Linha Tênue
33 Capítulo 33
Notas iniciais
Ta certo, sei que demorei. Podem me xingar, sei que mereço. Mas as coisas não estão muito fáceis e eu estava/estou sofrendo um leve bloqueio. Porém depois de dias consegui terminar esse capítulo. Aleluia, amém. Não vou prometer rapidez para o próximo, por quê de fato eu não vou conseguir cumprir. Então aproveitem e comentem por favor!
Aproveitando pra agradecer à todas as meninas que leram, gostaram e comentaram na MF! Fiquei muito feliz com a recepção que tive com ela, seguindo na linha do meu outro molde BruTinha. Muito obrigada mesmo! BEIJOSSSS.
“Realmente, eu não sei o que eu faria sem você. Você é o melhor amigo que já tive. (Mulan II)”
Fatinha foi o caminho todo de volta tremendo, tamanho o nervosismo, tinha vontade de chorar, mais não ia fazer isso na frente do advogado, embora ele já tinha visto seu destempero no apartamento de Arthur. Chegaram ao hotel e Fatinha subiu apressada para o seu quarto sem nem se despedir de Antônio. Assim que entrou no comodo, desabou, chorou tudo e mais um pouco, que merda que ele fez caramba? Ela nunca tinha sido tão humilhada, ela não tinha ido lá pra isso.
– Infeliz, eu te detesto, te odeio Arthur! — esbravejou, ainda choramingando. Secou as lagrimas com raiva e pegou o iPad, precisava contar pra Bruno o que tinha acontecido. Estava rezando pro amigo estar online. Conectou-se ao skype e viu que ele não estava um online, resolveu mandar um sms, pedindo que ele se conectasse. Não ia conseguir dormir sem contar o que aconteceu pra ele. Pegou o celular e digitou “Bru, pelo amor de Deus vai para o skype. Preciso de você!” enviou rezando pro amigo ler a mensagem, e nem se importou com a tamanha diferença de horários, por suas contas no Brasil já seria de madrugada.
Enviou a mensagem e se levantou foi tomar uma água e depois tomou um banho pra se relaxar, se acalmar. Quando voltou já de pijamas, viu que uma janela piscava em seu iPad, era uma chamada de Bruno. Aceitou e sorriu triste assim que viu a cara amassada do amigo do outro lado.
Chamada de vídeo.
– O que houve? Porque essa cara? — Bruno perguntou com uma voz rouca, estava dormindo.
– O Arthur... — Ela respondeu já fungando.
– O que que tem esse cara, Maria? Fala logo! — perguntou já mais firme.
– Ele me disse coisas horríveis, me destratou. Gritou comigo! — contou chorando novamente. Bruno se exaltou e começou a xingar o “rival”.
– Eu não acredito que esse filho da puta, fez isso, fatinha, não acredito! Ele é um covarde! — Bruno continuava a esbravejar. — ele não encostou em você não é? Por que se ele fez isso, ele vai pagar! Eu vou até ai e acabo com a raça dele. — exclamou enfurecido.
– Não! Fica calmo, eu que fui pra cima dele. Ele me tirou o controle, eu não sou assim e ele, ele é um imbecil Bruno, ele insinuou tanta coisa feia, sabe? Disse que conhecia meu tipo, que eu não prestava... — voltou a choramingar – e o pior, prometeu que não ia me deixar em paz. Disse que não ia me dar o divorcio nunca.
– Infeliz, babaca! Ele vai se ver comigo! — vociferou e tentou manter a calma, afinal ela precisava de apoio. — Se ele se opuser o seu advogado vai saber como agir, amor... — falou a ultima palavra sem querer. E ela sorriu, não era nenhuma mentira o amor que ele nutria por ela, oras. E ele podia confessar a hora que ele quisesse. — desculpa. — disse sem graça.
– Desculpa por que? Você não disse nada além de uma verdade. — sorriu, lembrando da ultima noite que haviam passado juntos, aquela mesma noite que ela teve a certeza que sentia o mesmo por ele. — Estou com muitas saudades, muitas! — disse desviando o foco do assunto.
– E preguiça, você chegou hoje, nos vimos há dois dias atrás... — sorriu da cara que ela fazia do outro lado. — Que saudade é essa hein.
– Pra você ver o que você me causa, apego máximo, irremediável. Só vou melhorar quando já estiver ai com você. — replicou em meio a um bocejo.
– Tô me sentindo poderoso, agora! Poxa vida em... — ela riu do outro lado e puxou um “wow” que fazia parte daquele funk que ela gostava. — Volta logo, pra irmos baladar, a 021 tá bombando amanha. E eu não vou né, sem você e com Ju e Gil de molho.
