a até o banheiro e, após fazerem amor, ambos de dedicaram a realmente tomar banho. A loira vestiu apenas uma camisola preta por cima da calcinha rendada, e voltou para o banheiro a fim de pentear os cabelos. Bruno vestiu somente uma cueca e a seguiu abraçando-a por trás.

– Será que é menino ou menina? — sussurrou em seu ouvido.

– Não faço a menor ideia, você prefere o que?

– Gêmeos, um casal.

– tá amarrado, vira essa boca pra lá! Mal vou dar conta de um, Bruno. A Roberta é um grande exemplo, me faz de gato e sapato.

– Estou brincado um só já esta ótimo. E corrigindo, a Roberta nos faz de gato e sapato, nos faz. — os dois sorriram.

– Falando nisso, imagina quando a Juliana e o resto do povo souber disso. Deus nos ajude!

– E quando você pretende contar?

– Para os nossos pais amanhã, para os amigos depois. Quando estiver com uns três meses.

– Tudo bem, você é que sabe. — sorriu dando uma piscadela. — Maria... — murmurou virando-a pra si.

– Hm... Que foi?

– Posso senti-lo?

– Claro que sim, papai. Ainda não temos o que sentir com as mãos, mas ele ou ela já esta aqui dentro. — pegou a mão direita dele e levou até o seu ventre. Bruno acariciou a barriga ainda lisa da esposa e se abaixou colando o rosto na mesma.

– Filho, quero que você sabia que eu já te amo muito, viu? Vou te ensinar tudo o que eu puder, vamos juntos ao jogo do mengão. — ele beijou o ventre da esposa e se levantou abraçando-a.

– Merda Bruno, conseguiu me fazer chorar... Que lindo! — ela reclamou limpando os olhos que insistiam em lacrimejar.

– Dizem que são os hormônios da gravidez, não lembra da Juliana? Colocava o Gil louco. — sorriu e a pegou no colo levantou-a pra cama e deitando ao seu lado.

– Eu sou médica, meu rapaz. Sei de tudo isso. — sorriu entre um bocejo. — acho que estou com sono.

– Eu tenho certeza. Vamos dormir! Boa noite meus amores. — dissera beijando a boca da esposa e acariciando a barriga da mesma.

Enfim estavam começando a construir uma família, agora eram três. E as coisas não podiam estar melhores.

Notas finais
E ai gostaram? Quem gostou pode comentar! Agradeço. A quem interessar possa, eu também postei na fic do tumblr, que é judrigo e eu já falei demais. Beijos, tchau!