Lilibell
1 Prólogo
Notas iniciais
Na primeira noite do outono mais belo que toda Brilian já tia visto, o céu estava tão negro que a lua ganhava um ar de solidão e uma incrível beleza, o seu brilho prateado banhava a janela de um quarto e iluminava o nascimento de uma garotinha. Era como se a lua estivesse brilhando somente para ela. Ela nasceu com uma marca, o sinal de um dia ela seria uma alquimian.
A lua se pôs e o sol começava a iluminar o céu, quando uma das cozinheiras do castelo sai de sua casinha na beirada da floresta de Carmel. Os pássaros cantavam uma melodia diferente naquela manhã, uma canção muito triste, que deu um aperto no coração da cozinheira. Enquanto caminhava pelas ruas de Carmel, ela via como a aldeia ganhava vida. Janelas eram abertas para saldar a luz do sol, os cheiros de diversas comidas começavam a perfumar o ar das ruas, que devagar vinha despertando.
Ao se aproximar das escadarias da catedral ela viu o que parecia ser um pacote esquecido. Aproximando-se mais para ver o que seria aquilo, viu um pequenino bebe com os olhos fechado, ela achou que estivesse morto, pois nuca tinha ouvido falar que uma mãe em toda Brilian, houvesse abandonado um filho. Ela estava preste a voltar para o seu caminho quando o lindo bebe abriu os olhos e sorrio para ela. Sem saber o que fazer a cozinheira pegou a menininha e a levou comela para o castelo, visto que já estava atrasada para os seus afazeres ela colocou o bebe numa caixa de maçãs debaixo da pia e foi preparar o café do castelo.
O bebe cresceu na cozinha do castelo sendo alimentado e cuidando por todos que ali trabalhavam, nunca teve um lar nem nada que pudesse chamar de seu. Os anos foram passando e um dia a menininha fugiu da cozinha e foi passear no jardim do castelo. Avistando uma senhora cuidando das flores mais lidas que ela já tinha visto. a menininha se aproximou da senhora que quando a viu perguntou:
- São lindas, não são?
- Sim senhora. – a garota respondeu.
- Gostaria de me ajudar?
- Claro! – Falou a menininha empolgada por poder ficar mais tempo perto daquelas lindas flores.
Depois de horas ajudando à senhora de cabelos negros e olhos verdes como se guardasse dentro deles uma densa a floresta, vestida de preto e um avental sujo de terra, a menininha percebeu que ela não se parecia como os jardineiros que iam comer na cozinha do castelo. Mas antes de poder perguntar à senhora falou:
- Qual o seu nome linda criança?
Com os olhos tristes ela respondeu:
- Eu não tenho senhora.
Com espanto a senhora deixou cair à pequena pá de jardinagem.
- Como assim não tem um nome?
- Nunca me deram, me chamam apenas de menina.
- Os seus pais não te deram um nome que absurdo isto não pode ficar assim....
A senhora começou a ficar vermelha, e falar muito rápido assustada a menina falou depressa.
- Eu não tenho pais senhora!
De súbito a senhora parou de falar e vendo as lagrimas escorriam dos grandes olhos cinza como a lua e o rostinho assustado da menininha, ela falou devagar e com carinho apagou as lagrimas acalmando ela.
- Hoo! Doce criança não chore. Vamos escolher um nome para você. Que tal?
Com um pequeno sorriso a menina concordou balançando a cabeça.
- Como você gostaria que fosse seu nome?
- Não sei. – Respondeu sem graça a garotinha.
- Hum... Do que você gosta? Poderíamos tirar o seu nome daí.
- Flores! Eu adoro flores, são tão coloridas e tem um cheiro tão bom. – disse a garota com um enorme sorriso e olhos brilhantes rodopiando pelo jardim.
Com um curvar de lábios pela alegria da menina a senhora perguntou:
- De qual flor você gosta mais?
- Daquela! – apontou a menininha para um canteiro onde tinhas varias flores brancas com pintinhas vermelhas.
- Lírios!
Neste momento o sino da catedral começou a badalar.
- Lírio é um nome que não combina com você. Talvez Lili...
O sino volta badala.
- Bel.. Há! Já sei como você pode se chamar. Lilibell o que acha?
A menininha sorrir e balança a cabeça.
- Então esse será o seu nome.
- Lilibell! – sussurrou a garotinha enquanto corria pelo jardim, ela agora tinha um nome, finalmente tinha algo que era só seu.
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