Like Magic - 2 Temporada
37 Capítulo 37
Notas iniciais
Por favor escutem a musica que está no meio do capitulo, ela da todo o clima.
Espero que gostem e não façam macumba com meu nome ou ameaças de morte dirigidas a minha pessoa quando acabarem de ler. kk'
Pov. Bella
Minha cabeça estava doendo horrores, sentia que alguém estava me batendo incessantemente com um martelo. Eu me lembrava muito bem o que havia acontecido e odiei ainda mais a pancada na cabeça por isso, por não me fazer esquecer.
Eu estava em um estado de semiconsciência, mas não conseguia me movimentar e nem abrir meus olhos, coisa que estava me desesperando, já que eu queria colocar minhas mãos em minha barriga, me certificar de que os gêmeos ainda estavam ali, queria ver minha barriga dilatada pelos meus bebês.
Forcei meu olho a abrirem e consegui, mas logo os fechei novamente por causa da claridade.
-Isabella? – Ouvi uma voz masculina desconhecida. – Pode me ouvir? – Tentei dizer algo, mas assim como o resto do meu corpo minha boca não me obedecia. Voltei a abrir meus olhos com dificuldade e i o homem em a minha frente. – Sou o Doutor Marcus, cuido do seu caso. – Disse. – Você deve estra com dificuldades de se comunicar e se movimentar, mas não fique nervosa, ainda há alguns resquícios de medicamentos na sua corrente sanguínea que estão deixando seu corpo dormente. – Explicou. – Logo poderemos nos comunicar verbalmente e você poderá me mexer, mas em quanto isso vamos dar um jeito para saber se você está bem ok? – Continuei encarando-o – Vou fazer perguntas simples e você irá piscar uma vez se a resposta for sim e duas se a resposta for não, entendeu. – Pisquei uma vez e ele sorriu. – Sente alguma dor? – Pisquei duas vezes, realmente minha cabeça estava me matando. – Vou dar um analgésico para você, isso fará com que fique sonolenta e provavelmente dormir novamente, mas quando acordar estará bem melhor. – Disse e aplicou algo no soro, logo cai da inconsciência.
(...)
Senti alguém mexendo em meu braço e abri os olhos rapidamente e olhei para o lado. Uma enfermeira estava trocando meu soro.
- Olá querida, meu nome a Joanne. – A senhora de cabelos negros e olhos cor de mel disse. – Sente alguma coisa? – Perguntou.
- Sede. – Disse com a voz rouca e me arrependi, senti uma ardência absurda na garganta.
- Claro. – Disse e saiu do quarto, mas logo voltou segurando um copo descartável. – Aqui está meu bem, beba devagar. – Disse me ajudando há levantar um pouco a cabeça e me deu pequenos goles d’agua.
- Está melhor? – Perguntou assim que terminou de me dar a agua.
- Sim. – Respondi e dessa vez minha garganta não doeu tanto. – Meus bebês. – Falei colocando as mãos sobre a barriga.
- Eles estão bem, logo o doutor Marcus estará aqui e irá te explicar tudo. – Falou. – Logo seu marido também aparece, ele não sai daqui. – Sorriu. – Foi um milagre ele ter ido para casa descansar. — Dei um sorriso triste.
O medico apareceu depois de alguns minutos.
- Como se sente. – Perguntou e eu suspirei.
- Bem, só quero saber por quanto tempo fiquei desacordada e se meus filhos estão bem. – Ele assentiu.
- Você ficou desacordada por duas semanas. – Arregalei os olhos. Não pensei que fosse tanto tempo assim. – Felizmente o carro não te pegou em cheio, você caiu de costas, não teve um impacto muito grande na barriga. – Suspirei aliviada. – O dano maior foi em sua cabeça, se formou um pequeno coagulo no inicio de sua nuca, mas já o retiramos fora isso você tem apenas pequenas escoriações que devem incomodar por uns dias, mas nada grave. – Coloquei min há mão por trás dos cabelos e senti um pequeno curativo. – Vou atender outros pacientes agora, logo alguém de sua família aparece. – Assenti e ele saiu do quarto.
Com certeza quem apareceria primeiro seria Edward. Eu ainda estava muito magoada com ele, suas palavras foram duras e desnecessárias! Posso ser imprudente às vezes, mas nunca colocaria Charlotte e Caleb em perigo, nunca!
Saber que o pai dos meus filhos não confiava em mim para cuidar deles me machucou e muito, como ele pode pensar que não serei uma boa mãe?
Fui tirada dos meus pensamentos quando Edward entrou sorridente e com os olhos marejados no quarto. Até tentei sorrir, mas estava um tanto quarto desconfortável na sua presença.
Ele nem ligou pela minha aparente frieza e veio até mim, me abraçando delicadamente, deu um beijo em minha testa e acariciou minha barriga.
- Como está? – Perguntou carinhosamente.
