Life's too hard when you're alone
20 Magia Negra
Notas iniciais
“Sinceramente Nathan, eu já te vi com montes de raparigas debaixo do braço mas nunca pensei que andasses com uma Grace…”
Esta frase tem vindo a martelar-me o cérebro desde aquele almoço com o Nathan. Eu queria confrontá-lo sobre isso mas iria fazer figura de parva e ainda dar a entender que queria alguma coisa com ele. O que eu não quero. Apesar daqueles lábios beijarem muito bem. E ele ser completamente diferente dos rapazes que já conheci. E ele é tão bonito e estupidamente atraente e…
… e eu tenho de parar de tagarelar interiormente.
Já se passou uma semana Alma, pára de pensar nisso. Provavelmente foi mais uma mentira que a vaca da Jessica te disse para te tirar do sério.
Então é assim, eu entrei para o Acampamento Júpiter à mais ou menos um ano mas ainda estou em probatio porque andava sempre a saltitar de acampamento em acampamento. Quer dizer, se eu me tornar legionária que símbolo é que irá ficar gravado no meu braço?
A águia de Júpiter?
A pomba de Vénus?
Não faço a mínima.
No acampamento grego fico sempre no Chalé Um para puder estar sozinha e porque eu não me identifico em aspeto nenhum com os filhos de Afrodite e a sua casa da Barbie gigante. Quando fui para o acampamento pela primeira vez, à uns 7 ou 8 anos, nem foi preciso ficar na Casa Grande porque já sabiam quem eu era. Passei uma noite no chalé de Afrodite e jurei que nunca mais lá punha os pés. No lado grego às vezes começava a falar em latim sem querer e os campistas ficavam a olhar para mim como se eu fosse um alien.
Eram nestas alturas que eu precisava de conforto, não dos meus pais, não do Quíron, mas acabei por o encontrar na pessoa mais inesperada de sempre:
No Nico Di Angelo.
Ele sabia o que eu sentia, como se não pertencesse àquele lugar, a nenhum aliás. Os lares sussurravam coisas sobre o meu pai ter sido um pretor cobarde e vira-casacas e de o meu sangue estar contaminado pela escória grega da minha mãe. Alguns campistas de Ares e Afrodite dizem que eu estou dividida nas minhas lealdades, em caso de guerra de que lado é que irei ficar? E que eu não sou de confiança, sou demasiado impulsiva e suicida.
Eu pensava que os Romanos e os Gregos tinham feito as pazes e que agora eram aliados mas, no fim disto tudo, estão sedentos para saltar nas gargantas uns dos outros. Como eu disse, o Nico é o único que entende o que eu quero dizer.
O meu pai está em negação sobre o ódio remanescente em ambas as civilizações, a minha mãe finge que é apenas uma humana normal como todas as outras, o tio Leo está mais interessado na Calipso e no seu dragão de bronze do que prestar atenção ao mundo que os rodeia, a Annabeth está encantada com a reconstrução do monte Olimpo e na sua família e o Percy está encantado com ela e com os gémeos Zöe e Luke. Ou seja, basicamente as únicas pessoas que podem ter detetado estas desavenças são a Hazel e o Frank porque para além do pai ter sido pretor o filho deles também o é.
Zeus, como eu o odeio!
E depois ainda existe esta situação toda do centro comercial antigo e aquela voz que anda a invocar monstros. A minha mãe acha que estas coisas todas a pesarem nos meus ombros está a deixar-me doente ou assim por isso achou que era uma ideia magnífica pedir ao Will para me fazer análises ao sangue.
Sabem qual foi o resultado?
Eu sou anémica.
É isso mesmo. Anemia.
Tenho de andar sempre com um frasquinho de pílulas de ferro no meu bolso ou na mochila. Eu sou patética.
Ainda por cima a minha mãe proibiu-me de dançar ou fazer qualquer outro esforço físico até eu estar completamente sarada.
