Like I'm Gonna Lose You

9 Capítulo 8 - Making Everything Worse


Notas iniciais
Olá, Mermaids. Gente, mereço um prêmio! É o segundo capítulo que eu consigo postar no prazo! Obrigada, Raziel! Eu sabia que você estava do meu lado. Enfim, vou deixá-los ler. BOM CAPÍTULO!

—Você fez o que?! -Suspirei, sabia que ele ia ficar maluco.

—Ela estava sendo atacada, a culpa não foi minha. Ainda estou tentando entender o motivo de uma esquecida atacá-la.

—Você podia ter sido morta!

—A Izzy também. -Ele bufou. -Ela não vai contar para ninguém.

—Assim espero. -Ele saiu batendo a porta. Suspirei e passei a mão pelos cabelos.

Eu sabia que ele ainda estava irritado, e agora ele tinha uma razão para estar daquela maneira. Havia sido uma loucura contar a Izzy, mas eu não tive muita opção, ela estava em perigo e é contra a Lei uma Esquecida atacar um humano, na verdade é contra a Lei qualquer Sereia atacar e/ou ferir um humano. Até as Esquecidas sabiam disso, e a pena para tal infração era perder a cauda, ou ser banida do cardume, e dependendo do caso, a morte. Por que elas atacariam a Izzy?

Aquele sem dúvida era um assunto que eu não podia me preocupar no momento, afinal, eu tinha prova. Me preocupar com assuntos de Sereias na escola, não seria a melhor opção; eu podia acabar me perdendo nos meus próprios pensamentos e dizer o que não devia, como por exemplo, o fato da Izzy ser atacada, ou a Maryse querer matar o Jace, ou a minha maldição, ou qualquer outra coisa, eu não podia dizer nada. Precisava me concentrar em resolver aquelas equações. Pelo menos naquele momento.

Fui uma das últimas pessoas a terminar a prova, além de mim, só estavam o Alec, o Simon, e a Maureen; a Isabelle havia saído com pouco mais de quarenta e cinco minutos de prova, assim como o Meliorn. Eu estava rezando para ele não ter ido atrás dela, ela já estava muito irritada com ele, não precisava de um motivo para pôr tudo para fora. E se ela colocasse para fora, não seria nada bonito, muito menos silencioso.

—Oh! Me des...Jonathan? -Ele sorriu.

—Não vai pedir desculpas só porque viu que sou eu? -Senti minhas bochechas esquentarem e ele riu.

—Desculpa. -Abri um sorriso sem graça. -O que… -Eu iria perguntar o que ele fazia ali, mas aquilo realmente não era da minha conta, então não havia motivo algum para eu perguntar. -Eu… Tudo bem. -Me concentrei. -Estou indo.

—Não vai perguntar o motivo de eu estar aqui? -Parei onde estava e o olhei.

—Provavelmente, não é da minha conta. -E querendo ou não, eu devia evitar contato com ele.

—Na verdade, eu estava te esperando. -Franzi o cenho. -Soube que gosta de desenhar. -Baixei o olhar.

—Izzy. — Adivinhei.

—Exatamente. -O olhei. -Quero te mostrar um lugar. -Ele me estendeu a mão. -Posso?

—Ah… -Olhei para os lados em busca de algo ou alguém que me ajudasse a fugir dele. Não havia nada, como eu já esperava. -Vai ser rápido?

—Isso vai depender de você. -Tomada pela curiosidade acabei aceitando.

—Para qual lado? -Ele sorriu, um sorriso verdadeiro, sem segundas intenções, o tipo de sorriso que você abre quando conseguiu algo que queria. Era um sorriso lindo.

Começamos a caminhar pelos corredores, conversávamos normalmente, como se fossemos amigos há muito tempo. Falávamos sobre assuntos variados, desde coisas como a vida com nossos irmãos, até a coisa mais banal possível, como quem eu achava que iria ganhar a NBA aquele ano, ele acabou rindo quando eu disse que não fazia ideia do que era NBA, o que era verdade, mas ele pareceu não acreditar, apenas riu e mudou o assunto.

