Ligados Pelo Destino - Um Conto de Fadas Nazista
1 Ligados Pelo Destino
Notas iniciais
Era uma vez uma moça judia chamada Hanna. Ela vivia com sua família, refugiada em um castelo secreto na Alemanha. O Castelo protegia a família de Hanna por uma magia antiga feita por seus antepassados e só poderiam entrar no castelo, pessoas boas e de confiança , que gostassem de verdade da família.
Ali perto morava um bruxo, que disfarçado de soldado servia o poderoso político Adolf Hitler. Esse bruxo, Perseu, era o único que sabia da existência do castelo de Hanna, e aproveitando que Hitler tinha decretado a eliminação de todos os judeus, Perseu denunciou a família judia que ali morava. As intenções de Perseu, na verdade era se apossar de um medalhão muito poderoso que a família de Hanna havia herdado. Se ele tivesse aquele medalhão Perseu se tornaria o bruxo mais poderoso de todos os tempos e, sabendo que Hitler tinha muita autoridade e poder, aproveitou-se da situação, para denunciar a família e com a ajuda de Hitler eliminá-la.
Contudo, Hanna não deixava essa rivalidade abalá-la e todas as noites saia do castelo para encontrar Samuel, filho de Perseu. Hanna sabia que fora do castelo ela estava desprotegida, por isso Samuel escala o muro em seus encontros noturnos. Mas mesmo com a alerta de seus pais de que todos eles podiam ser pegos e mandados para o campo de concentração ela ia atrás do castelo quase todas as noites, após seus pais dormirem.
-Hanna, é você? –Samuel sussurrou.
-Sim, sou eu. Deixe-me ajudá-lo a subir o muro.
O Encontro de Hanna e Samuel, desta vez não foi tão bom e romântico quanto os outros. Samuel trazia más noticias.
-Minha querida, está ficando cada vez mais perigoso esses nossos encontros. Você é uma judia, e por mais que eu a ame, minha família não gosta de você e meu pai vai fazer o possível para botar as mãos nos tesouros de sua família. Com a ajuda de Hitler ele se torna quase invencível.
-Eu sei, mas o castelo... – Samuel pegou a mão de Hanna, e explicou que ninguém conhecia a magia do castelo, mas poderia ser algo que Hitler e Perseu conseguissem desfazer.
Hanna sabia que Samuel falava verdade. Apesar de ser filho de um bruxo, Samuel era a pessoa mais encantadora que Hanna já tinha convivido e sabia que podia confiar nele, pois todas as noites ele entrava no castelo, e sua magia continuava intacta. Provando assim que ele realmente gostava da família.
Por fim, Hanna concordou com Samuel, e os dois combinaram de que iam ser mais cuidadosos ao se encontrarem, e juntos iriam achar um jeito de salvar a família de Hanna. Os dois se despediram, Samuel a abraçou e postou um beijo em sua testa.
Samuel, ainda distraído pela imagem de Hanna, não notou que alguém estava atrás da árvore, ouvindo a conversa dos dois.
-É assim que você honra a nossa família? – Uma voz vinda das trevas assustou Samuel, ele virou e encontrou seu irmão, encostado em uma macieira, com um sorriso diabólico.
-O que você esta fazendo aqui, Muriel? – Samuel perguntou desesperado.
-Me encontrando com uma fedelha judia é que não é. – Muriel aumentou seu tom de voz, desfazendo o sorriso. –Como você ousa? Você traiu meu pai! Você traiu a Hitler! Você traiu seu próprio país! – Muriel agora gritava, e com um rápido movimento socou a face do irmão. Samuel desprevenido caiu no chão desacordado.
[...]
Era noite e depois de esperar seus pais dormirem mais uma vez, Hanna saiu ao encontro de seu amado.
-Samuel, você esta ai? – Hanna perguntou baixinho, ao chegar ao muro que cercava o castelo.
-Sim, meu amor, mas, por favor, passe para esse lado, pois estou fraco e doente, não vou conseguir subir no muro. – Hanna, preocupada com Samuel, pois até sua voz estava diferente, com dificuldade ultrapassou o muro, e com isso, ficou desprotegida.
Perseu e Samuel seguraram Hanna, que ao perceber que se encontrava em uma armadilha, ela começou a gritar, mas logo Perseu prendeu sua boca, com um sujo pedaço de pano.
