O estranho sorriso estampava a pálida face do garoto. Este,dava gargalhadas histéricas enquanto rolava em sua cama macia. Seus olhos azuis brilhavam com tamanha intensidade, como raras pedras preciosas. O desejo estampado nestes, nem de longe poderia ser considerado algo discreto.

O menino despia-se de forma brutal, arrancava cada peça de roupa, como se estas, estivessem queimando em sua pele. E de certa forma, estavam.

Seus cabelos louros estavam despenteados, bagunçados e perfeitamente desarrumados. Seu rosto pálido possuía uma expressão insana e doentia.

O loiro começara a emitir gritos desesperados, o que atraiu a atenção de seu mordomo, que chegou ao quarto do garoto numa velocidade sobre-humana, com uma expressão indiferente que estampava seu rosto.

- Algum problema, Vossa Alteza? – Indagou o homem dos cabelos negros, deparando-se com seu amo totalmente nu, novamente gargalhando de forma doentia.

- Não me chame desta maneira, Claude – Repreendeu o pequeno – Pelo menos não esta noite.

O mordomo ajustou os óculos que escorregavam por seu nariz e respondeu.

- Então, por favor, diga-me como devo lhe chamar.

O garoto pensou um pouco, e então, respondeu:

- Meu amor.

O homem confuso, indagou.

- Como disse?

- Meu amor. – Repetiu. – Me chame de “meu amor”.

- Como quiser... Meu amor. – Respondeu o mordomo, chamando o menino pelo nome que este, tanto desejara.

- Ótimo. – Gargalhou o loiro. – Agora, declara-se para mim, Claude.

O mordomo tornou a hesitar, sem entender o que o menor queria dizer com tudo aquilo.

- Perdão... “Meu amor”, — Claude hesitava ao pronunciar aquelas palavras. – Mas não compreendo o que queres dizer com tudo isto...

- Apenas faça o que eu ordenei. – Disse Alois – Declare seu amor por mim, idiota.

O pequeno ainda sentado, nu, sobra a cama, gargalhava loucamente. Já havia perdido a sanidade a muito tempo, talvez, estivesse ficando cada vez mais doente, e realmente não sabia o porque disso. Mas também, poderia muito bem ser apenas desejo. Um desejo insaciável.

O mordomo pigarreou antes de começar seu discurso, aproximou-se de “seu amor” e ajoelhou-se a sua frente. Segurou sua mão quente entre suas duas geladas mãos e num tom sério, proclamou:

- Eu amo você, Alois... Amo mais do que qualquer outra coisa... Eu apenas queria possuir você só para mim... Nunca deixá-lo ir, protegê-lo de todo e qualquer mal, amar-te cada vez mais... Este sentimento proibido queima dentro de mim, com uma intensidade assustadoramente deliciosa. Eu desejo você, desejo seu coração, sua alma, seus lábios, seu corpo frágil...

Os olhos dourados do demônio brilharam intensamente, e – pela primeira vez – um largo sorriso formou-se em seu rosto.

Alois também sorriu, e sem pensar duas vezes, tocara os lábios do mordomo, dando-lhe um beijo ardente. Adentrara sua língua e explorara cada canto da boca do moreno, o que o deixava extremante excitado.

O moreno percorria o olhar malicioso, por todo o corpo do loiro, notando que este, estava sentindo prazer com o ato de luxúria. Assim sendo, o demônio resolveu provocar mais um pouco sua frágil presa.

- O que você me ordena agora, “meu amor”? – Provocava.

O garoto sorriu, aproximou-se o rosto do homem, e sibilou docemente em seus ouvidos:

- Me trate como uma puta.

O mordomo tocou as costas do garoto com sua mão gélida, e foi deslizando-a sensualmente até suas nádegas, apertando-as.

Alois gemeu, um gemido semelhante a um miado.

- Tem certeza? – Indagou o moreno num sussurro, apertando o menor com mais e mais força.

- Sim... – Gemeu o conde em resposta.

- Ótimo.

Como num impulso, Claude agarrou os ombros da criança brutalmente e jogou-a com força contra o desarrumado colchão.

O mordomo debruçou-se sobre seu mestre, de forma com que este, tivesse total acesso ao corpo do menor. Sorrido, Claude lambia gentilmente o pescoço de Alois. Sua língua quente, percorria todo o pescoço, subia para o rosto, e por fim, os lábios, que este, massageava vagarosamente, a fim de enlouquecer seu jovem mestre, que não se demorou para beijar-lhe de forma ardente e insana.

Claude mordiscava os lábios do loiro, mordiscava seu pescoço e apertava delicadamente seus mamilos. Alois gemia em resposta.

- Dói... – dizia – Dói muito...

