Notas iniciais
Olá, seus lindos. Aqui está mais um capítulo da fic! Espero que gostem ♥ Boa leitura :*

Hoje à tarde tivemos os testes para o time de quadribol da Sonserina. Nada aconteceu como eu previa que iria acontecer.

— Muito bem, vamos começar com os testes para apanhador. – ordenei. Essa era uma posição que estava vaga, já que o nosso antigo jogador estava no último ano no ano passado, então ele já havia saído da escola.

Cerca de 20 pessoas apareceram hoje, mas eram poucas as que gostariam de tentar essa vaga. Não era algo lá muito concorrido, já que o Pomo de Ouro – a bola na qual o apanhador precisa pegar para ganhar 150 pontos para seu time – é muito rápido, quase impossível de se ver. A pessoa precisaria, além de ser muito habilidosa na vassoura, ter bastante atenção durante o jogo. A maioria estava aqui para a posição de artilheiro ou goleiro. Nenhuma delas é fácil, obviamente, e todas requeriam esforço.

Chamei logo o primeiro candidato e me posicionei como apanhadora adversária. Veremos se ele será melhor do que eu. Sou batedora, que precisa ser alguém com muita força para usar aqueles tacos e jogar os balaços, bolas bem pesadas, na direção do outro time. Mas também sou muito ágil na vassoura, e tenho mais prática do que metade desses idiotas.

Libertei o Pomo e começamos a voar pelo campo. Sempre gostei de voar em vassouras, pois me dava uma sensação de tranquilidade. Como se nada mais fosse importante, apenas eu e meu time. Quando jogávamos, era como se o tempo congelasse para mim. Tudo o que eu pensava era em ganhar, não importa como.

Depois de um tempo procurando onde estava a bolinha, pensei ter visto as asinhas perto das arquibancadas. Voei aceleradamente naquela direção, mas não era nada. Dei uma olhada para ver se ela não tinha ido para outro lugar aqui por perto enquanto eu chegava. Nenhum sinal.

Fui mais alto dessa vez, arriscando para ver se o Pomo não estaria voando para cima. Procurei o garoto que estava jogando comigo e logo vi que ele estava lá em baixo e voava para os lados com as mãos estendidas. Ele encontrou. Mas eu não deixaria que fosse tão fácil assim. Desci na maior velocidade em sua direção e quando cheguei perto o suficiente, o empurrei. Ele cambaleou para o lado e foi forçado a se afastar do lugar que estivera há apenas alguns segundos. Numa partida normal, é exatamente isso o que estaria acontecendo. Você faz de tudo para que seu time ganhe, nem que precise empurrar um pouco o adversário pro lado, ou mesmo fazê-lo cair da vassoura e se estatelar no chão. Queremos vitória, não um jogo limpo.

Eu estava quase perto de conseguir, mas ele retornou e chocou de propósito a sua vassoura contra a minha. E então eu caí. Graças a Deus não estávamos em grande altitude. Tudo o que eu ouvi foi uma voz familiar gritando meu nome antes de eu apagar.

***

Acordo meio grogue sem saber exatamente onde eu estava. Esfrego meus olhos, que começam a se focar. Reconheci que estava numa das camas da Ala Hospitalar de Hogwarts. Já havia vindo aqui diversas vezes por causa do Quadribol.

— Ainda bem que você acordou! Já estávamos começando a ficar preocupados.

Tomei um susto quando Quinn falou. Nem havia percebido que havia um pequeno grupo sentado ao redor da minha cama. Tinha Quinn, com Puck ao seu lado, e Kurt e Rachel. As únicas pessoas mais perto de amigos que eu poderia ter.

— Não entendo. Já vim aqui por causa de jogos bem piores. Não tem motivo de vocês ficarem preocupados. – falei. Percebi que minha voz estava meio rouca.

— Santana, você está apagada há 2 dias. – explicou Kurt. – Você nunca havia ficado assim.

— É por isso que eu detesto esportes. Principalmente os que envolvem voar em vassouras. – comentou Rachel. Sempre arranjava um jeito de fazer com que qualquer coisa seja sobre ela.

— Mas, como pode ter sido tão sério assim? Eu nem estava em uma altitude tão alta.

Eu sentia que havia desmaiado por apenas algumas horas. No entanto, comecei a me preocupar mais com a realidade: o que aconteceu com os testes do time? Não estamos mais com tempo para recrutar pessoas novas!

