Notas iniciais
Então olá! Estou de volta com um capitulo acabadinho de sair do forno. Até agora creio que este seja o maior que eu já escrevi, por isso não vos vou massar mais. Quero agradecer à la anjon del la muerte por comentar!

Depois de entrar no edifício e cumprimentar todos os que eu conhecia desafiei-me a olhar para trás. Ele tinha uma expressão confusa na cara e estava certamente a pensar em algo que o incomodava. Ou irritava? Não sei, ainda não o conheço suficientemente bem para poder ler as suas expressões. O Nathan caminhou para fora do meu alcance e eu acabei por ser arrastada para dentro do estúdio pela Krissa.

Krissa é uma rapariga encantadora. Olhos verdes, cabelos castanhos escuros, alta, com sardas no nariz, porte atlético e bem esculpido, muito simpática e prestativa e acima de tudo era uma rapariga que adora uma boa festa com os amigos.

Enfim, quando a Krissa me largou fui imediatamente puxada para o lado. Era o Jack.

– Parece que não te vejo à séculos! Não sabes o susto que me pregaste quando fui à tua procura e nunca mais te encontrava. – sussurrou ele com uma expressão frustada.

– Lamento imenso Jack. Tive de apanhar um pouco de ar e depois encontrei um amigo. Perdi a noção das horas e fui para casa.

– Tudo bem. Eu perguntei àquela tua amiga que costuma vir cá onde tu estavas e ela disse que tinhas ido para casa acompanhada por um rapaz e cito “incrivelmente sexy”.

Eu ri. Era mesmo coisa da Isabella.

– Está tudo bem comigo. Mas e então, alguma novidade? – ergui uma sobrancelha e dei-lhe o meu melhor sorriso malicioso.

– Sabes que só tenho olhos para ti Alma. Ofende-me saber que tu pensas que eu ando por aí com outras. – exclamou ele fingindo estar ofendido.

– Se eu não te conhecesse até acreditava em ti meu querido, mas como eu conheço quero saber pormenores.

– Ah como eu te adoro! – disse ele abraçando-me. – Era uma rapariga espetacular, nada em comparação a ti só para que saibas, tinha ar de ser muito inteligente, ela disse que te conhecia até!

– A sério? Quem era?

– Lisa qualquer coisa…

– A LISA?!? Céus, a Lisa contigo? Uau, estou deveras surpresa, uau. – nem queria acreditar, a Lisa e o Jack numa festa? Visão mais estranha de sempre.

– Vê lá o que dizes Alma! – exclamou ele corado.

– Estou muito feliz por ti a sério, a Lisa é uma rapariga cinco estrelas. Então quando é que a vais convidar para sair?

– Já convidei. – disse orgulhoso de si mesmo. – Vou hoje buscá-la à escola e depois levo-a para tomar café e assim.

E ele continuou a conversa durante mais uns minutos até que o pessoal nos chamou e a aula começou. Foi bastante boa como sempre, sempre na risada e sempre a fazer-mos palhaçadas uns para os outros. O bom disto tudo é que há sempre uma câmara a gravar estes momentos, assim fica uma prova material de que somos felizes sendo nós mesmos, não só temos boas memórias do tempo passado neste estúdio como todos temos vídeos de chorar a rir com as nossas figuras ridículas.

Quando a aula terminou fui direita para os balneários tomar banho. Estava alagada em suor, o que é um bom sinal, significa que hoje trabalhei bem e esforcei-me.

Vesti uma camisola azul escura com riscas brancas e umas calças de ganga escura, calcei as minhas All Star antigas brancas mas ainda estava de toalha na cabeça quando alguém começa a chamar-me do lado de fora. Tiro a toalha e enxaguo o cabelo melhor, deixei-o solto e saí.

– Sim? – perguntei para o vazio.

– Alô? Quem é que me chamou? – convencida que tinha sido uma partida girei os calcanhares e fui outra vez para dentro do balneário.

