Like Magic - 2 Temporada
26 Capítulo 26- Completo
Pov. Bella.
Finalmente estávamos em casa!
Eu não aguentava mais ouvir as lamentações de Edward toda vez que o medico examinava a bunda dele.
- E ai Dudu, como está? – Emmett perguntou em quanto ajudava Edward a sentar no sofá. Eu me segurei para não rir da careta que meu namorado fez quando finalmente sentou. Emmett gargalhou e Edward praticamente rosnou.
- Vamos parar! – Falei passando a mão em minha barriga, que já estava começando a dilatar. – Emmett vai arrumar alguma coisa pra fazer.
- Tudo bem. – Falou. – Vou atrás da minha gatinha selvagem porque hoje quero ficar só na saliência. – Deu uma reboladinha escrota.
- Sai daqui. – Falei inconformada com o grau de idiotice do meu irmão.
- Me desculpe pelo que aconteceu filha. – Meu pai disse.
- Quem está com a bunda doendo não sou eu pai. – Falei. – Você tem que se desculpar com Edward, não comigo.
- Eu sei, mas eu fiquei transtornado em saber que minha filinha esta gravida. – Falou.
- Você tem uma filha com tendência psicopata e se preocupa que a outra está gravida? – Ri. – Eu sou a normal pai. Se preocupe com a filha desmiolada, porque eu sei o que faço da minha vida. – Fui me sentar ao lado do meu amor, sendo seguida pelo meu pai.
- Me perdoe pela minha atitude infantil Edward. – Meu disse. – Sei que fui intolerante e que vocês sabem o que fazem da vida. – Suspirou. – Só é estranho porque eu conheci Bella quando a mesma já era quase adulta e ver que agora ela já vai ser mãe, é como se eu tivesse perdendo minha filha. – Bufou. – é como se eu perdesse mais uma vez essa pirralha sem noção. – Sorri. – Resumindo, só agora percebi que não tenho mais filhas pequenas. – Sorriu.
- Fica tranquilo pai. – Falei. – Gabriela tem mentalidade de uma criança de seis anos, mimada e egocêntrica. – Falei e quando ele me olhou feio levantei as mãos em sinal de rendição.
- Não tem problema Phil. – Edward disse. – Acho que se fosse comigo, eu me comportaria ainda pior.
- Então tudo bem. – Disse meu pai. – Eu já estou indo embora, mas antes tenho que te entregar uma coisa. – Disse e foi até a cozinha voltando com um caixa na mão.
Me entregou e logo tratei de abrir.
Sorri quando vi o que tinha ali.
- MATILDA! – Gritei tirando a cobra vermelha e pequena de dentro da caixa. – Muito obrigada papai.
- Matilda? – Edward e meu pai perguntaram ao mesmo tempo.
- É. – Respondi acariciando meu novo bebe.
- Isabella, como você vai criar esses bichos quando nosso filho nascer? – Não quero eles perto no nosso bebê. -disse Edward todo nervosinho.
- Calma Edward! – Falei colocando Matilda novamente na caixa. – Claro que vou cuidar muito bem do nosso bebê e não deixarei nada de ruim acontecer com ele. – Fiz fico. – Não vou deixar nem Marilyn e nem Matilda chegarem perto dele ou dela ok? – Dei um selinho rápido nele e o mesmo sorriu.
Olhei para meu pai que estava pensativo.
- Acho que eu já vou. – Falou suspirando. — Vou ver se Gabriela passou em casa, já que faz um tempo que não falo pessoalmente com ela. – Dei um sorriso triste para meu pai.
Apesar de não me dar bem com minha irmã, eu sabia que meu pai sentia falta da sebosa e sofria por ela. Não que ela merecesse, já que é uma víbora da pior espécie.
- Ok. – Falei me levantando. – Espero que a estupida tenha aparecido. – Falei – Não sei se você sabe, mas Gabriela anda andando por ai com Renne. – Meu pai ficou vermelho e eu bem sabia o que vinha a seguir.
- Aquela filha de uma cadela está aliciando minha filha? – Quase ri do que ele disse. Como se Gabriela precisasse ser aliciada. — Eu vou matar aquela velha caída! – Ri.
- Esquece isso pai. – Falei. – Vai pra sua casa e fala para a Hai não esquecer de que no sábado vamos até o salão de beleza, já que ela precisa depilar o bigode. – Meu pai riu junto com Edward.
- Tchau pentelha. – Disse meu pai. – Qualquer hora eu apareço aqui junto com Hai. – Ele foi embora e eu olhei para Edward que estava quase dormindo no sofá, graças aos remédios que deram á ele no hospital. – Vamos amor, você precisa descansar. – Disse alisando seus cabelos.
- Tudo bem marrentinha. – Falou se levantando com minha ajuda. – Você vai trabalhar amanhã? – Perguntou.
