Notas iniciais
* Espero que gostem! Roupa de Liliam:http://www.polyvore.com/liliam_stark/set?id=124262578 ------------------------------------------------------------------------ Pirate Panda invadindo o espaço.... Olá, pessoas! Quando você ver um comentário meu no capítulo, é porque ele foi corrigido. Espero que apreciem! (づ。◕‿‿◕。)づ

Toda noite, eu sonho que você ainda está aqui.

Toda noite, eu sonho que você ainda está aqui.

O fantasma do meu lado, de modo perfeitamente claro

Quando acordar, você desaparecer,

Voltar para as sombras

Com tudo que eu segurar, querida ..

Com tudo que eu segurar, querida ..

Eu sonho que você ainda está aqui ..

Era um dia ensolarado, com uma brisa gostosa que fazia qualquer um sorrir e fechar os olhos para senti-la. Meu cabelo estava solto e alguns cachos se emolduravam nas pontas, combinou com o vestido branco que estava vestindo.

–Tinha me esquecido de como gostava desse lugar. – Olhei em direção a pessoa que me acompanhava. E, lá estava ele. Seus olhos eram inconfundíveis, seu cabelo loiro estava sempre penteado para frente, formando um topete que eu amava bagunçar. Hoje eu não iria reclamar de sua farda e daquela postura de soldado, eu já estava feliz demais só por ele estar ali.

–Tinha me esquecido de como sentia sua falta. – Alisei seu rosto enquanto olhava para seus olhos. Só de estar ali com ele depois de tanto tempo eu já tinha vontade de chorar.

–Por que vive voltando para esse lugar? – Nós dois sentamos na grama, um virado para o outro.

–Porque esse é um dos poucos lugares em que sinto saudades. – Respirei fundo e senti o cheiro das flores invadir meu nariz. – Eu e Tony vivíamos aqui quando éramos crianças. Era o único lugar longe o suficiente para meu pai não ficar preso ao trabalho. E o meu lugar favorito no mundo, o lugar que eu ainda tinha minha família. – O clima da nossa conversa ficou um pouco deprimente ao me lembrar de meus pais. Como eu sentia falta deles!

–Então... Quer que eu coloque nossas iniciais em uma arvore? – Ele queria me animar e acabou dando certo porque ri bastante.

–Isso não é muito clichê?

–Você sabe que eu ainda acho que clichê é um modo educado de ofender meu tempo.

–Desculpa. – Beijei sua mão mostrando arrependimento. – Não tive intenção de ofendê-lo.

–Você nunca tem, mas acaba fazendo assim mesmo. – Seu tom ainda era descontraído e era bem assim que eu gostaria que ele se mantivesse.

–Então daqui a pouco entalhamos nossos nomes como dois adolescentes. Tudo que eu quero agora era ficar aqui e aproveitar o momento.

–Como quiser. – Ele deu ombros e começou a mexer no meu cabelo.

–Será que se eu estivesse escolhido ficar esse seria o meu futuro? – Perguntei sabendo da resposta.

–Nós nunca sabemos as consequências das nossas escolhas. – Ele se levantou e ofereceu sua mão. – Quer dançar comigo?

Sorri confirmando. A sensação era indescritível quando sentia seu corpo perto do meu, e sua mão esquerda envolvendo minha cintura e a direita minha mão.

–Quanto mais sonho com você, mais acredito que você nunca existiu.

–Mas você sabe a verdade. – Acusou enquanto me rodopiava.

–E talvez seja por isso que eu fico mais deprimida. – Revirei os olhos não sabendo a explicação.

–Então por que você não volta?

–Pra onde? Pra vida que eu tinha? Pra aquela Liliam que nunca consegue ser boa o suficiente? Que prefere viver sozinha e enfrentar os próprios problemas do que se arriscar? Não, obrigada, prefiro ficar-me iludindo ao achar que você ainda está aqui. Comigo. – Respirei fundo tentando controlar as lagrimas.

–Se tivesse dito a verdade eu estaria com você. – Seu tom era de censura.

–Mais você não esta pronto para enfrentar tudo isso. E alem disso, é meu problema! Lilith é minha responsabilidade!

–Não concordo...

–Por favor! – O interrompi tocando em seus cabelos. – Esse é meu sonho, somente meu, e não vou perder o tempo que tenho discutido algo que não dá pra mudar.

–Tudo bem, Liliam, como quiser. – Seus olhos se estreitaram um pouco e aquilo significava que não concordava comigo, só que não estava disposto a discutir.