— Você caiu diretamente no equipamento de Quadribol. Foi feio. Até fraturou alguns ossos, mas a Madame Pomfrey deu um jeito. – disse Puck. Isso não ajudou muito a me deixar mais calma.

— E o time? Continuaram os testes sem mim?

— Sim, o Puck cuidou de tudo. Ele sabe que você é exigente e escolheu apenas os melhores. – tranquilizou-me Quinn.

— Fiz alguns outros caras do time carregarem você para cá. Ameacei eles dizendo que você iria expulsá-los se não fizessem isso. Otários.– ele soou como se estivesse orgulhoso pelo trabalho.

— Devo estar um pouco atrasada nas matérias. – concluí.

— Tudo bem, eu anotei os seus deveres de casa. Teremos um fim de semana longo na biblioteca. – Quinn piscou para mim, feliz. Ao menos nosso antigo hábito de estudarmos juntas ainda existia.

— Vocês sabem quando eu vou ser liberada? – perguntei, me levantando um pouco para me sentar e observar a todos. Eles ficaram mais preocupados e me obrigaram a deitar de novo.

— Ainda não, mas como você já acordou, provavelmente só ficará um dia. No máximo. – disse Kurt. Nem sei como ele sabia disso, mal entrava na Ala Hospitalar.

— Ah, Senhorita Lopez. Você acordou! Já estava na hora. – Madame Pomfrey se aproximou e começou a me examinar. – Agora quero que vocês saiam. Já acabou o horário de visitas e não quero ser culpada por fazer quatro alunos matarem aula. Vão logo.

Eles saíram, com alguns protestos. Quinn segurou a minha mão enquanto saía, o que me reconfortou.

Depois de receber alguns remédios e descobrir que poderia sair amanhã no horário do café da manhã, acabei adormecendo novamente.

Quando acordei, já estava de noite. Escutei alguns sussurros e olho pro lado esperando ser Quinn de novo. Mas, não era ninguém menos que Brittany Pierce e seu colega sorridente Blaine Anderson.

— Boa noite! Nós não te acordamos não é? – perguntou Brittany, franzindo a testa com preocupação.

— Não, tudo bem. Eu já precisava acordar de toda a forma. Vocês me fizeram um favor. – tentei parecer o mais agradável possível, mas era incrivelmente difícil quando se estava toda dolorida e tonta por causa dos remédios.

— Apenas viemos aqui para deixar flores. Não sabíamos de quais você gostava, então pegamos várias. – ela indicou para um enorme vaso com flores brancas, rosas e azuis na mesa de cabeceira. Eu fiquei sem palavras. Ninguém nunca fizera algo assim por mim antes.

— Obrigada... eu, nossa, muito obrigada! Eu nem sei o que dizer. Nem somos tão próximos assim. – falei. Eles apenas sorriram em resposta. Acho que estavam pensando que eu iria odiá-las ou dizer que era alérgica.

— Bom, você é minha parceira na aula de Poções. Achei que tinha o dever de fazer isso.

Normalmente eu ficaria enjoada com toda essa gentileza, mas não dessa vez. Eu estava maravilhada por receber flores de quase estranhos.

— Obrigada. – foi o que eu consegui dizer. – Eu adorei.

— Que bom! Procuramos a Professora Sprout para nos dar algumas dicas. Senão acabaríamos pegando alguma planta venenosa por acidente. – disse Blaine, que não havia falado nada até agora.

— Pois é, não somos lá muito bons em Herbologia. – ela riu, e isso fez meu estomago revirar. Foi uma sensação estranhamente boa. – Ficamos preocupados com você. Estávamos assistindo aos testes escondidos, morri de medo quando você caiu.

—Não foi nada de mais. – menti. Eu estava completamente acabada, mas eles não precisavam saber disso. Na verdade, me olharam como se eu fosse um tipo de heroína ou coisa parecida.

— Queria ter corrido até você, ou feito alguma coisa pra ajudar, mas quando gritei o seu nome os alunos da Sonserina pareceram bem chateados com a nossa presença. Tivemos que sair. – então foi o grito de Brittany que eu ouvi. Sabia que não estava doida.

Eu fiquei sem jeito, mas ainda conversamos um pouco. Quando eles foram embora, eu meio agradeci. Não porque eu odiava tê-los por perto, mas porque eu não reagia bem à pessoas que apenas tinham boas intenções. Morri de medo de falar alguma coisa errada que, normalmente, nenhum sonserino iria se ofender se eu falasse.

Demorei para voltar a dormir, e fiquei o tempo todo encarando as flores.