Licurgo: Insanidade Lúcida

10 Problemas e encontro com um novo inimigo?


Notas iniciais
Neste capítulo Do Contra vai enfrentar um novo inimigo, ou seria um possível amigo?

–-----------------------------Visão do Do Contra--------------------

Poxa, eu liguei pro Xaveco e ele ainda não apareceu, que estranho.

–Ei Zaggy, está experimentando as roupas que eu comprei pra você? – melhor perguntar antes de bater na porta ou ir entrando

–Estou sim, ficaram muito boas. Muito obrigado! – ela fala pra mim

–De nada!

O interfone está tocando, deve ser o Xaveco, o porteiro nunca tinha visto ele, melhor eu falar que pode deixar ele subir.

–Opa, Alexandre, pode deixar subir, firmeza?

–Claro senhor Do Contra.

Eu gosto do Alexandre, sempre cordial, nunca está zangado e trabalha o tempo todo... Que cara mais chato!

Escuto três batidas na porta.

Abro a porta e quem aparece...

–Sônia e Aninha? Mas, o que vocês estão fazendo aqui? Como vocês sabem o meu endereço? – ahhh, que confusão!

–O Cascão contou pra gente. – por que será que eu não estou surpreso?

–Tá, mas o que vocês vieram fazer aqui? – afinal o que tá se passando?

A Aninha olha pra mim com uma cara de reprovação e a Sônia me dá um tapa na cara.

–Ai! Pra que isso? – doeu!

–Isso é pelo que você falou pra Maria Mello na frente de todo mundo na livraria agora à tarde! – isso foi uma explicação da Aninha?

–Mas, eu não estava na livraria hoje de tarde!

–Ah, conta outra, foi você que chamou ela pra lá! E ela tava toda feliz, porque em geral os caras não a chamam pra sair. – Mas, o que a Sônia está falando?

**nota do autor**

Sônia é uma amiga da Aninha, elas trabalharam juntas num lugar e acabaram ficando amigas por terem vidas parecidas, ela tem estatura mediana, cabelos curtos e loiros, corpo normal, sem grandes curvas, ela usa roupas normais, tipo calça jeans, camiseta com estampa de flor ou com algum número e algum bracelete.

**fim da nota do autor**

–E você ainda tem a cara de pau de falar pra garota que ela realmente está gorda feito uma baleia jubarte e que nem em 100 anos de dieta e exercícios ela vai emagrecer! Seu babaca! – Aninha tenta me dar um tapa, mas eu consigo parar a palma da mão dela com a minha, isso doeu também!

A porta do quarto da Zaggy se abre e ela sai com um pijama meu de verão... Espera, elas não sabem nada da Zaggy... Ai minha Santa Querupita!

–Além de tudo, ainda por cima você está morando com uma... Uma... Uma, vagabunda!

–Não é nada disso que vocês estão pensando, ela é só uma amiga minha!

–Ah, conta outra! Seu descarado! – elas se viram e pegam o elevador

–Mas, o que acabou de acontecer? – coço a minha cabeça – Não entendi nada!

–---------------------Visão da Zaggy------------------------

–Do contra, por que aquelas garotas estavam bravas com você? E quem são elas? – eu não sei quem são, mas pareceram zangadas.

–E-elas são amigas minhas, ou pelo menos eu acho. – ele parece confuso

–Mas, por que elas estavam tão bravas?

–Eu não entendi direito, parece que eu zoei a Maria Mello na frente de todo mundo, hoje... – ele passa as duas mãos pelo rosto lentamente

O celular do DC toca e ele atende.

–-----------------------------Visão do Do Contra--------------------

–Alô, é você Xaveco? – eu pergunto

–Sou eu sim cara! Eu to aqui na frente do prédio, por que a Sônia e a Aninha saíram bravas daí? – como explicar isso?

–Então cara, eu também não entendi direito, mas entra aí que a gente conversa melhor aqui em cima.

Xaveco vem até a porta do meu apartamento e eu abro a porta pra ele.

–Xaveco, eu não sei o que aconteceu... Do nada eu fui acusado de humilhar a Maria Mello na frente de um monte de gente na livraria, hoje a tarde. – passo as mãos pelo meu rosto

–Mas, DC. Você estava comigo, com a Zaggy e com a Melissa, lá no shopping.

