Life After Love
15 Jealous
Notas iniciais
ThainaHeinen por eu não ter excluido ela ok? UAHUAHAUAHUAH
Eu vim aqui pra deletar a FIC e então vi a linda (lê-se LINDA) recomendação que ela fez, nem sei como agradecer, na verdade sei, está ai o capítulo! ♥
Tentei fazer uma contagem regressiva mental, mas não consegui deduzir para onde o tempo tinha ido. Senti como se alguém tivesse chutado minhas pernas. As semanas de estresse, de preocupação... De certo modo, no meio de toda minha obsessão com o tempo, meu tempo havia desaparecido. Meu espaço para organizar tudo, para fazer planos, tinha sumido. Eu estava sem tempo, e não estava preparada.
Não sabia como fazer aquilo. Como dizer-lhe adeus sem olhar-le nos olhos e fingir que não significava nada, eu simplesmente tinha que fazer... Por mim e pela minha escassa sanidade mental. Era parte do plano, parte da minha vingança, porém com tudo isso eu não conseguia odiá-lo! Mesmo assim eu nunca deixaria de fazê-lo sofrer, de fazê-lo me desejar. Eu sabia exatamente o que queria, mas de repente me apavorei com a possibilidade de se tornar realidade. Em tese, eu estava ansiosa, ainda mais ansiosa para vê-lo chorar e suplicar para que eu voltasse. As portas se abriram novamente, sai do elevador e minhas mãos tremiam ao pensar que eu poderia encontrá-lo a qualquer instante, repassava em minha cabeça tudo o que Jerry havia me dito, parecia tão simples e fácil agir daquela maneira, mas agora aqui, era tão mais complicado, como eu conseguiria ignorar o garoto a quem meu coração insiste em amar? Haveria de ter um jeito, eu não poderia continuar sendo machucada e destruída toda vez que o visse, eu teria que conseguir tirar Justin de uma vez por todas da minha vida. Maneei a cabeça respirando fundo enquanto andava receosa pelo silencioso corredor, haviam apenas dois estúdios naquele andar – o meu e o dele – além da pequena cafeteria particular em que costumávamos jogar conversa fora em nossos minutos de intervalo entre as gravações, e fora ali que tudo começou a acontecer, Justin se apaixonou por mim e todos os dias tentava me convencer a deixar Jake e namorar com ele, eu teimava em dizer que não e acreditar que meu coração ainda pertencia ao meu namorado, mas tudo fora em vão, ambos sabíamos que eu o amava, Justin conseguiu o que ele queria, eu terminei com Jake e começamos a namorar
Não fora de todo ruim, nosso namoro foi ótimo e mais do que isso eu realmente me apaixonei por ele amando-o com todo meu coração, o problema é que os sentimentos dele por mim acabaram, e isso é o que eu não consigo entender, me parecia tão sólido, o amor de Justin por mim era mais certo do que o sol que nasce todas as manhãs, e então de repente ele simplesmente se apaixona por outra e termina comigo como se eu não significasse nada? Doia tanto avaliar os fatos por esse ângulo, mas é a pura verdade, eu não signifiquei nada para ele, enquanto ela era tudo para mim. Lágrimas desciam silenciosamente por meu rosto enquanto o único barulho que eu escutava era o do salto de meu sapato Loboutin chocando-se contra o piso de mármore branco. Estava quase chegando ao meu estúdio, já havia avistado minha porta fechada, de frente para a de Justin que também estava fechada, suspirei aliviada por não tê-lo encontrado, talvez ele não viera hoje, pois pelo que pude perceber sua Land Rover não se encontrava no estacionamento. Apressei meus passos para chegar em meu estúdio, enquanto esfregava a manga de minha blusa em meu rosto tentando secar o rastro que as lágrimas deixaram ali, felizmente elas não caiam mais, o que me deixava um pouco mais confiante, estava prestes a abrir minha porta, mas meu corpo foi paralisado quando senti alguém tocar meu ombro.
(Justin’s POV)
Mais uma folha fora amassada e jogada no cesto de lixo, mais uma idéia não concretizada, mais uma música não criada. Minha mente estava inquieta e eu não conseguia me concentrar, tudo por culpa dela. A dúvida sobre saber se Ever já havia chego ou então nem sequer pensara em vir até a gravadora hoje me atormentava, ela tinha que vir, apesar de eu não desejar vê-la, eu queria que ela viesse. Pois se ela estivesse ali, em seu estúdio acertando os últimos detalhes de seu álbum eu ficaria aliviado em saber que ela não estava junto com Jake. Pensar que ele poderia estar beijando-a nesse momento me deixava aflito, e acabava com qualquer chance de escrever uma boa música. Afastei o pequeno banco de madeira e me levantei deixando o bloco de notas e a caneta sobre o piano novamente. Caminhei até a porta de vidro abrindo-a e sai da cabine de gravação, em seguida saí do estúdio também. Eu precisava de ar fresco, precisava de luz, mas não estava disposto o bastante para descer quatorze andares. Aproximei-me da porta do estúdio de Ever e encostei meu ouvido tentando escutar algo relevante através da madeira, e como já era de se esperar nenhum som fora emitido de dentro da sala.
