Lie To Me
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Notas iniciais
Artemis tinha certeza que ia derreter se ficasse mais um pouco embaixo daquele sol arrasador. O clima estava longe de poder ser cotado como ameno. E ela entendia perfeitamente o porque só de olhar para aquele cenário, usando a mão sobre os olhos verdes para ver se diminuía a claridade.
Ao longe, não se via nada além de quilos e quilos de areia dourada ardendo. entre as dunas, três pirâmides mais famosas do mundo preenchiam a visão.
Mas incrivelmente aquela Artemis lembrava-se perfeitamente que não estavam ali para se divertir.
Tristemente.
— Quanto tempo mais vamos ter que esperar por Órion? — perguntou indignada a ruiva, seu rosto mal se via dentro daquela roupa típica árabe para proteger sua pele do sol.
Em igual, uma mulher de incríveis olhos cinzas riu.
— Deixa de ser apressada.
— Paciência é uma virtude.
— Que você realmente não tem — e então Artemis assistiu a mulher jogar os cabelos loiros pro lado e a olhar com uma sobrancelha erguida. — Pressa de que? Pegar o perfeito Órion?
Artemis bufou. Odiava que Atena sempre soubesse seus pontos fracos.
— Será que você podia ser um pouco mais delicada?
— Eu sou delicada, Art. Poderia perguntar simplesmente se vocês dois já tinham transado.
— Mas...
Atena balançou a cabeça em assentimento antes mesmo de Artemis terminar a fala. A loira já ria da sua cara de "por favor , me mate, agora".
— Mas eu já sei. Falando nisso, como ele é na cama? Toda essa pomposidade que ele aparece naturalmente? Oh, Artemis, minha don....
Mas Artemis não deixou, não mesmo, a loira terminar a zuação que fazia, a impedindo com um empurrão pro lado.
— Quieta ai, Atena, que eu to...Atena, corre. Corre que acharam a gente. Anda.
E com as duas correndo que aquela cena mudou.
De repente, Artemis não se encontrava mais naquele deserto escaldante e com a boca rachada.
Agora, a ruiva achava-se confortavelmente sentada em um enorme sofá vermelho. A sala era muito bem decorada a sua volta: quadros renascentistas, uma lareira, tapete persa e muitas estatuetas das mais diferentes culturas. Dali mesmo, Artemis podia ver, em outro cômodo, uma estante enorme cheia de livros e, pela janela, neve caindo. Mesmo a sua enorme blusa de frio não parecia estar lidando com aquele clima.
Então, um homem de admiráveis olhos azuis, que por pouco não lembravam os de Apolo, sentou na sua frente com uma expressão cansada e a mesma loira, com um moletom vermelho, parou ao seu lado, olhando pra janela.
Estranhamente, um clima pesado pairava, flutuando silenciosamente entre eles.
Um clima tão agoniante que Artemis se via mordendo o lábio. Ela sentia que era afeiçoada a eles pelo simples modo como se olhavam. Ela, em algum lugar, sabia que devia ser alguém importante pra ela.
Atena foi a primeira a quebrar o silêncio com um suspiro.
— Não vai adiantar nada ficar nessa aflição...
— Só é impossível não ficar, russa. — a ruiva ouviu a si própria dizendo com pesar. — Nós três sabemos muito bem no que a Operação Olimpo pode desencadear.
— Art está certa, loira. — bufou Bóreas — A probabilidade de voltar vivo é quase nula. Eu mesmo já deixei o Jack no nome de vocês caso aconteça algo.
Incrivelmente, aquilo fez todos eles rirem e o gelo quebrar um pouco. Artemis não conseguia não olhar com carinho para aqueles dois, e não escondia dessa vez, porque eles se entendiam. Era o último dia antes de colocarem a Operação Olimpo em ação.
Os três melhores contra a máfia.
Atena sorria com escárnio.
— Boa sorte com Apolo, Bóreas. Dizem que aquele ali é quase impossível de se ver. Pegou o melhor dragão.
