Pov.Bella




Ainda estávamos olhando para o policial sem saber o que dizer e a situação estava ficando constrangedora.



– Então, vão me dizer o que estão fazendo em um lugar proibido? – Perguntou o policial impaciente.



– Olha, se eu responder que não sei a resposta você nos deixa ir? – Dei um sorriso amarelo e Edward deu um tapa em sua própria testa balançando a cabeça negativamente. – Vou explica então. – Respirei fundo. – Eu sou muito fã do filme amizade colorida e meu namorado aqui quis me fazer uma surpresa e reviver uma parte do filme. – O policial arqueou uma sobrancelha e depois revirou os olhos.



– Mesmo assim vocês iram para a delegacia comigo. – Fiz uma careta e desci do letreiro sendo seguida por Edward. – Vão na frente. — Edward e eu fomos lado á lado e o policial atrás de nós.



– Isso não aconteceria se a bruxa da Renne não tivesse aparecido no meu apartamento e eu ter que sair do mesmo. – Sussurrei para Edward que me olhou serio.



– Você não precisava ter saído da sua própria casa. – Deu de ombros. – A Bella de dois anos atrás não abaixaria a cabeça e sim tacaria minha tia pela janela. — Fiquei pensando no que ele disse. Edward estava certo! Eu estava sendo muito mole e estava deixando os outros pisarem em mim, coisa que eu nunca deixei em toda minha vida.



Eu iria resolver isso e seria imediatamente.



– Cala a boca e corre cabeça. – Falei e ele me olhou confuso. – Eu não quero ser presa... CORRE! – Eu sai correndo puxando Edward pela mão.



– PAREM JÁ AI MESMO! – Ouvi o policial gritar e me virei mostrando o dedo do meio para ele, ainda correndo, mas agora de costas.



– CUIDADO BELLA! – Edward gritou, mas já era tarde. Eu tropecei em meus próprios pés e cai rolando na grana levando Edward comigo.



MAIS QUE PORRA DE DOIS PÉS ESQUERDOS!



– Peguei vocês. – O policial gorducho chegou até onde estávamos. – o que deu em vocês seus loucos!?



– Aiê! – Falei empurrando o cabeça, que havia caído encima de mim. – maldade querer prender uma pobre garota órfã e um garoto com deformidades na cabeça. – Falei e Edward me deu uma cotovelada. – Você está todo sujo.



– Como se você estivesse muito limpa. – Fez uma careta.



– Vamos parar de conversa e ir para a delegacia. – Nos puxou pelo braço e nos levou até a viatura.


(...)



– EU NÃO QUERO FICAR AQUI! –Gritei agarrada nas grades da minúscula sela. – Eu sou muito nova pra ficar na cadeia! – Edward me puxou pela cintura, me afastando das grades.



– Não estaríamos aqui se você não tivesse mordido o delegado! – Ele falou entre dentes e eu fiz bico.



– Ele queria me revistar! – Falei. – Como vamos sair daqui? -Perguntei e ele me abraçou.



Me soltei dele e me agarrei novamente nas grades.



– EU QUERO SAIR DAQUI! EU SOU INOCENTE! – Gritei. – Seu delegado eu nem arranquei pedaço do seu braço, me deixa ir embora! Se quiser pode ficar com o cabeça de globo de espelhos! – Edward soltou em “Ei”, mas eu nem dei atenção.



O delegado com cara de quem comeu e não gostou apareceu e parou em minha frente.


http://www.abril.com.br/blog/celebridades-que-causam/files/2010/03/chuck-norris-70anos300.jpg



– Você está gritando? – Perguntou e eu revirei os olhos.



– Não, eu estava cantando ópera. – Falei cínica. – Não fizemos nada de grave e não tem porque estarmos presos.



– Vocês estraram em uma área restrita e tentaram fugir. – O delegado Jason disse.



– Não podemos pagar um fiança e pronto? – Edward perguntou.– Temos direito de uma ligação também não é?



– Sim, mas só poderão ligar quando eu quiser e eu não estou com vontade agora. – Dei um sorriso sinistro.



– Por favor! Eu não posso ficar em locais totalmente fechados! –Resmunguei e Edward me olhou como se eu fosse uma tonta e apontou para as barras da cela que eram separadas. – Você entendeu! Se não vai ajudar não atrapalha.