–Eu sei disso, mas como que eu vou explicar isso pra alguém... Eu não to entendendo nada disso...

–Peraí, chegou uma mensagem no meu celular... – ele olha pra tela do celular e depois olha pra mim – É DC, parece que nem a Marina te considera bem mais...

–A Marina? Como que ela vai falar mal de alguém??? – estou surpreso

–Não exatamente falando mal com xingamentos e tudo, mas ela disse que tudo bem você dizer o contrário que todo mundo diz, mas o que você falou foi demais. – receber uma critica da Marina, não esperava isso

–Bom, mas indo ao que eu realmente queria falar... Fica tranquilo Xaveco, ninguém vai incomodar você ou a Zaggy com a história de hoje a tarde!

–Tá bom, olha DC eu tenho que ir, a Xabéu vai vir pra cá, pois as férias acumuladas dela vão começar, e eu prometi pra minha mãe que faria uma festa pra gente recepcioná-la hoje a noite, até mais! Tchau Zaggy até amanh...

Ele tá super corado... Por que será?

–Ah, Zaggy! Fecha mais um botão pra cima da camiseta, assim você está com decote! – não use roupa assim, vai matar o Xaveco...

–Ah, me desculpa, é que aquelas meninas chegaram e eu vim ver o que era. – ela fecha o último botão

–Tá certo então... – Xaveco vai embora – Bom Zaggy, é melhor a gente ir dormir, apesar de hoje ser sábado é sempre bom ter uma boa noite de sono!

–Tá bom, Do Contra. – ela vai pro quarto dela e eu vou para o meu

Afinal o que aconteceu hoje? De um momento para o outro eu reencontro a minha ex, o Xaveco sem querer dá um selinho na Zaggy e de repente a Aninha e a Sônia aparecem e me agridem por, segundo elas, eu ter ofendido a Maria Mello. Eu nem falei com essa mina direito desde que ela chegou, só bati um papo com ela no último dia de aula no ano passado.

É melhor eu dormir logo...

–----Visão do personagem mencionado no outro capítulo-------

–Isso, durma bem, pois amanhã você estará ferrado... – ele lambe o focinho – Huahahahahahaha!!!!

Ele observa o rapaz pela janela do prédio, com suas garras cravadas na parede, ele dá um impulso e salta para a rua.

–------------------------------Visão do Do Contra-------------------

Novo dia, vamos lá...

“I don’t wanna be a pinhead no more

I Just met a nurse that I could go for”

Ué, a Mônica me ligando.

–Alô, Mônica?

–Sou eu sim, é que eu e a Magali vamos sair e ir pro shopping. E queríamos que a Zaggy fosse com a gente pra lá. Vamos ajudá-la a comprar roupas íntimas.

–Ah... – por que quando eu ouvi a Mônica dizendo roupas íntimas eu fiquei vermelho? – Claro, vou só acordar ela e avisá-la.

–Sobre aquilo com a Maria Mello, mais cuidado com o que você diz, DC.

–Não fui e... Ah, ok Mônica eu tomo mais cuidado com o que eu digo... – Não tem porque discutir

Após ela desligar, eu guardo o meu celular e vou até a porta do quarto da Zaggy.

Toc Toc

–Ei Zaggy, acorda! As meninas querem ir com você para o shopping.

Eu abro a porta, ela está toda coberta e olhando para mim.

–Já vai, Do Contra. – ela se espreguiça ainda na cama – Você não vai?

–Eu não vou, o assunto que vocês vão tratar não é... Ham... Da minha alçada. – sei que eu fiquei vermelho

–Tá bom – ela sorri para mim, melhor eu fechar a porta

Vamos lá Do contra, depois que ela sair com as garotas, vou sair pra dar uma espairada... Preciso de ar, ir a um lugar diferente... Um lugar aonde ninguém me conheça...

–JÁ SEI! – ai droga gritei – o European Boulevard, é o melhor lugar pra ir.

