Like Magic - 2 Temporada
40 Capítulo 39
Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo e mais uma vez me desculpem por não estar betado, mas eu queria postar logo para não deixar vocês esperando ainda mais.
Pov. Bella
Quando Edward abriu a porta me surpreendi ao ver Damon parado ali.
Fazia algum tempo que eu havia trancado a minha matricula na faculdade e não o via. Nem Emmett que ainda era amigo dele não tinha noticias há algum tempo.
– O que quer aqui? – Edward perguntou e Damon me olhou de maneira nervosa.
– Preciso falar com vocês, prometo que irá se coisa rápida. – Falou e vi Edward fechar ainda mais a cara.
– Não temos nada para conversar com você cara. – Falou e eu segurei em seu braço.
– Vamos ouvir o que ele tem a dizer. – Falei e dei espaço para que Damon entrasse.
Fomos nos sentar. Damon á minha frente e Edward ao meu lado.
– Fale. – Disse e ele passou as mãos suadas em sua calça jeans.
– Eu estava saindo com uma garota e...
– Se veio aqui tentar colocar ciúmes na Bella pode tirar seu cavalinho da chuva! – Edward se levantou e apontou e dedo para Damon. – Ela está grávida dos Meus filhos e mesmo que não tivesse ela não sente mais nada por você. – Revirei os olhos e também me levantei, mas com um pouco de dificuldade.
– Senta essa bunda branca ai e fale baixo porque seus gritos estão agitando os seus filhos. – Falei ao sentir os bebês brincando de chutar minhas costelas.
Edward antes de se sentar me ajudou a me acomodar novamente no sofá.
– Fale logo o que tem a dizer, Salvatore. – Edward disse entre dentes e eu revirei os olhos.
– Como eu estava dizendo. – Damon continuou. – Eu estava saindo com uma garota e ela é sua irmã. – Disse e baixou os olhos.
Eu respirei fundo tentando ficar calma.
Eu não tinha mais nada a ver com Damon e se ele quisesse ficar com minha irmã não havia problema... Não é? Não, não é!
Por que minha irmã tem essa inclinação pelos meus atuais e ex-namorados? Qual era o problema daquela garota além da bipolaridade e da falta de caráter? Ok, talvez esses dois motivos já sejam bons o bastante.
Eu não sinto nada por Damon, tenho mais do que certeza sobre meu amor por Edward, mas não é legal ter uma irmã que é como aqueles peixinhos que ficam atrás de tubarões para ficar com seus restos de comida.
– Ok. –Falei lentamente. – E isso é importante por quê? – Perguntei.
– Não é o fato de ter ficado com ele que é importante e sim o que eu fiz por ela. – Falou e passou a mão nos cabelos nervosamente.
– E o que desgraça você fez? – Edward perguntou ficando vermelho e eu tinha certeza que aquilo não era nada bom.
– Eu meio que estava no esquema dela e da Renée de tentar separar vocês, mas eu não sabia que uma mãe poderia tentar matar a própria filha! – Disse apressadamente.
– Espera. – Respirei fundo. – Como Renée tentou me matar? A única coisa que eu sofri foi o atropelamento e disseram que foi um cara bêbado. – Falei confusa.
– Digamos que ela tem sorte. – Falou. – Ela contratou o cara para te atropelar, ele estar bêbado foi puro jogo do destino. – Deu de ombros. – O cara bebeu antes de fazer o trabalho e com isso tirou a possibilidade de alguém pensar que manaram fazer aquilo. – Eu estava tonta com tanta informação.
– Você sabia disso? – Perguntei se sentindo traída. Ele não dizia que me amava? Como pode ter compactuado com aquilo?
– Não! – Disse rapidamente. – Fiquei sabendo disso depois quando Gabriela me contou. – Suspirou. – Eu só queria separar vocês, não pensei que elas fossem loucas!
– Eu vou matar você! – Edward disse já se levantando, mas o segurei pelo braço.
– O deixe terminar. – Falei tentando manter a calma.
– Eu terminei com a Gabriela quando percebi que ela estava surtada e que estava indo na onda da sua mãe, mas antes eu fiz uma coisa que não devia. – Falou.
– O que fez? – Edward perguntou.
– Eu comprei uma arma para ela. – Disse com uma careta.
Eu olhava para Damon sem acreditar no que ele me dizia. Como podia ser tão estupido!?
– Como pode ter comprado uma arma para aquela doida? Ela pode estar vindo matar a Bella agora seu idiota! — Edward gritava.
– Não! Ela me disse que iria acabar com toda essa confusão, que queria ter paz na vida dela. Queria acabar com quem estava tornando sua vida um inferno. – Damon tentava se justificar.
– Você acreditou em uma garota perturbada! – Edward estava enfurecido. – Quem você acha que ela odeia gênio? – Perguntou sarcástico.
– E-eu não estava pensando. – Damon gaguejou e logo depois colocou a cabeça entre as mãos.
Eu podia estra ficando mais louca que minha irmã, mas eu meio que sabia que ela não viria me fazer mal.