Esta gente não passa uma hora inteira sem fazer alguma palhaçada, pensei. Pensam que são muito engraçadinhos, esperem até eu saber que é que me deixou fazer figura de parva com o cabelo ensopado. Como já era quase hora de almoço peguei na minha mochila e caminhei até casa.

Quando cheguei tinha um recado dos meus pais colado no lado de dentro da porta:

“Alma,

Recebemos uma mensagem de Íris do Quiron e tivemos de ir o mais rápido possível para o Acampamento Meio-Sangue. Não sabemos ainda detalhes mas parece que vamos ficar lá uns dias. Lamentamos imenso por te deixar assim sozinha sem aviso prévio mas teve de ser.

Convida alguém para ficar aí contigo até regressar-mos, mas atenção quem convidas han. Juízo Alma.

Beijos, Mãe e Pai.

PS: deixei para ti o meu cartão de crédito para quando precisares de comprar alguma coisa. Podes sair mais tem cuidado e anda sempre com a moeda no teu bolso, vê lá a que horas chegas a casa. NADA DE FESTAS DA ISABELLA AÍ!”

Ri-me com a ideia da Isabella dar festas aqui em casa, eu não sou louca da cabeça, nem por cima do meu cadáver eu deixava tal desgraça acontecer. A Isabella fica fora de controlo quando se trata de festas. Acho que vou deixar de parte este pequeno pormenor de ficar sozinha em casa por tempo indefinido, não queremos que coisas inesperadas aconteçam.

Encomendei uma pizza com ananás para o almoço, eu simplesmente amo pizza de ananás, é o meu grande vício. Quando o rapaz veio entregar a pizza a casa começou a fazer-se a mim e eu tipo: “Amigo pára aí agora, esta rapariga não quer mais nada com rapazes pelo menos por um século”.

Senti-me no sofá com a minha querida e amada pizza de ananás com uma Coca-Cola e um pratinho com batatas e ketchup. Estava a ver um filme qualquer sobre uma rapariga que estava a ser vitima de stalk quando tocaram à campainha.

– Já vai!

Fui a correr descalça até à porta, esperava que fosse o James para me fazer companhia. Mas nããããããããoooooooo…

– Olá Alma.

– Adios Jordan. – e fechei-lhe a porta na cara.

Voltei para o sofá e continuei a comer. Uma voz conhecida começou a rir-se atrás de mim. Virei-me assustada para trás, não estava à espera de ter mais alguém dentro de casa comigo. Não era suposto haver ninguém aqui a não ser eu.

– Como é que entraste?

– Pelas traseiras. Tens de começar a trancar essa porta se não queres pessoas indesejadas a entrar-te pela casa adentro. Excepto eu, claro.

O Nathan começou a prestar mais atenção em mim e reparou no que eu tinha vestido. Quando cheguei a casa mudei para uma roupa muito mais confortável, uns calções pretos e uma camisola velha cinzenta de manga curta a mostrar um dos ombros. Ele corou e eu o acompanhei.

Que vergonha!

– O que é que queres? – perguntei a medo.

– Eu… hum… eu-eu… — ele fechou os olhos e respirou fundo – Eu vim aqui para tentar resolver as coisas contigo e deixar as coisas claras entre nós.

– Resolver as coisas?

Ele rodeou o sofá e sentou-se na mesinha de centro da sala a olhar-me mesmo nos olhos.

– Eu queria te dizer que se estou a incomodar-te de alguma maneira possível basta dizeres que eu desapareço. Estou a falar a sério. Não sou como aquela amostra de homem que anda por aí a implicar contigo. – disse ele com a voz carregada de tanto ódio e raiva, tinha os punhos cerrados com tanta força que as dobras dos dedos estavam todas brancas.

– Não! Quer dizer não estás a incomodar-me muito, quer dizer, às vezes assusto-me quando apareces assim do nada como agora mas não quero que desapareças.

