Notas iniciais
Já tiveram um dia tão ruim a ponto de tudo a sua volta de irritar? Lily Evans também, mas ela não tem papas na língua rsrs

Boa leitura :)

Lily acordou cedo naquela segunda-feira. Seus pensamentos sobre os NIEMs que iriam vir a seguir dali a duas semanas estavam martelando na sua cabeça. Claro que ela havia estudado e fazia de TUDO para se concentrar um pouco mais em seus livros, mas havia medo e insegurança.

A ruiva ergueu-se da cama com mau humor e andou até o banheiro do dormitório. Ao encontrar uma calcinha suja em cima da pia, bufou. Pegou ela com as pontas dos dedos e andou até a cama de sua melhor amiga, Marlene, que roncava com a boca escancarada, fazendo uma gota de baba cair em seu travesseiro, e jogou a calcinha no rosto dela.

— Poderia começar a jogar suas roupas sujas no lixeiro, não acha? — perguntou Lily dando um muxoxo. — Estão tão sujas que não servem nem para reciclagem.

Marlene pegou a calcinha e a jogou para o lado, caindo na cama de Dorcas e disse com uma voz embolada:

— Me deixa, Lily.

Lily voltou ao banheiro, onde terminou de fazer sua higiene matinal e voltou ao quarto. Quando estava penteando os cabelos, Marlene saiu do banho, enrolada em uma toalha fazendo o grande favor de deixar pegadas molhadas pelo quarto.

— Bom dia, flores do dia! — cantarolou a loira.

— Bom dia pra quem? — perguntou Lily, irritada. — É o dia mais chato, longo e preguiçoso da semana! Ninguém tem um bom dia em segundas-feiras. E Marlene, o que é isso? Você tá jogando sua toalha molhada em cima da minha cama?!

— Calma, Lily. É só uma toalha. — respondeu Marlene simplesmente, dando de ombros.

— Toalha que vai morfar meus cobertores. Todo dia é isso! E sempre encontro restos de cigarros no MEU malão. Você tem idéia do quanto isso é irritante? — desabafou Lily.

Marlene piscou para a amiga e olhou séria para Dorcas, como quisesse dizer: “O que diabos ela tem?”

— Ela chupou limão. — disse Dorcas entrando no banheiro.

— Melhor limão do que outra coisa, né, Meadowes?! — retrucou Lily buscando sua mochila.

— Como é? — Dorcas colocou a cabeleira castanha e cacheada para fora do banheiro.

— Exatamente isso que você está escutou. Todo mundo da Gryffindor sabe que você e o Remus se encontram escondidos no armário de vassouras e depois se fazem de desentendidos. — Lily despejou na cara da amiga. — E o Sirius tá pegando a Bones. — disse para Marlene logo de uma vez e saiu do quarto, sem se importar de espera-las para o café da manhã.

Ao descer as escadas, encontrou seu namorado, James, a esperando no salão comunal. O moreno passou as mãos nos cabelos e sorriu ao ver Lily.

— Bom dia, amor. — cumprimentou ele, a recebendo com um beijo, que rapidamente foi cortado por Lily.

— Que bafo de leão é esse? — perguntou a ruiva, ousando dar uma cheirada na boca do namorado. — Escovou os dentes?

— Escovei… — respondeu James, parecendo constrangido. Afinal, não estava acostumado com isso.

— Escova de novo.

E voltou a andar, em direção a saída do salão. Lily andou sozinha pelos corredores em direção ao salão principal. No meio do caminho, encontrou dois alunos duelando.

— Vinte pontos a menos para Hufflepuff e Ravenclaw. Detenção os dois. — acrescentou ao ouvir as reclamações dos pestinhas.

Nada segurava Lily Evans naquele dia.

Entrou no salão principal e andou até a mesa da Gryffindor, onde sentou e serviu-se de torradas, ovos e bacon. Estava tudo calmo, até sua amiga, Alice Fortescue, sentar ao seu lado.

— Oi, Lil! — começou toda meiga, aquele jeitinho irritante.

— Desembucha, Fortescue. — Lily rolou os olhos. — E fala direito, parece que tem um gato preso na sua garganta.

Alice piscou e soltou um “Ah”, um pouco desconcertada, continuou:

— Será que você poderia me emprestar seu trabalho de poções? Eu acabei de distraindo e não fiz.

— Não. — respondeu Lily sem rodeios. — Ninguém mandou matar aula pra beijar o Longbottom. Se vira.

Alice pareceu chocada, não estava acostumada com uma Lily tão grosseira. O que havia acontecido com ela? Estava tão amigável ontem e… bem, sempre.

Sem dizer mais nada, Alice saiu de perto de Lily. Seu lugar foi ocupado por James. Dorcas, Remus, Sirius e Peter chegaram logo depois. Sua amiga e seu namorado pareciam saber de seu comportamento nada amigável, pois não lhe fizeram perguntas.

— Lily, poderia me passar a geléia? — perguntou Remus educamente.

— Deveria usar óculos, Lupin. Tem um pote bem na sua frente. — falou ela, sem tirar os olhos de sua revista de o Semanário das Bruxas. — Pelo amor de Merlin, Peter! A comida não vai chegar mais rápido no seu estômago se você derrubar ela na sua barriga.

James e Sirius se entreolharam, apreensivos, enquanto assistiam Remus e Peter ficarem vermelhos, pelos respectivos foras.

— Então, Lily… — começou Sirius. — Você tá brava?

— Black, querido, você vai saber quando eu estiver brava e vai torcer para você não está por perto. — e voltou a dar atenção ao seu suco de abóbora. — Ah, e sua fúria está vindo logo ali. — E apontou para a porta.

