Light And Darkness

5 "Messing with gravestones is bad luck."


Notas iniciais
Depois de tanto tempo, a saudade bateu e cá estou eu de volta, escrevendo mais desse maravilhoso mundo. Estou ansiosa para que KH 2.5 saia logo e espero que meu 1.5 esteja em minhas mãos o mais rápido possível. KH3, quem sabe!!!

O portão que Jack lhe falara estava um tanto que... Distante da praça principal. Passaram pelo Graveyard, onde não existia muita iluminação (apenas natural luz da lua). Com certo medo, sua cabeça se erguia para observar as enormes lápides que ali se encontravam e que eram facilmente derrubadas (um toque era o suficiente). Do lado esquerdo, existia uma "casinha" no qual "Zero" estava escrito e parecia bastante abatido. Um arrepio percorreu o corpo. Continuando o caminho, uma abóbora segurava o seguinte aviso: "mexer com lápides traz má sorte".

— Por que dá má sorte? – Perguntou para ele, que já estava passos para frente dela.

— Mexer com lápides? Almas não gostam de ser incomodadas. É como acordar você de um sono profundo. Certamente, ficaria irritada.

Ficaria sim. E Aria até chegou a entender, mas se eram almas, o que poderiam fazer de ruim com ela? Atravessar seu corpo algumas vezes até que ela se sentisse enjoada? Resolveu não pensar mais na possibilidade.

Um pouco à frente do aviso, um portão estava aberto e o caminho parecia puxar-lhe para conhecer a lua bem de perto.

— Não há nada de interessante aí. – Jack avisou, puxando-a pelo pulso mais uma vez na noite. — Curly Hill é uma área esquecida e odiada. Não se deve passar por lá caso não tenha ótimos motivos, ouviu? – Aria concordou, deixando-se ser levada. Andaram até outra ponte e nessa, a garota segurou com um pouco de força os ossos do recém-conhecido, que pareceu sorrir com seu medo. O ambiente foi clareando, mas ela não se deixou levar.

— Já passamos da ponte. Abra os olhos.

Hinterlands podia ser facilmente identificada por sua calmaria e sensação de liberdade. O ar era bem mais limpo apesar as árvores serem secas e enormes.

— Estamos quase lá. Venha. É logo ali na frente.

Sentindo-se mais leve, largou Jack e ficou no lugar, esperando que o mal estar passasse logo. Assim que resolveu dar uma olhada em volta, desejou que aquele silêncio permanecesse por toda a eternidade. Enquanto o outro ia direto para o seu destino, Aria resolveu dar uma olhada pelos arredores. Havia seis árvores diferentes, e todas elas tinham seu charme. Uma no centro e cinco atrás. As cinco atrás tinham, respectivamente, desenhos de fogos de artifício, um coração, um trevo de quatro folhas, um ovo de páscoa e uma galinha. Esse último, não fazia ideia do que significava, e nem parecia querer. A sexta, que ficava na frente de todas estas era onde seu guia a esperava pacientemente. Seu desenho era uma árvore de natal decorada e pequena, apesar de diferente.

— Aqui é o nosso ponto forte.

— Por quê?

— É aqui que vamos entrar.

— Vamos?

— Sim. Rebateu confiante e direto. – Nós temos que passar por aqui e chegaremos a nosso destino: o natal em cidade.

O natal em cidade. Por Sora. Que tipo de lugar era aquele? Natal era feliz. Esperava, portanto, que o lugar fosse igualmente feliz.

Jack deu dois toques na “porta” que se abriu, deixando exposto o enorme vão.

— Te espero do outro lado.

Dan mode.

A gummiship estava ligada e ele a dirigia a toda velocidade que conseguia. Precisava achar Aria, lhe pedir desculpas, lhe explicar o que estava havendo com ele há muito e que ela não sabia. Precisava explicar-lhe coisas e receber explicações. Por que ela sempre ser “rebelde”, sempre querer seguir seus instintos e não o que era mais certo a se fazer. Infelizmente, não conseguia se lembrar do caminho que fizera. Não gostava de pensar na ideia de que Jubas já estava em sua companhia e... argh. Espero encontrá-la logo.