–Steve... – Sussurrei abaixando a cabeça. – Tenho medo de acordar. De tudo isso se transformar em pesadelo, como sempre, e acabar acordando com meus próprios gritos. De abrir os olhos e perceber que você não esta comigo, e que ninguém mais está comigo. – Seus olhos brilhavam como o mais claro mar, o que não impediu de as lagrimas virem. – Queria poder seguir em frente. Apenas me lembrar de você como uma missão bem sucedida. Mas não consigo, porque não importa quantos homens eu conheça ninguém se compara a você. E eu tenho medo de acordar e perceber que te esqueci.

–Você sabe o quanto se machuca ao sonhar comigo todas as noites? Que eu não estou com você de verdade?

–Se esse é o preço que eu tenho que pagar para te manter seguro, eu faço sem hesitar. – Paramos de dançar e eu sorri confiante para ele. – Steve, eu sobrevivo! Não é a primeira vez que eu fico magoada por algo, me magoaram a minha vida toda! Agora eu temo por você, e é por isso que quero sonhar toda noite com você, para dizer a mim mesma que você já seguiu em frente e eu não preciso carregar a culpa de que parti seu coração.

–E nós sabemos como seu sono é instável, então se queria ouvir que estou bem você já ouviu.

–Assim como o seu. – Rimos juntos. Tudo começou a girar em minha volta, e o rosto de Steve estava ficando embasado. Eu estava acordando.

–Eu te amo, Steve. – Me agarrei ao fantasma dele e não queria larga-lo.

– Eu te amo, Lily. – Essas foram as ultimas palavras antes de tudo ficar escuro.

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Quando a luz voltou de novo, era tudo diferente. Não era uma clara luz do dia, nem ventos que brincavam com meu cabelo. As luzes eram de neon e acabava me cegando, as pessoas começavam a me empurrar para todos os lados. Eu nunca tinha ido aquela festa, não conhecia aqueles rostos, nem o lugar, nem nada que me desse uma dica de como sair de lá mais rápido que posso. Um homem estava de costas na minha frente, e não foi isso que me chamou a atenção. O fato era suas roupas, como se fosse tirada de um desenho animado, estranhas demais para o local. Foi quando meu coração começou a apertar que eu sabia que algo estava errado. Comecei a correr na direção contraria do homem de cabelos pretos, mesmo nem o conhecendo e nem saber o motivo de fugir dele. Estava próxima a saída quando uma pessoa acabou me empurrando e eu derrubei alguém sem querer.

–Descul... – Tentei ajudar a se levantar quando o impacto do reconhecimento me desesperou... Aqueles cabelos castanhos – escuros, a garganta cortada, tudo! Era eu... Morta! O grito de terror rasgou pela minha garganta.

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Eu tinha medo de abrir os olhos. Tinha medo de encarar a realidade. O meu próprio grito tinha me tirado daquele pesadelo, e eu não queria voltar a dormir.

O pânico era isso que me impedia de abrir os olhos. O pânico de saber que eu estava completamente sozinha, e eu não teria ninguém para me acordar desse sonho assombrado.

–Chega a ser deprimente a forma como evita a realidade. – Escutar minha voz nesse tom de sarcasmo de Lilith não melhorava nada em meu dia. Eu sentia sua presença ilusória ao meu lado, espiando enquanto a evitava, me afogando em mim mesma.

–Mesmo que seja minha voz não tinha como você ser mais irritante.

–Eu, irritante? Não sou eu que está com os olhos fechados para fantasiar que ainda esta naquele apartamento brega. – Ela era venenosa, e sempre que conversávamos ela parecia fazer questão de me machucar.

–Eu não estou fantasiando nada, agora pode ir embora! – Bati na testa tentando fazer com que ela voltasse para o canto obscuro da onde ela deveria nem ter saído.

–Então levante! Ficamos um ano inteiro procurando pistas falsas e ainda não fomos embora desse pais! E você esta começando a ficar destruída.

–Lilith, o que você quer? Desde que apareceu pela primeira vez não me deixou em paz até que eu desista de Steve. Muito bem, agora um oceano nos separa e você não desiste de me encher? – Abri os olhos e me virei para encará-la. Ela estava parada ao meu lado e suas roupas eram pretas, seus cabelos estavam mais encaracolados do que o meu e sua maquiagem era pesada.

–Quero que você se mova! Nossa, Liliam, eu vi você fazer coisas como pular de um prédio sem que nada a segurasse e ainda sobreviver! Você não ficaria assim por um humano qualquer! – Sua expressão foi de nojo e me fez revirar os olhos.

–Tudo bem, Lilith, você venceu! – Me levantei e fiz minha higiene pessoal, quando voltei ao quarto Lilith olhava entediada para meu celular.

–Parece que seus amigos estão querendo saber noticias suas.

A tela piscava o nome “gaivota” e eu fui obrigada a atender.

–Oi, Barton. – Atendi fingindo meu tom mais animada enquanto colocava uma roupa para sair.