- Bem, só com um pouco de dor na cabeça. – Respondi e dessa vez ele me olhou preocupado.
- Vou chamar e enfermeira e...
- Eu. Estou. Bem. – Falei pausadamente. – Quando vou poder sair daqui? – Perguntei.
- Ainda não sei, o medico disse que teria que fazer alguns exames ainda, mas acho que mais dois dias e você poderá voltar para casa. – Sorriu triste. – Só de pensar que você nem estaria aqui se não fosse por minha culpa. – Suas feições se tornaram torturadas. – Me desculpe amor, eu não queria ter dito aquilo eu...
- Você queria sim. – Falei seria. – Não acredito nisso de que uma pessoa não quer dizer uma coisa e diz. – Ri sem humor e me ajeitei um pouco na cama sobre o olhar cauteloso dele. – Você disse o que pensava.
- Eu estava nervoso, eu disse aquilo na hora da raiva Bella! – Falou. – Me perdoe, por favor.
- Não quero conversar agora. – Disse. – Você pode ligar para meu pai e pedir que venha me ver? – Perguntei sem olha-lo. Sabia que o pedido que faria para meu pai seria doloroso para Edward e eu, mas seria preciso.
- Eu já liguei para ele avisando. – Disse cabisbaixo. – Ele e minha tia logo estarão aqui. – Assenti e fiquei calada.
Edward pareceu desconfortável com meu silencio, mas também não disse nada. Sentou na poltrona ao lado da cama e segurou minha mão.
- Alice voltou. – Falou de repente e dei um sorriso cínico. Claro, um problema é pouco na minha vida, sempre aparece mais algum, mas dessa vez eu só queria me desligar de coisas ruins. – Meus pais também estão na cidade, vieram me dar uma força. – Continuei calada. – Alice tem um filho agora. Arregalei os olhos.
- De quem? – Perguntei e Edward me olhou estranho.
- Do Jasper é claro, de quem m ais seria? – Quase ri, mas minha cabeça doía um pouco ainda pra isso.
- Não sei. – Falei desviando do assunto.
- Tenho uma surpresa pra você para quando sair daqui. – Sorriu um pouco mais feliz. – Tenho certeza que vai adorar. – Dei um pequeno sorriso, mas logo minha atenção foi desviada para a porta que estava sendo aberta.
- Posso? – Meu pai colocou a cabeça para dentro do quarto e eu consegui sorrir para ele.
- Claro. – Ele e Hai entraram no quarto e vieram me dar um rápido abraço.
- Nos deu um susto pentelha, quase fez seu velho pai perder os lindos cabelos. – Brincou, mas percebi que estava preocupado com algo que não era meu estado.
- Ficamos mesmo preocupados. – Hai de deu um sorriso maternal inédito e me senti bem com aquilo.
- Desculpe, mas vocês poderiam de dar licença para falar com meu pai por um momento? – Perguntei e logo Hai e um Edward relutante saíram do quarto. – Você ainda tem a casa no Canadá? – Perguntei.
- Sim, mas por quê? – Perguntou confuso.
- Queria saber se posso passar um tempo lá, talvez um mês. – Dei de ombros.
- Edward irá deixar o trabalho e a faculdade durante esse tempo todo? – Perguntou desconfiado.
- Eu disse se eu podia ir, não ele. – Falei e suspirei. – Preciso de um tempo longe. Senti meus olhos arderem por causa das lagrimas não derramadas.
- O que ele fez para você? – Perguntou. – Não quer mais ficar com ele?
- Não é isso. – Falei apressadamente. –Só brigamos e preciso de um tempo longe de toda essa bagunça, preciso de um tempo de paz. – Ele continuava me encarando.
- Você não é uma pessoa que foge dos problemas Isabella. – Falou serio. – E além do mais quem iria cuidar de você lá?
- Rebecca poderia ir comigo, só você me permitir ficar na casa eu falo com ela hoje mesmo. – Falei.
- A casa também é sua e você é maior de idade. – Bufou. – Mesmo não achando isso certo eu não posso de impedir. – Veio até mim e me deu um beijo na testa. – Só se cuide e tome cuidado com meus netos. – Sorriu.
- Pode me emprestar o celular? – Pedi e ele revirou os olhos me entregando o que pedi.
- Para quem acabou de acordar depois de duas semanas você está bem elétrica. – Falou e eu resolvi ignorar.
Liguei para Becca e depois de dois toques a maluca atendeu.
- Ela morreu né? Fala que é mentira! – Começou a falar antes que eu pudesse dizer alô. – Como vou viver sem meus sobrinhos? – A doida começou a chorar e eu fiquei comovida.
- Morri e aqui no inferno tem telefone. – Falei e tirei o telefone do ouvido porque a retardada gritou. – Acabou? – Perguntei.
- Você está viva! – Falou agora feliz. – Finalmente acordou!
