Like A Girl
4 Kiss
Notas iniciais
Espero que gostem *-*
Fran tinha dito que o dia seguinte ia ser constrangedor? Retirava suas palavras... Aliás, as queimava, jogava fora, afogava... Por que nada era mais constrangedor do que a situação em que se encontrava agora: encima de Belphegor, com cara de choro, e algumas lágrimas escorrendo pelo seu rosto.
– F-Fran?! – o príncipe se surpreendeu. Nunca tinha visto uma expressão tão concreta quanto esta no rosto do mais novo, e por mais que ultimamente o que mais quisesse fosse arrancar alguma cara diferente da habitual indiferença de seu kohai, definitivamente não gostava de vê-lo assim.
Por um instante ficaram se encarando, nenhum dos dois sabia o que fazer. Era raro para Fran sonhar com o passado, mas quando o fazia, chorar era inevitável. A única coisa que mudou dessa vez era que tinha alguém para abraçar – por mais que tivesse sido um impulso ao acordar – e agora mais do que apenas constrangimento, sentia-se envergonhado, sabia claramente que estava mostrando mais sentimentos do que devia.
– Gomenasai, Bel-sempai... – disse saindo de cima do outro, mas se sentiu ser puxado contra o peito do outro.
– Sabe, sapo? Eu falo e sou meio sonâmbulo enquanto durmo. E eu estou dormindo, ok? – sabia que seria bem mais fácil para o menor e para si se fosse assim. Dia seguinte fingiriam que nada aconteceu, e só. Mas enquanto isso deixou que a rã chorasse em seu peito enquanto acariciava seus cabelos suavemente.
Essa noite, fez com que percebessem algo: Era inevitável. Eles gostavam um do outro. Esse sentimento era ainda mais forte do que “gostar” mas por enquanto, iriam com calma sobre essa relação gerar ou não frutos. Era o mais seguro.
* * *
Dia seguinte, quando despertou, Bel estava sozinho na cama, mas podia sentir claramente o cheiro doce do outro em si, e além disso, um outro aroma vindo da cozinha. Sua barriga roncou, então desceu. E tinha que admitir: Fran se superou dessa vez. Fizera uma variedade de doces diferentes (sabia que ele tinha feito por causa da louça na pia) e tinham até rosas em um vaso na mesa. Que horas ele teria acordado?!
– Ushishishi, bom dia Froggy – disse para o de fios verdes que estava virado para pia lavando algo.
– Bom dia, Bel-sempai – virou-se para o recém chegado, e o príncipe prendeu a respiração. Sorrindo. Fran estava sorrindo, e não era um meio sorriso, não, era um sorriso cheio de dentes e até mesmo infantil, se o coração do príncipe estripador não tinha sido totalmente roubado antes, agora com certeza o órgão não era mais seu – Bel-sempai? – perguntou quando viu que o outro ficou o encarando de boca aberta.
– Er... Você que fez tudo isso? – tentou mudar de assunto antes que começasse a babar.
– Sim. Sente-se – o sorriso sumiu, mas o tom de voz era um pouco mais suave do que o normal. O outro, ainda abobado, sentou.
Os dois pareciam um casal inexperiente (coisa que no fundo eram, afinal) qualquer toque acidental gerava rostos corados e olhares desviados.
– Sempai... Você lembra que hoje tem ensaio, nee?
– Ushishishi, claro rã.
– Sempai, você já leu o roteiro?
– Um gênio como eu não precisa ler... Além disso todos conhecem a história ushishishi.
Belphegor não diria em voz alto, mas “A Princesa e o Sapo” era seu conto preferido.
* * *
Os dois guardiões da Varia já agüentavam mais. Tinham tirado medidas para as fantasias, e ensaiado mais de dez vezes o começo – onde praticamente somente Fran esteve, já que o sapo era falso, e somente a voz de Bel era escutada — e o meio da peça, e agora finalmente o final antes de serem liberados.
– É somente um beijo princesa, sei que tenho forma de sapo, mas por que hesitas tanto? – o “sapo” falou.
– Como posso saber se eu não virarei um sapo? – questionou a princesa.