Parou no primeiro mundo (depois de uns quatro) que encontrou. Não parecia muito igual àquele, mas devia arriscar qualquer um... Devia ter pensado nisso mais cedo, antes de passar os outros, isso sim. Mas a razão nunca lhe subia à mente quando precisava. Ou subia até demais até que não conseguisse mais senti-la. Era confuso demais até para si.

O castelo estava quieto até demais. Ameaçava chover. O céu desvanecia algumas luzes translúcidas, raios rasgavam as nuvens e os trovões tomavam conta de seus tímpanos. A área gigante do jardim parcialmente abandonado lhe trazia más recordações. Tenho que correr...

Suspirou fundo, muito fundo. Correu até o outro lado da área e subiu as eternas escadas. Deu duas batidas nas portas sem fim de tão grandes e empurrou-as quando notou que nenhuma alma viva apareceria para lhe cumprimentar, ao menos. Sentiu-se chateado e ao mesmo tempo confortável. Gostava de ficar sozinho. O relógio ecoava na grande sala. Nunca entrara num castelo antes, e estava maravilhado com tamanha riqueza daquele lugar. Se tivesse tanto dinheiro assim como o dono daquele castelo, já teria comprado todo o estoque de potions e novas armas para si e tinha certeza de que sobraria.

— Estou entrando! Na verdade, já estou dentro...

Os passos eram cautelosos e os olhos estavam atentos a qualquer coisa nos arredores. Algumas portas estavam fechadas, algumas abertas. A grande escadaria interna lhe despertava emoção e uma curiosidade além da conta. Era tão grande... Qual o motivo de faltar luz?

Ouviu, ao longe, um barulho bem comum. Heartless. Ultimamente, estavam mais rápidos do que imaginava. Escondeu-se atrás de um pilar, uns 30 metros até o segundo andar; de bolso de um cinto que usava retirou uma adaga... Olhou para o lado...

O lado errado. Um deles aparecera lá, onde ele não olhava. Por sorte, seus sentidos eram bem apurados e conseguiu notá-lo antes de receber um golpe. Com impulso nos pés, deu um salto para o lado, jogando uma de suas adagas nele, que logo tratou de se desfazer. Correu para pegá-la, notando que outros dez já haviam aparecido. Com um movimento com a mão para o lado, fez com que uma pedra de gelo caísse sobre cinco deles. Os outros cinco se dispersaram pelos cantos e conseguiram desviar; mas como conseguiam ser tão chatos, apareceram mais deles.

Analisando o espaço, Dan direcionou-se para uma das salas, mas acabou por cair no meio do caminho com um deles em suas costas. Virou-se, esmagando-o e suas vestes, por um momento, ficaram negras – até que aquela cor se transformasse em fumaça e desaparecesse. Levantou-se, correu até lá e bateu as portas. Uma lareira estava acesa e era tudo muito luxuoso, organizado, limpo. Certamente alguém morava lá, e tinha bom gosto. Uma cadeira bem grande no centro lhe chamou a atenção, já que, na frente dela e para trás da lareira estava uma mesa com chá recém-feito, a fumacinha doce saindo. Deixou-se levar pela admiração.

Do lado de fora algo fizera um estrondo enorme. O encanto desapareceu e ele se virou para a porta mais uma vez. Fitou-a, incrédulo, com medo. Outro estrondo. Algo além do normal se posicionara por ali e pela força em som... Poderia destruí-lo num olhar.

Suas mãos começaram a tremer. Colocou uma delas no bolso do cinto, pronto para atacar e a outra ficara em posição de soltar alguma magia. Se tinha algo ali para pegá-lo, então que fosse uma luta justa.