Lifes Surprises

2 Whirlwind of feelings


Notas iniciais
Recomendo ouvir Guns N' Roses para quem gosta ou a preferencia de cada leitor. Espero que gostem e por favor deixem um review. Obrigada.
Xoxo

...

- Então diga logo Dan. – me aproximei dele segurando seus braços e olhando em seus olhos.

Ele me empurrou novamente para longe e olhava para os lados como se tivesse medo que nos vissem juntos, ele era sempre assim me escondendo, mas isso é porque ele não quer que seus pais saibam que ele namora, ele tem medo da reação de seus pais.

- Aqui não! Você está louca? – ele deu as costas e saiu andando.

Achei tão estranho o seu comportamento, mas ele devia estar com algum problema e eu pensando coisas ruins sobre ele. O sinal bateu, era uma quinta-feira meu penúltimo dia de aula, fui correndo para sala. A primeira aula era de história, eu amo história, mas não é uma profissão que pretendo seguir, meu sonho é ser publicitária, pois minha criatividade é uma das minhas qualidades.

- Ell que demora! – disse Charlie minha melhor amiga, ela era quase minha irmã eu a conhecia desde meus sete anos e ela morava perto da minha casa.

- Oi... – disse colocando minha mala na carteira a sua frente e com a voz deprimida.

Charlie sempre se preocupou e cuidou de mim, sempre ao meu lado e me dando conselhos, ela é uma mulher de 17 anos com os cabelos loiros bem claros e os olhos mais lindos que já vi na vida, azuis iguais ao céu, alta e um corpo lindo. Ela é uma pessoa muito doce e simpática, mas só anda com nosso grupo como eu.

- O que aconteceu? – disse ela segurando minhas mãos e preocupada.

Sentei-me e arrumei minhas coisas em cima da mesa, que na realidade mal cabia meu caderno quanto mais meu caderno, estojo, agenda, livros e celular. O professor ainda não tinha entrado na sala, ele estava na porta cantando as meninas burras que na realidade só ficavam com ele para ganhar nota.

- Primeiro foi o John, parece que ele passou mal durante a noite e minha mãe o levou ao hospital e segundo... – disse me virando para conversar com Charlie.

- E ele está bem? Coitado ele é um amor de pessoa, mande lembranças a ele. – ela segurou minha mão novamente.

- Ele está passando bem, parece que foi um enfarte. Mas o pior mesmo você não sabe, não pode nem imaginar! – disse como se tivesse tentando assustar uma criança de cinco anos com uma história sobre fantasmas.

- Então conte logo, estou curiosa já!

- Minha mãe disse que nós vamos passar minhas férias nos EUA na casa do meu pai, mas eu posso levar alguém comigo e também não preciso conviver com aquela família. E ainda tem mais... – minha voz saiu quase como um sussurro.

- Calma que eu estou assimilando... Em um dia o John teve um enfarte, você recebeu e noticia que vai ter que passar suas férias com pessoas que você odeia e ainda tem mais? – ela parecia não acreditar.

- Sim! Isso tudo é verdade, eu queria levar o Daniel ou você para lá, então quando cheguei fui falar com ele, só que ele me destratou de um jeito que por pouco não me magoou. – senti que minhas mãos estavam geladas e Charlie como sempre estava com suas mãos húmidas.

Ela largou minhas mãos e estava com fúria em seus olhos.

- Eu não acredito que é esse babaca de novo! Ele sempre te maltrata, ele te trata como se você fosse um saco de merda! Você ainda não percebeu que ele não quer nada? Ele só quer comer você e dar uns amassos e pronto! – ela estava a ponto de gritar.

- Olha aqui nós não vamos brigar por isso de novo, não é? Ele me ama, mas tem medo do que seus pais vão dizer e ele não me maltrata!

- Imagina se ele maltratasse então! Mas eu já te falei isso umas mil vezes e você não liga, não vou brigar com você por isso novamente... Se você quer se passar por burra tudo bem, mas não vou deixar que ele te machuque. – disse ela fazendo careta e arrumando seu cabelo, ela sempre fazia careta e me xingava quando estava com raiva.

- Hawn não fica assim não minha bebê! – disse fazendo voz de bebê e apertando suas bochechas.

Ela resmungou. O professor entrou na sala e começou a explicar a matéria, 90% da sala não prestava atenção no que ele dizia, estavam mexendo no celular, conversando ou se beijando. Às vezes penso como em que uma escola cara estas coisas são permitidas, tenho vontade de ir à direção e reclamar, mas não vou dar mais um motivo para me odiarem.

- Senhorita Amell, poderia nos responder a questão de número sete? – disse o professor vindo em minha direção, ele me fitava com os olhos. Ele também não gostava de mim, pois já fui à polícia acusa-lo de pedofilia. E meu nome completo é Ellie Amell Wood.

- Claro que posso querido e pedófilo professor! – disse abrindo um enorme sorriso irônico.

