Life's too hard when you're alone

11 Revelações e Ameaças


Notas iniciais
Hello! Estou de volta com um capitulo bem grande e muito emocionante para vocês. Okay, não é assim tão grande apenas é o maior que eu já escrevi até agora, mais nada. Por favor não ignorem as notas finais deste capitulo, é importante.

A primeira coisa que eu pensei depois de o ter beijado foi “Endoideci de vez”, mas depois a minha grande surpresa foi ele ter dado continuação ao beijo. Fiquei nas nuvens.

– Simplesmente não podias esperar pois não? – perguntou ele entre beijos.

– Sou muito impaciente.

As minhas mãos passeavam entre as costas dele e os seus cabelos, deuses como eu andava desejosa por fazer isto! Os lábios dele eram tão macios e cada beijo era mais perfeito que o anterior. Ele tinha uma mão nas minhas costas a aproximar-me mais para ele, como se isso fosse possível, e a outra apoiada na mesa ao lado da minha coxa. Uma electricidade corria pelo meu corpo, nunca tinha sentido nada assim, eu sentia-me como se estivesse a flutuar. Nada de monstros, nada de Jordan, nada de mistérios, nada. Era só eu e ele, naquele momento que eu desejava que durasse para sempre. Entrelacei as pernas na sua cintura e beijei-o com mais força, ambas a mãos estavam agora na minha cintura e fazia círculos com o seu polegar na minha pele nua. Os lábios dele passaram dos meus para o meu pescoço, roçava-os para cima e para baixo entre a minha orelha e o ombro e eu apenas mexia nos seus cabelos pretos e mordia o lábio. Que isto nunca acabe, pensei.

Eventualmente alguma coisa tem de dar para o torto, porque na vida quando as coisas correm exatamente como eu quero alguma coisa má acaba por acontecer. Quer dizer, não é que eu esteja a desejar que alguém morra ou coisas assim do género, é só que nunca na minha vida algo que me faça feliz fique por muito tempo. Tudo a seu tempo acaba por se ir embora e leva a minha felicidade, apenas deixando-me sozinha e infeliz. Não quero ser mórbida mas é a mais pura das verdades.

– Espera. – disse eu afastando-me o suficiente para o fitar.

– Passasse alguma coisa?

– Eu não sei… — respondi desviando o olhar.

– Ouve, se alguma coisa está a preocupar-te podes dizer-me.

– É só que as coisas nunca correm bem comigo, tipo, algo vai acontecer em breve e puf!

– Puf?

– Puf.

Ele soltou uma risada, não era altura para começar a rir. Eu estava a ser séria.

– Acho que puf vai ser o nosso “para sempre”. – disse ele desatando a rir. Eu acompanhei-o.

– Referencia a “A Culpa é das Estrelas”. Quem diria?

– No fundo eu sou um amante de romances de adolescentes com problemas.

– Eu sou uma adolescente com problemas.

– Por falar em problemas, qual é o teu segredo?

De repente ele ficou muito sério e eu podia jurar que a temperatura tinha caído, porque uma enorme tensão ficou a pairar no ar.

– Segredo? Não sejas ridículo, eu não tenho segredos. – disse eu nervosa, estava a corar de certeza. Eu sou uma péssima mentirosa.

– Não sabes mentir Alma, desembucha. Eu ando a pensar nisto desde que te conheci, como é que tu apenas sacaste de uma espada enorme e atacaste aquela coisa? Além do mais, eu vi o teu estado. Tu nem devias de ter sobrevivido com aquela perda de sangue toda, quer dizer, olha para ti! Nem uma única marca de que o que se passou foi real!

– Acho que é melhor parares de fazer perguntas. – disse eu.

– Isso é uma ameaça?

– Entende da maneira que quiseres, eu não vou falar.

– Vou repetir a pergunta, isso era uma ameaça?

– TUDO NO MEU MUNDO É UMA AMEAÇA! PÁRA COM A MERDA DAS PERGUNTAS! – gritei eu.

Ele recuou uns bons passos atrás quando eu saltei da bancada furiosa. Qual é o problema dele? Não podia apenas ficar feliz com o facto de eu lhe ter salvo a vida?

– E então e tu? Como é que tu conseguiste atrair um cão infernal? Porque eles não vão atrás de mortais só porque sim! Qual é o teu segredo Nathan?