- Vou sim e pode ficar calmo que eu levo seu atestado para o Senhor Hamilton. – Ele fez careta.
- Não gosto daquele cara perto de você. – Suspirou. – Mas vamos deixar isso pra lá e vamos dormir. – Acariciou minha barriga. – Mas antes você precisa comer alguma coisa. – Assenti.
(...)
Dois meses depois...
- Anda logo Edward! – Falei enquanto alisava minha barriga de quatro meses. – Vamos chegar atrasado á consulta. Não quer saber o sexo do nosso bebê? – Na hora que disse isso, Edward apareceu correndo na sala e eu ri de sua afobação.
- Claro que quero Bella.- Falou. – Agora pare de enrolar e vamos logo. — Disse todo feliz.
Edward não ficava assim desde que o bebê havia se mexido pela primeira vez.
Flash Back:
Uma semana antes...
Nós estávamos deitados em nossa cama, enquanto um filme chato pra caralho passava na televisão.
- Pelo amor de Deus Edward! – Resmunguei. – Muda essa merda antes que eu jogue o abajur na TV. – Ele revirou os olhos.
- Você sempre exagerada não é Dwyer? – Perguntou e eu dei um tapa em sua testa. – Aiê palhaça! – Fez bico e eu ri sendo seguida por ele. – Eu vou mudar o canal só porque eu te amo. – Falou mudando de canal.
- Eu sei disso cabeça de moringa do meu coração. – Dei um selinho nele.
Do nada senti uma coisa estranha em minha barriga, como se algo estivesse se mexendo.
- Edward, minha barriga está estranha. – Falei.
- Deve ser gazes Bella. – Falou. – Se for já me avisa logo, que vou dormir na sala. – Respirei fundo e senti novamente algo se mexendo e só ai eu me toquei.
- EDWARD! – Gritei e ele me olhou estranho. – Não são gazes, é seu filho que está mexendo! – Dessa vez ele arregalou os olhos e colocou a mão sobre minha barriga, mas o nosso bebê resolveu fazer o pai de bobo e parou de mexer.
- Vamos lá filho. – Falou acariciando minha barriga. – Mexe para o papai. – Bufou quando o pestinha ou a pestinha continuou quieto. – Meu filho não quer me dar oi. – Fez bico.
- Vamos logo coisinha, me mexe para seu papai idiota e de cabeça grande ficar feliz. – Quando acabei de dizer senti novamente aquele movimento na barriga e logo tratei de colocar a mão de meu namorado no local.
- Nossa! – Falou. Seus olhos ficaram marejados e matinha um sorriso bobo. – Te amo bebê. – Disse dando um beijo em minha barriga e eu sorri emocionada.
-Sabe no que eu estava pensando. – Falei e ele me olhou. – Se nosso filho puxar você, vou sofrer na hora do parto. – Ele olhou feio e eu gargalhei. – Amor, você ainda vai me amar quando seu parquinho de diversões não for mais o mesmo por causa da cabeça do seu filho? – Ele mordeu de leve minha barriga.
- Você é muito palhaça mesmo, credo! – Ri de novo, acariciando seus cabelos.
Fim do flash back.
- Vamos então. – Falei pegando minha bolsa e indo até ele.
Peguei em sua mão e saímos do apartamento.
(...)
- Como vai Isabella? Edward? – Perguntou Dr. Kate assim que entramos em seu consultório.
- Estamos muito bem Kate. – Edward respondeu. – Agora vamos ao que interessa? – Rimos de sua impaciência.
- Vamos, mas antes vamos conversar um pouco. – Assentimos e nos sentamos. – Como você está se sentindo?
- Inchada. – Resmunguei. – Meus pés parecem pés me marinheiro. – Ela riu.
- Estou achando sua barriga grande para apenas quatro meses. – Falou e eu a olhei um pouco assustada. – Fique calma, vamos fazer o ultrassom para ver se o bebê de vocês está bem. – Fui colocar aquela camisola horrenda e logo me deitei na maca, com Edward sempre ao meu lado.
- Vamos lá. – Kate passou o gel em minha barriga, e logo começou com o ultrassom.
Ela está com uma cara seria demais e aquilo começava a me preocupar e pelo aperto que Edward deu em minha mão, acontecia a mesma coisa com ele.
- O que está acontecendo? – Perguntou aflito.
- Eu cometi um erro. – Arregalei os olhos e comecei a suar frio. – Calma Isabella, não tem nada de errado com seu bebê, apenas achei outro em sua barriga. – A olhei em busca de uma explicação. – Você terá gêmeos. – Depois das palavras dela, eu só senti Edward soltar minha mão e logo depois ouvi um baque.
Edward havia desmaiado.
- Como assim? – Falei. – Como você não viu que havia dois bebês em minha barriga antes? – Eu estava começando a ficar com raiva e assustada.
