Notas iniciais
[Nivea]: Então, galera, deu que deu que deu e não deu em nada, porque acabamos nem postando no dia programado *rindo* Maaaas, tudo bem, era uma causa nobre, minha gente, (ou eu tento pensar assim KKKKKKKKKKKK zoa), maaas, o ponto é, ainda vamos responder SIM os recaditos, esse tempos andaram pra lá de complicados, entonce, viemos na madruga da noite, arrumar isso... AGORA COM VOCÊS, LEEEELOOTTY (*sussurrando aqui* ela fez aniver ontem, povo) u.u [Leloty]: Realmente não deu em nada, era pra eu ter postado ontem, pq estaria de bom humor (sim, era meu aniversário, mas alguém por favor explica pra Nivea que é só mais um dia qualquer) maaaas acabou que nem tempo tivemos. E aqui estamos nós, Nivea caindo de sono e eu mais ainda para enfim postar proceis E sim, vamos responder os recaditos logo E sim, eu basicamente repeti o que ela falou porque o sono está me impossibilitando de pensar. Algo mais a declarar, Niv? Juro que essa não repito USAUSHUA [Nívea bocejando]: Acho que não *ri* Entonce, deixem seus parabéns pra Lelo, pq foi mó da hora o niver dela mesmo que ela fique de cuzionisse, maaaaaaas, tudo bem... COM VOCÊS CAPIIIIITUUUULOOOOOOOOO TREEES... Divirtam-se *w*

A mansão Bratiliiere era uma verdadeira obra de arte a se apreciar.

Tão grande quanto as mansões Hollywoodianas, somente que um pouco mais sombria em seu tom enegrecido das pedras usadas em sua construção, contava com desde campo de golfe, piscinas e um pequeno bosque, até uma garagem personalizada na parte debaixo e um jardim interno enorme.

Com seus doze quartos, quatro salas de estar, dois escritórios, uma enorme biblioteca e tantas salas menores, poderia ser considerado um verdadeiro castelo.

E estava na linhagem dos Bratiliere por tempo suficiente para ser considerada uma casa de época e não permitir ser levada ao chão mesmo que seu dono quisesse.

E em um desses quartos, um especialmente separado para visitas, que era onde Apolo se encontrava. Seus olhos azuis encaravam pela janela o sol se por, perdido em pensamentos.

Como tudo aquilo podia estar acontecendo agora?

Depois de tantos anos no escuro, tudo o que encontrava era uma garota que parecia não se lembrar de nada e, pior ainda, que estava com o carro de sua mãe.

Uma prova em branco.

Podia ter algo melhor?

Não adiantava nada ficar se queixando, mas o destino parecia ter o dom de brincar com sua vida. Só podia ter guardado um local especial para ele.

De toda forma, o que mais poderia fazer? Artemis sequer havia acordado ainda.

Apolo levou os olhos azuis na direção de onde a garota de cabelos cor de fogo descansava, o rosto feminino relaxado.

Levá-la para ali não fora difícil, considerando que ela sequer acordara. Na verdade, não acordava desde o dia anterior depois daquela conversa que tiveram de acordo com o que Dionisio havia dito para ele.

De toda forma, tudo o que precisava era que ela dissesse a verdade. Depois disso, poderia facilmente se livrar dela, não precisava de mais um problema.

Estava a pensar nisso, olhando para a garota desacordada usando uma blusa dele que dormia de barriga para cima e a pequena mão segurando o travesseiro do lado, se perguntando o que poderia descobrir, quando seu celular começou a vibrar dentro do bolso de sua calça preta.

Apolo sequer precisava olhar na tela, sabia que somente pessoas de confiança ligariam nele, uma vez que aquele número era exclusivo.

Não era diferente dessa vez.

– Bratiliere – dizia em seu tom frio, indiferente.

Seu carregamento de armas acabou de chegar, gostaria de saber onde posso entregá-lo.

Aquela voz era reconhecível em qualquer local. Especialmente pelo seu sotaque russo.

Atena. Atena Scherbistky.

Apolo colocou uma mão no bolso enquanto falava com ela.

– Completo?

– Nunca erro no meu trabalho, Bratiliere.

– Amanhã a noite, voce vai entregar para Poseidon Scartezini.

– Onde vou encontrá-lo?

– Na boate dele, Piecere. Sabera achá-la.

– Estarei lá.

– O seu dinheiro estará com ele.

– Só peça a seu sócio que se comporte, não aceito o tipo de tratamento que ele fez.

Poseidon só pode ter dado em cima dela.

– Falarei com ele.

