Like a Rainbow
1 Like a Rainbow
_ E ai, seu brilhante namorado teve a genial idéia de contar tudo isso pra você hoje, nesse baile tão lindo. E informar você que daqui a exatamente dois anos, nessa mesma hora, nós iremos subir ao altar perante centenas de pessoas e eu vou poder dizer para você diante de todo mundo o quanto eu te amo e o quanto você é importante pra mim. Dizer que uma vida ao seu lado não é o suficiente para mim, dizer que eu vou adorar acordar e dormir todos os dias vendo você sorrir e que eu não vou te amar para sempre, porque para sempre é muito pouco tempo para eu ficar ao seu lado. Veux-tu m’épouser? (Quer casar comigo?)
Foi com essas palavras e um anel de um centímetro de espessura, cravejado de pedras rosa e diamantes, que Noah Puckerman me pediu em casamento, no fim do baile de mascaras dos veteranos, há exatos dois anos atrás. E hoje eu estou aqui, para dar minha resposta a ele.
Meu coração bate tão acelerado que eu começo a imaginar se ele não vai sair pela minha boca, por isso trato de mantê-la fechada. Aliso o vestido uma última vez, quando a porta da carruagem se abre. Meu melhor amigo está ali, com o braço estendido. Graças a Deus por Finn Hudson existir.
_ Como ele está? – eu pergunto, enquanto andamos pelo gramado.
_ Nervoso. – respondeu ele – Cuidado com as pedras.
Entramos na trilha de pedras coloridas, enfeitada assim especialmente para hoje. Logo adiante estava a pequena ponte e sobre ele, meu primo Matt e Sam. Finn parou comigo no começo e beijou minha testa, atravessando a ponte entre os dois.
Respirei fundo, sentindo a corrente de strass pinicar minhas costas nuas. Não mencionei como é meu vestido não? Ele é reto, justo, frente única e com um decote em V nas costas. E cortando as costas nuas, uma corrente de strass. Meu cabelo está preso numa trança que cai pelo meu ombro esquerdo, toda cravejada com pedrinhas rosa.
Os primeiros acordes de Iris chegam anunciando que meus padrinhos vão caminhar pelo corredor até o altar. A música instrumental consegue ser mais bonita do que a versão com vocais. Finn e Rachel seriam os primeiros, seguidos por Mike e Tina, Britt e Artie e mais dois casais amigos nossos.
Quando acabou Iris, os dois se viraram para mim e estenderam a mão. Começou a tocar True Colors. Eu respirei e comecei a caminhar em direção a eles. Cada um beijou uma mão e me deu o braço. Descemos da ponte e eles caminharam comigo até o fim da trilha.
Lá, Santana e Natalie esperavam, junto com Kurt. Santana começou a namorar meu primo recentemente e Natalie está noiva do Sam. Os dois me beijaram no rosto e Santana me entregou meu buque, tulipas rosa e lilases.
Eles seguiram o caminho de pétalas na grama, indo até o corredor entre as cadeiras. Eu via todos me encarando, mas só olhava para Kurt. Meu antigo melhor amigo, e um dos melhores do Puck. Ele sorriu e me deu o braço, me guiando no caminho de pétalas até meu pai, que esperava na entrada do corredor com Mercedes.
Kurt me abraçou e eu abracei minha melhor amiga. Eles entraram, seguidos pelos meus quatro priminhos caçulas, minha priminha e Beth. Meu pai apertou minha mão e entramos no último refrão da música.
Por um momento eu olhei para todos, mas então meus olhos encontraram os dele. Uma explosão de cores em meio aquele fundo verde. Uma vez eu contei a Rachel sobre isso e ela riu, mas quando eu o vejo, eu enxergo suas verdadeiras cores, seu verdadeiro eu. Assim como ele enxerga as minhas.
Ele cantava o refrão em silêncio quando se aproximou e apertou a mão do meu pai. Ele beijou meu rosto e entrelaçou nossos dedos. Paramos em frente ao padre e começou a cerimônia.
Salmos padrão, tudo como era esperado, mas pra variar eu não ouvia nada. Não me toquei que o padre pedia meus votos até que ele apertou minha mão.
_ Quinn, seus votos, por favor. – repetiu o padre. Eu inspirei umas dez vezes antes de TENTAR dizer o planejado. Mas cai no choro e resolvi simplificar.
_ Eu te amo e se você não conseguir entender isso algum dia, vou desenhar dois bonequinhos de mão dada com nossos nomes até que você entenda.
Todos riram, inclusive ele, enquanto enxugava as lágrimas do meu rosto.
_ Eu te amo, I Love You... – ele começou a dizer eu te amo em todas as línguas possíveis e encerrou na mais linda – Ia vi enu.
_ Colorwoodiano. – eu sussurrei e ele confirmou. Nosso mundo de fantasia, nossa língua, nosso amor.
_ As alianças, por favor, e... – disse o padre, mas o Puck estendeu a mão em sinal de protesto. Beth se aproximou com uma caixinha comprida e larga na mão. Puck abriu e tirou o yin-yang de dentro. Ele o quebrou ao meio e me entregou a parte preta, ficando com a rosa na mão.
_ Continue padre, por favor. – pediu ele e o padre continuou meio perdido. O circulo completo tinha 6cm de diâmetro, ou seja, minha metade tinha três por seis, nada muito grande.
O padre pediu ao Puck que recitasse o texto enquanto colocava o pingente em mim, numa corrente de prata e depois me pediu que fizesse o mesmo. No fim, Puck tirou uma caixinha do bolso com duas alianças douradas finas, gravadas Ia vi enu e o símbolo do infinito.
_ Eu vos declaro marido e mulher, pode beijar a noiva. – disse o padre e ele me puxou pra perto. Milhares de pétalas coloridas foram lançadas ao ar e nos rimos. Assinamos os papéis e ele me puxou pela mão, correndo pelo corredor até o cavalo branco no fim do mesmo. Ele me sentou na garupa e subiu atrás.
Enquanto rumávamos para festa a cavalo, os esguichos de irrigação foram ligados e a luz do sol os deixava coloridos como arco-íris.
O arco-íris que a luz forma no meu anel, arco-íris das pétalas no ar, arco-íris da luz na água, arco-íris naquele olhar.
_ Suas verdadeiras cores são lindas como um arco-íris. – eu digo e ele sorri, batendo de leve no cavalo e seguindo para o felizes para sempre.
FIM
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