Ela tirou-me todas as armas que eu possuía!
Mais valia ter ficado morta então! É como se estivessem a roubar a minha identidade, a minha pessoa, quem eu sou! Aquele estúdio de dança é o meu refúgio, sem ele tenho medo de ceder a tudo e desistir. E as minhas armas…nem sequer vou falar sobre isso.
Agora podia estar a caminho do estúdio mas em vez disso estou aqui a definhar no quarto sem nada para fazer. Se eu começar a falar com as paredes ou ter alucinações a culpa é toda da Piper Grace!
Ter uma vida normal é uma merda.
Se não fosse pelo amor da minha vida já não estava aqui. E eu estou a falar do meu cão, atenção aí ao que pensam suas mentes melosas.
Quando cheguei a casa na semana passada ele abanava a cauda e saltava de alegria, fiquei tão feliz ao ver o Mo, tinha tantas saudades dele que quase chorei. Agora ele passa as noites comigo e eu não me queixo.
Como agora, estou deitada na cama a ler e ele tem a sua cabeça apoiada na minha barriga.
Vamos deixar algumas coisas claras por aqui, sim?
Eu tenho o melhor cão do mundo, não me interessa que o vosso saiba cantar o hino nacional ou Justin Bieber.
E sabem porque é que o Mo é melhor que os vossos cão?
Porque ele já brincou com a Sra. O´Leary e matou quatro pombos da Estinfália propositadamente. Mas a situação dos pombos é uma história para outro dia crianças.
O Mo é arraçado de Husky e Pastor Alemão, tem pêlo preto e na ponta da cauda, à volta dos olhos e nas patas o pêlo passa a ser branco. Os olhinhos dele têm cores diferentes, um é azul e o outro é castanho. Os meus pais ofereceram-mo no Natal quando eu tinha 13 anos. É o cão mais dócil e educado e querido de sempre, como o Mo não há nenhum!
Já tentei levá-lo para o Acampamento Meio-Sangue mas ele ficou muito agitado, não com as centenas de campistas mas com a estátua do Zeus-Hippie-Maléfico-Gigante. Vá se lá saber porquê né?
Mas vocês já têm mais ou menos uma imagem do meu cão, agora passemos à primeira semana de retorno à escola.
Logo no primeiro dia tinha Educação Física ao primeiro tempo da manhã.
– Eu acho melhor não participares na aula Alma – aconselhou a minha mãe.
– Está tudo bem mãe, eu vou consegui.
Eu não consegui.
Ao trocarmos de roupa nos balneários as raparigas ficaram todas a olhar para mim como se eu não fosse deste planeta.
– São só ligaduras, elas não vos vão comer – disse eu.
No aquecimento primeiro que eu conseguisse regularizar a respiração na corrida foi um pesadelo. Acabou por me faltar o ar. Numa tentativa desesperada de continuar a participar na aula, quando as raparigas foram buscar os mini-trampolins, os boques e essas coisas todas para ginástica, eu feita parva fui esforçar ainda mais as cicatrizes. Lindo!
Quando estava a fazer uma ponte de pé uma dor bastante aguda começou a espalhar-se pelo meu tronco, e adivinhem o que aconteceu?
Desequilibrei-me e caí de lado no chão, como resultado: torci o pulso.
* * * * *
Cheguei a casa completamente furiosa, chutei a mochila para um canto qualquer, bati com a porta, atirei as chaves contra a parede e gritei de frustração.
– Por Zeus, Alma! – exclamou o meu pai vindo da cozinha exaltado – O que, no Hades, se passa?!
Nesse momento eu caí no chão desolada a chorar.
A melhor coisa sobre o Jason Grace é que ele não faz perguntas, apenas age. E neste momento Jason Grace, o meu pai, não perguntou nada, apenas aninhou-me nos seus braços forte e peito aconchegante como se eu tivesse 5 anos novamente, ele apenas ficou ali enquanto eu ensopava a sua camisola de lágrimas.