– Eu não tenho segredos nenhuns! Aquela coisa simplesmente apareceu e eu corri, mais nada. E mortais, a sério? É um nome um bocado ofensivo. – disse ele cruzando os braços.

– É o nome que vos foi atribuído, porque vocês são mortais!

– Oh então quer dizer que tu não podes morrer, porque és imortal! – eu estou sinceramente a milímetros de lhe bater, estou farta do sarcasmo dele.

– Obviamente que não! Isso da imortalidade é um disparate.

– O que tu és? Raios Alma, diz-me logo!

– Para quê dizer-te se tu vais pensar que eu sou louca? Não vale a pena, nem eu sei o que sou.

– Bem tens de ser alguma coisa, e humanos normais não fazem as coisas que tu fizeste naquela noite.

– E tu também não és um humano normal, já que conseguiste ver através da Névoa.

– Da quantas?

– Névoa génio. É uma espécie de cortina que separa o nosso mundo do vosso, por exemplo, tu vês uma espada mas as outra pessoas normais podem ver um bastão de basebol ou outra coisa do género. E os monstros as pessoas podem ver, sei lá, um cão grande raivoso e o instinto delas é desaparecer do caminho deles ou simplesmente não o vêm porque estas coisas não deviam de existir. O cérebro delas não capta o sobrenatural, aliás, rejeita-o.

– Sim tudo isso é confuso como tudo, mas onde é que tu entras no meio destas histórias todas?

– Não são histórias, pelos deuses Nathan! O que eu te estou a contar é verdade.

– O que tu és na realidade? Alguma espécie de heroína que luta contra todo o mal no mundo? É que isso parece que vem de dentro de um conto de fadas.

– Bem mas não vem. Porque nos contos de fadas há sempre um “e viveram felizes para sempre”, mas aqui não. Normalmente a história costuma acabar com muitos de nós mortos enquanto lutavam ainda muito jovens. São poucos os semideuses que chegam a alcançar a idade adulta.

– É isso que tu és? Um semideus?

– Semideusa. Bem, filha de semideuses.

– Os teus pais são como tu?

– Não eu é que sou como os meus pais. – corrigi revirando os olhos.

– Que seja. Mas isso não implica deuses? Já que são semideuses.

– Sim, um dos pais dos meus pais é um deus. No caso da minha mãe é uma deusa.

– Posso perguntar quais?

– Acabaste de o fazer, mas sim podes. O meu pai é filho de Zeus/Júpiter, ele é meio que romano e grego, longa história. E a minha mãe é uma filha de Afrodite.

– Então foi daí que tu tiraste a beleza. – disse ele com um sorriso brincalhão nos lábios.

– Deixa-te disso. – apesar de estar a repreendê-lo eu até que gostei de receber o elogio. Eu nunca me achei grande coisa em comparação à minha mãe, ela é simplesmente bela demais.

Passei a seguinte hora a contar-lhe exatamente o que o Quiron normalmente diz para os semideuses que chegam ao acampamento pela primeira vez. Que os deuses gregos e romanos são reais e que existem os respetivos monstros tão falados nos livros de mitologia, e por aí em diante.

Até que…

– OH MEUS DEUSES A LASANHA!!!

Yep. Eu esqueci-me da lasanha no forno, mas o mais estranho era que não me cheirava a queimado. Fui a correr para a cozinha e tive de olhar duas vezes para ver se eu não estava a imaginar.

O FORNO NÃO ESTAVA SEQUER LIGADO!

Sentei-me no chão da cozinha cheia de alivio e ao mesmo tempo sentindo-me uma completa idiota. Como é que eu podia ter me esquecido de ligar o fogão? Sou mesmo parva.

– Então, qual é a explicação sobrenatural para isto? – disse ele apontando de mim para o fogão e vice-versa.

– Bem, eu sou sobrenaturalmente desastrada. – suspirei.

Ele riu-se suavemente e puxou-me para cima. Quando eu fiquei nos meus pés ele apertou-me firmemente contra ele e abraçou-me. Simplesmente abraçou-me. Mais nada.

Mas, como eu digo estes momentos são sempre de pouca dura porque o maior cliché de sempre aconteceu. O telefone de casa tocou.

– Residência Grace, fala a Alma.

– Alma? Querida os teus pais? – perguntou uma voz que estava claramente exaltada da pipoca.

– Não estão, saíram numa viajem de negócios. Mas quem quer saber?