– Ela não vai vir aqui. – Falei e os dois me olharam. – Ela pode me culpar por muitas coisas, mas tem alguém que a meteu em mais problemas que eu. – Falei e suspirei.
– Do que você está falando? Sua irmã te odeia Bella. – Edward disse e segurou meu rosto entre suas mãos. – Sua viajem para o Canadá vai ser adiantada e eu vou com você. – Falou e eu balancei a cabeça negativamente.
– Pode ser, mas antes vamos para o hotel onde Renne está hospedada. – Falei e ele arregalou os olhos.
– Está maluca!? – Os dois perguntaram ao mesmo tempo.
– Provavelmente, mas acho que lá vamos encontrar minha irmã apontando uma arma para Renne.
– Não estou tentando sua lógica. – Damon disse confuso.
– Depois discutimos isso, agora vamos evitar que minha irmã caçula seja presa. – Falei.
– Ok, mas me prometa que se Gabriela estiver lá você não vai provoca-la e ficara atrás de mim o tempo todo. – Assenti e fomos á caminho do hotel e no caminho decidi ligar para meu pai para que fosse para lá também. Não sabia se Gabriela estava lá mesmo, mas se estivesse precisaria do nosso pai.
Quando chegamos ao hotel fomos para a recepção e infelizmente quem estava ali era a recepcionista que Becca e eu havíamos enganado.
– Você não é a moça que estava atrás do marido traidor. – Perguntou e eu dei um sorrisinho sem graça.
– Já achei ele. – Falei apontando para Edward que me olhou confuso e aborrecido ao mesmo tempo, já que ganhou um olhar acusador da Emily.
– Devia ter vergonha de fazer isso com uma mulher grávida. – Falou.
– Preciso que ligue para o quarto 306. – Falei mudando o foco para o verdadeiro problema.
– Com quem gostaria de falar? – Perguntou.
– Minha irmã e minha... – Respirei fundo. – Mãe. – Falei por fim.
– Só um minuto. – Falou e ligou para o quarto e esperou. – Ninguém atende, mas acho que estão no quarto, já que ninguém deixou a chave cartão aqui. – Falou e eu fechei os olhos brevemente.
– Podemos subir? – Perguntei. – Preciso mesmo falar com elas. – ela fez uma cara indecisa.
– Não posso deixa-los subir sem a autorização do hospede. – Falou.
– Por favor, preciso mesmo falar com elas. – Falei já perdendo a paciência.
– Tudo bem. – Ela falou por fim. – Pode subir. – Assenti e fomos para onde ficam os elevadores.
Apesar de não gostar de Renne eu não desejava sua morte, não desejava a morte de ninguém.
Quando chegamos ao andar ouvi pessoas discutindo, mas não consegui identificar nenhuma palavra.
Olhei para meu namorado e vi que ele também estava apreensivo. Respirei fundo e dei um passo em direção ao quarto, mas Edward colocou o braço em minha frente evitando que eu desse mais algum passo.
Ele olhou para Damon e os dois seguiram na frente. Pararam em frente a porta e forçaram a maçaneta, e por sorte a porta estava aberta.
Quando consegui ver lá dentro arregalei os olhos.
Minha irmã, vestida com uma calça moletom, uma regata branca e de pés descalços estava apontando uma arma para Renne, que olhava debochadamente para ela.
Meu Deus, nem com uma arma apontada para a cabeça a mulher perde a arrogância?
– Gabriela... – Edward chamou minha irmã, mas a mesma não olhou para ele. – Abaixe isso! – Falou, mas foi ignorado novamente.
– Chegou quem faltava. – Renne disse e olhou diretamente para mim. – Veio ver sua irmã desiquilibrada matando a mamãe? – Perguntou com um sorriso estranho.
– Cala a boca, cala a maldita boca! – Gabriela gritou e deu mais um passo em direção a Renne que se afastou um pouco. – Eu cansei de fazer o que você manda, cansei de deixa-la me usar. – Falou e com a mão livre tentou enxugar as lagrimas.
– Você queria ajuda para se vingar da sua irmãzinha, eu te dei as possibilidades. – Rénne disse. – Você não foi obrigada a nada meu bem. – Riu sem humor.
A cena em minha frente era bizarra e eu estava perdida ali. Eu não ria tentar apartar fisicamente a situação, não iria colocar meus filhos em perigo, mas eu tinha que dizer alguma coisa para apartar aquilo, não poderia deixar minha irmã cometer uma loucura.
Ela havia feito muitas coisas ruins comigo, mas ela é apenas uma garota de 18 anos que não aceitou ter uma irmã e que está sofrendo de algum problema psicológico.
Meu pai não aguentaria ver sua caçula presa por matar a mãe da sua filha mais velha. Phill tem todo um jeito tranquilo, mas sei que quando se trata de suas filhas ele fica perdido.
– Aperte o gatilho garota estupida. – Rénne provocou e vi minha irmã segurar a ama com mais força. Pendi a respiração e segurei no braço de Edward que estava tão paralisado quanto eu.