Percebi que era muito mais fácil conversar com ele quando nós estávamos sozinhos. Parecia que eu não tinha a obrigação de me preocupar com a maldição; ou com o fato de qualquer um dos dois poder morrer a qualquer momento por culpa do outro. na verdade, eu até esqueci daqueles assuntos durante a conversa. Ele me fez esquecer dos meus problemas como eu nunca antes esqueci, me lembraria de agradecê-lo depois.

Depois de muito tempo percebi que havíamos subido para o segundo andar, sendo que naquele andar só ficava a direção, a sala dos professores e os quartos que tinham para alguns alunos que precisavam morar na escola. Pelo menos, era o que eu sabia.

O segui meio receosa pelo corredor deserto. Subimos uma escada escondida que nos daria acesso ao telhado. Sabia disso porque estava escrito “Acesso ao telhado” ao lado do corrimão vermelho. Depois de um tempo, eu acabei me perguntando se nós podíamos subir ali, afinal, era o telhado. Quem em sã consciência iria até lá?

Minhas perguntas quando senti o cheiro maravilhoso das flores. Terminei de subir as escadas e olhei em volta. Ali havia um espécie de estufa, totalmente feita de vidro e com uma janela-porta que dava para o resto do telhado, haviam vários tipos de plantas ali, uma mais bela que a outra, e todas muito bem cuidadas. O que mais me surpreendeu, foi o fato de ali não ser, realmente, uma. Descobri isso quando vi vários quadros do outro lado da estufa, cavaletes, aquarelas, pincéis, tudo isso de frente para a linda vista da praia, que era possível ver do telhado, mesmo que não estivesse um dia de sol. Sem pedir permissão eu fui até a parte que haviam os quadros, aquilo era maravilhoso.

Os quadros que estavam ali também eram lindos, eu nunca desvalorizei o trabalho de um artista, seja ele qual for, poderia ser um artista simples de rua, ou o mais renomado pintor, para mim, ambas as artes tinham o mesmo valor. Como arte corporal, ou plástica, seja qual for, sempre terão o mesmo valor, e sempre me encantaram.

—E então? -O olhei. -Gostou?

—Se eu gostei? Isso aqui é… É incrível! Essa vista é maravilhosa! E essas flores e… -Parei de falar quando vi sua expressão. -Desculpa, eu me exaltei um pouco.

—Sem problemas. -Novamente aquele sorriso lindo brilhou em seu rosto. — Sabia que iria gostar.

—Quem é o responsável por isso? -Fiz sinal para a estufa como um todo.

—Clube de jardinagem, eu perguntei a eles se teria problema algum usar aqui em cima para pintar e eles disseram que não, mas o clube de arte prefere a sala lá embaixo, afinal, aqui em cima é quente, então… O espaço é todo seu. -Sabia que os meus olhos estavam brilhando. -O Clube de Jardinagem funciona toda quarta-feira e sexta-feira na parte da manhã, terça-feira, quinta-feira, e alguns sábados, na parte da tarde. O restante dos dias são seus. E eles também não se incomodam que você fique aqui durante o horário deles.

—Eu nem sei o que dizer. -Sorri.

—Eu fico feliz com um obrigado. -Corri até ele e enlacei o seu pescoço.

—Obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada. Eu realmente amei. -O senti rir e me abraçar também.

—Não foi nada. -Me afastei de e o soltei. -O que acha de fazer algo para eu ver? Preciso conferir se realmente é boa.

—Está me desafiando, Herondale? -Ele cruzou os braços e abriu um pequeno sorriso, sentou-se no sofá que tinha ali e ficou me olhando.

—Estou esperando, Fray.

—Vai se arrepender por isso.

