Linha Tênue
40 Capítulo 40
Notas iniciais
Desfrutem!
“As mudanças nunca ocorrem sem inconvenientes, até mesmo do pior para o melhor.” – Richard Hooker.
No dia da ultima audiência...
- Por favor, sentem-se com calma e vamos dar inicio ao ultimo dia de audiência sobre o processo de divorcio de Maria de Fátima dos Prazeres Coimbra e Arthur Galvão Coimbra. – o Juiz vociferou dando inicio ao fim daquele “martírio” provocado por Fatinha, que fique claro.
- Seja o que Deus quiser! – Fat disse baixo, benzeu-se com o sinal da cruz e sentou em seu lugar.
— Vamos ao jogo. – Arthur debochou e também se acomodou em seu lugar.
- Como já foi dito nas primeiras vezes, não há chances de reconciliação certa? – ambos assentiram. – Tudo bem, senhora Maria de Fátima, você tem testemunha?
- Sim, Lia Martins. É minha amiga. – Fat respondeu.
- Certo, que entre a primeira testemunha. – O juiz pediu e Lia entrou e sentou no lugar que lhe fora reservado.
- Promete dizer somente a verdade? – O juiz perguntou a Lia.
- Sim! – Lia respondeu temerosa.
O Juiz então fez duas perguntas e depois passou a palavra para os advogados de acusação e defesa. E assim o julgamento seguiu, Fatinha esteve o tempo todo calma. Arthur o tempo todo irônico como sempre. Com quase uma hora de audiência e o juiz já praticamente dando seu veredicto, a favor é claro da separação de ambos. Foi então que Antônio tomou a palavra, assustando até mesmo Fatinha.
- Senhor Juiz, me permita chamar mais uma testemunha? – Antônio perguntou e foi ouvido um “o que?” do demais a mesa.
- Sendo a ultima. Que entre então. – O juiz permitiu e uma mulher ruiva adentrou a sala. Causando espanto tanto em Fatinha quanto, e muito mais, em Arthur.
- Essa é Teodora... – ele ia completar quando Arthur o interrompeu.
- O que ela esta fazendo aqui? – Perguntou visivelmente alterado.
- Silencio, sente-se Arthur! – o Juiz tomou a palavra e ele obedeceu. – Por favor, prossiga! – devolveu a palavra a Antônio.
- Bom, como eu já estava dizendo essa é Teodora, uma espanhola que digamos conhece muito bem o Arthur.
- Há quanto tempo a senhorita conhece o Arthur? – O juiz perguntou.
- Bom, tem uns cinco anos. Desde que ele foi viver em Madrid, nos conhecemos uma noite e bom, um tempo demos ele começou a dar consulta pra minha filha.
- Vocês se vêem com certa freqüência? – Antônio perguntou.
- Sim, pois como disse ele é o pediatra da minha filha.
- Se ele é somente o pediatra da sua filha, eu ainda não entendi o que você esta fazendo aqui. – o advogado de Arthur vociferou.
- Acontece que ele não é só o pediatra da minha filha! – ela fez uma pausa e logo retomou. – Ele é o pai da Florença. E eu tenho um exame de DNA que comprove.
O caos se instaurou no ambiente. Fatinha assustada começou a gritar com Arthur, acusando-o de traição. O mesmo por sua fez só fez negar a paternidade veementemente.
- Silencio! – o juiz pediu uma vez e não foi obedecido. – silencio! – gritou e só assim foi atendido. – Depois de tudo o que houve aqui e sobre a pena de traição de ambas as partes. Dou por encerrada essa sessão, deixando claro que Maria de Fátima e Arthur, estão assim separados de acordo com a lei que tramita na vara de família dessa cidade. Os bens que ambos adquiriram depois de casados serão divididos bem como os moveis e utensílios comprados por ambos, durante o casamento. – O juiz deu seu veredicto e todos deixaram a sala quando lhes foi permitido.
- Graças a Deus! – Fat exclamou chorando, Bruno a viu e caminhou até ela.
- Acabou, amor! Vai ficar tudo bem. Não chora! – Ela a abraçou.
- Ele, o Arthur ele tem uma filha! – Fatinha disse quando apartaram o abraço. – Uma filha Bruno, meu Deus e o pior ele não sabia disso. Uma criança, eu não to acreditando.
- Como assim? – Bruno perguntou e quando a loira ia respondê-lo. Teodora apareceu de mãos dadas com a filha, que logo mostrou conhecer a loira.
- TIA FATINHA! – a menina gritou e abraçou as pernas da loira.
- Oi Florê! Quanto tempo, tudo bem? – Fatinha deu atenção para a menina enquanto secava as lagrimas disfarçadamente.
- Você esta triste tia? É porque ficou sabendo que o Tio Arthur é meu papai? – a menina mandou na lata e Bruno resolveu intervir.
- Oi, tudo bem? Eu sou o Bruno! – Ele sorriu e bagunçou os cabelos da menina.
- Oi, você é o que da Tia Fatinha? – perguntou tímida.
- Sou amigo dela. – Ele sorriu.
- Nossa... – a menina passou as mãos pelo rosto do moreno. – você é bonito, posso ser sua amiga também? – ela perguntou, Bruno sorriu e a abraçou.