Arrastei-me a passos lentos até a pequena cafeteria, na verdade não era exatamente uma cafeteria, e sim uma sala ampla com sofás, televisão de LCD fixada na parede e abaixo dela um extenso balcão com uma enorme variedade de biscoitos e guloseimas, além de uma máquina de café que além do próprio café fazia chocolate quente, capuccino, e o favorito de Ever, frapuccino. Apertei os botões tentando conseguir um chocolate quente, porém a enorme máquina não dera nenhum sinal de vida, eu nunca consegui aprender a mexer naquilo, sempre haviam outras pessoas ali e eu pedia que elas pegassem o que eu desejava, quando comecei a namorar com Ever passei a pedir para ela que sempre reclamava, mas com muito custo trazia o que eu queria. Desisti de meu chocolate quente, e resolvi beber apenas um copo de água, caminhei para direita em direção á máquina que fornecia o líquido gelado, ficava encostada bem perto das enormes janelas panorâmicas de vidro. Peguei um pequeno copo e o coloquei no fornecedor apertando o botão, o líquido começara a cair lentamente, e o único barulho que eu ouvia era o das moléculas de água sendo armazenadas em meu copo. De repente no meio de todo aquele silêncio pude ouvir uma gargalhada, e reconheci de longe de quem era aquele riso. Virei meu rosto para a direita e vi Ever descendo do carro de Jake após ele abrir a porta para ela. Deixei o copo de água cair, mas não me importei, caminhei boquiaberto até a janela repousando minhas duas mãos no vidro, e fiquei observando a cena. Jake a envolveu em seus braços beijando-a com tanta voracidade que cheguei a pensar que ele a devoraria ali mesmo, Ever tinha suas costas inclinadas para trás e passou os braços ao redor do pescoço dele. Ambos pararam de se beijar, pareciam ofegantes, mas estavam rindo, Jake ainda mantinha seus braços ao redor da cintura dela, Ever lhe disse algo enquanto ele lhe beijava o pescoço.
Ela lhe respondeu uma palavra de cada vez enquanto o enchia de beijos, se beijaram novamente como dois apaixonados e ela saiu de seus braços, andando para dentro do prédio de frente para ele, fitando-o como se não quisesse deixá-lo. Aquilo era demais para mim, era insuportável. Como ela podia fazer isso? Faziam apenas dois dias que tínhamos terminado nosso namoro, e ela aparecia feliz com ele. Tive plena certeza de que Ever estava tendo um romance com Jake enquanto namorávamos, era a única explicação. Provavelmente ela iria terminar comigo em breve, ela me enganou durante esse tempo todo. Estava com ele enquanto namorava comigo, e agora nem esconde a proximidade entre os dois. Senti minhas mãos formigarem, e meus olhos se encheram de lágrimas, meu coração se partiu em mil pedaços ao pensar que muito provavelmente ela fizera com ele coisas que jamais havia feito comigo. Inúmeras perguntas invadiram minha mente e eu tentava desesperadamente encontrar uma resposta para todas elas. Será que eles estão namorando de novo? Será que Ever estava mesmo tendo um romance com ele enquanto namorava comigo e por isso não se importou com nosso término? Será que Jake a havia levado para a cama?
Essa última questão me deixou incrivelmente nervoso, e meus pensamentos viajaram tentando juntar fatos para concluir que a resposta era não, para acreditar que Ever não tinha se deitado com ele, porém tudo fora aniquilado quando ouvi o ruído frenético de sapatos de salto chocando-se contra o chão, era ela, eu sabia que era. Fiquei imóvel, não porque eu não queria me mexer, e sim porque eu não conseguia, meus pés pareciam estar colados no mármore branco do assoalho. Eu queria ir até ela e tirar todas as minhas dúvidas, perguntar tudo o que eu queria saber, porém eu não tinha mais esse direito. Ever não me devia satisfações, não mais. O barulho se aproximava e minha respiração ficava cada vez mais irregular, finalmente a vi, Ever passou reto sem notar minha presença no canto da sala, ela parou em frente a sua porta e quando estava prestes a abri-la tomei coragem e caminhei rapidamente até ela, coloquei a mão em seu ombro, e sua reação – por mim – já era mais do que esperada. Virou-se de frente para mim rapidamente, tinha os olhos arregalados, levou a mão ao peito ofegante com a expressão assustada.
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