Vesti um avental e prendi os meus cabelos, por sorte havia ido de regata, só com um cardigã por cima, então, apenas retirei a peça e me aproximei da tela em branco, virei o cavalete de costas para ele e fechei os olhos por alguns segundos e respirei fundo, escutei o som do mar batendo ao longe e comecei a pintar.

Ele mudou de posição várias vezes, muitas vezes na verdade, quase me desconcentrava, mas eu apenas continuava a desenhar e pintar. Quando eu terminei já era quase noite, arregalei os olhos quando vi o desenho. Estava lindo, mas eu não poderia ter desenhado aquilo.

Nos desenhos estávamos eu e o Jonathan, ambos de costa. O desenho pegava dos meus ombros para cima, meus cabelos estavam presos em um coque, e eu olha para trás levemente, quase encarando a mim mesma; abaixo da linha dos meus ombros parecia que o meu corpo escorria e se fundia com o do Jonathan, algumas escamas decoravam a minha pele, e apenas essa parte tinha cor.

O Jonathan vinha logo abaixo da água, era como se seu corpo surgisse a partir da água que escorria de mim. Ele também olhava sobre o ombro, e o que escorria dele era algo parecido com fogo, dourado como seus olhos. Não podia negar que havia sido um dos meus melhores desenhos, mas ele não podia ver aquilo.

—Terminou? — Acabei me assustando com sua manifestação repentina.

—Você não estava dormindo? — Perguntei enquanto intercalava o meu olhar entre ele e o desenho.

—Cochilei, mas não cheguei a roncar, eu espero. -Acabei sorrindo. -Então, terminou?

—Ah… Sim. — Tirei o avental e o pendurei no mesmo lugar que estava antes. — Mas ficou muito ruim. — Comentei enquanto tirava a tela do cavalete apoiando-a contra a parede em seguida, mesmo sabendo que corria um grande risco de estragar o desenho.

— Vamos, deixe-me ver. Não é possível que esteja tão ruim assim. — Ele se levantou do sofá ajeitando as próprias roupas, antes de começar a se aproximar.

— Ah… — Meu celular tocando me impedindo de argumentar. Tirei o mesmo do bolso e fiz uma careta ao ver a foto e o nome do Sebastian. — Eu preciso atender. Com licença. — Murmurei antes de me afastar tanto dele quanto do quadro.

O que ainda está fazendo na escola?

— Oi, para você também. — Ralhei, ele sequer tinha me dado a oportunidade de dizer “Alô”. — O que você quer?

Quero que me diga o que está fazendo e em que lugar da escola você está.— Aproximei-me da murada, e assim consegui ver toda a área do estacionamento, inclusive o carro no meu irmão, onde o mesmo estava encostado.

— Olha para cima. — O vi franzir o cenho antes de fazer o que eu havia pedido, assim que os olhos dele focaram em mim eu acenei para ele.

O que está fazendo aí?

— Eu já vou descer, Sebastian. Me dê cinco minutos. — Encerrei a ligação antes mesmo que ele pudesse dizer alguma coisa. Se tinha uma coisa que eu odiava fazer com todas as minhas forças, essa coisa era fazer ligações. Preferia mil vezes falar com uma pessoa pessoalmente. Não importava quem fosse a pessoa. — Ah, eu preciso ir o Sebas… — Comecei a falar enquanto voltava para a estufa, mas parei de falar assim que vi o que o Jace fazia. — Jace… Eu…

— É incrível. — Senti as minhas bochechas corarem. Seus olhos tinham um certo brilho de fascínio, e por um segundo eu me permiti observá-los. Aquele único segundo, pode ter sido o causador do que aconteceu nos três minutos seguintes.

— Obrigada. — Balancei a minha cabeça em negação e tratei de pegar a minha mochila do chão. — Mas de qualquer maneira, eu havia pedido para que não visse. -Cruzei os meus braços na frente do meu corpo, prendendo o meu cardigã entre eles.