Sirius virou-se e deu um soco na mesa ao ver Marlene rindo e aparentemente, se deixando levar pelos encantos de um garoto da Ravenclaw.

— O que é aquilo? — perguntou Sirius carrancudo.

— Se você pode ficar com três ao mesmo tempo, minha amiga também pode. — Lily ergueu-se. — Vou para a aula. Passar bem.

***

Na aula de Herbologia, Emmeline Vance achou que seria uma boa idéia de testar a paciência de uma certa ruiva.

— Lily, me passa o regador? — perguntou Emmeline, docemente.

Lily ergueu o olhar e voltou a dar atenção a sua prancheta.

— Está ao seu lado, Emmeline. — respondeu formalmente.

— Mas eu tô ocupada! — a morena tentou argumentar.

— E com uma mão livre.

Emmeline não gostou da resposta. Ficou com cara feia e cruzou os braços.

— Credo, Lily, qual o seu problema?!

— O meu problema, Emmeline, é você! — Lily continuou anotando em sua prancheta, parecendo despreocupada. Neste momento, elas tinham conseguido a atenção de metade dos alunos. — Esse seu jeito de songa monga não engana ninguém, não. E se você acha que vai conseguir a atenção do Diggory iludindo o pobre do Edgar, tá muito errada. Amos tá em outra e bem feliz sem você. — Lily falou logo de uma vez.

O silêncio reinou na sala de aula. Emmeline parecia ter perdido a voz, como não soube o que retrucar, ela falou:

— Azeda.

— Melhor ser azeda do que essa mula de chifres enrugados feito você! — a ruiva jogou a prancheta no chão e Emmeline partiu pra cima. James meteu-se no meio na esperança de apartar, mas só levou tapas, arranhões e um regador na cabeça.

***

A professora Minerva McGonagall observava uma Lily Evans mal-humorada por cima de seus óculos. A garota insistia em tirar as sujeiras de suas unhas.

— Pegue um biscoito, Evans.

Lily ergueu o olhar e piscou. Achou que iria receber o maior sermão da vida!

— O que?

— Pegue um biscoito. — insistiu a professora. Lily pegou um biscoito de um pote de vidro e mordeu a pontinha. — Sei que os NIEMs acaba com qualquer um, mas precisa se controlar! Recomendo que procure Madame Pomfrey…

— Professora, a senhora nunca pensou em soltar esses cabelos de vez em quando, não? — sugeriu Lily. — Um tempo a mais assim, as aranhas de Hogwarts encontram uma toca nele.

O olhar da professora foi duro.

— Detenção, senhorita. Oito horas. Na minha sala.

***

O jantar havia ocorrido silencioso demais para a mesa da Gryffindor. Ninguém ousava dirigir uma palavra que fosse à Lily Evans, a não ser que quisessem levar uma patada gratuita.

No salão comunal, antes de Lily cumprir a detenção, resolveu ler um livro em uma poltrona. Paz, silêncio e ninguém lhe incomodando. Perfeito.

Remus sentou ao lado de Lily e tossiu de leve. A ruiva olhou para ele por cima do livro.

— O que você quer?

— Bem, Lily… — começou Remus, coçando a cabeça. — Seus amigos estão apreensivos.

Lily desviou o olhar para um grupinho que cochichavam no canto do salão comunal. Ao ver que Lily os encarava, pararam de falar imediatamente. Lily olhou Remus.

— Não estou com paciência para suas lições de moral, Remus. — falou a garota, voltando sua atenção ao livro. — Tente novamente mais tarde, obrigada!

Remus ficou calado e olhou para seus amigos, dando de ombros. Marlene levantou-se, tomando coragem e foi até a amiga.

— Lily, podemos conversar? — perguntou com as mãos na cintura.

— Não. — respondeu sem rodeios.

Marlene tomou o livro das mãos de Lily, o jogou para o lado e agarrou os ombros da amiga, dando um sacudida.

— Te orienta, mulher. — falou de uma vez. — Precisa de sexo ou…?

— Eu não preciso disso! — Lily ergueu-se e bufou. — Se me der licença, eu vou dormir. — deu as costas e andou até o primeiro degrau da escada que levaria até o dormitório feminino.

— E a detenção? — perguntou Sirius do outro lado do salão.

UGH!

***

O sol raiou naquela terça-feira com um brilho a mais. Lily Evans sentia que nada no mundo poderia fazê-la ficar de mal humor. Havia tido um sono maravilhoso e estava pronta para mais um dia.

— Evans! — a voz estridente de Marlene atravessou seus ouvidos, fazendo a ruiva despertar de seus sonhos. — Acorda! O que é isso aqui?

Lily sentou na cama e coçou os olhos, na esperança de fazer o sono ir embora, sem sucesso. Marlene apareceu com um sutiã e o esfregou debaixo do nariz da amiga.

— Depois fala de mim, né? — falou a loira com os cabelos espantados. — Tem um monte de peças íntimas suas nas minhas coisas. — jogou o sutiã para cima de Lily, que caiu no colo da ruiva sonolenta demais para entender alguma coisa.

— Tá brava, Marlene? — perguntou Lily aos bocejos.

Marlene grunhiu e andou até o banheiro.

— Dorcas, levanta essa bunda gorda ou não vamos pegar o café!

Dorcas se remexeu na cama ao lado, soltando um muxoxo. Lily deu de ombros.

Hunf. Doida!

Notas finais
E não! Não vai ter uma "Marlene Sem Rodeios McKinnon" (não que seja uma idéia ruim, mas né...)

Se gostou, deixa seu favorito e me diz o que achou dela, hein? hehehe

bjs ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!