Notas iniciais
Contém yaoi e lemon (menino+menino). Não gosta? Não leia!A maior parte da história pode ser considerada shounen-ai, e o lemon é breve e procurei ser bem leve. :x

O vento tão humilde me refresca nesse meu descanso, balançando com leveza e maciez mechas do meu cabelo. Ficar aqui, deitado na grama, sem pensar no tempo que passa, sem pensar em nada, esvaziar a mente e apenas sentir o calor do sol e o frescor da brisa.

Ali deitado, no meio da praça, quase vazia, fazendo dela tranqüila, quase caio no sono. Minhas pálpebras estão pesadas, a visão já esta embaçada e não contenho um bocejo, que tento disfarçar, mesmo sem ninguém perto que pudesse notá-lo. Por fim, deixei minhas pálpebras caírem e meus olhos fecharem, segundos depois, sinto um peso sobre o nariz. Não chega bem a ser um “peso”, era extremamente leve, fazia um pouco de cócegas, mexi o nariz de leve, mas o “peso” continuou ali. Lutei contra a preguiça, abri meus olhos. Assustei-me a princípio, mas não me movi, sobre meu nariz havia uma borboleta, que tão perto parecia gigante. Mas ainda sim era linda, com grandes asas abertas de uma coloração azulada, simplesmente linda, o que me deixa ainda mais tranqüilo naquele local.

Mas então, ela decidiu voar, sai delicadamente de meu nariz e voa. Primeiro a minha volta, depois começa a se afastar. Eu ainda estava encantado por aquela beleza singela. Eu a seguia. Ela continuou voando. Eu continuei seguindo. Ela voou mais um pouco. Eu segui mais um pouquinho. Ela decidiu posar. Eu fiquei assistidinho. Não só ela pousar, mas também onde ela pousou. Ri brevemente comigo mesmo, da borboleta foi feito vítima outro nariz. Mas não foi isso que me chamou a atenção, e sim o dono do nariz.

Nunca vi menino tão bonito, ele dormia, parece não ter percebido a borboleta pousar em seu nariz. Não tinha a beleza efêmera da borboleta, que não duraria mais de um dia, mas tinha uma beleza tão misteriosa e encantadora quanto. Fiquei estático. Fiquei mudo. Não resisti, me aproximei. Lentamente, passos curtos e vagarosos, sempre calmo, mas ainda sim com certa ansiedade. Cheguei até o garoto. Agachei-me, o olhei de perto, tinha uma pele clara que parecia brilhar com a luz do sol, seus cabelos escuros aparentemente macios, sendo balançados pela brisa que volta soprar. O vento sopra um pouco mais forte, a borboleta volta a voar. Desta vez sigo apenas com os olhos. Voltei a olhar o garoto. Assustei. Sentei-me com o susto. O garoto havia acordado, me olhava ainda sonolento. Eu corei, sem palavras, sem movimento. Ele se sentou, sem deixar de me olhar.

Achei melhor ir embora dali. Levantei-me. Aliás, apenas tentei, a pressa era tanta, o nervosismo também. Torci meu pé ao tentar levantar, cai pela dor. Cai sentado no colo do garoto, corei mais ainda.

– Você está bem? – perguntou ele, com uma voz meiga, ainda sonolenta.

– Si-sim... – respondi gaguejante.

Tentei me levantar. Senti dor, gemi. Ele me olhou, gentil. E assim, com a mesma gentileza do seu olhar pousou suas mãos sobre meu pé.

– Torção, estou certo?

Ele me olhava com uma expressão que parecia de preocupação. Mas eu num podia crer em tal possibilidade. Como resposta a sua pergunta, movi minha cabeça em sinal positivo. Ele então começou a fazer uma massagem sobre minha torção, doeu a inicio, me escapou um gemido, mas logo a dor era aliviada e a massagem se torna algo prazeroso.

– Me chamo Andrew, pode me chamar de Drew se quiser. Pode me dizer seu nome? – sorriu.

– Bem, meu nome é Justin. – corei novamente.

Lembrei-me que ainda estava no colo de Drew. Fiz menção a sair dali. Porém Drew não deixou, segurou em um abraço gentil. Surpreendi-me, obviamente.

– Sua pele é macia, não me incomoda se ficar assim... – disse com uma voz serena e determinada.

Fiquei envergonhado.

Ele levou uma de suas mãos até meus lábios. Gelei. Tremi. Ele riu.

– Seus lábios parecem ser macios também.

Não tive tempo de reagir, ele guiou meu rosto em direção ao seu. Nossos lábios se tocaram, e os dele sim, com certeza, eram macios, além de tentadores e viciantes. Não resisti. Penetrei sua boca com minha língua, em busca da dele. Fui bem recebido, fui retribuído. Nossas línguas se entrelaçavam, brincavam. Passaram-se segundos, que para mim foram eternos, mas tudo tem seu fim, com nosso beijo num foi diferente.