— Por quê? — Ele indagou enquanto colocava a tela de volta ao chão. — Por que estamos na tela? É por isso? — Baixei a minha cabeça por pura vergonha.

— É um tanto quanto embaraçoso. As pessoas podem interpretar a arte de maneiras diferentes. — Umedeci os meus lábios por puro nervosismo e impulso. — Enfim… — Limpei a minha garganta. — Obrigada por me trazer aqui, e eu definitivamente vou fazer uso desse lugar, disso você pode ter certeza. — Ele abriu um sorriso enquanto se aproximava para pegar a própria mochila. — Eu preciso ir. O meu irmão está lá embaixo. Então… Eu te vejo amanhã?

— Com certeza. — Balancei a minha cabeça em afirmação, mas os meus pés continuaram parados.

Foi a primeira vez que eu consegui falar com ele. Quero dizer, uma conversa real. Tivemos mais de cinco minutos de contato ou meias palavras trocadas. Alguma coisa dentro de mim não queria descer aquelas escadas e simplesmente acabar com aquele momento; eu não queria correr o risco de nunca mais ter um momento como aquele. Em malditos 700 anos foi a primeira vez que eu consegui falar com ele sem tropeçar nas minhas próprias palavras ou ter medo que alguma coisa acontecesse e matasse um de nós dois.

Se fosse possível eu eternizaria aqueles poucos momentos. Se eu tivesse a capacidade de criar um instante, assim como o meu irmão, eu criaria e me manteria nele pelo máximo que pudesse. A simples ideia de que assim que eu descesse aqueles degraus tudo aquilo acabaria, me doía.

Bom, eu não podia criar um instante, ou sequer nos deixar presos naquele momento para o resto da vida. Mas eu podia fazer algo que com certeza eu jamais esqueceria. Principalmente sabendo que seria um grandessíssimo erro.

Meu corpo agiu antes da minha consciência. Minhas pernas finalmente se moveram, entretanto elas moveram-se um pouco mais à direita, indo na direção exata do Jace. Minhas mãos agiram sem permissão, e simplesmente deslizaram por seus ombros até encontrem-se em sua nuca; meus lábios cobriram os seus antes mesmo que ele pudesse impedir ou sequer realizar alguma outra ação que não fosse virar o rosto em minha direção.

Não se passaram mais que poucos segundos antes que ele segurasse o meu rosto entre suas mãos e afastasse os nossos lábios bruscamente. Quando eu voltei a abrir os meus olhos, encontrei as suas íris quase completamente azuis; seus olhos deixava claro que ele estava em uma batalha interna, pois, ainda que me olhasse, ele não parecia sequer perceber a minha presença.

Porém, no momento que eu pensei em me afastar dele, suas mãos enlaçaram a minha cintura e me puxaram contra o seu corpo fazendo o meu coração saltar dentro do meu peito. Meu corpo inteiro estremeceu com o simples roçar de nossos lábios, e, involuntariamente, um sorriso tomou conta dos mesmos.

Daquela vez foi ele quem acabou com os poucos centímetro que distanciavam nossas bocas, e aquilo fez borboletas voarem pelo meu estômago. Foi como ser atingida por uma descarga elétrica; foi como estar em um dia ensolarado e mergulhar no Mar gelado e sentir a temperatura do seu corpo se chocar com a da água; foi como emergir do Mar sentindo que todas as energias negativas, pensamento ruins, e tudo de mal que estava presente, estavam se afogando em algum lugar lá embaixo.

Eu não era exatamente especialista em beijos, e admito que, embora a minha vontade de beijá-lo fosse gritante, a minha timidez e medo de que algo estragasse aquele momento eram ainda maior. Felizmente ele pareceu entender, pois subiu uma de suas mãos até a lateral do meu rosto e acariciou o local, tentando me fazer relaxar. Os lábios do Jace eram macios e o seu beijo intenso, do tipo que te deixa totalmente inerte aos acontecimentos externos.

