Notas iniciais
HEY TODO MUNDOOO!!

Sei que sumi e que algumas de vocês até acharam que eu havia abandonado. Só que não! Eu voltei agora pra ficarrrr... Sem mais delongas, mais um capítulo pra vocês. Espero que gostem, agradeço a todos os comentários que a LT tem recebido, vocês são demais caras. Beijão!

"É no nosso encontro, cara a cara, olho a olho, que as coisas vão se definir." — Caio Fernando Abreu.

Fatinha gritou exasperada, não era possível que Bruno tinha ido até lá pra arrumar confusão.


– Bruno é sério, eu não estou acreditando nisso. — ela bufou com certa raiva.


– Eu precisava ir até lá, Fat. Desculpa, mais quando você me contou o que ele fez contigo, me subiu uma raiva, que eu só pensei em chegar aqui e faz isso. — ele forçou um sorriso. — E bom, eu já fiz. — deu de ombros.


– Não interessa e bem feito pra você, olha como esta esse rosto Bruno, inchado, sangrando. Seu idiota! — deu-lhe um tapa no ombro.


Poxa, eu só estou assim, só apanhei por você, pra te defender e você me trata desse jeito? — perguntou fazendo um drama.


– Verdade, me desculpe. Eu só fiquei preocupada! Desculpa. — deu-lhe um abraço e um selinho em seguida. — Estava com saudades de você. — falou manhosamente.


– Eu estava morrendo sem você lá no Brasil. Tanto que to aqui. — sorriu. — Au! — reclamou pondo a mão no machucado.


– Vamos parar de enrolar, vou te levar pro hospital e você vai aproveitar pra me contar direitinho como você conseguiu o endereço do Arthur. — Fatinha caminhou para fora do hotel abraçada a cintura do moreno.

Os dois seguiram até o hospital mais próximo do hotel. Lá o Bruno foi encaminhando até a emergência enquanto a Fat ficou encarregada de fazer a ficha do rapaz... os machucados foram limpos e devidamente protegidos, o supercílio foi o “pior” para Bruno, pois tivera que tomar três pontos no lugar. Quando já estava tudo devidamente cuidado, o médico lhe receitou um remédio caso sentisse dor e os dois saíram de mãos dadas do hospital.

(…)


– Sobe comigo? Preciso conversar com você sobre o que meu pai me explicou referente a sua separação. — Bruno perguntou enquanto esperavam o elevador já no hotel.


– Vou sim. Vamos só passar no meu quarto que eu tenho um presente pra você. — Ela sorriu e o elevador chegou, os dois entraram e Fat apertou o botão que os levaria ao decimo andar.


– Presente pra mim? Oba, já estou começando a gostar de ter vindo até aqui pra apanhar por você, to ganhando até presente. — ele sorriu e logo chegou a cara quando recebeu outro dos muitos tapas do dia da loira.


– Deixa de graça, você me assuntou quando te vi todo machucado Bruno, pelo amor de Deus que cabeça de vento. Brigar com o Arthur. — bufou e se pôs seria.

Chegaram ao andar da loira e ela tirou o cartão do bolso pra abrir a porta. Eles entraram e Bruno já foi se apossando da cama, tirando os sapatos e se deitando confortavelmente.


– Que cama boa Maria, nem tive tempo de testar a minha, quer fazer isso agora? Comigo? — riu malicioso e puxou-a pelo braço, fazendo assim que a loira caísse por cima do corpo dele.


– Para de graça. Deixa levantar Bruno... — foi interrompida por ele que a calou beijando-a, ambos precisavam desse contato, esse beijo que não era dado a um bom tempo, maldita distancia traiçoeira e maldita saudade. Bruno intencificou o beijo misturando a sua língua com a de Fat aprofundando mais ainda o beijo. Que só fora cessado porque o ar já estava se fazendo preciso. — eu amo você, seu idiota. Mais me deixa levantar. Por favor! — fez uma carinha fofa e Bruno a soltou.


– Se me ama me chamando de idiota imagina se não amasse, né Maria? Eu só te deixo sair, porque quero realmente conversar com você. — ele se sentou e ela fez o mesmo.


– Já estou ficando assustada. Diz logo qual foi o motivo pra você ter saído de casa pra vir aqui atras de mim, porque só pode ser algo sério que não pode ser tratado poe telefone.


– E é, se trata de uma separação litigiosa. Você já ouviu falar? — ela negou. — Vou te explicar, eu perguntei pro meu pai como poderíamos te ajudar e ele me disse sobre essa hipótese.


– Esta bem, conte. — Fatinha se acomodou melhor na cama e se colocou a prestar atenção no amigo.