– Alma, meu amor, sou eu. A Tracy, a mãe da Isabella.

– Oh, peço imensa desculpa não reconheci a voz. Algo de mal aconteceu, parece que está prestes a ter um ataque de pânico. – eu sei do que estou a falar, já tive a minha dose.

– A minha menina, o meu bebé… — e começou a chorar – Na altura não compreendi a tua mãe mas agora eu percebo quando ela disse se alguma coisa fora do normal acontecesse à minha família para a contactar.

– O que aconteceu? – perguntei nervosa.

– Eu não acho que são coisas para a tua cabeça…

– Eu estou dentro do assunto das coisas fora do normal. O que aconteceu? – eu não queria ser rude mas ela precisava de começar a falar ou podia ser tarde demais.

– Umas miúdas vieram cá a casa e atacaram a minha filha, Alma. E agora eu não sei da Isabella! – e desatou a chorar num pranto.

Todos os músculos do meu corpo de repente ficaram rigos que nem pedras. A Isabella? Atacada?

Deixei cair o telefone no chão, mas eu não me mexi. Estava em choque.

– Alma? Está tudo bem?

Eu reagi automaticamente. Virei-me e fui a correr para o escritório.

Quando lá cheguei puxei a carpete para trás e abri o alçapão, tirei de lá uma mochila para emergências e um saco de lona verde que era praticamente o nosso arsenal inteiro de armas feitas de bronze celestial e ouro imperial. Saquei um cinto e fui tirando armas escolhidas a dedo e fui enfiando-as no cinto. Um par de adagas de ouro, uma espada de bronze com 70cm, um punhal de anel e uma pequena besta com dardos imobilizadores, só para prevenir.

Fechei o saco e voltei a pô-lo no alçapão. Peguei no meu casaco de capuz e nas minhas botas de combate pretas (eram pesadas para dar mais impacto quando eu pontapeio alguma coisa) e saí de casa a correr.

Ao passar pelo portão da frente da casa da Isabella a primeira visão que tenho é uma poça de sangue mesmo em frente à porta da casa.

– Deuses…

– Alma! Ainda bem que vieste. – disse a senhora Clarkson ainda chorosa.

– Como é que as raparigas se pareciam?

– Eu não sei, não fui eu que as vi. Quando cheguei a casa encontrei o que tu viste agora e o Mike estava escondido dentro do armário da cozinha.

– Preciso de falar com ele.

Ela anuiu e conduziu-me para o quarto do Mike. O pobre coitado estava deitado em posição fetal e a tremer de medo.

– Olá Mike. É a Alma Grace, sabes quem eu sou não sabes?

Ele abanou a cabeça.

– Posso fazer-te umas perguntas?

Ele virou a cabeça lentamente na minha direção e fixou os seus pequeninos olhos verdes nos meus. Só conseguia ver era puro terror naqueles olhos, vai ficar marcado durante muito tempo o pequeno.

– Mikey, as raparigas que apareceram aqui, como é que elas eram?

– Bonitas. – respondeu numa voz trémula. – Mas tinham olhos estranhos.

– Estranhos como?

– Pareciam que estavam em chamas.

Já estava com medo dessa resposta. Mal o pequeno Mike com apenas 8 anos disse que eram bonitas eu suspeitei logo que tinham sido elas.

Empousai.

Aquelas megeras do inferno vão se arrepender de ter atacado a Isabella de tal maneira que nunca mais se atrevem a tirar o cu do Tártaro. A minha espada a decepá-las vai ser a última coisa que elas vão ver nos próximos milénios, garanto-vos isso.

Notas finais
Muito bem pessoal eu vou ser direta. Apesar de eu estar feliz por ter 3 pessoas a acompanhar a fic e tudo mais, sinto que o meu trabalho não é satisfatório o suficiente para vocês. Se não gostarem digam alguma coisa! Porque senão eu não consigo melhorar os meus erros e a fic fica arruinada. Eu sinto que não estão a gostar porque o número de visualizações tem descido cada vez mais a cada capitulo. Eu já postei o anterior à um bom tempo e só duas pessoas o leram! Eu estou triste, vou ser sincera, às vezes dá vontade de desistir. Por isso comentem se não gostarem ou mostrem a vossa aprovação e apoio. Qualquer um dos dois ajuda a construir uma fic melhor! Xoxo, Sarie.