– Ele tirou-me tudo… — solucei.
– Quem, querida?
– Quem-quem me fez… isto! – conclui me afastando um pouco dele.
A minha vida sempre foi baseada no movimento, nunca conseguia para quieta. Eu treinava, eu ia ao estúdio para estar com o grupo e dançar, eu já fui uma ginasta, eu até já estive numa escola de ballet!
Com esta situação toda que se passou eu não posso fazer nada destas coisas porque, ao contrário da normalidade, o meu psicológico curou-se muito mais depressa do que o meu físico. Uma das minhas teorias para esta cura tão precoce do meu estado de espírito acho que foi devido à sede de sangue, de vingança, de saber o responsável do que me aconteceu e depois, logicamente, matá-lo. O desejo de derrame de sangue às vezes é tão forte que eu me assusto comigo mesma, quando fico chateada com alguma coisa, como agora, assumo uma posição demasiado violenta e brusca para o problema em si.
Mas acho que não é nada de grave. Esperemos bem que não.
– Vá vamos lá – disse beijando-me a testa – Estou a fazer o almoço.
Sorri só com o pensamento do meu pai com um tacho na mão, a nossa única opção era encomendar comida ou queimar a casa enquanto o pai tentava fritar uns simples ovos. Ou então ser eu a assumir o controlo das coisas.
Quando cheguei à cozinha depois de ter ido à casa de banho recompor-me e ter arrumado as minhas coisas, o almoço estava na mesa.
McRoyal Bacon para mim e um Cheeseburger para o meu pai porque ele não gosta muito deste tipo de coisas, mas não era um simples almoço de McDonald’s porque este (tambores por favor) estava empratado! Ta-râ!
Enquanto almoçávamos o meu pai foi instigando-me a contar mais e mais detalhes daquela sala horrenda de tortura, sobre a voz, sobre os meus sonhos antes daquela noite fatídica… qualquer informação era útil. Só havia uma coisa que me estava a incomodar desde que acordei na enfermaria.
– Pai, é possível eu estar enfeitiçada ou assim?
– O que queres dizer com isso?
– Temos de analisar os factos pai.
– Certo – respondeu assumindo uma postura de como quem vai decidir fechar um negócio muito importante.
– A única constante nisto tudo é a minha memória.
– É a única coisa que temos querida, não quiseste forçar a Isabella a lembrar-se.
– Sim, sim. Mas o ponto é: a minha falta de memória não abrange a noite toda, porque isso ainda está bastante vivido acredita, é apenas a voz.
– Como se quisessem assegurar-se que tu nunca descobrisses… — murmurou o meu pai mergulhado em pensamentos.
– Pai, — chamei – eu tenho qualquer coisa na minha cabeça.
Ele levantou-se obviamente transtornado e, surpreendentemente, furioso. Começou a andar de um lado para o outro com uma carranca séria no rosto, ombros tensos e punhos cerrados, depois voltou para a mesa e ficou a fitar-me. Eu conseguia ver claramente a fúria a crescer dentro dele, os olhos ficaram mais faiscantes, as lâmpadas começaram a piscar e havia aquela eletricidade toda a pairar à nossa volta.
– Porra! – exclamou furiosamente, batendo o punho na mesa com toda a força fazendo a loiça toda saltar.
A lâmpada partiu-se, a torradeira ficou maluca e faíscas começaram a sair literalmente dos punhos cerrados com tamanha força que as suas juntas estavam todas brancas.
– Pai? – chamei meio receosa.
– Diz. – respondeu secamente.
– Estás a apavorar-me.
A ficha deve de ter caído pois os ombros dele caíram e a sua expressão mudou completamente, em vez de ira ele agora demonstrava-se extremamente preocupado e, no fundo, também culpado.
– Desculpa Alma – disse envolvendo as minhas mãos nas dele – Estas situações deixam-me fora de controlo.