– Um prazer fazer negócios com você.

– Igualmente.

Com aquelas palavras, Apolo desligava o celular. Eles nunca se demoravam muito nas ligações, uma vez que a polícia poderia rastreá-los e a cabeça de todos eles valiam muito para Interpol.

Um som o fez se virar.

Artemis, ainda deitada naquela posição, girava a cabeça para o lado que ele estava e muito lentamente, para se acostumar a claridade do por do sol, piscava os olhos verdes extremamente claros.

Como da primeira vez, parecia perdida, não era para pouco, andava sempre desacordada entre um local e outro.

– Onde estou? – a voz dela saiu baixa enquanto a mesma finalmente fitava seus olhos.

– Em um quarto de uma mansão.

Artemis franziu suavemente o cenho.

– Mansão?

– Casas grandes geralmente tidas por pessoas ricas, com muitos hectares.

A expressão de escárnio tomou o rosto dela.

– Não me diga.

Apolo não sorria.

– Não faça perguntas sem sentido.

– Mas...

Antes que ela sequer pudesse terminar a frase, o seu celular tocava mais uma vez.

Sem tirar os olhos dela, Apolo colocou o aparelho contra a orelha após aceitar a chamada. Ela parecia realmente curiosa pelo fato dele se encontrar naquele quarto, estava escrito nos olhos verdes mesmo que ela não dissesse.

Ele ignorou aquela pergunta não dita.

– Bratiliere.

– Eu sei que você deve estar provavelmente em algum amasso quente com a ruiva, mas eu acho que você gostaria de saber quem estou vendo nesse momento aqui no Galpão.

Galpão era o prédio médio em que eles costumavam ficar, onde tinha a garagem com os carros de corrida e ficava na longa rua em que reuniam todos os pilotos de corrida ilegal.

– É importante ao menos, Hermes?

– Se o Superman visse o Lex Luthor, seria importante?

Apolo odiava quando Hermes começava a fazer comparações entre personagens em quadrinhos, mas daquela vez seu rosto se fechou a compreender.

– O que ele faz aí?

– Tecnicamente... O Galpão não é só nosso, temos o lugar separado, maaaaas, qualquer bom piloto pode entrar.

Ah, mas não ele. Não mesmo.

– Chego aí em dez minutos.

Apolo desligou o celular, Artemis ainda o encarava, no entanto, tudo o que ele fez foi começar a andar na direção da porta.

A porta se abriu no momento em que ele ia o fazer, Afrodite aparecendo pela fresta, seus cabelos castanhos jogados pelos ombros, só de biquíni, provavelmente estava tomando banho de piscina. Os olhos castanhos dela no instante que o via ali, saindo exatamente daquele quarto, ficaram confusos.

Só que, assim como fez a Artemis, não deu atenção e passou por ela, deixando para trás um “Cuide dela”.

Sua cara não devia estar de melhores amigos.

Isso se comprovou quando Apolo desligou a sua Mercedes na frente do Galpão.

Aquela hora começava a encher, pois dali alguns poucos minutos, no exato horário em que a polícia fazia a ronda do lado norte de Roma, eles iniciavam as corridas.

Apolo desceu do carro colocando a sua arma no coltre de seu tórax, algumas pessoas que estavam ali abriam espaço ao vê-lo. O primeiro a encontrar a meio caminho foi Poseidon.

O homem de olhos verdes estava despojadamente escorado contra o muro da entrada, claramente o esperava. Ao chegar perto, ele ergueu uma sobrancelha e sem dizer nada começou a segui-lo na direção do elevador.

– O que Ares está fazendo aqui? – perguntou logo que estiveram de portas fechadas, Apolo não o olhava, muito mais puto com o fato daquela caixa não subir mais rápido.

O ódio estalava em seu sangue apesar de tentar se manter frio.

Poseidon fez som de descaso.

– Só você poderá descobrir, garoto.

Ah, mas Apolo iria descobrir mesmo.

– Amanhã a noite Atena vai fazer uma entrega de armas na sua boate, quero que receba ela. – dizia o loiro no exato instante em que as portas se abriam. – E tente não dar em cima dela mais uma vez, isso não ajuda nos negócios.

– Sim, mon senhor.

Apolo não tinha tempo para lidar com o sarcasmo de Poseidon, mesmo sabendo que era só uma brincadeira entre eles. Tinha uma pessoa a expulsar do seu território.

E não foi difícil encontrá-la.