–Parece que achou seu celular, porque essa é a única explicação que vou aceitar. – O tom de Clint mostrava sua censura e conseguia ser brincalhão.

–Eu sei, mas não queria falar com ninguém. – Prendi meu cabelo para cima e deixei o telefone na minha penteadeira.

Sabe que isso já passou tempo demais. Lily já se passou um ano! E eu nunca te vi tão quebrada do jeito que esta. – Olhei pra mim mesma no reflexo do espelho. Ninguém diria que aquela era Liliam Stark. Parecia uma imagem distorcida, melancólica, deprimida e quebrada de mim mesma. O cabelo perdeu seu brilho, seus olhos mostrava nenhuma emoção a não ser pelas lágrimas que cintilavam ainda presas, seu rosto era fantasmagórico e transbordava tristeza. Tragam de volta Liliam Stark, porque essa que vejo não é ela!

–Um ano? – Perguntei pra mim mesma. Não poderia ter passado um ano, seria tempo demais e eu não imaginava que...

Sim, Lily, um longo ano. Parece que você se esqueceu de sua vida, mas eu não esqueci! Natasha tem te mandado varias mensagens caso não tenha visto.

–Desculpa Clint, eu... – Aquela não era eu! Eu nunca ficaria presa por um ano em um país e me esqueceria de viver, eu não vou voltar a ser a Liliam Stark de anos atrás. – Fique tranquilo, Clint. Estou de volta.

–Essa é a Lily que conheço. Então, ainda está naquela pesquisa nórdica de que me falou?

–Sim, mas parece que eles não sabem mais do que uma pesquisa no Google. – Peguei a chaves do meu carro e ajeitei o meu cabelo.

–Finalmente, agora vejo que começara a se mover. — Lilith bateu palmas irônica.

–Sim, Clint. Aliás, eu estou indo ver se consigo mais algumas informações agora. — respondo, ignorando-a.

–Está precisando de ajuda?

–Você está querendo vir pra Alemanha? – Abri a porta e chamei Lilith para passar na minha frente. Já era uma mania chata que tínhamos toda vez que eu iria sair precisava tratar ela como se ainda estivesse ali. Acabamos nós acostumando a conversar uma com a outra.

–Por que não? Acho que terminarei minha missão hoje e amanha mesmo já pego o avião.

–Sério? – Fiquei feliz por finalmente ter algum dos meus melhores amigos me ajudando. – Porque eu serei obrigada a te beijar por isso e eu acho que a Natasha não vai gostar.

–Já faz alguns minutos que voltou a ser você mesma e já esta começando a me irritar?

–Esse é meu espírito Stark!

–Tudo bem então, pequena líder de torcida. Preciso resolver algumas coisas, e caso não se lembre, precisa ligar pro seu irmão, pra Natasha e pro...

–Barton a ligação esta falhando, tchau! – Eu sabia o nome que ele iria pronunciar e não queria escuta-lo.

Lilith fazia questão de ficar quieta e não me fazer falar enquanto estávamos em publico. Era como ter uma irmã gêmea, uma irmã que só você vê. Quando entrei no elevador uma senhora me acompanhou até o primeiro andar.

–Preciso agradecer que você é bonita, porque se eu ficasse no corpo de uma humana como ela... – Lilith sempre tinha aquela cara enojada quando o assunto era sobre os humanos. Fiz uma careta em resposta que significava para calar a boca.

–Olha só pra cara dela, parece um papelão ameaçado. – Não deu pra não rir dessa. A mulher me encarou e eu abaixei a cabeça.

–Pede pra ela fazer um regime, daqui a pouco o elevador até para pelo excesso de peso. Ou terá que usar dois bancos do carro para caber lá dentro. – Balancei a cabeça negativamente, e sai correndo até meu carro.

–Você poderia controlar sua língua quando estamos em publico. – Comentei já retirando o carro da garagem.

–Vocês tem esse pudor de não falarem a verdade. Se vocês tem livre-arbítrio é pra poder fazer o que quiser.

–Magoar as pessoas não está incluso no livre-arbítrio.

–Por isso mesmo que eu posso dizer o que eu quiser, ainda estou presa a você.

A viagem era longa até o endereço que Eric Selvig tinha me enviado. Lilith não era do tipo que gosta de conversar, mais pelo menos ela era uma companhia. Fiquei pensando no que Clint tinha me dito, e um desejo súbito não me permitia parar de pensar, eu precisava saber como ele estava.

Já se fazia seis meses dês da minha ultima ligação a Valter, zelador do prédio de Steve, e eu esperava que ele me desse noticias melhores.

–Vai começar. – Comentou Lilith balançando a cabeça.

–Apenas cale a boca. – Respondi enquanto o telefone discava.

Bom dia, quem deseja?– A voz de Valter me fez respirar aliviada por ele ter atendido.