– Como eu pensei seus lábios são macios. – disse ele, rindo brevemente.

– Os seus também são... – respondi ainda tímido, porém eu já não corava tanto como antes.

Ele fez carinho em meu rosto, ainda estava em seu colo. Sorri. Ele retribuiu. Sai de seu colo, sentando-me ao seu lado. Ele pega minha mão, a segura gentil e firmemente.

– Você é tão encantador quanto uma borboleta – eu disse. Ele riu.

Não sei se ele entendeu a minha filosofia por trás do que disse, mas ele parece feliz, e pra mim já está de bom tamanho. Ele se levantou, me convidando a levantar, e foi o que fiz. Fez gesto com a cabeça para ir com ele entre as árvores. Eu não sabia o que queria, e com ele fui.

Era uma área sem movimento da praça, em que ninguém nos veria. Árvores altas nos cercavam, porém era claro em meio elas. Ele estava abraçado a mim, com os braços envoltos em minha cintura, eu estava com as costas recostadas sobre uma árvore. Beijamo-nos novamente. Dessa vez o beijo foi mais curto, porém com mais calor. Senti suas mãos subirem por dentro da minha camiseta gentilmente, erguendo ela consequentemente. Tremi, ele parou.

– Se não quiser, não faço nada – disse calmo, sereno como sempre, com um sorriso singelo em seu rosto.

Neguei com a cabeça.

– Sem problemas... – falhei por um momento – Pode continuar – disse decidido.

Ele então tirou minha camiseta gentilmente, em seguida tomou meus lábios, envolvi meus braços em seu pescoço, e o beijo continuou, quente, com nossas línguas brincando. Eu sentia o calor aumentar em meu corpo, e surgir a excitação. O tecido de nossos shorts eram finos, pude sentir a ereção dele, ele com certeza sentiu a minha. O beijou cessou para podermos apenas tomar fôlego, e logo o beijo foi continuado. Logo não vestíamos mais nossos shorts, apenas cueca, porém ele ainda tinha sua camiseta.

Mais beijos. Suas mãos exploravam meu corpo, e as minhas o corpo dele. Ele fez menção em tirar minha cueca, assenti com a cabeça. Então ele tirou a minha, e em seguida dele próprio. Senti nossas ereções roçarem. Uma ótima sensação, que me deixava ainda mais excitado com aquilo tudo. Ele me pegou no colo. Envolvi minhas pernas em seu tronco. Ele fez menção a me penetrar, mais uma vez assenti. Ele penetrou, de uma vez. Doeu. Muito. Ele ficou parado. Fechei meus olhos com força, me abracei forte a ele. Ele não se mexeu, apenas me presenteou com beijos. Relaxei. A dor diminuiu. Ele acariciou meu rosto e começou a movimentar-se. Devagar. A dor passou. O prazer veio. O prazer ficou. Não pude segurar, gemi. Ele aumentou a velocidade dos seus movimentos. Eu aumentei a freqüência dos meus gemidos. Ficamos assim por um tempo. Nossos corpos suaram. Estávamos em êxtase. Chegamos ao clímax. Senti seu sêmen dentro de mim. Senti nossos troncos melados pelo meu.

Ele saiu de dentro de mim gentilmente, ainda me segurando no colo. Acariciou meu rosto. Sorri envergonhado.

– Te machuquei? –perguntou preocupado.

Neguei com a cabeça e um gemido. Sorri, mostrando o quanto gostei. Ficamos ali por mais um tempo. Vestimos nossas roupas.

– E agora? O que acontece com a gente? – perguntei com medo da resposta. Medo de ter sido apenas uma relação qualquer.

Ele sorriu, me deu um selo demorado.

­– Pra mim o que aconteceu foi algo especial, você me cativou a fazer isso de uma maneira que nem mesmo eu entendo. – ele corou – Na verdade, essa primeira vez.

“Que coisa mais fofa!” Foi o que pensei. Sorri. Ele continua falando.

– Quero continuar com você. – ele disse determinado. Determinação que se percebia no seu tom de voz.

Sorri. Meus olhos marejaram. Ele me abraçou forte. Ele me guiou de volta para a praça onde estávamos no começo de tudo. Ele permaneceu de mãos dadas comigo o tempo todo, sem se importar com quem estivesse vendo.

Foi assim que conheci meu namorado. O garoto da minha vida. Isso porque fui guiado por uma borboleta. Acaso? Destino? Não sei, mas foi tudo por causa de uma borboleta. Um encontro misterioso como uma borboleta.

Notas finais
Tentei fazer algo decente, é a primeira vez que escrevo uma fic com lemon, então não sei se me sai bem, sorry.Espero que gostem, deixem reviews please.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!