Ares Baldini era tão alto quanto o resto deles, o que diferenciava era o tamanho muscular dele. Os anos na cadeia haviam o tornado um verdadeiro Rambo. Um Rambo de olhos quase avermelhados e cabelo em corte militar. Vestia uma roupa de motoqueiro, com um javali bordado nas costas. Parecia perigoso.

Tão perigoso quanto Apolo parecia naquele momento.

Os olhos azuis gelo se encontraram com os do cara, o ódio pareceu deslizar ainda mais facilmente por seu corpo.

Todo o clima da enorme sala abaixou drasticamente ao notarem quem chegava. O silêncio foi absoluto. Era um encontro de Titãs.

Apolo, o mandante da máfia italiana de corridas ilegais do lado sul.

Ares, o chefão dos narcóticos do lado norte, um ex-Olimpiano.

O que havia acontecido para tanto ódio e animosidade? Traição, das piores.

Apolo se aproximava em passos pesados do seu coturno, a distância diminuindo rapidamente. Ares não parecia que levaria calmamente aquela.

E foi assim que logo se encontraram cara a cara, era visível o ódio dos dois lados. Muitas das pessoas se mantiveram prontas para o pior.

As apostas deles dois eram épicas, sendo quem eram, e as brigas terrivelmente desastrosas.

Poseidon, que ia a seu flanco, parou próximo, ao lado de Hermes. Não pareciam nem um pouco amigáveis. E ninguém duvidava que mesmo longe, sentado em sua cadeira do outro lado da sala, Dionisio não poderia matar Ares.

Mas era Apolo quem decidiria isso. Os olhos azuis faiscantes do loiro pareciam querer atirar em Ares naquele momento.

– O que você faz aqui? – perguntou Apolo, tão frio que assustaria qualquer um, um ódio congelado.

Ares sorria de lado, em escárnio. Apolo e ele praticamente eram da mesma altura.

– Vim ver como as coisas estavam do lado de cá, Cinderella.

– Eu sugiro que volte a fazer o que fazia no seu lado da cidade antes que eu resolva repintar a minha parede, de vermelho.

– Voce não me assusta, garoto, pensa que só porque tem uma arma pode vir assim pra cima de mim? Eu estou nesse ramo há mais tempo.

Tudo o que Apolo pode fazer foi encará-lo, sem dizer nada por um tempo, antes de deixar um sorriso de lado maquiavélico aparecer. Ele parecia a verdadeira encarnação do anjo cruel assim.

– Eu nunca precisei de uma arma para ser melhor do que você, Ares. Não cansa de apanhar? Ou não apanhou o suficiente enquanto esteve na cadeia? Os presos de lá batem como menininhas e vou ter que te mostrar como é apanhar de verdade, garotinha?

– Mas...

Se havia algo que Apolo sempre se orgulhou em si mesmo era seu auto-controle, poderiam insultá-lo e ele sempre se mantinha calmo, mas conhecia Ares.

Como seu antigo amigo e atual inimigo, sabia bem como ele funcionava.

E aquelas palavras inflamavam Ares, já de pavio curto. Era o chamado para a briga.

Ares veio como um touro, certeiro. Mas Apolo, que já esperava o ataque, desviou o soco para o lado, passando perto de seu rosto e encaixando com perfeição um em seu torso, o fazendo se curvar.

– Guarda aberta, Ares, sempre foi um erro seu.

E, sem dó, Apolo deu uma cotovelada. Ares conseguiu desviar no último segundo, ao ponto de socar o tórax de Apolo. Apesar de ficar sem ar, o homem de olhos azuis não mostrava nada, como se sequer sentisse.

Foi o golpe no maxilar de Ares que o fez se afastar um passo.

– Parece que você está enferrujado, esperei mais dessa luta.

Apolo queria uma briga, há muitos anos, sempre quis, e esse ódio queria se saciar um pouco naquele dia. Só que sabia que não podia começar ou não pararia.

E foi Hermes quem interviu em seu favor, compreendendo pelo que ele passava, no exato instante em que Ares ia voltar, o outro homem de olhos dourados colocou com perfeição o cano sobre a testa de Ares, o destravar da arma foi audível, e teve total atenção de Ares.

– Ares, fora daqui. – disse Hermes, sem qualquer traço de diversão em seu rosto geralmente brincalhão.

Ares só riu.

– Voce não atiraria em mim, garoto de ouro, não pode sujar as mãos na máfia. Por isso que Apolo te protege.

O olhar dourado do homem não parecia de alguém que podia ser desafiado e Ares parecia perceber isso agora.

– Não quero brigar aqui, se quiserem, vocês dois se resolvam em uma corrida.

Apolo mal podia ouvir o que Hermes dizia, seu sangue estava rugindo em seu ouvido, implorando para que ele continuasse aquela briga.