– Pois tens minha palavra. Sei que és especial pequena, e podes reconhecer quando outros mentem. Eu pareço estar mentindo, querida? – perguntou docemente, e se sentiu ser levantado pela menor.
– Certamente não – agachou-se ainda segurando o anfíbio — Mas eu temo! Temo que me deixes quando for novamente um príncipe.
– Não o farei, eu prometo. Eu te amo, doce princesa. – então a garota finalmente teve confiança para beijá-lo. E o fez.
Nesse momento, quando chegasse o dia da peça, teria gelo seco e aí o sapo de mentira seria substituído por Belphegor que estaria ajoelhado com os lábios colados nos de Frankie, depois aparecia o “Felizes para sempre” em que o casal apareceria em seu noivado, e fim. Mas no momento, o beijo fora somente na bochecha.
– Finalmente essa droga acabou! – exclamou Gokudera se espreguiçando.
– Maluco das bombas, você diz isso porque não é você que vai ter que usar espartilho, ushishishi. – todos olharam para Fran com certa pena.
– Tsunayoshi. – escutaram a imponente voz de Hibari vinda de trás. Tsuna corou e foi até o mais velho, que o puxou pelo pulso, o levando para sabe-se lá onde!
– JUUDAI- se deteu.
– Eh? Você não vai atrás dele, ou gritar? Hayato. – Yamamoto perguntou e o outro suspirou.
– Não. Hoje esses dois se confessam! – resmungou e saiu andando. Os outros ficaram surpresos com a maturidade, mas deram de ombros.
– Bom, eu vou com ele! Até mais! – o moreno correu até o amigo.
O loiro e o sapo resolveram que iriam ao cinema, já estavam cansados de ficar confinados dentro do loft, sem falar que não tinha tido nenhum ataque inimigo até o momento. Escolheram um filme que mistura terror e ficção cientifica, algo sobre humanos criados artificialmente que não deram certo e agora se alimentavam de sangue (vampiros, basicamente). Numa cena em especial, quando um dos “monstros” tinha sido eliminando com uma substância liquida criada pelos cientistas, lembranças vieram...
Sua outra parte desintegrando aos poucos... Olhar a si mesmo num possível futuro... Os gritos de horror e os mudos... Olhos se fechando lentamente... Algum dia também desapareceria?
Tão concentrado estava nessas sombrias lembranças, que só voltou a realidade quando sentiu algo quente em seus ombros.
– Me irrita te ver tremendo, só isso rã – falou Bel que tinha colocado o casaco nos ombros do outro ao ver que o menor tremia, e o de fios verdes se perguntou em que momento tinham saído do cinema.
– Obrigado. – mesmo melancólico pelas memórias, sentiu seu coração se aquecer com aquele pequeno ato. Agradeceria de verdade assim que chegassem onde moravam. Sabia bem que o que faria seria bem impulsivo, mas afinal, seu “antigo eu” e sua “outra parte” foram assim no passado, impulsivos com tudo por causa da curiosidade infantil.
Foram para casa, e no momento em que o estripador trancou a porta e virou-se, se sentiu ser puxado, os lábios do mais novo se colaram aos do loiro, primeiramente foi apenas um toque, mas então o príncipe invadiu a boca do sapinho com a língua, explorando cada canto sentiu que sua própria boca era igualmente descoberta por seu kohai. Colocou a mão na cintura dele e o jogou contra a parede sendo tão rude quanto delicado. Levantou a blusa negra que o outro trajava, e tocou seu ventre imaculado. Ajoelhou-se e beijou a região, mordendo levemente e lambendo logo em seguida.
— Fran, eu... – mas aí seu celular tocou, o de emergência, que tinha para qualquer tipo de ploblema. Algo estava acontecendo com o Vongola.
Rapidamente se separaram e o Bloody atendeu.
– Já estamos indo! – falou depois de uns segundos.
E minutos depois, estavam em frente a Nanimori Gakuem.
Notas finais
E aqui o video (é o meu preferido *w*): http://www.youtube.com/watch?v=BOERZFwEYOE
Eu ecrevi uma songfic baseada na música do vídeo, se alguém quiser ler, aqui está: https://www.fanfiction.com.br/historia/197102/Love_Is_War
Chu♥
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