E Artemis se divertia com o forte sotaque russo na voz da amiga. Ainda mais quando ela estava nervosa.
Bóreas suspirou, fechando os olhos.
— Não vá se achando não, moça. O lado administrativo te espera. Tá achando que vai ser fácil?
— Vocês dois, tsk, eu fiquei com a pior parte. — cortou Artemis, com diversão — Como fechar aquele quem passa a informação sendo que ele pode ter informação de que estou atrás dele?
— Bom ponto, ruiva.
— Como sua amiga, você está ferrada.
A ruiva sorriu com ironia para expressão zombada da loira.
— Você é um amor... Mas, concordando, estamos ferrados.
— Mais uma vez.
— Mais uma vez.
E os três riram.
[...]
Quando os olhos verdes da mulher se abriram, ainda podia ouvir a risada descontraída daquelas outras duas pessoas que estavam em seu sonho. Artemis não se mexeu, nem um milímetro, fitando fixamente um ponto da parede.
Aquilo fora mesmo um sonho ou será que era uma lembrança?
Será que já conhecia aquela loira que jurava que elas já se conheciam antes? Elas haviam falado de Órion.
Sim.
Órion.
Com isso em mente que Artemis abruptamente jogou as cobertas azuis para o lado, sem se importar com o barulho que faria aquela hora e se levantou. Como esperado, o caderno que ela desenhava ou que escrevia e que Hermes quem havia dado achava-se sobre a mesa. E foi ele quem Artemis abriu com as mãos trementes.
Ainda suava do sonho, sua cabeça latejava e se sentia um pouco sem ar. Sonhar naqueles dias achava-se sendo uma tortura. Mas Artemis não se importava com o calor que empapava seu cabelo ruivo ou qualquer coisa assim, ela abriu com tudo o caderno, passando a folhas e mais folhas até achar o último desenho.
E lá estava o que ela queria.
O homem, que ela tanto dizia se chamar Órion, sorria ao lado de um mulher loira de cabelos bastante curtos, com um boné sobre eles e um cachecol. Artemis na hora não tinha notado, mas agora podia ver.
Aquela era Atena, a mulher que viera falar com ela. Estava quase irreconhecível, no entanto, os traços eram os mesmos.
Artemis sentou-se no chão, pasma, com o caderno em mãos.
Se ela conhecia aquela mulher... no sonho ela recordava da tal Operação Olimpo... até mesmo Bóreas que havia sido morto.
Uma dor estranha se espalhava em seu peito enquanto engolia a ideia de que se aquilo era verdade, Bóreas estava morto e, quando menos notou, tinha o celular que havia ganhado de Hermes (porque todo Power Rangers tem que ter o morfador), e caçava entre os contatos o número que Atena mesmo havia salvo para caso precisasse. Artemis jamais saberia que usaria tão rápido aquilo.
A ruiva esperava, nada calma, alguém atender. Assim como aquela dor que crescia, seus olhos verdes iam a cada minuto se enchendo de água sem qualquer motivo aparente.
Simplesmente... acontecia.
E, no momento em que pensou que ninguém mais atenderia, ela bizarramente já chorava baixinho, encolhida contra a parede e o telefone no ouvido.
— Artemis? — a voz de Atena estava tensa. — Art, o que houve? Por que está me ligando as quatro horas da madrugada chorando? Art?
Mas a ruiva não conseguia dizer nada. Doía, aquilo realmente doía. E ela não entendia bem porque. Sequer lembrava de conhecer mesmo aquele homem.
Mas a melhor forma, é perguntar.
Entre baixos soluços, Artemis sussurrou.
— Bóreas está mesmo morto?
Silêncio. Um silêncio aterrador vinha do outro lado da linha. Um silêncio que dizia sim antes mesmo de Atena soltar um baixo sim com um forte sotaque russo.
Então, Artemis realmente começou a chorar, soluçando.
— A... Atena... o... o que aco-aconteceu?
— Respire, Art. Respire.
— Bóreas... mo-morreu. Meu deus.
— Pera, você lembrou de nós, Art? — havia surpresa no tom — Lembrou de algo?
