– Olha eu nao sou turista, sou motorista de taxi, eu já passe por todas as experiencias que você possa... possa... — Jack parou.

Olhei para trás, era uma nave, de verdade!

– Sara, temos que fugir! — Seth gritou.

Ela dirigiu o carro do mesmo modo que antes.

A nave começou a atirar. O taxi derrapou e começou a descer um morro.

– Segurem-se! — Jack gritou.

Chegamos até a estrada. Na verdade, uma linha de trem.

– Nao podemos deixar que ele pegue o dispositivo. — Seth comentou.

Sara acenou com a cabeça com um "sim".

– Ele quem? — Eu perguntei.

– E dessa vez eu quero ouvir a resposta. — Jack completou.

– É um Siphon. — Sara explicou.

– O que? — Jack disse.

– É um assassino treinado para perseguir um alvo até sua missao estar concluida. — Seth explicou.

– E a missao dele? Qual é? — Eu disse.

– Lilly, nós. — Seth respondeu.

A nave sobrevoava o tunel, fazendo circulos de luz. Procurando.

A luz chegava cada vez mais perto. Jack se movia lentamente até o volante. A luz estava a centimetro, milimetros, do taxi, quando ela apagou e soou na minha cabeça: Ufa.

Todos suspiramos aliviados. Seth me abraçou e disse:

– Eu disse, tudo vai ficar bem... eu espero.

Jack ligou o taxi e dirigiu tunel a dentro.

Ele andava pelo trilhos quando Sara disse:

– Conheçe uma rota mais segura, Jack Bruno?

– A menos que saiba voar, nao.

Algo parecia nos seguir. Parecia se esquivar na nevoa ao nosso redor.

Essa coisa, atirou na parte traseira do taxi. Fazendo o levantar.

Começaram os tiros novamente. Entramos em um tunel. Mas a nave entrou também.

– Jack! — eu gritei.

Derepente se ouviu o barulho de um trem. O que ele estava fazendo ali? Na verdade era obvio.

– Mas rapido! — Seth gritou.

– Mais rapido nao vai! — Jack retrucou. Estava em 110 km/h.

– Sara! — eu gritei. Ela estendeu a mao e acelerou o carro em 150 km/h.

Iamos nos chocar com o trem. Passamos raspando. Mesmo depois a emoçao ainda fluia no ar. A primeira parte do trem passou intacta. A quarta explodiu. A quinta passou por cima de nosso carro.

Jack saiu dos trilhos, indo para perto do mato. Ele saiu do carro tentando consertar o motor.

– Nao, nao podemos confiar neles. — Seth murmurou.

– Eu sei que podemos. E precisamos deles. — Sara retrucou.

Jack riu.

– Dois garotos, com bastante grana, minha filha lendo mentes... O que podia dar errado? — Ele disse ironico.

Ele entrou no carro.

– Sabemos que está frustado, Jack Bruno. — Sara disse.

– Nao, já chega de Jack Bruno isso, Jack Bruno aquilo, eu pedi algumas respostas.

– Você ja sabe as respostas, Jack Bruno. — Ela retrucou. — Meu irmao e eu, realmente nao somos do seu planeta.

– Hum! Entao é isso? Entao vai ser assim? — Ele disse rindo. Eu e Seth estavamos em total silencio. — Misterio desvendado, os dois querem que eu acredite que sao dois alienigenas?

– É a verdade.- Seth falou pela primeira vez naquele momento.

– Mesmo. Mas vocês nao parecem alienigenas. — ele disse.

– E como é a aparencia de um alienigena? — Sara disse.