Nossas línguas se entrelaçaram de uma maneira única e íntima. E mesmo que eu já o tenha beijado antes, em teoria, o beijo do Jace era único comparado aos demais. Os Jonathans sempre tiveram um padrão: beijos lentos e que faziam querer outro; suas mãos sempre repousavam em minha cintura, uma mão ou outra que se aventurava, mas nunca ia além do óbvio.

Bem, o Jace era diferente. Além de intenso o seu beijo era selvagem, como o Mar em dia de ressaca; eu não tinha vontade de pedir por outro beijo, pois sinceramente não queria que aquele acabasse. Contudo, o que mais o diferenciava dos demais Jonathans, com certeza era o que ele fazia durante o beijo.

O seu corpo encaixava-se ao meu com perfeição, e eu podia senti-lo puxar o meu corpo contra o seu com uma das mãos, volta e meia escorregando até a minha coxa ou bunda e apertando; com a outra ele puxou os meus cabelos pela minha nuca, fazendo os fios ruivos soltarem-se do coque, além de causar um delicioso arrepio por todo o meu corpo.

— Jace. — Arfei ao senti-lo escorregar os lábios pelo meu pescoço. Sua cabeça se encaixou na curva do meu pescoço e mais arrepios voltaram a percorrer o meu corpo.

Seus lábios voltaram aos meus com a mesma rapidez que os deixaram, e novamente aquele beijo avassalador se iniciou. Minhas mãos já se perdiam em seus fios loiros, e o meu corpo havia ganhado vida própria, pois eu fazia coisas que jamais havia, sequer, imaginado fazer.

Mais rápido do que eu queria, e mais bruto do que eu esperava ele se afastou de mim. Apenas entendi o que realmente havia acontecido quando os meus olhos recaíram nos cabelos platinados do meu irmão, e em seguida sobre os os seus olhos negro, que naquele momento estavam muito raivosos.

— Você ficou maluca? — Ele perguntou em um sussurro carregado de raiva, automaticamente eu levei as minhas mãos aos meu lábios, os sentindo frios e trêmulos. — Clary…

— Hey. Sebastian, me deixa… -O Jace tentou falar algo, mas o meu irmão estava irritado demais para ouví-lo.

— Você. — Ele apontou para o Jace sem sequer olhá-lo. — Cala a boca. E você, para o carro agora. — Peguei a minha mochila que havia caído no chão e comecei a andar em direção às escadas.

— Sebastian. O que está acontecendo, cara? O que…

— Fique longe dela. Eu não vou pedir novamente. — Em segundos o Sebastian estava ao meu lado e me puxava pelo braço.

Enquanto o meu irmão me puxava pelo braço, eu não me importava se ele estava me apertando, se ele estava irritado, ou se o meu corpo batia contra alguma porta ou maçaneta. A única coisa que eu conseguia pensar era o quanto os meus lábios estavam quentes, e no quanto o meu coração estava frio.

Eu sabia que a minha mãe e o Sebastian estavam falando, provavelmente estavam brigando comigo por ter beijado o Jace. Mas eu simplesmente não os ouvia. O Meu corpo ainda tentava processar tudo o que havia ocorrido na última hora, principalmente o quanto as minhas ações complicaram as coisas.

Eu ainda sentia a mão quente do Jace apertando a minha cintura, sua mão em meus cabelos, sua boca na minha e o seu corpo tão próximo ao meu. O calor que eu havia sentido era algo totalmente inédito. Eu jamais havia tido aquele tido de contato com ele, quero dizer, não há como comparar um beijo de séculos atrás com um beijo do século XXI. Quero dizer, há 500 anos atrás ele jamais me beijaria daquela forma.

Eu tinha certeza que não conseguiria parar de pensar naquele beijo por dias, talvez até semanas, e a cada segundo o meu corpo pediria por mais e mais dele. Até que se tornasse uma necessidade tê-lo por perto, e então… Alguém morria.