– Pare de provoca-la sua louca. – Damon disse para Rénne.
– Acha mesmo que ela vai me matar? – Perguntou arqueando uma sobrancelha. – Criança tola, não sou eu que deve morrer e sim a pessoa que te tirou tudo. – Falou para Gabriela que vacilou um pouco. – Eu posso até morrer, mas a causadora dos seus problemas e de até você ter me conhecido continuara com o home que você ama, com seus amigos e com todo o amor do seu pai. – Se Aproximou um pouco de onde Edward, Damon e eu estávamos. – Aqui está ela com tudo e você ai, sem nada nessa cena patética. – Falou apontando para mim.
– Pare com isso. – Edward disse. – Por que não cala a boca Rénne? – Perguntou.
– Me mate, mas seus problemas continuaram existindo. – Ignorou Edward e continuou falando. — Vamos lá garota! – Abriu os braços desafiando minha irmã, que ao invez de apontar a arma para a maluca, a pontou para mim.
Edward se colocou á minha frente e senti meu coração batendo mais forte, quase chegando a doer.
Isso não podia estar acontecendo! Onde está meu pai?
– Por favor, pense no que você está prestes a fazer. — Eu tentava colocar juízo na cabeça dela.
– Não posso mais, não quero mais. — Ela balbuciava fora de si. Estava completamente perturbada.
– Gabriela, por favor, pare com isso! Ela é sua irmã. – Damon disse. – Pense no que seu pai vai pensar de você se matar sua irmã e seus sobrinhos? Você é nova, linda, pode ter quem quiser e o que quiser. – Continuou. – Tem toda a vida pela frente, pense! – Gabriela começou a chorar ainda mais e vi quando ela destravou a arma e começou a apertar a gatilho.
Eu simplesmente puxei Edward para ficar de frente para mim, ficamos de lado para mim irmã, o abracei com todas as minhas forças e fechei os olhos.
Segundos depois escutei o tiro sendo disparado.
Senti minha cabeça ficando leve e logo tudo ficou escuro.
(...)
Me mexi um pouco e senti um desconforto no braço esquerdo. Minha cabeça estava confusa, mas logo as lembranças vieram em minha mente.
Gabriela com uma arma, o tiro...
Abri meu olhos em um rompante e comecei a procura por Edward.
– Hey, calma marrentinha. – Edward apareceu ao meu lado e segurou em minha mão. – Está tudo bem. – Falou e o olhei confusa. – Você está no hospital novamente. – Falou dando um sorriso sem humor.
– Gabriela atirou em mim? – Perguntei angustiada. – Nossos bebês Edward! – Falei e olhei para minha barriga que continuava intacta.
– Calma amor, sua irmã não atirou em você. – Falou fazendo carinho em meus cabelos. – Você desmaiou quando ela atirou, está tudo bem com você e nossos filhos. – Falou e suspirou. – Sua irmã atirou em Rénne. – Suspirei também.
– E como ela está? – Perguntei me referindo a minha irmã.
– Está na UTI. Levou um tiro no peito. – Respondeu.
– Estou me referindo a Gabriela. – Falei.
– Logo de ela atirou, seu pai chegou e a segurou. – Disse. – Ela havia ligado para uma clinica psiquiátrica no caminho para o hotel e para os paramédicos prevendo que alguém sairia ferido. Gabriela foi sedada e levada para a clinica. – Acariciou meu rosto. – Senti tanto medo quando você desfaleceu em meus braços. – Não pude responder nada, já que o médico entrou no quarto.
– Bom dia Isabella, Edward. – Falou e eu apenas balancei a cabeça levemente. – Você está ótima, assim como seus bebês. – Me tranquilizou. – Foi apenas uma queda de pressão, mas recomendo repouso absoluto já que sofreu um acidente serio a pouco tempo. – Assenti.
– Como está Rénne. – Perguntei e ele ajeitou os óculos.
– Não sou eu que está tratando de senhora Swan, mas pelo que sei o quadro é grave . – Disse. -Ela será levada para uma cirurgia e precisará que alguém doe sangue. — O medico disse.
– Eu faço isso. – Respondi e Edward me olhou surpreso e preocupado.
– Infelizmente você não pode doar sangue por causa da gravidez. – O medico disse em lamento. – Mas não se preocupe, seu irmão está na sala de espera e provavelmente o médico responsável irá falar com ele.
– Tudo bem. – Respondi. – Quando irei sair daqui? – Perguntei já cansada de ficar deitada em um leito de hospital. – Não aguento mais ver paredes brancas.
– Estou aqui exatamente para te dar alta. – Disse sorrindo. – Só é preciso que alguém assine e poderá ir para casa.
– Obrigada. – Falei e ele logo saiu do quarto.
– Vou assinar sua alta e volto logo amor. – Edward disse e saiu do quarto depois de dar um leve beijo em minha testa.
Só quando fiquei sozinha a realidade me abateu e chorei como uma criança desamparada.
Deus! Será que agora terei paz?
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