Notas iniciais
Hello! Desculpem lá pela imensa demora para postar este capítulo, mas como eu disse nas notas finais do anterior, eu fui para um campo de férias. Foi muito bom, estou coberta de negrelas por causa das balas de paintball e tenho um joelho esfolado mas valeu a pena e eu finalmente superei (mais ou menos) o meu medo de alturas! Foi o melhor aniversáio de sempre ( já tenho 15 anos, que bom!). Sem mais demoras aqui vai mais um!!!

Depois de uma bela noite de sono (é eu já estou a habituar-me aos meus sonhos) nada melhor do que um dia em cheio não? Exatamente, a resposta é não.

Primeiro de tudo é segunda-feira, isso anima logo o espírito de uma pessoa. Segundo eu tenho mesmo de ir à escola, nada de folgas. E terceiro, eu tenho educação física hoje. Eu gosto de educação física, ao contrário de muitas raparigas, mas eu ainda estou toda dorida e o professor Rock gosta muito de jogar ao mata e outras modalidades violentas.

Peguei nas chaves e saí de casa, se tinha que ir para a escola não queria ficar a engonhar no sofá. Tenho que fazer as coisas como se nada tivesse acontecido.

Depois de chegar à sala de Espanhol a Isabella bombardeou-me com montes de perguntas do género: “Onde é que foste?”, “Porque é que desapareceste no meio da festa?”, “Quem é que te levou a casa?”, “Porque é que não me avisaste?”, “Quem era o rapaz giro?”, “Porque é que ele queria saber onde tu moravas?”, “Namoras e não me dizes nada?”. E por ai fora.

– Calma! Isso são demasiadas perguntas logo de manhã!

– Eu quero saber. Eu tenho o direito de saber! – respondeu ela.

– Eu estava cansada e tinha bebido qualquer coisa que me deu a volta ao estômago. Encontrei um amigo meu (amigo??) e ele levou-me para casa.

– Então porque é que tu não lhe disseste onde moravas, porque é que ele teve de me vir perguntar? – esta rapariga é curiosa como tudo bolas.

– Não sei. Eu não me lembro muito bem dessa noite. – menti.

– Olha que ele punha o teu amigo sexy a um canto. – disse ela com uma expressão maliciosa.

– Amigo sexy?

– Aquele teu amigo que sabe dançar… o Jack. – respondeu ela.

– Nem reparo nessas coisas, é só um amigo Isabella. Mas se quiseres um arranjinho com o Jack…

– Não! Eu não quero nada disso! Nem te atrevas Alma. – exclamou ela a corar.

– Sim, sim claro, como queiras. Tu é que perdes. Olha que ele está solteiro há uns dois meses, não tarda nada para outra rapariga saltar-lhe para cima. – disse eu a conter o riso.

– Saltar-lhe para cima? Quem és tu e o que é que fizeste com a minha inocente Alma?

Eu desatei a rir quando ela disse isso. Normalmente quem costumava fazer arranjinhos e esse tipo de coisas era a Isabella, mas desta vez como fui eu ela estava completamente fora da zona de conforto. O que me agradou bastante, é para ela ver o que ela me faz passar cada vez que acha um rapaz giro para mim.

O professor entretanto mandou os alunos calarem-se e a aula decorreu como sempre. Eu a fazer apontamentos e a decorar tudo e a Isabella super atrapalhada e a pedir-me ajuda com olhares suplicantes.

O momento que eu menos queria chegou. Era altura de ter edução física.

Já estava equipada e no campo quando o professor Rock chamou-me para falar com ele em privado.

– Alma e que tal ficares de fora hoje?

– O quê? Porquê? – POR FAVOR EU QUERO FICAR DE FORA!!!

– A diretora disse-me para te dispensar hoje da aula. Era sobre qualquer coisa a ver com um aluno novo.

– Mas isso costuma ser a obrigação do delegado da turma em que o novo aluno foi colocado. Eu não sou a delegada.

– Mas a diretora disse que te queria a ti. Não posso contestar ordens de um superior Alma.

– Sim eu entendo. Eu vou voltar a trocar-me então.

– Não será necessário. Na realidade eu preciso de ti aqui na aula, podes despachar o que tens para fazer com o novo aluno e vir a correr para aqui? Estou a pensar em fazer uma corrida de obstáculos e preciso de ti como corredora.

– Claro, eu vou tentar fazer isso então. – e saí.

Fui a correr para o escritório da diretora Fields, quando entrei senti-me estranha por ser a única ali que estava de calções e t-shirt. Quer dizer, eu estava em educação física, é normal eu estar assim vestida mas mesmo assim era estranho.

