Life And Death Of Jimmy Sullivan
1 1 - A mudança
Notas iniciais
POV: Jimmy
O Brasil é um país muito diferente do que eu imaginava. Cores, tantas belezas, um lugar divino, a primeira vista fiquei encantado com tanta riqueza.
Estou me mudando da Califórnia, parece que minha mãe conseguiu um emprego muito bom no Brasil e não podia recusar. Vou ser sincero, sentirei falta de Huntington Beach, mas São Paulo não parece ser tão ruim assim.
— James me ajude a levar essas coisas pra dentro! – Minha mãe gritava com entusiasmo por causa da nova casa.
Emiliy, minha irmã mais nova, estava conversando com uns caras que moravam na casa ao lado (nem vou dizer que eles já estavam cantando minha irmã).
Peguei as caixas de papelão mais pesadas e levei para a cozinha, onde minha mãe estava.
- Obrigada filho! Pode deixar que a companhia irá trazer as outras coisas. Vá dar uma volta, conhecer os vizinhos. – Disse ela com um sorriso.
Saí e vi minha irmã acenar pra mim.
- James venha conhecer os nossos vizinhos!
Fui em direção á ela. Cumprimentei os caras e não gostei nenhum pouco do que vi, muitos deles eram ricos. Um deles era Bruno, um cara do estilo “bad boy” que arrasa o coração das garotas, mas não passa de um ignorante bombado. Seus amigos não eram muito diferentes dele. Reparei também na casa e no carro que eles tinham, carros de luxo e uma casa enorme que precisaria de muitas empregadas pra dar conta.
- E ai? Curtindo o Brasil? – Bruno me perguntou.
- Aqui tem cada gata mano, se você gosta de sair pegando como nós, veio morar no lugar certo!
Não sabia o que responder, só tive vontade de socar a cara dele e nem sei por quê. Apenas acenei com a cabeça e saí de lá antes que eu enfiasse a cabeça deles em uma viga de ferro ou coisa do tipo. Fui conhecer o bairro.
POV Emiliy
- Seu irmão é esquisito. Não fala por quê? – perguntou Bruno me olhando
- É gata, acho que ele não gostou de nós. Mas não importa desde que a irmã dele goste! – Lucas falou me abraçando de um jeito que eu não gostei.
- James é meio tímido, ele não queria vir para o Brasil e ainda está nervoso por isso, mas é um cara legal.
- E onde vocês vão estudar? – Perguntou o André enquanto chegava mais perto de mim.
- No colégio Adventista e confesso que estou com medo do primeiro dia de aula. – respondi
- Gata, é seu dia de sorte! Nós também estudamos lá! Não se preocupe, vamos te proteger! – disse o Bruno me agarrando.
Assenti. Inventei uma desculpa e voltei pra casa. Agora sim fiquei com medo, escola nova e esses caras! Com certeza iriam me perseguir por um bom tempo. Subi as escadas e fui tomar um banho.
POV Jimmy
Eram 18h30min e já estava escurecendo. O bairro era muito bacana, arborizado e tudo mais. Por onde eu passava as pessoas me olhavam com espanto. Acho que era por causa das minhas roupas. Sou um roqueiro assumido, dificilmente uso outra cor a não ser preto. Tenho a mania de andar de gravata e uma jaqueta preta sem camisa por baixo. Talvez minhas tatuagens também chamassem a atenção das pessoas.
Não havia problema algum em ser diferente, o comum me irrita e eu nunca fui uma pessoa que se importasse com moda ou opiniões alheias, assim eu apenas ignorava os olhares reprovadores das pessoas.
Entrei em uma rua bonita, com casas grandes e avarandadas. Algo chamou-me atenção, ou melhor, ALGUÉM.
POV Kerolaine
Eu estava na varanda de casa lendo um livro antigo da minha mãe. Eu sempre fui apaixonada por romances, mesmo sabendo que eles não são reais.
Estava tão concentrada na leitura que nem percebi alguém se aproximar. Abaixei o livro e vi alguém diferente de todas as pessoas que conheci.
Era um garoto da minha idade, vestia roupas pretas e uma gravata vermelha. Um estilo totalmente diferente e até mesmo errado para alguns.
Ele era lindo, mas não consegui ver seu rosto muito bem, estava escuro e confesso que fiquei com medo, seria ele algum ladrão ou apenas um novo morador?
- Oi, o que você está fazendo aí parado? – tomei coragem e perguntei.
- Desculpe,acho que me perdi ,sou novo aqui. Que rua é essa? – ele perguntou se aproximando.
- Rua dos Lírios. – respondi
- É eu estou perdido. Como chego à Avenida Alameda das Hortênsias?
- Ah você é o morador que comprou a casa dos Morgan! Por que você não entra? E eu te ajudo a chegar em casa! – respondi. Como eu convido alguém que nunca vi na vida pra entrar na minha casa? Quando dei por mim ele já estava sentado na sala respondendo um interrogatório da minha mãe.
Fale com o autor