Artemis mordeu o lábio ao tentar controlar o choro. Droga, aquilo doía.
— Lem-lembrei... — soluço — Lembrei de alguma missão... algo assim... no Cairo.
— Missão Gizé. Eu, você e...
— Órion... Então, aquilo realmente aconteceu?
— Sim... e o que mais lembrou?
A ruiva olhou para o desenho de Atena e Órion sorrindo no caderno.
— Lembrei de nós três em algum tipo de estádio. Era um jogo, não tinha te reconhecido. Seu cabelo tava curto.
— Operação Yankees.... — um momento de silêncio. Atena riu nervosa. — Meu deus, você lembrou. Art...
Havia tanto alívio, tanta....Artemis não sabia o que era bem aquilo, mas sua pessoa parecia ser bastante importante para aquela mulher. Por isso, respirou fundo, antes de dizer que o que já se formava em sua mente.
— Atena, eu lembrei de nós três, eu, você e Bóreas... Acho que era sua casa... — Artemis franziu o cenho enquanto secava os olhos com a camisa. — Não tenho certeza. Parece que era um dia antes de colocarmos a operação em prática... Eu falei algo sobre a Operação Olimpo.
— Sim, a atual operação.
— E... lembro de eu brincar que a função de parar a comunicação do Olimpo era minha.
— Sim. Agora que sabemos quem é o informante sobre tudo, você teria que atacar especificamente Dionísio.
— Por que eu?
— Porque você era a única capaz de competir com Dionísio..
Artemis digeriu por alguns segundos aquela informação. Ela, tão inteligente quanto Dio? Devia ser verdade, não que ela se sentisse assim, mas... Aquilo não importava.
A ruiva suspirou, fechando os olhos.
— Eu não sei como isso funciona, Atena. Eu não lembro de nada. Mas... eu não... não vou te deixar sozinha nessa... Ontem você me perguntou...
— Se ficaria pra me ajudar.
— Sim... — a ruiva passava a mão no longo cabelo, nervosa. — Eu vou ficar pra ajudar.
— Obrigada, Art.
A ruiva ficou um pouco calada, tentando engolir aquilo.
— Parece... Parece que éramos grandes amigas, Atena. E com Bóreas também.
— E Órion também... — Atena suspirou. — ... Quanto a Bóreas... Ele sabia as consequências.
O sotaque russo naquela frase estava tão forte que Artemis quase não entendeu o que ela dizia. Por fim, respirou fundo.
— Me conte as coisas com o tempo.
— Contarei, Art.
— Hum... tchau.
— Descanse, Art. Tchau.
Foi tão estranho desligar o celular quanto havia sido ligar para Atena. Não se surpreendeu que ficasse encarando a tela do aparelho, confusa.
Quem ela era? Por que a morte de Bóreas doía? Por que...
Eram tantos porquês.
E nenhum deles se abririam agora.
Sem saber muito bem o que fazia, Artemis apenas apanhou seu caderno, seus lápis e começou a escrever. Sentia que algo que não sabia a sufocava. Devia estar no seu inconsciente. Mas quando menos notou, havia escrito uma sequência de números em uma folha avulsa. Vários números que ela não fazia a mínima ideia de onde vinham.
E aquilo a assustou. Era como se tivesse escrito sem desejar, algo tivesse a forçado.
Okay, sem pânico. Mas era meio impossível. Aquilo invisível a sufocava. E Artemis sabia que não podia ficar mais naquele quarto.
Com a respiração rápida, um pouco de lágrimas em seu rosto e ainda suada, Artemis saiu correndo pela enorme mansão na direção do jardim. Não estava nem aí se pareceria uma doida, como Poseidon— que falava no celular— a olhou ao vê-la passar com olhos verdes confusos. Não importava.
Tinha que correr, tinha que sair.
Abriu com tudo a porta de vidro da cozinha que levava ao jardim e só ao estar com seus pés nus contra a grama gelada do orvalho, sua respiração esfriando pelo ar noturno e com frio pela curta roupa, que Artemis começou a se acalmar.