Eu havia sido uma completa tola ao tomar aquela atitude. Se as coisas já estavam ruins, com certeza iriam piorar. E eu tinha plena consciência disso. Mas aquilo não me assustava. O que realmente me dava medo era o fato de eu não me importar nem um pouco com aquilo.

— O que estava pensando? — Ergui a minha cabeça diante da pergunta da minha mãe. — Clary…

— Ela perdeu a cabeça! Foi isso o que aconteceu! — Meu irmão interferiu. — Está querendo morrer mais rápido, Clary?

— EU ESTOU CANSADA! — Me pus de pé. Aparentemente a minha reação surpreendeu aos dois, pois simplesmente ficaram calado, então eu continuei a falar.- Eu não aguento mais isso! — Senti as minhas lágrimas queimarem em meus olhos. Não eram lágrimas apenas de tristeza, eram lágrimas de raiva também. — Estou cansada de vê-lo morrer! Estou cansada de ser uma marionete controlada por essa maldição! EU ESTOU CANSADA DE VIVER EM FUNÇÃO DISSO! EU TENHO DIREITO DE VIVER A MINHA VIDA! E se beijá-lo for um erro, é um erro que cometerei mil vezes!- Respirei fundo sentindo as lágrimas escorrerem livremente pelo meu rosto. — E se eu tiver que pagar por esse erros com a minha vida… Que seja assim, então! — Peguei a minha mochila e comecei a caminhar em direção ao meu quarto no mais completo silêncio.

— Clary. — Minha mãe chamou quando eu abri a porta. — Filha…

— Quando vocês vão entender que eu o amo? — A cortei. — Quando vão perceber o quanto isso dói?

— Clary, nós sabemos que dói. — O Sebastian se pronunciou. — Nós só não queremos vê-la sofrer ainda mais. — Abri um um sorriso amargo em direção ao Sebastian.

— Você nunca se apaixonou Sebastian! — Ele fechou os olhos por alguns segundos. — Você não tem ideia do que eu sinto. — Foi a vez dele abrir um sorriso amargo enquanto seus olhos brilhavam por conta das lágrimas presas neles.

— É aí que você se engana. — Sem dizer mais uma palavra ele pegou as chaves do carro e saiu de casa batendo a porta atrás de si.

E eu, ignorando os meus instintos e os sentimentos do meu irmão, entrei no meu quarto; me trancando lá dentro e fazendo o possível para não passar mais uma madrugada me acabando em lágrimas. Mesmo sabendo que todo o meu esforço seria em vão.

Notas finais
"High School Musical; Who says we have to let it go?; It's the best part we've ever known; Step into the future... but hold on to; High School Musical..." Tá parei. Vai dizer que vocês não reconheceram essa história do "clube de jardinagem" ? Eu estava nostálgica quando escrevi essa cena. E além disso, temos, também, referência livro... Primeiro beijo Clace na estufa... Eu sei, mereço aplausos. (O que está acontecendo comigo hoje?!) Enfim... Eu, particularmente, queria ter escrito uma coisa mais detalhada... Não sei bem se era essa a palavra, mas eu realmente não consegui... Me desculpem. Ah! Para aquelas que estão pedindo e necessitando de P.O.V Jace. Vamos conversar... Bom, para colocar um P.O.V do loiro, eu preciso inseri-lo na estória, e não simplesmente surgir com um P.O.V dele do nada... Okay? Bom, pelo menos eu funciono assim. E agora, com certeza, ele está de fato entrando na estória. Então, talvez demore mais um pouquinho, mas eu prometo que quando chegar vocês irão amar. Ah... Alguém aí está curiosa para saber mais sobre as Sereias? Porque eu sinceramente estou, e muito. Enfim... Acho que é só isso por hoje. Kissus Lightwood