Neste momento toda a sala ficou em silêncio, todos pararam o que estavam fazendo e prestavam atenção em mim e no pedófilo. Escutava Charlie sussurrando “Ell fica quieta”.

- Como você ousa falar deste jeito comigo? – Ele deu um soco em minha mesa, tudo que estava em cima dela caiu no chão.

- Do mesmo modo que você ousa ficar com suas alunas e dar nota para elas, quer dizer que nesta escola não ganhamos nota por nossa inteligência e sim por nosso desempenho na cama com o professor? Gosta de um fio terra também? – disse me levantando da carteira, gritando e apontando o dedo na cara dele.

- Já para a direção antes que eu lhe de um soco! – ele estava vermelho, não sei ao certo se era de vergonha ou de ódio.

- Com o maior prazer, mas uma última coisa... Pedófilo, agressor, burro e o que mais você é? – neste momento empurrei a carteira e fiquei cara a cara com ele.

Ele me segurou pelos ombros e me chacoalhou.

- Chega! Senhorita Amell já para minha sala! – disse a diretora o empurrando para longe de mim.

Todos riam enquanto eu me retirava da sala seguindo a diretora. Chegando à diretoria ela mandou que eu entrasse e me sentasse, fechou a porta e se sentou à minha frente.

- Ellie no penúltimo dia de aula? – ela escrevia minha advertência.

- Claro aquele homem implica comigo e ainda é um pedófilo! Como posso deixar isso de lado? Só se eu tivesse sangue frio. – disse indignada, pois ao invés dela tomar alguma atitude contra ele, ela na verdade estava me dando mais uma advertência, digamos que não sou uma pessoa muito calma e já levei muitas punições por brigas.

- Aqui está – ela me entregou a advertência – vai ser somente isso, pois estamos no penúltimo dia de aula. Agora se retire da minha sala e volte para sua sala quando bater o próximo sinal.

Levantei-me e abri a porta, quando dei um passo para fora da sala eu me virei para ela e disse:

- Impressionante como no mundo as pessoas que lutam e são verdadeiras são as que se fodem, enquanto as pessoas mau caráter se dão bem. – dei as costas e sai correndo.

Estava indignada, com tanta raiva que podia matar alguém naquele momento, não ouvi se a diretora disse algo quando sai de sua sala, mas ela que se foda. Eu não sou nenhuma menina fofa e imatura, enfrento qualquer coisa que aparecer. Resolvi esperar o sinal bater na arquibancada do campo de futebol.

- Ellie? – disse Daniel se aproximando de mim.

- O que foi? – não estava com paciência para ele naquele momento.

- Lembra que eu disse que tinha algo para te contar? Então este é o lugar perfeito! E também fiquei sabendo que levou mais uma advertência hoje! Isso não vai ser muito bom no seu histórico e você sabe, já foram umas 600 advertências e 100 suspensões este ano? – Ele sorria ironicamente.

- Que se foda o histórico, que se foda essa merda toda! E vai tomar no cú! – eu não aguentava nem olhar para o sorriso irônico estampado em seu rosto.

- Nossa alguém está estressada, mas então é muito importante o que eu tenho para lhe contar... Você pode me ouvir agora e tentar se acalmar? – ele sentou ao meu lado.

- Hum... Fala logo! – fechei os olhos por alguns segundos tentando me acalmar e olhei para ele.

- Eu estou doente, descobri esta semana no médico é um tumor no cérebro, mas tem cura.

Fiquei em choque, como ele me conta isso com tanta tranquilidade e um sorriso?

- E... E... E ai? – segurei a mão dele.

- E ai que nestas férias nós não vamos poder nos ver, pois eu vou para os EUA me tratar, fiquei tão triste por isto... – ele abaixou a cabeça parecendo um pouco triste.

- Não é por isso, também vou passar as férias nos EUA e podemos ficar juntos. Era isso que tinha para te contar. – abri um enorme sorriso.

- Eu disse EUA? Quis dizer Rússia, sabe é mais perto e melhor eu me tratar lá. – ele deu um sorriso sem graça.

Achei aquilo meio estranho por um momento, mas lembrei-me de que ele tem um tumor no cérebro, coitado ele deve ter se confundido mesmo.

- Que pena, mas podemos nos falar pela internet!

- Claro! – ele deu uma risada – Mas eu também vim aqui para fazer outra coisa... Amanhã eu não vou vir para o colégio, então temos que nos despedir hoje. Pensei de nós transarmos aqui e agora! – ele me pegou pela cintura e começou a me beijar.

- Acho que aqui não é o melhor lugar para fazermos isso... — disse ofegante e desejando cada parte do seu corpo.

- Sério? Eu andei malhando, olha o meu tanquinho. — ele levantou a camisa, pegou minha mão e colocou-a para sentir a definição de seu abdômen.

- Mas só uma rapidinha. – me sentei em seu colo.