– Vocês vão ser soltos quando eu tiver vontade e meu braço parar de doer. – O delegado disse e saiu nos deixando com cara de idiotas.



– Eu odeio esse homem! – Falei e o cabeça bufou de sentando na cama de concreto da cela.



– Vamos esperar que o delegado está nos deixando aqui por raiva de você. – Fiquei quieta porque dessa vez ele estava certo.


(...)



Três horas depois...



– EU QUERO MEU PAI! – Gritei o novamente e depois olhei para Edward que estava tapando os ouvidos com as mãos.



– JÁ CHEGA! – O delegado apareceu e abriu a cela. – Quero que sumam daqui e na próxima vez que cometerem uma infração não vou ser tão bonzinho. – Eu quase pulei no colo dele de tanto alivio. – Vamos até minha sala ara vocês assinarem alguns papéis.



Somos até a sala do delegado e logo assinados a liberação daquela filial do inferno.



– Eu não quero saber de vocês dois invadindo lugares privados. – Falou o delegado e eu revirei os olhos.



– Até por que iria ser estranho invadir um lugar publico. – Falei e Edward me deu uma cotovelada.



– Saiam daqui e tomem logo um banho porque estão imundos. –Saímos da delegacia quase correndo e quando me vi livre quase tive um AVC de tão feliz.

– Finalmente saímos daquela cela minúscula. – Edward falou e eu apenas assenti.



– Vamos logo pra casa. – Falei. – Quero tomar um banho e tirar toda essa lama e grana de mim.



Um taxi estava e eu dei sinal para ele parar, mas o filha da puta do taxista passou direto.



– FILHA DE UMA CADELA! – Gritei. – Por que aquele idiota não parou? – Perguntei e Edward me olhou dos pés a cabeça.



– Estamos completamente sujos Bella, nenhum taxi vai parar. –Falou e eu deixei meus ombros “caírem”. – Vamos ter que pegar um ônibus ou então ir a pé. – Assenti e saímos rumo a meu apartamento.


(...)




Eu não mereço uma coisa dessas! Depois de uma hora andando já que os motoristas de ônibus não queriam dois imundos como passageiros chegamos até a portaria do prédio onde eu morava.



– Eu odeio andar. – Falei e fiz careta com a dor que estava sentindo nas panturrilhas. – Estou com dor nas pernas. – Reclamei e percebi que Edward nem ofegante estava.



– A dor demostra que a caminhada deu algum resultado. – Falou sorrindo
torto. – Com a dor vem pernas torneadas.



– E com falas idiotas vem um belo pé na bunda. – Falei e ele levantou as mãos em sinal de rendição.



Entramos no prédio e quando Ramirez nos viu arregalou os olhos.



– Mãe de Deus! – Falou e colocou a mão no peito. – O que aconteceu com vocês? Rolaram morro abaixo? – Me encostei no balcão.



– Exatamente. – Falei. – Agora eu só preciso de um banho da minha cama.



– Vamos Bella, eu te ajudo. – Edward disse passando um de seus braços pela minha cintura. Ramirez me olhou arqueando uma sobrancelha.



– Esse garoto quer seu corpo nu. – Sussurrou só para eu ouvir e eu acabei rindo com a falta de semancol dele. – E só para avisar você vai descansar já que tem visitas não é? – Pelo jeito Renne e minha irmã ainda estavam em meu apartamento e isso me deu muita raiva do Emmett por não ter tirado aquelas duas de lá.



Eu estava cansada de ser boa moça de ajudar todos e deixar minhas vontades de lado. Cansada de ter que sair da minha própria casa por causa de visitas indesejadas.



– Vamos logo Edward porque eu preciso fazer uma limpeza do meu apartamento. – Falei entre dentes e ele logo entendeu, dando um sorriso.



– Finalmente vai se impor. – Falou e fomos para o elevador.



Quando chegamos ao meu andar corri até a porta do apartamento e a abri em um rompante.



Vi que todos Emmett e a bruxa da nossa mãe estavam ali e fui logo gritando, fazendo com que o resto do pessoa aparecesse.



– É O SEGUINTE! – Gritei. –EU SOU DONA DESSE LUGAR E QUEM MANDA AQUI SOU EU! – Edward prendia o riso atrás de mim e os outros que tinham acabado de vir para a sala não estavam entendendo nada. – CANSEI DE SER BOAZINHA, A ANTIGA BELLA ESTÁ DE VOLTA! – Ri debochada. – EU VOLTEEEI!