Ah, sim o E.B. foi construído ano passado e só pessoas endinheiradas vão lá... Eu fui lá uma vez com um tio que veio visitar a minha família... Ninguém me conhece lá direito, o máximo que eu vou encontrar lá é a Carmem, mas ela teima em ir ao Shopping mesmo.

O interfone toca.

–Ô seu Do Contra, tem umas meninas esperando a sua amiga aqui em baixo.

–Opa, ela já vai descer! – deixa eu avisar a Zaggy – Zaggy, elas estão te esperando lá em baixo.

Ela saiu do apartamento, agora eu tenho que pensar, que roupa por para ir até lá?

Não pode ser nada muito extravagante, seria muito previsível... Nem pollo, isso também é previsível...

Já sei, uma camiseta normal sem estampa e o jeans mais bem conservado que eu tiver!

Após uns 2 minutos ou menos.

–Perfeito! – coloquei uma camiseta amarela com estampa de um cemitério com neblina e a morte no meio dele e o meu jeans mais desbotado

Agora vou poder sair pra descansar o cérebro, vou sentar em alguma cadeira de um restaurante qualquer lá e ficar de cabeça baixa até entender tudo o que rolou.

–----------------------------Visão da Zaggy--------------------------

–Er... Como eu uso isso aqui? – não sei como usar isso, eu não prestei atenção quando o DC mexeu nesses botões pra abrir e usar essa enorme caixa de metal

Quem sabe se eu apertar alguma coisa na parede... Talvez funcione.

–Consegui! – apertei um botão e ele ficou vermelho em volta... – Háhá!

Será que ele ficou com vergonha por eu ter apertado ele? Que nem aquelas histórias que a mamãe costumava contar pra mim quando eu era pequena... Dos Aclabísticos que ficavam vermelhos quando alguém tocava neles e depois eles acabaram indo trabalhar como recepcionistas de festas no castelo da Rainha de Copas, aí no final eles acabam... Ah, as portas abriram, melhor eu entrar antes que se fechem. Hum, o Do Contra sempre aperta o... Botão com a letra T!

Ah, olha ali a Mônica com a Magali.

–Oi Zaggy! Tudo bem com você? – me pergunta a Magali

–Estou bem sim, e vocês duas?

–Eu estou bem. – ela me responde

–Eu também, mas indo pra pergunta direta é verdade que você está namorando o Xaveco? – a Mônica me perguntou

–--------------------------Visão do Do Contra-----------------------

Ok, agora é só ir até lá...

Hum, o dia está com jeito de que vai chover, legal!

Saio do prédio, e vou de ônibus até o European Boulevard, nada demais, ônibus quase vazio, entrei no Boulevard, mas o segurança está de olho em mim.

–O senhor gostaria de ver o menu? – nossa tem lugar para comer logo perto da entrada

É uma menina de cabelos negros, com uma mecha azul, de baixa estatura e com o corpo curvilíneo que me estendeu o menu.

–Ah, claro. Por que não? – Nomes em francês, por que eu não estou surpreso? – Me dê um café número 9 com farelo de castanhas por cima.

–O seu pedido estará pronto em breve, senhor. – ela se vira, anota meu pedido em um papelzinho e coloca no balcão

Definitivamente ela detesta trabalhar lá, já desistiu até de servir as pessoas sorrindo e deu um suspiro profundo depois de colocar o meu pedido anotado no balcão.

Sento-me numa cadeira, apoio meus cotovelos na mesa e cubro meu rosto com minhas mãos.

Afinal, o que aconteceu? Tava tudo normal até antes de encontrar a turma dentro daquela nave estranha no estacionamento do shopping. Será que eu realmente zombei da Maria Mello e não me lembro? Não, isso não é possível.

–Aqui esta o seu pedido, senhor. – ela colocou uma caneca bonita sobre um apoio para copos na minha mesa, se virou e foi sentar-se numa cadeira perto do balcão

Dou uma golada no café, argh, está quente... Mas, afinal o que está se passando comig...

–Aí que coisa, um casal discutindo em frente a cafeteria mais cara do Boulevard, que ultraje! – diz uma senhora classuda a um homem de mais ou menos 30 anos, que deve ser seu marido, ambos indo embora do E. B.