O que era aquilo? Meu deus, a sufocava.
Bóreas...
Bóreas... estava...
Artemis caiu sentada, chorando. Por que? Quem era ela?
Então, braços quentes a envolviam e ela não se importou de apertar a pessoa de volta.
— Artemis... — era a voz de Hermes próxima ao seu ouvido — Artemis, o que houve?
— Não é assim que se trata alguém em choque, amor.
Apesar das lágrimas, Artemis via o halo vermelho do cabelo de Héstia a sua frente e, em seguida, algo secando suas bochechas. Era um pano rosa.
Héstia sorria amável, mas preocupada.
— O que aconteceu, Art? Pode nos contar?
Poder? Não, ela não podia. Soube disso ao olhar pros olhos de um tranquilo Hermes. Aquilo era entre Artemis e Atena. E se viu mentindo sem qualquer dificuldade, balançando negativamente a cabeça e voltando a chorar.
— Eu não sei... Eu... Eu acordei de um pesadelo e... eu tava chorando e... — soluçou. — Eu precisava sair de dentro da casa e...
— Shi, ta tudo bem, Power Rangers — brincou Hermes. — Eu e a minha garota cuidamos de você. Até estávamos no tédio. Agora temos o que fazer.
— Você é tão sensível, amor.
— Por isso que você me ama.
— Awn. — e não teve como não rir da cara de apaixonada de Héstia. — Okay, meu príncipe encantado, vamos levar a Art pra dentro. Vou fazer aquele chocolate quente pra ela.
— Só pra ela?
Héstia riu da cara triste de Hermes.
— Pra você também, traz ela.
Artemis sorria fracamente para Hermes feliz.
— Tá vendo? Eu tenho a melhor namorada do mundo.
E Artemis não se sentiu tão culpada por mentir para eles enquanto Hermes a levava, abraçada contra ele, para a cozinha, para tomar o chocolate. Eles estavam a tratando bem e... seus olhos verdes captaram um par de olhos violeta a fitando curiosamente.
Dionísio .
Ela tinha a inteligência para lidar com Dionísio.
Bem, aquele jogo parecia realmente estar só começando.
Porque Artemis não deixaria de ajudar Atena. Uma hora, ou outra, Artemis e Dionísio se veriam... Como inimigos.
Aquilo seria um desastre.
Artemis já sabia.
[…]
As páginas, em sua maioria com o símbolo da Interpol, que se achavam aberta nas telas dos computadores de Dionísio continuavam da mesma forma a mais ou menos cinco minutos. A barra que piscava, na caixa da senha, pedia que o homem de sérios olhos violeta, sentado a frente de tal tela, escrevesse algo.
No entanto, tudo o que Dionísio pensava era na cena que ocorrera lá fora.
Ainda via a forma meio desacreditada que Artemis havia o encarado do lado de fora. Algo no jogo havia mudado, disso ele tinha certeza. Mas o que? O que Artemis teria lembrado?
— Não pode ser simplesmente do nada esse surto — sussurrou Dionisio, o polegar se passando no próprio lábio, um hábito de sempre que pensava. Mas seu rosto sequer mostrava alguma expressão, apenas concentração. — Algo mudou. Algo muito importante.
Os papéis com os mais diferentes documentos sobre os demais da Interpol achavam-se espalhados sobre a mesa, não com muitas informações. Coisas que Dionísio vinha tentando fazer e finalmente trazer alguma novidade no ramo, o que até mesmo para ele estava difícil.
E se tinha algo que o Dionísio era bom era notar quando algo no jogo mudava.
Não havia dúvidas sobre, Artemis tinha que ter algo para ele. Os olhos violetas encararam as pequenas telas da câmera de segurança. Todos achavam-se na cozinha, comendo o que Hestia preparava. Inclusive Artemis.
O estalo foi automático e Dionísio sabia que tinha pouco tempo.
Com graciosidade, o homem somente de blusa social branca clássica dele e calça, em igual social preta, se levantou da sua cadeira de couro e simplesmente seguiu sys instintos.