- Posso falar? – Depois da sua permissão eu falei o que queria fazer e como sempre Rebecca nem pensou duas vezes em aceitar. Pedi para que fosse a algum momento para arrumar minhas malas e para que comprasse as passagens.
Devolvi meu celular para meu pai.
- Vou chamar aqueles dois antes que fiquem doidos, principalmente Edward. – Assenti. – Vai contar para ele hoje? – Perguntou.
- Não, no dia em que eu receber alta. – Ele assentiu e saiu do quarto, mas logo voltou com os outros dois.
- Algum problema para querer conversar com seu pai? – Edward perguntou enquanto olhava de meu pai para mim.
- Não, problema algum. – Respondi.
Seria bem difícil Edward aceitar minha decisão, mas seria preciso.
Dois dias depois.
- Finalmente você irá sair daqui marrentinha. – Edward disse alegre enquanto eu terminava de colocar minha blusa se frio.
- Podemos conversar? Perguntei e ele me olhou serio.
- Claro, mas não quer esperar chegar em casa? – Assenti e saímos do hospital em direção ao estacionamento.
Quando entramos no caso encostei minha cabeça no vidro e comecei a pensar em como falaria para Edward que iria ficar um mês fora e ainda tinha a parte de contar como me senti com suas palavras no dia no acidente. Resolvi acabar logo com isso.
- Vou viajar. – Falei e ele me olhou surpreso.
- Com o assim vai viajar? Você não está recuperada ainda e eu não posso me afastar do emprego e nem da faculdade ainda. – Falou.
- Eu disse que eu vou viajar. – Repedi e ele me olhou confuso.
- Como assim Isabella? – Perguntou.
- Vou passar um tempo longe de tudo, problemas, brigas e pessoas indesejadas. – Comecei. – Cansei de tudo isso Edward! Cansei de estar em um furacão todos os dias, de cada vez que acordo de manhã um novo problema seja jogado em min há cara. – Comecei a chorar. – Preciso de um tempo. – O olhei e ele apertava o volante com força e também chorava.
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- Longe de mim. – Disse entre dentes. Como ainda estávamos no estacionamento ele saiu do carro e começou a andar de um lado para outro. Sai do carro também e senti meus bebês se agitarem.
- é pelo que eu disse? Por isso quer me deixar? – Perguntou, mas não me olhava.
I never meant the things I said ( Nunca quis dizer as coisas que eu disse)
To make you cry ( Para fazer você chorar)
Can I say I'm sorry ( Posso dizer que sinto muito?)
- Também. – Respondi. – Você me magoou mais com suas palavras do que quando me deixou. – Falei. – Você foi cruel, pode falar tudo de mim Edward menos que não ligo para meus filhos. – Ele parecia desesperado e eu não estava muito diferente. — Além do mais preciso ficar longe dessa confusão que nos ronda, preciso respirar tranquilamente, preciso de um tempo para pensar na minha vida!
- E quer fazer isso longe de mim? Já não foi o bastante ficarmos dois anos longe? – Perguntei e se aproximou de mim, me segurando pelos ombros. – Eu amo você e não vou suportar ficar longe. – Meu coração se apertou, mas já havia tomado minha decisão.
- Só por um mês, só preciso disso. – Respondi e ele me largou se afastando novamente.
I don't know why you're leaving me ( Eu não sei por que você está me deixando)
But I know you must have your reasons ( Mas eu sei que você deve ter suas razões)
There's tears in your eyes (Há lagrimas em seus olhos)
I watch as you cry ( Eu assisto enquanto você chora)
- E você vai ficar sozinha? – Perguntou com raiva. – Você precisa de cuidados, os bebês precisam.
- Eu vou me cuidar, não sou irresponsável! – Falei. –Rebecca vai comigo. – Ele riu cinicamente.
- Rebecca não sabe cuidar nem dele mesmo. – Minha raiva aumentou.
- Pare de julgar as pessoas Edward! – Gritei. – Você não tem moral para julgar ninguém. – Me arrependi no segundo seguinte de ter dito aquilo. O olhar dele era tão magoado, tão sofrido.
- Você achou uma maneira de me punir por meus erros. – Falou. – Me deixar é a pior coisa que você poderia fazer. – Fui até ele e segurei seu rosto entre minhas mãos.
- Eu não estou te punindo e muito menos te deixando. – Sussurrei. – Eu vou voltar, não estou terminando, só estou tendo um momento de covardia, de fuga. – Solucei. – Eu vou voltar para você, só preciso de um tempo. – Ele encostou a testa na minha e chorou.
- Por que não posso fugir com você? – Perguntou e eu sorri triste.
- Alguém tem que ser corajoso. – Lhe dei um selinho. – É sua vez de ser marrento.
Sabia que um mês longe dele seria difícil, mas eu precisava de um tempo, precisava deixar de ser a marrenta por algum tempo e ser apenas a menina assustada.
Continua.
Notas finais
Espero que tenham gostado e que comentem muito. Estou sentindo falta de comentários.
Bjos.
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