Eu não sabia como criaria um bebê, imagine agora com dois.
- Um dos bebês é pequeno, e deve ter se escondido atrás do irmão. – Disse em tom de desculpa. – Mas não acha que devemos resolver isso depois e ajudar seu marido? – Perguntou e me lembrei de Edward caído ao meu lado.
- Ok. – Falei e Kate foi até ele, verificando seus sinais vitais.
- Está tudo bem. – Falou. – é apenas uma queda de pressão. – Suspirou. – Vou chamar um enfermeiro para me ajudar a coloca-lo em uma maca. – Disse saindo da sala e eu revirei os olhos.
- EDWARD! – Gritei e o mesmo nem se mexeu. – Puta cara mole. – Resmunguei me levantando e indo até a mesa da doutora, onde havia uma jarra com agua. – Acorda! – Joguei a agua em seu rosto e ele levantou rapidamente. – Tudo bem? – Perguntei docemente.
- Depende do ponto de vista. – Resmungou. – Eu sonhei ou a doutora disse que teremos gêmeos? – Perguntou me puxando para ele.
- Você não sonhou. – Falei circulando seu pescoço com meus braços. – Vamos ter dois bebês. – Falei e esperei sua reação negativa, que não veio. Edward ao contrario do que pensei, me puxou para um beijo apaixonado.
- Obrigado. – Falou colando nossas testas. – Você pode ser marrentinha e chata, mas me faz muito feliz. – Sorri. – Vamos conseguir cuidar dos gêmeos. – Assegurou.
- Vejo que não irá precisar de mim. – Disse Kate entrando na sala acompanhada de um enfermeiro. – Está tudo bem Edward? – Perguntou.
- Sim. – Falou serio. – Se puder, vamos voltar ao que interessa. – Ela assentiu meio sem graça pelo tom de voz do meu namorado.
Eu sabia que ele estava com raiva por ela ter se enganado sobre os bebês, mas estava se controlando para não explodir.
- Vocês querem saber os sexos dos bebês? – Assentimos e eu voltei a me deitar na maca. – Então vamos lá. – Retomou o exame. – Pelo que vejo aqui temos uma menina. – Sorri sentindo meus olhos lacrimejarem e olhei para Edward que não estava diferente. – Era essa menininha que estava se escondendo. É a menor dos dois. – Disse. – Vamos ver o outro. – Deslizou o aparelho pela minha barriga. – Parabéns, vocês são pais de um casal. – Ri feliz e olhei para meu amor, que me deu um selinho. – Pode ir se vestir para podermos conversar melhor. – Fiz o que ela pediu e logo volte, me sentando ao lado de Edward, que havia voltado a fiar serio.
- Está tudo bem com os dois? – Perguntei.
- Sim, eles estão se desenvolvendo muito bem. — Sorriu. – Agora teremos que mudar algumas coisas sobre o parto, já que como são dois bebês, é provável que nasçam prematuros. – Assenti.
- Não se preocupe com isso Doutora. – Edward se pronunciou e o olhamos confusas. – Vamos trocar de medico. – Falou em tom que não permitia ser contestado e me surpreendi, já que ele não usava esse tom com frequência.
- Se for por causa do meu engano, peço desculpas, mas a menina se escondeu atrás do irmão e não pude vê-la. – Kate tentou se explicar, mas eu conhecia Edward o suficiente para saber que ele não voltaria atrás.
- Não importa. – Falou. – Poderia ter acontecido alguma coisa com minha filha, já que a mesma não foi acompanhada desde o começo. – Falou. – Ela poderia ter algum problema e só saberíamos agora. – Kate ficava cada vez mais sem graça. – Pode dizer o que quiser , mas minha decisão já está tomada e sei que minha namorada não vai contestar. – Me olhou esperando a resposta.
- Ele é o pai dos meus filhos e sabe o que é melhor para eles e para mim. – Sorri.
- Se vocês querem assim. – Falou com uma cara chateada. – Posso indicar outro obstetra. – Falou.
- Não será preciso. – Disse Edward se levantando me puxando junto. – Passar bem Doutora. – Pegou minha bolsa e saímos da sala.
- O que foi tudo aquilo? – Perguntei depois de um tempo, enquanto estávamos chegando ao seu carro.
- Você e nossos filhos são as coisas mais importantes da minha vida e não vou permitir nem um misero erro. – Falou enquanto abria a porta para eu entrar.
Entrei e logo ele estava ao meu lado.
- Eu sei amor, mas pelo que ela disse, não foi culpa dela, mas sim da danadinha que se escondeu atrás do irmão. – Tentei argumentar.
- Isabella, não importa. – Falou e achei melhor ficar quieta. – Vamos procurar outro medico e mais. – Me olhou. – Vamos procurar uma casa para morarmos.
Edward havia ligado o modo pai de família e eu estava adorando aquilo.
Continua.
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