– Meu pai disse que se trata do processo judicial que reconhece o fim do casamento celebrado pelas partes, quando as mesmas não conseguiram chegar a um acordo amigável, ou ainda quando um dos cônjuges é o responsável pela dissolução do casamento. Que é o que esta acontecendo no seu caso, pois o Arthur não esta querendo colaborar amigavelmente.


– Entendi, mais existe algum prazo pra isso ser visto, pedido? Porque estamos casados a pouco mais de meses e isso meio que me preocupa.


– Também me precavi com o meu pai sobre isso e não, basta que tenha havido algum descumprimento dos deveres do casamento por vocês.


– Ah, então ferrou o Arthur vai alegar traição de minha parte Bruno, não vai adiantar nada. — exclamou nervosa.


– Não calma, no caso de vocês ele te acusou de várias coisas, e a injuria pesa contra ele, fora o fato de vocês morarem em países distintos. Vai dar tudo certo, calma. Confia em mim, no meu pai e no seu advogado. Alias cadê ele? Seria importante ele participar dessa conversa.


– Não sei não Bruno, estou com medo. — suspirou. — Vou ligar pro Antonio pra ele vir até aqui pera. — Fat pegou o telefone da cabeceira e ligou diretamente para o quarto do advogado. — Oi Toni, é será que você poderia vir até o meu quarto? O Bruno esta aqui e queríamos conversar com você... Ok, te espero.– desligou e devolveu o telefone a base. — Ele já esta vindo. Deixa eu te mostrar o que eu comprei pra Beta, pra mim e pra você. — ela levantou e foi até o monte de sacolas que estavam postas de um lado do quarto, pegou três de diferentes lojas e voltou até a cama, trazendo-as consigo.


– Hmm, Fatinha Victória Secret, que isso. Assim você me mata! — Bruno exclamou gargalhando quando viu uma das sacolas.


– Deixa de gracinha, seu palhaço! — revirou os olhos e Bruno riu ainda mais. — Para! Olha que lindo que eu comprei pra Beta — clique aqui – — A loira tirou a roupinha da sacola e mostrou pro tio da menina. — Não é lindo?


– É bem bonito, a Ju vai surtar quando ver. Só estou até imaginando. — Bruno sorriu. — E o que é meu aí? Já quero ver! — quando a loira ia pegar o presente dele a campainha tocou e ela desviu a atenção para atender, certamente era o advogado.


– Depois te mostro. Tira a mão dai! — gritou a ultima frase. Abriu a porta e viu o advogado escorado nela. — Entra Antônio... — o rapaz o fez. — esse é o Bruno, aquele amigo do qual lhe falei. — o rapaz cumprimentou Bruno que retribuiu o aperto de mão.


– Prazer! — ambos falaram fingindo estarem se conhecendo naquele momento. Sendo que fora Antônio que tinha dado o endereço de Arthur para Bruno, logo já se conheciam...


– Toni o Bruno estava me falando sobre a separação litigiosa, ele me explicou algumas coisas mais eu queria tirar umas duvidas com você também. — o rapaz assentiu e todos se sentaram nos sofás do comodo.


– Sim Fat, vamos lá vou te explicar mais ou menos quais as situações podem caracterizar a insuportabilidade da vida em comum a justificar a ação de separação. — ela assentiu e o rapaz continuou. — as principais são a ocorrência de algum dos seguintes motivos: adultério, tentativa de morte, injúria grave, abandono voluntário do lar conjugal durante um ano contínuo, condenação por crime, conduta desonrosa ou outros fatos a serem analisados individualmente pelo juiz. No caso de vocês pesa a injúria contra o Arthur e a favor dele o fato de ter havido adultério. Mais não é pra ficar nervosa, são vários pontos a seu favor. Quer perguntar alguma coisa mais objetiva?


– Não, por enquanto não. Na verdade eu tenho um pedido.


– Pode falar.


– Então Toni, eu queria que o processo corresse no Brasil, eu quero a minha casa. Já não aguento mais. — a loira sorriu cabisbaixa.


– Fat, você tem o direito de optar e como lá é o seu país, creio que não tera nenhum problema.


– Ótimo, e esses processos costumam demorar muito? Vai ser quase um parto pra eu me separar ou vai ser rápido?


– Rápido não vai ser, pode demorar alguns meses mais não chega a ser um longo tempo de espera. Vamos fazer assim que chegamos ao Brasil eu já vou pro fórum dar a entrada nos papeis, pode ser?


– Sim, sim, por favor. — Fat vociferou animada.

Os três seguiram conversando sobre a volta para o Brasil e sobre como Arthur iria ficar sabendo de tudo o que fora decidido e Antônio disse que entraria em contato com o advogado dele, para lhe deixar a par das coisas. Assim Fatinha ficou mais tranquila e então decidiram voltar em dois dias.

Notas finais
OEEEE, QUEM GOSTOU PODE COMENTARR! ♥