Pov. Bella


Olhei mais uma vez para a casa e fiz careta. Talvez ela não fosse tão sinistra de dia, mas agora o negocio estava feio.

– Vamos lá marrentinha. – Edward chamou minha atenção.

– Sério que vamos entrar sem o corretor? – Perguntei. – á vou avisando que se tiver alguma coisa de valor ali dentro eu vou pegar. – Edward rolou os olhos e o casal que ali estava riu.

– O cara deixou a porá aberta e não vou ficar esperando aqui a boa vontade dele aparecer. – Edward disse. – E você não vai pegar nada Isabella!

– Fala como se mandasse em mim. – Debochei. – Agora vamos logo antes que eu desista de entrar nessa casa estranha. – Falei e tomei a frente indo até a porta de entrada.

Quando abri a porta me espantei com tanta teia de aranha e poeira que havia na sala.

–Eu é que não vou limpar. – Falei e olhei para trás, vendo os outros entrarem.

– Isso aqui está uma mundiça. – Eva disse. — Bem que ele podiam limpar, já que a casa está e exposição.

– Calma gente, vamos ver a casa depois reclamamos dela. – Edward disse. – Se bem que se fossemos góticos essa casa seria perfeita. – Fez uma piadinha infame.

– Eu juro que se não tivesse gravida eu ia pular no seu pescoço. –Sorri falsamente.

– Edward tem a cabeça grande, mas o cérebro e do tamanho de um ovo! – Eva disse rindo. – Graças a Deus meu marido não é inteligente, mas é gostoso.

–Ei! — Johnson reclamou. – Vocês estão muito chatas! – Fez careta. – Palhaçada isso ai. – Parecia uma criança reclamando. Acabei rindo.

– Tudo bem Godzila. – Falei. – Agora vamos...

– Olha quem está aqui! – Trinquei os dentes e olhei para a porta, onde aquela bicha mal comida estava.

– Como você faz isso? Onde estamos vocês está também! – Falei. – Edward, vamos jogar nossos celulares fora porque tenho certeza que essa bicha -colocou rastreadores nele!

– Depois eu sou a paranoica. – Falou e entrou na casa. – Eu moro do final da rua e vi um carro parado aqui na frente da casa assombrada. – Deu de ombros. – Vim saber quem era o maluco.

– Eu não gosto de você. – Falei simplesmente.

– Eu também nos gosto de você e só te olho porque me da a impressão de que sou mais bonito. – Kevin disse.

Aquele maluco era uma pedra no meu sapado, mas devo admitir que ele me divertia.

– Você só me odeia porque tem uma paixão pelo meu namorado. – Falei e ele abrir a boca em um O perfeito.

– Meu bem, esse homem. – Apontou para Edward que nos olhava estranho. – Só não caiu aos meus pés porque você está no caminho. – Ri.

– Kevin, eu só cairia aos seus pés de alguém desse um tiro no meu joelho. – Edward disse e percebi que essa o John estavam morrendo de rir.

– Eu vou dar um jeito nisso. — Pegou o celular no bolso da calça vermelha cheia de brilho dele. – Conheço alguém que pode fazer isso por mim. – Olhou para o lado e arregalou os olhos. – Quem é esse Deus moreno musculoso e meu par perfeito? – John parou de rir na hora e foi a vez do meu namorado rir.

– Chega! – Falei. – Quero só ver a casa e ir embora. – Falei e olhei ao redor. – A sala não é tão ruim, só precisa que uma boa limpeza. – Falei. – Esses móveis vão ficar na casa? – Perguntei para Edward.

– Acho que sim. – Falou. – Mas eu não gostei deles.

– Eu também não. – Falei, mas podemos comprar outros. – Disse.

– AH! – ouvimos um grito e logo um estrondo.

Me virei e vi que quem gritou foi Kevin e o estrondo foi a porta de entrada batendo.

– Abre essa porta Kevin. – Falei, já que era a luz da rua que estava iluminando a sala.