Ele começou a beijar meu pescoço, com sua mão em minha cintura ele foi descendo por baixo da minha saia e tirou minha calcinha. Eu beijava-o, mordia sua orelha e apertava suas costas, desci com minha mão até o zíper de sua calça, seu pênis já estava ereto, abri o zíper e tirei seu pênis da cueca. Ele puxou meu cabelo e beijou meu pescoço novamente.

- Você já pode montar. – disse ele ofegante e me olhando com uma cara de safado.

- Mas antes vou colocar a camisinha em você. – peguei a camisinha que deixava na carteira, abri e coloquei de um jeito sexy em seu membro.

Arrumei-me em cima dele e montei em seu colo, com que seu pênis entrasse em minha vagina, comecei a cavalgar lentamente. Sua mão estava em meus seios fazendo movimentos circulares e eu arranhava suas costas.

- Mais rápido sua vagabunda! – ele gostava de me xingar quando transavamos.

Cavalguei o mais rápido que podia, o prazer consumia cada parte do meu corpo, eu estava tão excitada que eu só queria que aquele momento durasse para sempre. Comecei a gemer levemente enquanto ele dava leves tapas na minha bunda. Eu precisava gozar já estávamos a uns 20 minutos indo tão rápido.

- Eu tenho que gozar, não aguento mais segurar! Puta que pariu! – ele me apertava contra seu corpo.

- Pode gozar. – disse enquanto dava um leve gemido.

Ele não fazia sexo, ele fodia. Ele gozou e nós paramos, pois era só uma rapidinha. Retirei a camisinha de seu pênis e joguei para trás.

- Você é tão gostosa Ell e sabe fazer tudo tão bem... Uma pena ficar sem você nas férias. – ele acariciava meu rosto.

- Para isso que temos o Skype! Mas agora vamos colocar nossas roupas antes que nos vejam aqui. – peguei minha calcinha e coloquei-a, o sinal bateu – Agora tenho que ir para a aula Dan, eu vejo você na saída ou não.

Peguei minha bolsa, dei um último beijo nele e fui correndo para a sala.

Chegando à sala arrumei novamente minhas coisas em minha carteira, ninguém mais me olhava somente Charlie.

- Ei o que aconteceu? – ela sussurrou.

- Eu levei uma advertência, fui para a arquibancada do campo de futebol e transei com o Dan lá. – retribui o sussurro.

A professora de biologia entrou na sala, ela era tenebrosa, então por isto todos ficaram em silêncio.

- Hoje teremos o último teste do ano, teste surpresa de biologia. – ela estava com um envelope na mão e andava de um lado para o outro.

- Qual área da biologia professora? – perguntou Charlie.

- Área de genética Senhorita Holligans. – ela mal olhou para Charlie.

Ela entregou as provas. Eu era boa em todas as matérias, tinha facilidade com tudo.

- Ei esquisita! – disse Ally, a garota que eu mais odiava.

- O que você quer? – disse virando os olhos, ela estava sentada ao meu lado.

- Me passa a questão quatro! – ela me intimou.

- Claro! – dei um sorriso maléfico – A resposta é: “Enfie um salame horizontalmente no seu orifício anal e esqueça-se da minha existência”.

- Obrigada esquisita! – ela acreditou na minha resposta, olhei e ela estava escrevendo o que disse.

Terminei o teste junto com Charlie e fomos para minha casa. Avisei a ela que viajaríamos daqui dois dias e que ela deveria começar a fazer suas malas, conversamos sobre muitas coisas, choramos sobre nossos namorados, Charlie e minha mãe eram as únicas pessoas com quem eu compartilhava meus sentimentos. Quando anoitecia o telefone tocou, era minha mãe dando notícias sobre o John, ele estava bem, mas ficaria mais duas semanas no hospital. Ela me contou a bomba lentamente, como sempre.

- Filha você vai ter que passar duas semanas sem mim lá nos EUA, eu vou ficar com o John e o Brad, depois nós vamos. Você vai ficar bem, vai estar com a Charlie. – percebia o cansaço em sua voz, ela não queria discutir.

- Tudo bem mãe, cuida do John e diz que eu o amo muito! – fui compreensiva, sabia que ela não aguentaria mais coisa.

- Obrigada meu amor e eu falo para ele sim. Agora eu vou dormir um pouco, nos vemos quando eu for te levar ao aeroporto, eu te amo Ellie. – sentia a emoção e o orgulho em sua voz.

- Também te amo mãe. – desliguei o telefone e uma lágrima escorreu pelo meu rosto, o aperto em meu coração era maior que tudo, minha mãe cansada, John doente, a viajem dos meus pesadelos e meu namorado, tudo isso só me fazia querer sumir. Mas quando olhei para trás lá estava Charlie e eu sabia que ela seria o meu porto seguro.

...

Notas finais
Espero que tenham gostado e não esqueçam do review (comentário). Obrigada!
Xoxo