A secretária mandou-me entrar no escritório e quem é que eu encontro a falar com a diretora? O meu pior pesadelo. O Jordan.

– Só podem estar a gozar comigo. – amaldiçoei entre dentes.

– Alma! Que bom que vieste tão depressa. Desculpa por ter de te tirar da aula de educação física mas o Jordan disse que te conhecia e eu achei melhor começar as apresentações à escola com uma cara conhecida.

– Que atencioso de sua parte. – disse eu mandando um olhar venenoso para ele.

Eu estava com uma vontade tremenda de o matar mesmo ali. O que é que ele pensava que estava a fazer?

Eu virei-me e comecei a andar dali para fora. Não olhei para verificar se ele me estava a seguir, não precisava porque eu sabia que ele iria atrás de mim.

Fiz uma apresentação rápida e seca da escola, passados 20 minutos eu estava a começar a correr de volta para a minha aula. Já não podia aguentar aquele traste de pessoa perto de mim nem mais um segundo sem o matar.

– Onde é que tu vais?

– Vou para a minha aula. – nem olhei para trás.

– E eu?

– Não quero saber. Desenrasca-te sozinho.

– Alma vá lá, sê um pouco simpática comigo sim? Pelos velhos tempos.

– VELHOS TEMPOS?! Eu dou-te os velhos tempos. Que tal como quando eu descobri que tu andavas enrolado com a oferecida da Mary Marcs, hum? E que tal quando eu soube que tu foste apanhado na casa de banho com a Amanda Riley? Quantas raparigas é que tu fudeste quando andavas comigo? – eu estava tão danada com ele. Eu gritava com ele a torto e a direito enquanto ele recuava com uma expressão de terror no rosto. – Sabes que mais, eu não quero saber. Nunca mais voltes a dirigir-me uma palavra sequer senão eu juro pelos deuses que te mato!

Fui a correr a toda a velocidade para o campo de corrida. Completamente alterada pela cena de à pouco nem dei conta que eu estava à frente da Melinda na corrida. Supostamente eu devia de guardar estes talentos só para mim. Eu quero entrar em nenhuma equipa, quer seja de atletismos quer seja o clube de Ciências. Acabei a corrida e fui sentar-me.

A Isabella olhava entre mim e a Melinda com uma cara de “O que é que acabou de acontecer?”, o professor Rock estava a bater palmas com uma expressão de orgulho estapada na cara, o James estava de boca aberta e a Melinda parecia que os olhos iam rebentar com tanta raiva que ela tinha. Acho que conseguia sentir o fumo que estava a sair-lhe pelas orelhas.

Quando a aula acabou o professor convidou-me para entrar na equipa de atletismo e eu recusei. Ele ficou triste porque eu era uma mais valia para a equipa, mas ele entendeu quando eu lhe expliquei que eu já tinha uma atividade extra-curricular e ter a equipa de atletismo só iria atrapalhar ainda mais a minha concentração na escola.

O que eu adoro no meu horário é que às segundas eu só tenho duas aulas de manhã e uma à tarde. Depois de sair da escola fui direta para o estúdio de dança como faço sempre.

– Foi uma ótima discussão, pena não ter pipocas comigo.

Olhei para trás e deparo-me com o Nathan.

– Andas a seguir-me? E como assim tu viste a discussão? Isso aconteceu dentro da escola, e pelo que eu me lembro nunca te vi nos corredores. – disse eu intrigada.

– Eu tenho as minhas maneiras de entrar. Mas isso não interessa. Estás bem?

– Como se tu te importasses.

– Ouve Alma, eu sei que tu não vais acreditar, mas eu realmente quero saber se estás bem ou não. – e depois começou a murmurar – Devia de partir a cara daquele gajo…

Ele devia era de ficar no canto dele. Tudo bem ele importasse, mas o Jordan é um problema meu. E só eu é que tenho o direito de lhe partir a cara.

– Nathan, foi muito bom encontrar-te e tal mas eu tenho mesmo de ir. O pessoal lá no estúdio está à minha espera. – porque é que eu lhe tenho de dar satisfações para onde é que eu vou? Sou mesmo estúpida.

– Tudo bem, eu acompanho-te.

E fomos a caminhar em direção ao estúdio de dança em silêncio. Foi um silêncio constrangedor, mas eu não tenho coragem suficiente para quebrar o gelo.

Por favor Nathan diz alguma coisa.

Notas finais
Então o que acharam? Estou a pensar em escrever o próximo capítulo na perspetiva do Nathan, boa ideia ou não? Digam o que acharem melhor nos comentários. Xoxo, Sarie.