Não sou capaz de o olhar neste momento. Ele ficou calado pelo que me pareceu ser uma eternidade e por fim respondeu com um fantasma de um sorriso nos lábios:

– Ainda bem que pensas assim, sinceramente não estava com muita vontade de deixar de te ver. – terminou com um sorriso de esguelha completamente sedutor e um brilhozinho nos olhos. Tinha a sensação que estava a encará-lo à demasiado tempo por isso desviei os olhos.

O meu telemóvel começou a tocar e eu olhei para a tela e não estava lá escrito um nome mas eu reconheci o número. Jordan.

– Oh não… — gemi.

O Nathan deve ter percebido de quem se tratava porque ele pegou no telemóvel e atendeu-o na maior das descontrações.

– Telemóvel da Alma, quem é? – disse ele piscando-me o olho.

Ouvi uns baralhos vindo do outro lado da linha.

– Ela está no banho não pode atender de momento, queres que eu passe uma mensagem? Mas antes deixa-me só te dizer uma coisa, pára de incomodar a minha miúda ou eu dou-te caça… Pois claro como queiras. – e desligou.

– Minha miúda? – perguntei cruzando os braços, foi a vez dele de corar.

– Se ele pensar que estás com outra pessoa talvez pare de atormentar. – encolheu os ombros.

– Por mim tudo bem. – encostei-me ao sofá e retomei a prestar atenção à minha deliciosa pizza que estava a começar a ficar fria, que bom! Pizza fria é ainda melhor do que quente a meu ver.

Ele saiu de cima da mesa de centro e sentou-se mesmo ao meu lado, tipo com os nossos ombros a tocarem-se e tudo mais! Estava prestes a dar outra dentada na pizza quando ele ma tirou da mão.

– Calminha aí amigo! Podes ter me salvo a vida mas na minha pizza ninguém toca! – disse eu já com uma almofada em punho.

– O que tem? É a minha favorita, dá-me algum desconto. – ele simplesmente encolheu os ombros e voltou a olhar para a televisão.

Eu estava com demasiada preguiça para lhe responder de volta. Apenas suspirei, peguei noutra fatia e tentei prestar atenção a um filme que eu não conseguia entender.

Acho que este era exatamente o tipo de comportamento que o meu pai não queria que eu tivesse enquanto ele estava fora – ter rapazes dentro de casa. De repente senti os músculos dos braços dele, que por sinal estavam sempre tensos desde que ele se sentou, a relaxarem por completo. Olhei para o lado e vi que ele estava de olhos fechados e a começar a tombar para o lado, o meu lado! Quando meu apercebi tinha um Nathan a dormir no meu colo.

Ele parecia apenas um rapazinho amoroso a dormir. Não tinha aquelas barreiras todas contra mim impedindo-me de ver as suas emoções, não tinha os punhos cerrados nem aquela tensão toda a correr pelo seu corpo. Eu acariciava os seus belos cabelos negros e macios enquanto via o filme, agora é que eu conseguia ver como realmente ele era.

Tinha o cabelo ligeiramente encaracolado e já precisava de um corte porque alguns dos seus perfeitos caracóis de ébano caíam para os olhos, tinha um maxilar bem esculpido e as maçãs do rosto definidas. Apesar da sua aparência magra ele era bastante forte, tinha os braços tonificados, não muitos musculosos mas o suficiente. Devia de medir pelo menos 1.80m, ou seja muito mais alto que eu, tinha pernas compridas e graciosas e a sua pele era ligeiramente bronzeada. O que mais me atraía nele eram os lábios carnudos que eu tinha tanta vontade de beijar, os olhos fascinante dourados e o cabelo que, cada vez que caia para cima dos olhos, apetecia-me penteá-los de volta ao seu lugar.

Com estas observações todas eu nem notei que também estava a ficar com sono,. Mas eu lembro-me que a certa altura enquanto ele estava a dormir que eu tinha ouvido o meu nome a sair por aqueles lábios rosados.

Caí no sono com um sorriso estampado na cara.

Notas finais
Por hoje é tudo! O que acharam? Xoxo, Sarie.