Kevin tentou, mas parecia que a posta estava emperrada.

– Não quer abrir. – Falou. – Não quer me ajudar Apolo? – Perguntou para John que bufou.

– Sai dai gazela. – Empurrou kevin.

– Ai grosso. – Falou sorrindo e recebeu um tapa de Eva, que até o momento estava quieta.

– Segura a franga antes que eu de na sua cara! – Falou.

– Se quer brigar me avisa que eu tiro a peruca. – Kevin disse.

– Cala a boca gazela. – John disse. – A porta não quer abrir.

– Então acende a luz. – Edward disse.

John tentou acender a luz, mas pelo jeito a casa estava sem energia elétrica.

– Vamos ficar presos e sem luz elétrica? – Perguntei retoricamente. – Agora só falta aparecer fantasmas. – Acabei de falar e ouvimos uma porta bater no andar de cima.

– Com licença. – Kevin disse pegando uma cadeira e indo até a janela.

– Está fazendo o que bicha? – Perguntei um pouco assustada com o acontecimento anterior.

– Vou quebrar a janela e ir embora. – Falou. – Eu não ou deixar espirito nenhum tomar meu corpo! – Gritou.

– Meu filho! Se você tiver sorte ele vai te querer e te digo mais, aproveita porque ele pode ser o único. – Falei e ele me olhou feio.

– Ahh! – largou a cadeira e veio até mim com as mãos levantadas. Prevendo o que o maluco queria fazer, se colocou a minha frente.

– Está maluco Kevin? Você queria bater na Bella? – Perguntou.

– Claro que não. – Colou a mão no peito em falso ultraje. – Só queria arrancar um pouco de sangue dela.

– Foco aqui meu povo. – Eva disse. – Provavelmente daqui a pouco algum espirito irá descer as escadas ao estilo exorcista e eu não quero estar aqui. – Falou. – Odeio concordar com a rainha do deserto ai, mas eu concordo em quebrar a janela.

– Calma gente. – Falei. – Vamos subir e ver se é um espirito e só o vento. – Respirei fundo e fui em direção as escadas.

– Espera gordinha! – Kevin disse vindo até mim. — Eu prometo me casar com Ed quando você morrer – Virei a mão na cara da bicha.

– Cala a boca! – Deixei-o com cara de taxo e comecei a subir as escadas.

– Espera a gente bonita. – Ouvi Eva dizer, mas não me virei, continuei subindo.

Quando cheguei ao segundo andar, me arrepiei, já que ali estava completamente escuro e bem sinistro.

– Eu preciso sair daqui com urgência. – Ouvi Kevin e logo senti o mesmo grudar no meu braço. – Sempre é a mais bonita que morre primeiro. – Falei. – Fica calma paixão, você vai ser a ultima. – Me soltei dele com um safanão.

– É serio, se você não calar a boca eu bato a sua cabeça na parede. – Falei entre dentes e fui para p lado do meu namorado.

– Não tem nada aqui. – Edward disse, mas ouvimos um barulho como se alguém estivesse passando facas nas paredes.

– MEU DEUS! É O FRED! – Kevin gritou e logo se estatelou no chão desmaiado.

– Eu que não vou carregar. – John disse e Edward concordou.

– Eu também não. – Falou.

– Empurra da escada e pronto, ninguém precisa carregar. – Falei já de saco cheio. – EI ESPIRITO MALIGNO OU SEJA LÁ O QUE FOR! – Gritei. – VOU SER MÃE DE DUAS CRIANÇAS E SE ME DEIXAR SAIR DAQUI COM MEU NAMORADO E AMIGOS EU DEIXO A BICHA DE BRINDE!

–EPA! – Kevin se levantou do nada. – A filha do mal aqui é você nojenta! – Falou.

– Vamos ver logo o que está acontecendo e tentar sair daqui! – Eva disse e fomos até o fim do corredor onde havia uma porta e abrimos.


– SANTA MAIS DE DEUS! – Gritamos juntos e mais uma vez Kevin desmaiou.


Continua.