- Você mesmo não pediu, ou melhor dizendo... Ordenou, para que eu lhe tratasse como uma puta? – Respondeu o demônio com ironia – Sendo assim, porque eu deveria ser gentil com uma vadia?

- Porque... Esta vadia te ama. – Respondeu o conde com seus olhos semi-cerrados por conta do prazer que o moreno lhe proporcionara.

Claude havia ficado sem palavras. Nunca imaginara que seu mestre pudesse ser tão carinhoso.

Sem dizer uma palavra sequer, o moreno apenas beijou os mamilos de Alois, lambendo-os delicadamente, porém, não se demorou muito naquele local, deslocou seus lábios e foi lambendo o ventre do menor, e por ali parou. Fitou o loiro por alguns segundos com um sorrido malicioso.

- Você quer que eu desça, não quer? – Indagava o demônio com malicia.

- Quero... – Gemeu o menino.

- Implore. — Disse Claude num tom firme.

- O que? – Balbuciou Alois – Você... É meu mordomo, deve cumprir minhas ordens!

O moreno puxou o pequeno para perto de si, e forma com que um ficasse de frente para o outro, e sussurrou em seus ouvidos:

- Não esta noite.

Ditas tais palavras, Claude chupou o pescoço de Alois, deixando neste, um hematoma arroxeado, e assim foi fazendo, até os ombros do menino. Parou ao perceber que o loiro gemia, masturbando-se com a mão direita.

- O que você está fazendo? – Provocava o mordomo. — Diga-me...

- Na-nada... – Respondeu o menor entre gemidos – Nada...

Claude observava os movimentos e feições do menino. Seu olhar malicioso constrangia o loiro, que corava.

- Você não agüenta mais, não é? – Sibilou o demônio.

- Não... – Gemia o menino enlouquecido.

- Tem certeza que não vai implorar? – Claude continuava a provocar.

- Eu... Eu imploro... – Pedia – Faça alguma coisa...

Assim sendo, Claude despiu-se totalmente, permitindo a Alois, ver o membro volumoso e rígido do maior. O moreno segurou a mão que o pequeno usara para deliciar-se, e levou-a ao próprio pênis.

Alois começou a tocá-lo delicadamente, controlando ao máximo.

O loiro observava o membro de seu mordomo, e involuntariamente lambeu os próprios lábios. Não sabia por quanto tempo agüentaria, mas tinha certeza de uma coisa... Queria sentir aquilo dentro de si.

- Você quer fazer com a boca? – indagava Claude.

Envergonhado, Alois não respondeu, apenas abocanhou o pênis do maior. Ele percorria a língua quente e o apertava com os lábios, esperando arrancar gemidos de seu mordomo, porém, recebeu apenas uma carícia em seus cabelos louros.

- Você é muito bom nisso, “Meu amor.’ – Sibilou o moreno.

Sem mais nenhuma palavra, Claude puxou os cabelos de Alois, numa tentativa de afastá-lo. Não queria sujar a boca do pequeno com “aquilo”, porém, já era tarde demais.

-Ahmmm... – Claude soltou um rouco gemido enquanto acariciava a cabeça de “seu amor”.

Os lábios de Alois estavam sujos daquele líquido branco e espesso, assim sendo, o pequeno lambeu-os e engoliu todo sêmem expelido pelo maior.

O homem puxou o garoto para perto de si, e abraçou seu corpo frágil. Mesmo não gostando de admitir, Claude amava ter o menino em seus braços. Assim sendo, este, puxou o rosto do conde para perto do seu e deu-lhe um demorado beijo.

- Ainda não acabou. – Sibilou Claude num tom sensual.

O moreno levou dois dedos a boca da criança, a fim de lubrificá-los bem, para não machucar o pequenino.

- Vamos – Sussurava – Faça como acabaste de fazer.

O loiro obedeceu sem contestar, e lambuzou os dedos de seu mordomo.

- Isso... – Sussurrou Claude – Assim mesmo...

O moreno retirou os dedos molhados da boca do pequeno e disse:

- Prometo não te machucar.

Assim sendo, o homem introduziu um dos dedos na entrada do loiro, que gemeu docemente em resposta.

- Nhanm... – Gemia – Eu quero mais...

- Mesmo? – Indagou Claude num tom provocativo. — Então me responda... Você se sente bem?

- Si-sim... – Respondeu – Muito bem...

Ao perceber o quanto o pequeno estava gostando, Claude introduziu um segundo dedo, fazendo-o gritar.

- Shhh... Não grite tão alto, “meu amor” – Pediu o mordomo. – Alguém pode nos ouvir.

O moreno acariciava delicadamente o membro do menor, enquanto penetrava os dedos com rapidez.