– Ótimo! E sem mulheres parecendo urubu na carniça! — bocejou de novo.
– Cara, vai dormir! Já tá quase babando ai e eu não sou obrigado a ver isso! — implicou fazendo a amiga rir. E bocejou também.
– Somos dois. Vamos dormir, amo você. — mandou um beijo.
– Vamos, te amo e se cuida. Qualquer coisa me liga... já sabe a qualquer hora. — disse mostrando o “quase-sol” pela janela.
– Ixe, tá quase amanhecendo ai? Desculpa. Amo você, beijos em todos. Fui! — disse rindo.
– Fomos, te amo loirinha.
Ela murmurou um “eu também” e desligou a chamada. Levantou apenas para guardar o aparelho e voltou pra cama sem antes fazer uma oração, o que ela iria precisar era de fé e coragem. Pois algo dentro dela gritava ´´vai dar errado, vai dar errado, vai dar errado´´ e ela não estava precisando de pessimismo, isso ela estava passando de boas. Quase meia hora depois de ter encerrado a chamada com Bruno ela conseguiu dormir. Finalmente. Corpo, mente e principalmente o coração precisavam de descanso.
Rio de Janeiro – Brasil. (3 horas da manhã.)
Diferente de Bruno que estava em um trabalho árduo para pregar o olho. Se manteve parcialmente calmo durante toda a conversa com Fatinha, a fim de não preocupa-la, mais por dentro a realidade era outra. Estava esmagando Arthur no pensamento. Como ele teve coragem pra desrespeita-la daquela forma? Certamente fora por quê ela não tinha quem a defendesse. Enfim Arthur havia sido um covarde, e de alguma forma iria pagar. Afinal ele não era moleque feito aquele médico com cara de metido. Resolveu parar de pensar e só assim conseguiu pegar no sono.
Na manha seguinte enquanto tomavam café Juliana notou um Bruno diferente, distante. Cutucou o irmão querendo saber o que estava acontecendo e ele apenas negou com a cabeça. Tudo bem, ela esperaria até o café da manha acabar. Coisa que não demorou pra acontecer, Gil pediu licença da mesa e saiu levando consigo a louça suja.
– E ai vai me falar o que está acontecendo?
– Não é nada Juliana, pode ficar tranquila. O negocio é que eu não dormi bem, dai to meio mau-humorado. Só isso.
– Aham. E eu sou virgem! — ergueu uma sobrancelha e apontou pra barriga. — conta outra Bruno, te conheço. Ou melhor conta a verdade.
– Nossa como você esta engraçada, tinha palhaço pra comer no café e eu não viu? — perguntou fingindo um riso e ela fechou a cara. — tá bom, tá bom... então a Fat me ligou essa madrugada. — disse sem animação na voz.
– E ela te liga e você me conta com essa cara? O que houve?
– Então ela contou o que aconteceu no encontro com o Arthur. E não foi nada bom, irmã ele xingou e ofendeu ela, e eu estou com um ódio que não é meu. -explicou já se exaltando.
– Não acredito que ele foi capaz disso. Que babaca! Mas e você? Vai fazer o que agora?
– Não sei Ju, ela esta lá e eu to aqui o que você quer que eu faça? — perguntou já imaginando uma possível resposta.
– Você pode e deve ir pra Madrid! Atrás dela, ficar com ela. Pra ontem!
– Pirou Juliana? Você acha que é fácil, sair daqui e ir pra Espanha sem ter nada programado? Te falta um pouco de sanidade, maninha. — fingiu um sorriso.
– E pra você falta coragem. Acorda, você esta morrendo de vontade de fazer isso. Faça! Peça uns dias no trabalho e vai! — encorajou o irmão.
– Será Ju? — Bruno ficou pensativo e resolveu encerradas a conversa por ali, iria pensar. Até que ponto a ida dele poderia ajudar e atrapalhar a situação da loira? Por que com a raiva que estava sentindo de Arthur, a primeira coisa que faria ao chegar à Madrid seria socar a cara de rival. Sem duvida alguma.
Gil voltou para a sala e os três ficaram conversando sobre diversos assuntos, ou pelo menos tentavam por quê toda e qualquer pergunta que era feita a Bruno eles recebiam de volta um “ahn?” “oi, desculpa falou comigo?” o moreno parecia não estar ali.
Estava em um grande embate. Ir ou não ir para Madrid?
Notas finais
E VAI JUDRIGOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO ♥
Fale com o autor