– O que aconteceu com vocês? – Gabriela perguntou não ligando para o que tinha acabado de ouvir e isso me irritou ainda mais.



– Primeira regra! – Falei andando de um lado pro outro e tirei um pedaço de grana que estava em minha boca. – Ninguem que eu não goste vai entrar aqui, mesmo tendo meu próprio sangue. – Falei indo até minha irmã que até tentou dar um passo para trás, mas acabou tropeçando no tapete e caindo. Me sentei em sua barriga e dei um belo tapa em seu rosto e em troca ela me olhou assustada. – Isso e por você ter entrado sem minha permissão no meu apartamento. – Um soco. –Isso e por trazer Renne com você. – Um puxão de cabelo e Gabriela continuava imóvel. – e isso e por ter me feito chorar por dois anos.– Disse e dei mais um soco nela.



Me levantei e olhei para os outros que olhavam de mim para
Grabriela com os olhos arregalados.



– Melhor você sair daqui agora mesmo Renne antes que eu te
jogue pela janela e acabe tendo que pagar conserto da calçada ou de algum carro que você cair encima. – Ele empinou e nariz e saiu rebolando, mas antes dela desaparecer eu a chamei. – Leva seu lixo. – Levantei Gabi pelos cabelos e a joguei em sua direção. – Agora não apareça mais aqui. – Ela saiu apoiando minha irmã e Edward fechou a porta.



Olhei para Jasper e Alice que estavam em um canto:



– Fiquei sabendo que já tem lugar pra ficarem então por favor peguem sua coisas que aqui não é hotel e muito menos de graça. – Alice suspirou.



– Posso falar com você antes? – Perguntou e eu revirei os olhos.



– Você pode falar, mas pode ter certeza que eu não vou ouvir. – Disse. – Se continuar nessa lenga lenga toda vou ter que continuar deixando você morarem aqui e com uma grande dor de cabeça. – Dei de ombros. –Eu não quero saber das suas desculpas e dos seus lamentos só quero saber de poder ficar com a cabeça leve dentro do meu próprio lar. – Ela não disse mais nada e foi puxando Jasper para o quarto. – Olhe bem ao seu redor Jasper. –Falei mais ato para ele poder ouvir. – Você! – Falei apontando para meu irmão que colocou as mãos pra cima em sinal de rendição.



– Não fiz nada. – Falou. – CORRE NEGADA DE A CRIATURA TA POSSUIDA! – Tentou correr mais Rose o segurou pelo braço. – Ta maluca mulher!? – Perguntou para ela que apenas revirou os olhos.



– Chega de palhaçada! – Falei. – Você e Rose vão arrumar um emprego e antes que digam que é injusto e desnecessário eu digo de já está na hora de sair das asas dos pais e que eu também vou procurar um emprego. – Damon me olhava com um sorriso debochado eu sorri falsamente doce para ele. – Você também vai bonitão nem que tenha que fazer anuncio de cueca usando um falso bigode mexicano.



– Já mandou a irmã e o cunhado, não vai mandar esse ai. – Damon disse apontando ara Edward de fechou a cara na hora.



– Por que você não fica na sua idiota? Edward disse dando um passo a frente.



– Eu tenho todo direito de falar o que eu quiser. – Bufei e fui até a cozinha pegando uma panela e uma colher de pau.



– CHEGA DE PALHAÇADA AQUI! – Falei batendo na panela. – Não estamos em uma rinha de galos e eu não estou com a mínima vontade de levar ninguém para o hospital.



– Não se mete Bella. – Disse Damon e eu vi vermelho.



– O que? – Perguntei entre dentes.



– Você ouviu o que eu disse. – Falou anda olhando ameaçadoramente para Edward.



Taquei a panela em sua direção e como tenho uma ótima mira pegou bem em sua cabeça.



– Não fale assim comigo. Falei. – Cansei de você querendo dar um de macho alfa! Vai bater a cabeça na parede para ver se seu cérebro de passarinho inche e você tenha noção das coisas. – Sai da sala batendo o pé e fui para meu quarto.


Amanhã seria um novo dia e com ela a antiga Bella voltaria com força total!



Continua.


Notas finais
Vou postar nos finais de semana agora que estou com muita coisa pra fazer durante a semana ok.