Respirou fundo.
– Vamos fazer o seguinte, pega nas tuas coisas e vai para o carro. Eu preciso de mandar uma mensagem de Íris primeiro, já lá vou ter contigo. – beijou-me a testa e retirou-se para o escritório.
Ir para o carro?, pensei. Mas eu tenho aulas!
Mandei uma mensagem à minha mãe a dizer que o pai estava a agir de forma estranha.
Mãe: Estranha como? O que é que explodiu?
Eu: A lâmpada da cozinha, e a torradeira pifou.
Mãe: Já é a terceira torradeira que vocês estragam! É impressionante Alma! Não vos posso deixar sozinhos em casa por um segundo que seja.
Eu: O pai está mesmo muito estranho, está a começar a assustar-me.
Mãe: Vou lhe ligar, espera um segundo.
De facto ouvi um telemóvel a tocar. Uns sussurros meio apressados. Alguma coisa a cair no tampo da mesa, provavelmente o telemóvel. Outros sussurros apressados mas urgentes. Umas respostas de outra pessoa. E, finalmente, uma porta a abrir.
– Se a tua mãe não fosse tão boa a mentir provavelmente já não estaríamos vivos – começou – Vamos a casa do Leo, a Calipso à de saber o que se passa contigo.
– Mas-
– Tens aulas, eu sei.
– E-
– Não temos uma justificação, também sei disso Trovão.
– Okay então. Vamos? – perguntei já levantada.
– Senhoras primeiro.
Metemo-nos no carro e fomos até à casa do tio Leo.
* * * * *
– Interessante – disse Calipso pela terceira vez.
– Essa é a única coisa que sabes dizer? – ataquei mais que impaciente.
– Vamos lá Alma, não há motivos para ser rude – apaziguou o Leo.
Levantei uma sobrancelha.
Desde quando é que o Leo Valdez não apoia uma luta de raparigas?
Ele respondeu-me com uma careta e eu correspondi ao revirar os olhos. Muitas das nossas conversas eram assim, sem requerimento ao uso de palavras o que eu acho simplesmente maravilhoso.
– Tens algo a bloquear a tua memória.
– Boa Sherlock – ironizei – Como chegou a tal conclusão? É que nós ainda nos tínhamos apercebido disso, Sr. Holmes.
– Quem? – perguntou ela confusa.
– Calipso, querida, diz-me que estás a brincar – exclamou o Leo chocado.
– Leo Valdez, eu estive confinada numa ilha por três milénios. Não me venhas com essas conversas. – disse ela com as mãos na cintura e uma expressão mandona.
– Avancemos, por favor – interviu o meu pai a tentar não perder as estribeiras.
– Consegues tirar o seja-lá-o-que-for que está a bloquear as minhas lembranças?
– Já não consigo praticar magia desde que saí de Ogígia – respondeu pesarosa – Apenas detetá-la, mas praticá-la… já não. Lamento.
– Tudo bem. – respondeu o meu pai.
– Vocês poderiam ir ao Olim-
– Nem pensar! – cortou o meu pai – Da última vez que eu e a Piper a levámos quase que arranquei a cabeça de Apolo para fora.
– Isso foi um dia extremamente produtivo. – respondi com malícia.
– A própria sobrinha…
– Sabes que o lado divino é ignorado, pai.
O Leo bufou.
– Se nós ligássemos a isso daríamos em doidos.
– Percy e Annabeth nunca se teriam casado – declarou Calipso.
– Ou terem filhos – completei.
– Cabeças rolariam.
– E de que maneira!
– Imaginem Atena – gozou Leo – ou Poseidon. Seria uma luta justa?
– Totalmente. – respondi.
– CRIANÇAS! – gritou o meu pai – Já chega de disparate!
– Oh vá lá Grace, Relaxa – disse Leo.
– Isso mesmo Grace – juntei-me – Descontrai um pouco.
