Life and Death
2 New Day
Notas iniciais
– Jackie! – Acordei com uma voz assustada me chamando
Cupido tinha uma de suas mãos em meu ombro e me chacoalhava levemente. Me sentei na cama, fazendo que o coberto que cobria meu corpo descer, assim descobrindo o meu tronco, e no mesmo instante o loiro corou, olhei para baixo e percebi que estava apenas de sutiã. Então me concentrei em uma roupa qualquer de ficar em casa e tcharam!
– Qual o problema? – Perguntei após mudar de roupa
– É que você estava gritando, acho que Ra um pesadelo.
–Sério? Desculpa, eu não lembro nem de ter dormido
– Sem problemas, hoje é um novo dia – disse ele sorrindo – Sempre que você precisar eu estou aqui, ao seu lado, não importa quantos dias passem – Então ele abaixou sua cabeça e me deu um beijo na testa.
– Obrigada... – Disse meio sem jeito, como ele é fofo! Da até vontade de apertar, ou beijar
– O-oque vo-você... – Gaguejava o espírito do amor enquanto eu aproximava meu rosto do seu, que a essa altura já estava vermelho como um pimentão.
Mas fomos interrompidos por duas batidas na porta do quarto, que estava fechada. Cupido então se afastou de mim e foi abrir a porta, enquanto isso eu me levantava da cama. Quando ele a abriu Char entrou no quarto, ela vestia uma blusa simples vermelha e uma calça branca, seu olhar ainda estava triste, mas estava visivelmente melhor.
– Ela chegou – Foi tudo o que ela disse e saiu
– Quem chegou? – Perguntei curiosa
– Você vai ver – Respondeu ele sorrindo e me puxou pela mão. O meu quarto ficava de frente para o dele, então tivemos que descer a escada, passar pela cozinha e atravessar um corredor para chegar até a sala. Lá, duas pessoas já nos esperavam, uma era a Char e a outra era uma menina
A menina tinha uma quinze/dezesseis anos (N/A: Incrível como a maioria dos espíritos são adolescente, mas eu não consigo imaginar eles muitos velhos), tinha cabelos longos, loiros e meio cacheados, seus olhos conseguiam ser mais azuis do que os de Cupido e vestia um lindo vestido branco de saia rodada de altura até os joelhos. Char estava de frente para ela e pelo visto servia chá à garota.
Sentamos-nos no sofá, e como a garota estava em uma das poltronas, Char se sentou na poltrona restante.
– Quem é você? – Perguntei sendo direta
– Meu nome é Alicia, também conhecida como Vida, sou uma velha amiga do Cupido
– Como assim “velha amiga”? – Isso era o que eu ia perguntar, mas por incrível que pareça quem perguntou foi a Charlotte
– Longa história – respondeu o loiro
– Nós temos tempo – dissemos nós duas ao mesmo tempo
– E eu posso esperar – Completou Alicia, e logo depois tomou um gole do chá.
Vencido, Cupido soltou um longo suspiro, e começou a contar sua história ( < Para ler é só clicar )
...
– Então nós já nos conhecíamos antes? E toda aquela história de você ser mais velho que eu?
– Sim, nós já nos conhecíamos, e isso é meio que verdade, por algum motivo você só voltou como espírito um tempo depois.
– Mas não foi o Breu que transformou Jackie e seus irmãos? – Perguntou Char
– O Peter e o Patrick pode até ter sido o Breu, mas a Jackie fui eu.
– E você sabia de tudo isso o tempo todo e nunca me contou, por quê? – Eu não estava brava com ele, não muito
– Medo, eu tinha medo que quando você se lembrasse de tudo você tivesse ódio de mim por não ter feito nada. – Disse ele segurando o choro.
– Está tudo bem – Disse o abraçando – Eu não te odeio, eu te amo seu bobo. – Então eu lhe de um selinho, mas fui pega de surpresa quando ele pediu passagem com a língua, essa seria a primeira vez que iríamos nos beijar de verdade. Então permiti a passagem de sua língua e começamos a dança dentro de nossas bocas. Até que ele não beijava mal, mas eu tive que conduzir o beijo.
– Com licença, ainda estamos aqui – Disse Char chamando a atenção e nos fazendo nos separar.
– Er... Desculpe – Disse, e ele não falou nada de tão envergonhado.
– Podemos voltar ao assunto do por que vocês me trouxeram aqui?
– Sim claro – Respondeu o loiro ainda envergonhado – Você poderia nos ajudar a trazer o Peter de volta? Ele era um espírito, mas foi morto em uma batalha.
– Eu posso e vou – Disse ela, e imediatamente todos nos sorrimos – Porém, não posso fazer isso sozinha, como já devem saber precisa tanto de mim quanto de Marcus para trazer alguém de volta da terra dos mortos.
– Marcus? – Perguntei
– Sim, é o nome da Morte – Explicou ela – Sem a ajuda dele, todo e qualquer esforço vai ser em vão, porém ele não faz nada de graça, para ele tudo tem um preço. E como Peter já um espírito, ninguém precisa se sacrificar, mas nunca se sabe o que ele pode pedir.
– Posso fazer uma pergunta? – Perguntou Char
– Claro
– Você e Marcus são irmãos, primos ou coisas do tipo?
– Não, nós nunca fomos humanos então não temos nenhum parentesco, nós fomos criados por uma força superior ao homem da lua, mas não somos irmãos, e se forem perguntar quem é essa força superior, infelizmente nem nós sabemos.
– E onde Marcus está? – Perguntei
– Eu não sei direito, bom na verdade eu não sabia, mas agora eu sei. – Disse ela – Ontem a noite o Homem da Lua pediu para eu vir aqui, e por isso eu vim, além disso, ele me falou onde a Morte se encontra agora.
– Aonde? – Perguntei logo de uma vez, ela estava enrolando muito
– Ele me disse: “Nos campos das flores que seguem o sol, em Toscana, a morte se encontra”.
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