Eles raptaram Hanna e a jogaram no porão. Perseu ameaçou matá-la, caso a família de judeus não lhe entregassem o precioso medalhão.
A Família de Hanna nada podia fazer porque eles não sabiam onde estava o medalhão. Eles foram até a casa do bruxo sem o medalhão, para tentar salvar Hanna. Samuel também estava preso, acusado de desonrar a família, Perseu o trancafiou no quarto mais alto e mais escuro da casa. Não tinha janelas ou camas ali, apenas um jarro de água e alguns pães duros.
Perseu comunicou a Hitler que havia conseguido prender mais uma família de judeus, e após saber que a família não tinha trago o medalhão, os soldados nazistas levaram a família, junto com Hanna ao campo de concentração.
A família de judeus chegou lá e logo viu o sofrimento que lhes era aguardado, todos lá morriam lentamente em virtude da escassez de comida, dos maus-tratos sofridos e da crueldade dos guardas.
Muitos eram trancafiados em uma câmara de gás e lá eram mortos. Esse era o destino que Hitler havia lhes prometido. O objetivo dele era o extermínio das pessoas que faziam parte de grupos politicamente indesejados pelo seu regime nazista. A família ficou desesperada e Hanna, temendo não só sua morte como também a de sua família, de seu amado, e das pessoas inocentes não podia fazer nada.
[...]
Samuel estava sentado em um canto do minúsculo aposento, quando ouviu alguém lhe dizer:
-Samuel, meu querido, não está na hora de ajudar a quem você ama? – quem falava era somente uma voz, não possuía corpo, nem forma. Samuel se assustou.
-Não posso! Eu estou trancado! – Ele gritava, pensando que já estava enlouquecendo. –Q-quem é você?
-Você logo vai descobrir, apenas abra esta porta, e salve a vida de inocentes, não há tempo para conversas, ande menino, você é a única solução!
Samuel ignorou o fato de estar falando com um fantasma, ou seja lá o que aquilo for, e ao ver que a porta se abriu, ele não pensou duas vezes e saiu correndo para a saída da casa.
-O que eu faço? Não sou mágico, nem sei lutar! Como vou poder salvá-los? – Ele perguntou sem deixar de correr. Sabia onde Hanna estava, no campo de concentração. Era ali que eles matavam os judeus.
-Você agora Samuel, tem de ser corajoso. Você vai atuar. Feche os olhos menino, e quando você os abrir, será um soldado, como seu irmão, apenas para conseguir entrar onde você deseja. Mas você tem uma boa alma e o poder do amor vai lhe ajudar a salvar quem precisa. Agora você está sozinho, eu voltarei para o meu castelo, e você fará seu dever. Abra os olhos Samuel!
Samuel abriu, olhou para si mesmo vendo um uniforme de soldado vestido em seu corpo. Ele entendeu que a magia dos antepassados de Hanna havia lhe ajudado e agora era hora dele fazer a sua parte.
Começou a correr novamente e já era madrugada quando finalmente chegou ao campo. Estava silencioso, e Samuel temia que fosse tarde demais. Ele não podia perder suas esperanças! Chegou mais perto da entrada. Logo ouviu duas pessoas conversando.
-Muito bem Muriel, você fez um excelente trabalho, fique de guarda que eu vou para o castelo, agora que a família judia saiu de lá, posso pegar meu medalhão, e logo, logo meu filho, os nazistas serão donos do mundo. – Muriel riu e Perseu saiu em busca do mesmo
Samuel começou a andar lentamente, com medo de ser descoberto, mas pisou em falso e acabou tropeçando. Os olhares dos irmãos se cruzaram e Muriel nada desconfiou, a magia pelo visto, era muito forte.
-O que você faz ai soldado? Anda, vá para dentro e maltrate alguns fedelhos por mim.
Samuel entrou rapidamente, e começou a procurar Hanna, todos se afastavam dele, com medo de serem pegos, mas alguém correu em sua direção. Era Hanna, ele tinha certeza, ela o reconheceria mesmo vestido de soldado. Não tinham tempo de conversar, ele apenas pegou sua mão, e lhe falou poucas palavras:
-Temos que sair daqui, acha que consegue encontrar sua família em cinco minutos?
-Mas e os outros? – perguntou Hanna – Não podemos simplesmente deixá-los aqui para morrer!