- Eu não me importo... – Respondeu Alois entre gemidos – Eu... Só quero que você me foda logo...

O maior começou a mordiscar o lóbulo de “seu amor” e sussurrou em seus ouvidos:

- O que disse... “meu amor”?

- Me foda logo ... – Respondeu o loiro enlouquecido – Eu não agüento mais...

- Isto seria uma ordem? – Indagou o moreno provocante.

— Sim... – Gemeu Alois em resposta.

- Então vamos, vire-se – Ordenou o homem num tom sério.

Alois não estava em condições de contestar, não estava em condições de parar para relembrar que ele era o Conde Trancy, e como tal, não obedecia a ordens, muito menos de um mero empregado. O garoto estava enlouquecido, seus instintos estavam mostrando-se dominadores, a ponto de que ele não pudesse mais controlá-los. Ele precisava daquilo, ou melhor... Ambos precisavam. O desejo era muito maior que a razão.

Sendo assim, o pequeno virou-se e posicionou-se de quatro. Fechou os olhos e esperou. Porém, nada aconteceu. Após um longo silêncio, ouviu-se uma longa gargalhada. Alois olhou para trás, e deparou-se com o mordomo gargalhando com um largo sorriso no rosto.

- Claude... – Gemeu o pequeno confuso – O que estás esperando? Eu sou todo seu... Por favor...

- É tão... Gratificante... Ver você assim, tão humilhado, tão indefeso, tão vulnerável, tão entregue... Tão meu... – Dizia o moreno observando atento, as reações de “seu amor”. – Eu nunca imaginaria que você fosse chegar a este ponto. A ponto de implorar...

- Mas... – Respondia Alois – Eu não agüento mais... Você está me torturando, seu maldito...

- Eu sei. – Sibilou Claude. – Mas não se preocupe, vou saciar este seu desejo incontrolável, seu ninfomaníaco.

Ditas tais palavras, o mordomo posicionou-se atrás do e sussurrou provocador:

- Prometo que não irá doer muito...

Claude começou a introduzir o pênis delicadamente na entrada de Alois, que gemia tanto de dor, quanto de prazer.

- Está gostando? – Provocara o demônio.

- Sim... – Respondia o pequeno entre gemidos. – Muito...

As estocadas que até então, estavam sendo lentas, para não machucar o pequeno, porém, ao ver como este estava gostando, decidiu aumentar a velocidade, enquanto acariciava o pênis do menor, arrancando-lhe gemidos.

Com certeza, os dois já haviam sido ouvidos por algum dos empregados, porém, isso nada importava. Nenhum dos dois devia satisfações para ninguém, estavam apenas... Divertindo-se a sua maneira.

- Por favor... – Gemia Alois desesperado – Mais rápido...

Sem dizer nenhuma palavra, o moreno apenas puxou o menino por seus louros cabelos, abraçou-o pela cintura, levando-o para trás e sentando o menor em seu colo.

Claude masturbava o menino com uma mão, e com a outra, apertava seus mamilos. Ele mordia sua orelha, e descia para o pescoço, procurando estimular cada área do garoto, que gemia enlouquecido, implorando por mais.

As sensações proporcionadas pelo mordomo fizeram o pequeno conde perder totalmente os sentidos e a pose, ele não se importava mais com a humilhação, não se importava se um mero empregado havia o dominado, não se importava mais com nada disso. Ele apenas queria mais, cada vez mais.

O moreno também estava adorando o prazer que o pequeno corpo lhe proporcionara, porém, este sempre fora mais controlado, e era muito bem capaz de manter a postura diante de uma situação como esta.

- Claude... – Gemia o pequeno – Eu vou... ahmm...

Sem precisar dizer mais nada, o pequeno Alois gozou nas mãos de seu mordomo, e logo em seguida, sentiu algo quente escorrer por sua entrada, o que o fez gemer ainda mais.

O demônio retirou com cuidado seu membro da entrada do menor, deitou por cima deste, e deu-lhe um demorado beijo.

- Alois, você é uma vadia. – Disse ele.

O conde estranhamente não se importou por ser insultado desta maneira por um simples empregado, afinal, nada mais o poderia aborrecer.

- Mas bem que você gostou. – Sussurrou o loiro.

- Pare de dizer besteiras. – Respondeu o moreno, beijando-o novamente.

E assim, os dois seguiram a noite, trocando carícias e juras de amor eterno. Nada mais os importava, ambos estiveram tão juntos, que puderam se sentir como um só, e assim, permaneceriam eternamente.

Notas da autora:

E pau no cu pra você, Ciel. ^-^

E não, desculpe, não é o do Sebby.

Só pra provar que o Alois não precisa de você, seu ingrato. ;_;

Mil beijos para quem leu isso.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!