Por que hoje? Por que estava tão incontrolável? Procurou respirar fundo, tentando se acalmar.

A mão de Poseidon descansava calmamente em seu ombro, quase a espera de que ele fosse atacar o outro. Os olhos vermelhos de Ares encararam seu rosto com diversão, notando o que havia de errado.

– Está sentindo isso, Apolo? Essa raiva? – sussurrava o outro ainda com a arma na cabeça, com muita raiva. – Isso vai te envenenar e você vai ver a si mesmo consumido. E eu vou estar lá no dia em que você ficar doido, rindo de você.

Os olhos azuis de Apolo se ergueram para fitar os dele, em gelo puro, intocável. Havia uma determinação admirável neles.

– Eu nunca vou me tornar em você, traidor, grave bem isso. – dito isso, olhou para Hermes. — Feito, arrume a corrida, Hermes. Agora, tirem esse idiota daqui.

A sua ordem foi um estalo para todos voltarem a acordar. Mas Apolo não ligava para a movimentação, nem mesmo para Hermes tendo que manter a arma apontada na direção de Ares para ele sair ou que Poseidon o seguia de perto.

Sua mente já fazia confusão sozinha, sem precisar deles. Droga, havia perdido o controle, isso não podia acontecer. Não podia acontecer.

Deixou seu rosto ficar impassível e afogou todo e qualquer sentimento juntamente com um copo de whisky roubado da mão de Dionisio sentado no lugar deles, em um canto privado e mais luxuoso, próximo a janela que permitia que vissem a movimentação lá embaixo.

Os olhos violeta de Dionisio o encararam inexpressivamente, mas sabia que ele podia notar a raiva que o dominava.

Feito isso, se jogou na cadeira dele naquele lugar, uma poltrona negra e o mesmo fizeram Hermes e Poseidon em suas respectivas cadeiras.

Apolo fechou os olhos.

– Um belo começo de semana. – brincou Hermes, mas dava para notar que ele não gostava daquilo. – O que tem em próximo?

– Eu pretendo não descobrir, já está emocionante o suficiente. – Poseidon tinha o tom frio.

Todos não gostavam quando Ares aparecia, era sempre sinal de que alguma coisa sairia errado, era certeza.

Apolo nem ligava, precisava era se acalmar. Enquanto fazia isso, escutava eles conversarem. Só quando conseguiu, ainda tenso, mas não mais vendo vermelho e mais uma vez sem sentir nada por dentro, que encarou seus amigos.

– Ares queria me tirar do sério, só isso. – respondeu Apolo ao questionamento de Hermes sobre o que ele estaria fazendo ali.

Dionisio concordou, indiferente.

– Ares sempre quer isso.

Estavam assim, pensando em tudo o que poderia ser, no exato instante em que ouviram alguém impedindo a entrada de alguém.

Eles olharam para o local de onde vinha o barulho, uma mulher era bloqueada e começava um pequeno escândalo. Apolo percebeu rapidamente quem era.

– Poseidon, melhor que controle sua mulher.

Poseidon suspirou antes de pegar o walk talk de cima da mesa de centro e dizer para o segurança através dele:

– Pode deixar ela entrar.

E Apolo, ao ver ela se aproximar furiosa, sabia que aquilo não poderia terminar bem.

*.*

Poseidon, largado na cadeira e com a mesma expressão de tédio no rosto, apenas esperou que ela entrasse. E ela veio, ah se veio. Foi quase desfilando até a cadeira dele, parecendo uma modelo enquanto aproveitava para jogar para o lado todo aquele cabelo preto e sedoso, um charme.

Isso até finalmente parar de braços cruzados na frente de Poseidon, encarando-o com um olhar ao qual ele já havia se acostumado.

– O que faz aqui?

– Vim te ver. Não posso? — ela respondeu, colocando as mãos na cintura.

– Aqui? Não devia. — Poseidon sorriu de canto — Agora fale a verdade, o que quer dessa vez, Anfitrite?

– O que te faz pensar que só vim porque preciso de algo?

Poseidon riu baixinho, mas foi bem audível graças ao silêncio da sala.

– Certo. Mas sem motivo você não veio. O que foi?

– Você não atendeu o celular hoje, amor. — ela fez biquinho — Eu fiquei preocupada. E, além disso, preciso falar com você.

– Pode falar então, sou todo ouvidos.

– Não aqui. Em algum lugar menos... Lotado. — Anfitrite olhou em volta, para Dionisio, Apolo e Hermes, que continuavam em silêncio, mas Poseidon não parecia se importar.