– Stress nunca é bom – concluiu Calipso.
– Primeiro – começou ele – eu não estou stressado; segundo, é extremamente estranho a minha própria filha tratar-me por Gace e terceiro… calem-se por favor!
– O meu dinheiro vai para Atena – sussurrei para o tio Leo.
– Quanto?
– Vinte.
– Feito – sussurrou de volta.
Nós os três começámos a rir feitos crianças enquanto o meu pai contava até dez e respirava lentamente. Parecia que ia deitar fumo das orelhas a qualquer segundo.
– Agora – disse ele ainda a respirar profundamente – voltando ao assunto, como é que podemos tirar este bloqueio da cabeça da Alma?
– Sinceramente não sei. É uma magia poderosa sabes, e muito provavelmente negra. Não são coisas em que se deva mexer de ânimo leve – respondeu Calipso, sua expressão voltou a ser muito séria em menos de uma piscadela.
– Estás a dizer-nos que isto não pode ser remediado? – inquiri.
– Tecnicamente não. Mas este tipo de magia é bastante perigosa minha querida, mal geri-la podia fazer com que perdesses as tuas memórias todas. Tem de se ter extremo cuidado com magia negra.
– Mas que ótimo… — resmunguei.
– Sempre podias ir ao chalé de Hipnos ver o que eles te dizem. – disse Leo agora virando-se para o meu pai – Quando estavas com amnésia não foi isso que fizeste?
– Pois foi! Já me ia esquecendo. – exclamou ele – Clovis esteve a ver o que se passava comigo nesse dia.
– Então – disse pulando da cadeira em que estava sentada – vamos ao acampamento!
– Vamos.
* * * * *
Nós não fomos ao acampamento.
Uns imprevistos aconteceram e o pai teve de ir a correr para o escritório da empresa. Fui abandonada em casa enquanto os meus pais estavam ambos mergulhados em tamanhas ondas maciças de reuniões que até eles lhes perdiam a conta. Chegavam sempre a casa a horas tardias, eu já estava mais para lá do que para cá enquanto esperava por eles na sala.
A característica que nos unia a todos eram as profundas olheiras que tínhamos todas as manhãs e os bocejos gigantes ao pequeno almoço. O que importava é que éramos felizes à nossa própria maneira.
Estava eu já a passar pelo portão da escola quando uma mão pousa no meu ombro, assustada virei de punho erguido e quase que esmurrei a Isabella mesmo no nariz se não fosse o James a travar-me.
– Calma aí cowboy! – disse ele — Para quê tanta agressividade?!
– Vocês apanharam-me de surpresa. Nunca mais me façam isso.
– Anotado – exclamou Isabella – Não quero ter de fazer nenhuma plástica à cara ainda, obrigada.
– Tens andado a ter insónias outra vez? – perguntou o James analisando o meu rosto com atenção.
– Não, na verdade até tenho dormido bastante bem. Os meus pais estão mergulhados em trabalho e sabes como eu não consigo dormir até que eles cheguem a casa.
– E tu sabes que eu acho isso muito estúpido – disse Isabella aborrecida – para não falar em paranóico. Quantas vezes eu já fui dormir e os meus pais ainda andavam por aí a vadiar e a festejar.
– Cada um tem as suas maneiras de ser. – respondi.
– Já percebemos o teu ponto Alma. E Isabella podias ser um pouco menos desagradável?
– Só porque pedes querido, até vou ser um pouco mais só para contrariar.
– Vá, vamos lá crianças. Se comportem. – adverti.
– Crianças?! – disse Isabella escandalizada -Já passei dessa fase à muito tempo docinho.
– É claro docinho, tens razão. – disse enquanto acelerava o passo em direção ao edifício dos laboratórios. – Vejo-vos no intervalo!
– Nerd! – gritaram em uníssono indo na direção oposta.
– Noobs! – gritei de volta.
Ah, como eu tenho uns amigos sensacionais.
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