Como o esperado depois de ver as câmeras, os corredor encontrava-se escuro e vazio. Dionísio sequer ligava para isso.
Ser direto e reto era sua lei.
Igualmente, todos os locais da casa por onde passava estavam silenciosos, somente audível o som de seus passos, quando enfim encontrou o que bem desejava. Seguro de que não haveria ninguém, Dionísio entrou no quarto de Artemis.
Somente a cama desarrumada dizia que alguém o usava. E o caderno que Hermes deu para a ruiva, pelo que Dionísio entendeu. E foi exatamente nele que Dionisio aproximou-se.
Não havia nada de incomum no objeto, era um simples caderno para desenho.
Desenhos importantes, ele tinha certeza.
Os olhos violeta encaravam calmos a cada página que passava, a cada traço e perfil de cada um do Olimpo. Apolo arrumando o carro. Ele mesmo bebendo vinho em sua cadeira. Hermes e Héstia se beijando. Poseidon sorrindo para Atena. Afrodite brincando com Hefesto e até Ares e Apolo se encarando.
— A garota é boa nisso — admitiu com inflexão na voz, até achar cenas com Atena. Cenas estranhas para alguém que não lembrava de nada.
Cairo, Veneza...
E Órion.
Então quer dizer que nossa garota está lembrando das coisas? Dionísio sorriu sombrio. E que é realmente próximo deles?
Todas as poses, o corpo, a composição mostrava nada além de: sintonia, tranquilidade, amizade e confiança um no outro. Eles, mesmo Bóreas, eram muito próximos.
E então, uma sequência de números.
— 39603462 — repetiu o homem de olhos violeta, baixo. — Uma senha, Artemis? Talvez você vá ser mais útil do que eu pensava.
Um som nas escadas fez Dionísio copiar rapidamente aquilo, antes de deixar da mesma forma como encontrou o caderno e sair do quarto. Em sua mente, o número ainda brilhava como se tivesse achado o pote de ouro. O que ele não duvidava.
Terminava de colocar o celular no bolso da calça, andando tranquilamente, no instante em que Hermes apareceu no fim da escada.
Tinha aquele sorriso bobo de toda vez que via Héstia, a expressão corporal tranquila e veio divertido para perto de sua pessoa.
Só precisou ler os olhos de Hermes para saber que ele ia aprontar alguma.
— O que está planejando, garoto de ouro? — perguntou antes mesmo do outro chegar próximo, sem qualquer emoção na voz.
Hermes já estava claramente acostumado com sua frieza, por isso, só sorriu mais.
— Batman, tava indo atrás de você agora. Te encontrar no meio desse corredor escuro só me deu a idéia de que vou te inscrever pra próxima audição do novo Batman, certeza que vão te aceitar, mesmo o Ben Afleck não ganha sua vaga — Hermes pareceu realmente levar aquilo a sério por alguns segundos, para em seguir voltar a sorrir. Dionísio tinha certeza de que teria alguma surpresa o esperando depois. — Então, reunião na cozinha. Agora.
O homem de roupa social ergueu uma sobrancelha. Era raridade eles terem algo no periodo da noite para se falar. A não ser que fosse...
— Vai tentar convencer Apolo.
— E espero ter sua ajuda — Hermes piscou — Você também já pensou nos benefícios.
Interpol longe, dinheiro, adrenalina... É, Dionísio já tinha pensado sim. Esse apenas começou a andar na direção da escadas. Hermes logo o seguia.
— Vai me ajudar?
— Tenho mais a ganhar do que perder te ajudando.
— Causa ganha então.
E Hermes começou a falar sobre coisas avulsas, coisas que ele não prestava atenção. Não depois de conseguir os números que abriam mais um enigma de Artemis.
Mas tudo bem, Dionísio não tinha pressa em processar isso, no entanto, primeiro se preocuparia em convencer Apolo.
Se pudesse fazer aquilo... um sorriso brotou sutilmente em seus lábios.
É, aquilo era a peça que faltava.
Conseguiria, ah se conseguiría.
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