- Mais é claro que pode ser minha amiga. A tia Fatinha deixa né, loira? – Fatinha assentiu atrás de si.
- Oba! – a menina abraçou Bruno que correspondeu sorridente.
- Filha, vamos embora. Da tchau pra tia Fatinha e pro tio... Bruno. – Teodora sorriu de canto e puxou a filha pela mão. – Antes de ir, será que eu posso falar com você Doutora?
- É claro que sim. Vamos até ali fora... Bruno leva a Florê pra tomar um sorvete e a gente se encontra no estacionamento ok? – Ele assentiu e saiu junto com a menina, Teodora e Fatinha seguiram eles logo atrás e pararam num café perto do fórum.
- Doutora, eu quero me desculpar. Vim de Madrid sem avisar, contei tudo aquilo. Mais seu advogado falou que iria te ajudar se eu contasse. – Teodora esclareceu.
- Por favor, eu não tenho o que te desculpar. É verdade que eu fiquei surpresa e até triste, mais eu tenho que te agradecer. E mais, eu adoro a Florença, ela é uma menina apaixonante. – Fat respondeu sorrindo. De fato não estava magoada, e de fato a Florença não era fruto de uma traição, afinal a menina já era nascida quando ela casou com Arthur.
- Muito obrigada por sempre ter tratado bem a minha filha, doutora. De verdade, eu só estou com medo da reação do Arthur, ele adorava ela e agora eu não sei mais como vai ser. Não quero que ela se magoe. – Teodora replicou e bebericou seu cappuccino que o garçom tinha acabado de servir.
- Ela não fará nada contra ela, ele ama aquela baixinha. – Fat sorriu terna. – E você pensa em voltar pra Madrid quando?
- Ainda não sei, quero aproveitar o Brasil um pouco. Florença quer ir ao pão de açúcar, quero levá-la. – a mulher deu de ombros. – quando eu de fato voltar, pensarei no que fazer em relação ao Arthur.
- Entendi! Saiba que eu estarei à disposição para o que vocês precisarem, ok? – a mulher assentiu. – bom vamos então? Eu quero ir pra casa.
- Vamos, já estou com saudades da minha ruivinha.
As duas saíram do café e foram caminhando para o estacionamento do fórum, encontraram Florença e Bruno sentados no meio-fio tomando soverte a menina estava limpinha, de sorvete até a alma. E o bruno não estava muito atrás, as duas riram da cena.
- Que bagunça em filha? – Teodora sorriu pra filha que agora brincava com Bruno, se lambuzando ainda mais de sorvete.
- O tio Bruno é legal mamãe e ainda disse que vai ser meu amigo pra sempre! – ela disse ainda abraçada a Bruno.
- Que ótimo né amor? Mais agora a gente precisa ir!
- Mas mamãe, eu quero brincar com o tio Bruno. – ela disse cabisbaixa.
- Olha você pode ir visitar o tio Bruno e eu lá no nosso prédio, o que você acha? – Fatinha se meteu e a menina sorriu.
- Eu quero, eu posso mamãe? Diz que sim, por favor. – Pediu com as mãozinhas unidas.
- Tudo bem Florê, você vai mais a mamãe vai marcar direitinho com a tia Fatinha e eu te levo. Antes de ir embora nós vamos lá ta? – a menina assentiu e foi se despedir da Fat e do Bruno.
- Até logo logo! – a menina sorriu e acenou pra eles, indo embora com a mãe.
Fatinha suspirou deu a mão a Bruno e juntos foram até o carro da loira. Foram o caminho todo até o prédio em silêncio, Fatinha estava muito pensativa e Bruno resolveu respeitar. Chegaram e subiram ainda calados, Bruno começou a estranhar, porém esperou de fato entrar em casa. O fizeram e a loira foi largando a bolsa e tirando os sapatos pelo caminho.
- O que foi? Você esta pensativa demais, loira. – Bruno resolveu perguntar quando a loira já estava jogada em seu sofá.
- Estou digamos que chocada. E com medo pela menina, ele a adorava e agora, do jeito que ele ta, eu não sei qual vai ser a reação dele. – ela desabafou preocupada.
- Calma Fat, se ele gosta tanto dela assim não vai ter porque mudar. – ele exclamou e sentou-se ao lado dela, puxando-a pra si. – Olha ela me conheceu hoje e parece que somos melhores amigos do universo, ela é apaixonante. Vai ficar tudo bem.
- Vai né? – perguntou e o moreno não tardou em anuir. – Ta certo, então eu vou tomar um banho e vou deitar um pouco. – ela levantou e foi na direção de seu quarto. – você não vem? – o chamou que num salto já estava ao lado dela a caminho do cômodo.
Vidas novas chegaram dali por diante. Sorrisos, alegrias e paz, eram só o que eles precisavam. E finalmente iriam conseguir... Ou não.
conheçam - Florença Mata
Notas finais
Me permitam fazer uma propaganda? Creio que algumas de vocês ainda não sabem, mas eu também estou escrevendo uma fic JuDrigo que esta sendo postada no tumblr. Vou deixar o link aqui, quem quiser dar uma olhadinha lá, fique a vontade e não deixe de comentar também!
http://disputasdeamor-web.tumblr.com/
Beijão.
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