–Oi Valter, e a Liliam. – Meu tom saia amigável, eu gostava de Valter.

Srta. Liliam, como estão às coisas?

–Esta tudo bem, eu ainda estou na Alemanha e aqui continua frio.

Não sente saudade de um lugar mais quente?

–Quando eu terminar o que eu preciso terminar, minha primeira escolha será um lugar muito ensolarado.

Hoje passou nos jornais que seu irmão construiu uma das maiores torres de NY.

–Serio? – Não fiquei surpresa por Tony fazer isso, ele gosta de chamar atenção. Mas ao ouvir o nome “irmão” eu fiquei me sentindo culpada. Eu estava fazendo de novo, o deixando de lado, nem ligar, não se importar... Eu estava deixando de lado o único membro familiar mais próximo a mim. – Tony quer mais declarações de seu egocentrismo para o mundo?

–Bem, a torre tem seu sobrenome Srta. Stark.

–Que não significa nada já que ele também é um Stark, estou dizendo que não é ma declaração de afeto pra mim. – Revirei os olhos, Tony e afeto não cabiam na mesma palavra.

Talvez julgue seu irmão errado.– Era sempre assim “talvez você o julgue errado” “Anthony a ama mais do que qualquer pessoa e blá, blá, blá”.

–Talvez sim... Como ele esta? – A única pergunta que realmente me importava e que eu não queria deixar passar.

Ainda está do mesmo jeito. Fica o dia inteiro naquela sala de treino e quando sai é para comprar tortas na Sra. Flowers. – O tom de Valter era triste.

–Ele não faz nada além de treinar? Não curte a vida? Não conversa? Não sai com a Madison? – A ultima eu queria que ele negasse, mas me espantava Steve não querer viver a vida dele.

–Dês da partida da Srta ele tem estado desse jeito. Até parece que ele nem esta dormindo.

Agora eu realmente estava preocupada, como assim ele não estava dormindo? Como assim ele nem estava aproveitando a vida?!

–Não tem nenhuma possibilidade da senhorita voltar? – Seu tom parecia ser uma suplica. Abaixei a cabeça e mordi os lábios, não tinha nada que eu mais quisesse na vida.

–Acho que preciso conversar com ele, e preciso ver meu irmão. Então semana que vem vou pegar o primeiro voo para NY e estarei de volta. – Conclui que ele precisava disso, e eu também precisava.

–A senhorita está fazendo o certo.

–Eu sei. Preciso resolver algumas coisas antes de partir, mas, por favor, não diga que estou indo!

–Pode deixar, não irei dizer uma palavra.– Disse antes de nos despedimos e ele desligar o telefone.

–Você quer ferrar com tudo? – Perguntou Lilith desesperada.

–E só uma semana, você não ouviu? Ele precisa de mim!

–Pra que? Ele resolve o que faz com a merda da vida dele, você não tem nada haver com isso! O que precisamos fazer é se concentrar no plano e procurar...

–O que, Lilith? – Cheguei ao endereço e me virei para encara-la. – Passamos um ano procurando pistas falsas e pessoas que não sabem de nada! Eu passei um ano seguindo tudo que você me disse porque achava que era o certo! Mais agora olhe pra mim! Fiquei sofrendo e fiquei sozinha por você, uma coisa que me destruiu no passado! Eu te dei ouvidos e agora olhe como ele esta! Acha que quero ficar aqui bancando a detetive com você quando o homem que amo precisa de mim?

–O que você acha que tem pra você lá? Acha que depois de um ano sem noticias nenhuma sua ele vai te aceitar de braços abertos? – Como comentei antes era difícil escutar aquelas palavras na voz de Lilith, porque era como se eu estivesse dizendo aquilo. Existe uma razão para você ter vindo comigo, e eu não mentiria sobre esses assuntos. Loki é perigoso, e ele vai matar você.

–Sinto muito, mas ele terá que esperar uma semana para fazer isso. – Sai do carro determinada. Não importa o que Lilith me disse. Eu precisava ver Steve!

Notas finais
*Caso tenha ficado um pouco confuso, vamos a explicação; Liliam passou um ano procurando um meio de descobrir como se defender de Loki, ou alguma informação diferente daqui ela já conhecia. A mitologia nórdica e bem famosa naquela região. Lilith agora consegue ficar mais tempo conversando com Liliam e durante um ano as duas criaram um tipo de camaradagem. Liliam ficou desligada sobre todos acontecimentos envolvidos na S.H.I.E.L.D, ou com o irmão dela, ou com qualquer mundo que não seja sobre pesquisas ou Lilith. No próximo tentarei explicar mais sobre o relacionamento de Liliam e Lilith, mas até então é bom que saibam que as duas são "amigas" agora.