Like A Dream

2 Capítulo 1


Notas iniciais
Agora vamos ao que interessa!

Nós estávamos sentados à beira do lago sobre uma toalha. Nossas mochilas jaziam ao pé de uma árvore próxima onde as jogáramos durante nossa perseguição causada por uma provocaçãoque ele fez quando tirei meu sapato e minhas meias do uniforme para sentir a grama nos pés.

Eu tinha uma perna dobrada para cima enquanto mantinha a outra esticada, apoiava-me sobre as mãos, mantinha a cabeça jogada para trás e os olhos fechados sentindo o sol do verão aquecer todo o meu corpo. Mesmo de olhos fechados eu sabia que ele me observava. Podia sentir seu olhar penetrante cravado em mim.

Nós usávamos o uniforme da escola. Eu, uma saia de pregas azul escura que ia até os joelhos e que caía entre minhas pernas tapando qualquer coisa intima que ele eventualmente tentasse olhar, uma blusa branca de botões e mangas curtas com um bolso no lado direito do peito onde encontrava-se o emblema da escola e abaixo o ano escolar em que eu estava, e uma fita vermelha passada sob a gola e amarrada com um laço simples.

E ele, uma camiseta branca igual a minha só que no modelo masculino, alguns números maior e com os dizeres “1º – A” ao invés de “2º – A” sob o emblema da escola, uma calça jeans presa por um cinto preto e tênis.

Meus longos cabelos pretos e ondulados caiam soltos por minhas costas e eu os sentia arrastando em minhas mãos quando balançavam com a brisa suave. Sob minhas pálpebras suavemente fechadas para bloquear a forte luz do sol, marcadas com delineador preto e emolduradas por cílios robustos encontravam-se meus brilhantes olhos verde esmeralda.

Abri um dos olhos e o olhei de relance. Seus cabelos castanho escuros envolviam sua cabeça em uma juba de cachos e seus expressivos olhos castanhos me fitavam por trás das lentes de seus óculos de grau que lhe faziam parecer uns dois anos mais velho do que realmente era.

Olhando-o novamente, porém mais atenta e demoradamente dessa vez, notei sua expressão séria e observei seus olhos que ainda exibiam o mesmo carinho de sempre, faiscarem com desejo e uma pontinha de malícia.

Encarei o céu totalmente azul do verão e pensei por um momento. Nós já estávamos juntos a mais de seis meses e além disso, eu estava morrendo de calor!

–Vamos dar um mergulho! — declarei levantando-me com um salto e estendendo as mãos para ele.

–O quê? Mas eu não trouxe roupa de banho. — disse ele me olhando confuso ignorando minhas mãos.

Nem eu. — dou de ombros, puxo a ponta da fita desfazendo o laço e tirando-a do pescoço e começo a desabotoar a blusa. — Você vai ficar aí me olhando com cara de idiota? Começa a tirar essa roupa logo! — digo com impaciência.

Ele se levanta e coloca-se a despir-se começando a desabotoar sua camiseta lentamente enquanto eu procuro o fecho da saia. Abro-a e quando o olho novamente já com a saia sobre a toalha ele está rodando a camiseta no dedo indicador e rebolando exageradamente olhando-me dos pés à cabeça.

Eu reviro os olhos e ele deixa a camiseta escapar do dedo e cair sobre a toalha junto com as minhas roupas.

Ele se aproxima, me dá um selinho estalado e quando se afasta eu espero até que ele comece a soltar o cinto para então virar-me de costas para ele, soltar o fecho do sutiã e abaixar-me tirando a calcinha. Olhando-o de relance por cima do ombro vejo que ele ainda veste a cueca e me olha com cara de abobado.

Olho novamente para a frente, encaro o lago e corro em sua direção mergulhando de cabeça na água gelada. Quando tiro a cabeça da água, tudo o que vejo dele são suas pernas submergindo.

Perdi-o de vista quando mergulhou e apesar de conhecê-lo bem, não pensei que faria o que fez. Ele nadou para perto por trás de mim, emergiu silenciosamente e disse “bú” perto do meu pescoço logo abaixo da orelha. Eu dei um salto e ele riu.

–Idiota! Desgraçado filho da mãe! — gritei virando-me e dando tapas em seu braço. O que só o fez rir ainda mais enquanto esfregava o braço.

Em seguida ele ficou sério, olhou-me nos olhos, segurou meu pulso com força fazendo cessar os tapas e beijou-me profundamente.

No começo, tentei resistir ao beijo mantendo meus lábios fechados com firmeza. Porém, a medida que o beijo ficava mais intenso, minha resistência se esvaiu, a força com que mantinha os lábios fechados minguou e logo eles já estavam entreabertos e sua língua deslisava de encontro à minha.

Quando ele se afastou ofegante, eu sentia como se todo o ar do mundo não fosse suficiente para saciar os meus pulmões sedentos.

Esse era o seu tão falado “Amansa Leão” e CARAMBA! Eu aposto que ele seria capaz de amansar até mesmo a mãe dele. Bem, exceto é claro, pelo fato de ela ser a mãe dele. Mas ainda assim, ele tinha que pagar por aquele susto!

Depois de recuperar o ar, fechei a cara e comecei a dizer:

–Idiota! Eu quase tive um treco! Você já pensou se...

Porém fui interrompida por mais um beijo demorado.

–Você ainda tem alguma coisa pra falar? — perguntou ele com um sorrisinho convencido.

–Tenho! Você não pode fazer isso! Eu estou nua e outra pessoa podia... — mais um beijo.

–E agora. Algo a dizer?

–Eu... — Três beijos rápidos.

–E aí? — perguntou impaciente.

Balanço a cabeça sem nem lembrar mais o que ia dizer. Ele sorri e dessa vez é minha vez de puxá-lo para um longo beijo apaixonado.

Coloco minha mão em seu pescoço enroscando meus dedos em seus cabelos e puxando-o bruscamente para mim. Junto nossos lábios e os dele já estão abertos, prontos para receber minha língua dentro da sua boca o que eu faço com prontidão.

Dominado pelo beijo ele coloca suas mãos em minha cintura puxando-me para perto colando nossos corpos um para o outro e eu consigo sentir o volume de seu membro ereto encostando em minha coxa do mesmo modo que sei que ele consegue sentir meus mamilos duros em seu peito.

Nos separamos e ele sorri ainda com as mãos pousadas em minha cintura. E diz “bem melhor assim não?” e eu aceno afirmativamente com a cabeça antes de mergulhar e nadar para longe dele e depois subir novamente e rir olhando-o.

Sem óculos ele aparenta ter sua idade real. Seu rosto fica mais suave e com aquela expressão confusa ele parece muito com uma criança.

Recuperando-se do choque ele mergulha também e nada em minha direção. Quando ele me pegar de novo eu vou pagar por ter fugido, e quanto mais caro melhor!

Notas finais
Caso fique a dúvida, o meu colégio não tem uniforme colegial.
Isso é só uma coisa que eu imaginei -q
Infelizmente...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.