Samuel refletiu. Ele tinha de salvar os inocentes e ninguém ali tinha culpa de nada.
-Não podemos tirar todos aqui, os outros soldados irão notar!
-Então temos que distraí-los! Anda, reúna todos eles, eu vou distrair os soldados!
-Hanna, não! Você pode morrer!
-Como você chegou aqui? – Ela perguntou calmamente.
-Com a ajuda de seus antepassados... Espera!
-Sim, Samuel, agora eu estou confiante de que vai da certo, eu estou sentindo que devo fazer isso e que tenho o poder de minha família nas mãos. –Ela sorriu. – Vamos rápido!
Samuel a beijou rapidamente nos lábios, e correu ao lado oposto de Hanna, ainda temendo a sua morte.
Hanna segurou fortemente o medalhão que sua avó havia lhe dado quando completou 12 anos.
“Na hora que estiver em apuros, se estiver com ele, você saberá o que fazer. Vamos estar sempre juntas, unidas por esse medalhão.”
Hanna sabia que este era o verdadeiro medalhão, apertou-lhe forte contra o peito e ao chegar à entrada o medalhão começou a soltar uma fumaça cinza. Hanna conseguiu expandir a fumaça, e percebeu que era algum tipo de sonífero quando viu Muriel desmaiar em sua frente.
Depois de fazer todos os soldados desmaiar, Hanna foi em direção a Samuel, mas no meio do caminho, deu de cara com ninguém mais, ninguém menos do que Adolf Hitler.
Hanna não sentia raiva. Esse homem em sua frente era digno de dó. As pessoas tinham medo dele, algumas se aliavam a ele para proteger sua família, e outras apenas por desejo de poder, como Perseu. Ele não tinha amor, não tinha família, de qualquer jeito quem iria sair perdendo era ele.
-Ora, ora. Se não é a judia que se acha uma princesa! – Hitler cuspia as palavras. Hanna tentava distraí-lo, enquanto Samuel salvava a vida dos judeus.
- Eu não me acho nenhuma princesa. Você esta enganado! – Ela apertava o colar, mais a fumaça não o atingia. Ele riu.
-Você acha que a sua magiazinha vai me fazer algum efeito? Sua medíocre! Como ousa me enfrentar?! – Ele gritou, e ergueu as mãos, empurrando-a longe.
– Soldados! Prendam-na na câmara! -Hitler ordenou.
Ninguém o respondeu e Hitler indignado começou a procurá-los.
-SOLDADOS! – Ele gritava. Hanna aproveitou a distração dele e quando Hitler deu as costas e notou que todos estavam fugindo, ela o empurrou para dentro de uma das cabanas em que os judeus passavam a noite. Mas quando ela estava fechando-o lá dentro, ele tirou de seu uniforme um canivete afiado, e o atirou em Hanna, mas Samuel foi mais rápido, e tirou Hanna do caminho. Salvando sua vida.
Muriel foi o primeiro a acordar, o efeito do sonífero estava passando, por fim ele pediu desculpas, e assumiu que estava errado, e que só fazia aquilo por inveja do irmão.
Os judeus foram salvos, junto com os grupos indesejados de Hitler: militantes comunistas, homossexuais, ciganos, eslavos, deficientes motores, deficientes mentais, , membros da elite intelectual, além de ativistas políticos,, pacientes psiquiátricos e criminosos de delito comum.
Hitler acabou enlouquecendo na prisão, junto com os soldados que não se arrependeram
Perseu, ao pensar que o medalhão estava no castelo, adentrou-o e a magia que ainda estava intacta, agiu contra ele, tomando todos os seus poderes e trancafiando-o, até alguém da família de Hanna chegar, e o colocar na prisão.
Por fim, Hanna e Samuel se casaram e viveram felizes para sempre no castelo de seus ancestrais, junto com Muriel e a família de Hanna. O Castelo secreto está lá até hoje, pronto para se defender dos Nazistas ou qualquer sociedade antidemocrática que apareça por lá.
Notas finais
Se você gostou desse conto e deseja mais contos como esse, não deixe de comentar e sugerir algum tema.
Se quiser ler meu primeiro conto clique no link: http://fanfiction.com.br/historia/554124/Melhor_Amigo/
Obrigada a todos por lerem e por favoor, comentem!
Beijos, até o próximo conto.
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