Linha Tênue
27 Capítulo 27
Notas iniciais
Patroinha* olha ai o cap, espero que goste, muito obrigada! ♥
“Creio que fui abençoada com um coração gigantesco e em contrapartida com um pavio bem curto, são os ápices que me mantém em pé.” — Marta Medeiros.
Ao longo dos dias que foram passando a convivência com Marina estava pior da parte da Fatinha, pois toda vez que ambas se encontravam varias farpas eram distribuídas. E bruno sempre no meio do fogo cruzado. Três meses se passaram voando e Fatinha viu o tempo passar agoniada, já estava agilizando a papelada do seu divorcio com Arthur, que no decorrer desses meses havia voltado uma vez e dessa vez sem brigar, eles apenas conversaram e decidiram pelo divorcio, só que até então nenhum papel tinha sido assinado.
Ela, Juliana e Marina estavam na casa de Lia, batendo papo e aproveitando que a loira estava de folga, pra matar as saudades. Haviam pedido pizza e comiam entre risadas e o clima entre as loiras “rivais” ate que estava ameno. Lia abriu a caixa da pizza de calabresa e na mesma hora Juliana empalideceu.
- Ai pelo amor de Deus, tirem isso da minha frente! — Ju reclamou colocando a mão na boca em seguida.
- Por que cara? Isso aqui tá dos deuses. — Lia indagou completamente avulsa atacando a pizza.
- Porque eu estou enjoada... — Ju gritou e saiu correndo pro banheiro.
- O que será que deu nela? — Marina perguntou assustada.
- Eu acho, tenho quase certeza do que é... — Fatinha se levantou foi até a pia da cozinha e lavou as mãos. — fiquem aqui e quando ela voltar, por favor, não façam alarde.
- Mas ela é minha amiga também e se ela tá passando mal eu quero ajudar! — Lia disse.
- Lia, desculpa, mais a médica aqui sou eu. Deixe-me vê-la e depois eu chamo você ok? — Lia deu-se por vencida e assentiu. Fatinha virou as costas e foi atrás de Juliana, que estava escovando os dentes no banheiro. — amiga, você tá bem? — chegou mais perto e tocou-lhe o ombro, fazendo-a olha-la.
- Estou! — indagou meio que na incerteza. Ainda estava pálida.
- Ju, posso te fazer umas perguntas? — a loira perguntou e viu o medo nos olhos da amiga. — fica calma, não vou te massacrar pelo contrario, vou amar se isso for realmente o que eu to pensando.
- Aham... — Ju disse saindo do banheiro e sentando na cama de Lia.
- Você esta passando mal assim a quanto tempo? — Perguntou indo sentar ao lado da morena.
- Quase um mês. — disse descrente.
- Quase um mês e você não fez nada, Juliana? — a mesma negou com a cabeça baixa. — e a sua menstruação?
- Não vem a uns dois meses. Ai Fat, eu não sei o que fazer cara. — Ju começou a chorar baixo e a loira a abraçou.
- Você sabe que isso pode ser sinal de um bebêzinho, né? — Ju assentiu. — então porque tá chorando, doida? Olha que lindo, um filho ou filha seu com o Gil. Vocês merecem, amiga. Mas, vamos amanha ao hospital comigo, pra conformarmos isso, ok?
- Esta bem, muito obrigada loira. Eu te amo! — Ju e Fat se abraçaram e voltaram pra sala, onde Lia e Marina estavam impacientes.
- O que esta acontecendo, alguém pode me contar? — Lia perguntou aturdida. As duas não responderam. — Ei, me responde porra, fiquei preocupada! — foi ai que percebeu a cara de choro de Juliana. — amiga, você tava chorando? — Ju assentiu – ah, porque meu amor?
- Nada... me abraça só? — Ju pediu e foi prontamente atendida, por Lia que se pendurou no colo da amiga praticamente.
Fat e Marina, apenas observaram as amigas chorando abraçadas, pois Lia ficou comovida com o pranto da outra que começou a chorar também. Juliana achou melhor não contar a ninguém ainda, pois ainda era só uma suspeita. Elas se recompuseram e voltar a comer a pizza fria, alias elas menos Ju que preferiu um sanduíche de queijo com tomate. A noite terminou e cada uma foi pra sua casa, Ju chegou no seu apartamento e mandou um sms pra Gil que estava na casa da mãe, enviou apenas um “te amo” e se arrumou pra dormir, pegou no sono preocupada... o dia seguinte seria muito importante.
Assim como Ju, Fat logo chegou ao prédio, subiu pela garagem mesmo e foi para o andar de Bruno, estava com saudades. Viu que ainda tava cedo 21hrs, e tocou a campainha. Bruno a atendeu com uma carinha amassada, certamente já estava dormindo.
- Oi Maria, boa noite. — sorriu e deu passagem pra loira entrar.
- Oi Bru, tava dormindo? — perguntou entrando e o esperando fechar a porta, se abraçaram e sentaram-se no sofá.
- Estava, to cansado e amanha eu preciso chegar mais cedo na empresa. — respondeu coçando os olhos.
- Hm... estava com a sua irmã, a lia e a marina. — disse o o ultimo nome com uma cara nada agradável.
- Saudades da minha irmã... e porque essa cara pra falar na Mari? Ela é minha amiga, assim como você, amor! — provocou.
- Você tá de sacanagem, me igualar a aquela mulher? Porra Bruno, pegou pesado, quer dizer que se você pudesse transaria com ela também? — Bruno ignorou a pergunta apenas para irrita-la e conseguiu. Pois a loira levantou pau da vida. — Ah cara, tchau! Eu vim só pra contar da sua irmã, mais deixa pra lá você vai saber quando todo mundo souber.
- O que que tem a minha irmã? — Bruno levantou assustado e preocupado, também. — Ela tá doente? Aconteceu alguma coisa?
- Eu prometi não falar pra ninguém, mas como eu não consigo esconder nada de você e como você é irmão dela, eu vou falar.
- Fala logo, a Juliana tá doente? — perguntou e Fat se calou mantendo o suspense. — fala cara, não faz isso comigo. To preocupado.
- Calma cara, a sua irmã não tá doente... ela tá gravida! — respondeu dando um sorriso e viu o Bruno empalidecer... putz, era mal de família.
- Gravida? — Perguntou abobalhado. — tipo quando se espera um bebê?
- Não Bruno, tipo esperando um elefante, sabia não? — Fatinha riu da cara dele. — mas, não faz alarde vou com ela amanhã fazer um exame de sangue pra confirmar. Ninguém sabe, só eu e você. Então nada de abrir o bico pra marta, Olavo e muito menos Gil.
- Eu vou matar o Gil! Eu mato esse filho da mãe que fez um filho na minha irmãzinha. — Bruno levantou bruscamente do sofá e tropeçou nos próprios pés. Fatinha gargalhou.
- Ai pelo amor de Deus, vai dizer o que? Que ele desonrou a tua irmã? Para com isso, e vamos pensar que vamos ter um sobrinho ou sobrinha, pra paparicar. — Ela sorriu abraçando ele.
- É verdade, e minha irmã merece, ela vai ficar tão linda gravida, né? — Fat assentiu. — então já estou torcendo pra essa gravidez ser confirmada.
- Ótimo, agora eu vou subir pra dormir, por que amanhã eu tenho plantão de vinte e quatro e ainda vou passar pra pegar a tua irmã. — o abraçou e foram andando até a porta. Bruno lhe deu um selinho e a mesma entrou no elevador. Subindo para o seu andar logo em seguida.
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