– Olha, falando a verdade, tô com uma puta preguiça de levantar daqui. A menos que vá me dizer que eu sou corno, pode falar aqui mesmo.

Ela suspirou, concordando.

– Certo. Eu estou grávida.

– O quê? — ele se levantou, surpreso, olhando fixamente para a ela.

Estariam cara a cara se ela fosse uns dez centímetros mais alta, mas a situação parecia tão tensa quanto estaria se estivessem mais próximos.

– Eu estou grávida — ela sorriu — De você.

Havia um brilho nos olhos castanhos da garota, e ele sabia que ela estava contente, mas... Ele definitivamente não sentia aquela felicidade toda pela novidade.

– Está com quantos meses?

– Três. Isso não é perfeito? — ela perguntou com uma voz estridente e claramente animada.

– Sim, sim, perfeito. — ele suspirou, esfregando as têmporas e saindo de perto dela, desviando o olhar. Infelizmente, ela notou que algo estava fora do que esperava.

– Hey — ela tocou o braço dele — O que foi? Não gostou da notícia?

–Não é isso, é só que... Não sei. Acho que estou de cabeça cheia agora. Vá para casa, depois conversamos sobre isso.

Num instante aquela Anfitrite feliz e contente desapareceu. Ela ficou irritada e começou a gritar:

– Você está sempre "de cabeça cheia", Poseidon! Ainda não notou que essa é a desculpa que tem dado nos últimos meses? E agora que acontece isso com a gente, algo tão bom assim, você faz pouco caso?

– Anfitrite...

– Não, o que é? Você não se importa, é isso? Eu pensei que esse fosse um sonho nosso, Poseidon. Mas agora você age como se fosse só mais um problema que pode lidar depois e...

– ANFITRITE! — ele falou num tom de voz bem mais alto, interrompendo e assustando a garota, mas pelo menos fazendo com que ela se calasse. — Você não entendeu. É só que agira você tem uma responsabilidade a mais, tem que se cuidar, não pode ficar se irritando, sabe como é. — Poseidon forçou um sorriso, acariciando a pele branca da bochecha dela — Então vá para casa, descanse e depois nós conversamos a respeito. Certo?

Ela franziu o cenho, tentando detectar qualquer sinal de mentira no rosto dele, mas felizmente não achou e voltou a sorrir, erguendo-se nas pontas dos pés para deixar um selinho nos lábios dele.

– Tudo bem. É bom saber que você se preocupa, sabe? Você tem razão, vou para casa então.

– Uhum.

– Te espero lá, amor.

Anfitrite deu uma piscadinha e saiu, desfilando novamente para fora.

Só quando a voz do segurança falou pelo walk talk dizendo que ela já tinha saído foi que ele relaxou. Sentou-se novamente, olhando para seus amigos que o encaravam com sorrisinhos e que milagrosamente tinham ficado em silêncio durante todo aquele tempo.

– Foi só uma desculpa pra ela ir embora, não foi? — perguntou Hermes.

– Claro que foi — riu Dioniosio — Não viu a cara dele? Ela que é boba demais pra acreditar.

– Não o culpem, rapazes. Poseidon deve estar realmente preocupado. De todas as mulheres que ele fica por aí, conseguiu engravidar justo a namorada dele. — Apolo falou com um sorriso sarcástico que fez Poseidon revirar os olhos e os outros dois rirem.

– Isso, podem rir — ele falou — Vocês adoraram o show, não foi?

– Não, acho que faltou um pouco mais de drama, um pouco de ação, não foi, Dio? — Hermes sorria.

– É, falou pipoca também. Escute, Poseidon, as discussões de vocês são sempre assim? Porque se for, avise da próxima vez que ela vier. Temos que pegar poltronas mais confortáveis, trazer pipoca, bebidas, essas coisas sabe?

Poseidon acabou não resistindo e riu junto com eles, mas tinha certeza de uma coisa: Ele estava ferrado.

Notas finais
[Nivea]: UHUUUUL, olha as tretas começando a aparecer, o que será que o tio Ares fez? Como Poseidon vai lidar com a gravidez da Anfitrite? MUAHAHAHAHAHAH Ih, isso aqui ainda vai ser mais movimentado que Casos de Família, entonce, gruda ai em nóis que dia 13/04 tem mais o/ Awwwwn, somos carentes, quer fazer caridade a pessoas que necessitam de atenção especial? Manda um recadito ai, nunca faz mal uma boa ação :3 Inté a próxima, meu povo o/ (que agora vou é dormir KKKKKKKK)