–Aí que babado, briga de casal é tudo, quem sabe o gatinho não fique solteiro e com vontade de se vingar? – diz uma adolescente para sua amiga, enquanto entram na loja ao lado da cafeteria que eu estou

Termino de tomar o meu café, pago a garçonete e deixo uma gorjeta também, sigo para o meio do Boulevard pra ver melhor a discussão, dava para ouvir algumas palavras que a mulher dizia já de longe... Espere, aquela é a Carmem?

–Seu babaca, é claro que eu sou perfeita, nunca erro em nada! – ela grita para o rapaz que está de costas para a pequena multidão de adolescentes que filmam e tiram fotos do ocorrido, parece que falta do que fazer e necessidade de fofoca não são qualidades apenas da Denise... Espere, ela também está no meio das pessoas.

–Ah, deixa disso, você já é um erro ambulante, espera só até o que pertence aos seus pais passar para você, vai perder tudo em questão de semanas, comprando coisas desnecessárias e viajando para lugares banais! – retrucou o rapaz, olha eu também penso mais ou menos assim da Carmem, mas não falo nada com ela por que nunca tive a oportunidade, e também que raramente ela fala comigo

–Ora, eu... Eu... Ah, fique quieto, você me dá asco! – ela realmente está irritada, está usando palavras que provavelmente ouviu alguém dizer uma ou duas vezes na vida

–Você não sabe nem o que asco significa, admita, você é fútil e não tem controle da própria mente, é só uma patricinha desmiolada! – ei, eu acho que conheço a voz desse cara

–C-calado! Você não tem direito de me ofender assim gratuitamente... – ela está desestabilizada mesmo, aquilo que eu vejo no rosto dela são lágrimas brotando? – Do contra! Seu Mané!

Ela saiu correndo, passou por mim rapidamente, ela estava vermelha e com lágrimas escorrendo seu rosto, nunca tinha visto a Carmem assim antes. Mas, estou sem ação, como ela disse Do Contra para o cara com quem ela estava discutindo?

O cara se vira e fixa um olhar meio assassino para mim, esse cara... Sou... Eu mesmo?

–Ora, ora, parece que finalmente nos encontramos, Do Contra! – ele está andando até mim, não, não quero chegar perto dele.

Me ponho a correr para fora do Boulevard.

Algumas quadras de distância dou de encontro com alguém saindo de um prédio, é o professor Licurgo?

–Professor, me perdoa. Eu não queria...

–Nah, tudo bem Do Contra, eu que estava perdido nos meus pensamentos. E me chame de Licurgo, fora da escola não precisa de formalidades comigo. – ele tá conversando com o poste?

–É que, professor, um monte de coisas estranhas tão acontecendo comigo. Ontem eu reencontrei minha ex-namorada, aí rolou um problema, depois eu voltei pra casa. Do nada a Aninha e a Sônia apareceram no meu apartamento, me agrediram e me acusaram de ter ofendido a Maria Mello na frente de um monte de gente, sendo que eu nem me encontrei com a Maria Mello. E agora eu me encontrei, comigo mesmo! No European Boulevard discutindo com a Carmem e fazendo ela chorar. Agora eu mesmo estou me perseguindo, não sei dizer o que está rolando, to confuso!

O professor está me olhando com seriedade, o que será que ele está pensando, que eu estou louco? Digo, não sei se ele vai usar a palavra louco, mas será algo relacionado.

–Então chegou o seu dia D. C. – o que ele quer dizer com isso?

–Mas, o que?! – estou surpreso e com medo!

–Chegou o dia de você, enfrentar a si mesmo. – ele me lançou um olhar profundo e sério – Você irá confrontar o seu I.D. Do Contra, o único conselho que eu posso te dar é, não desista, não o deixe ganhar como eu fiz em várias ocasiões. – ele se vira

–Mas, professor, eu não sei o que fazer, é sério, pela primeira vez eu não estou dizendo o contrário nem nada assim, me ajude, por favor! – me sinto tão incapaz

–Olhe para lá. – ele apontou para cima

Sou eu, no topo do prédio? Eu estou pulando? O que?

O impacto faz um barulho muito alto. Mas eu caí agachado, estou apenas me apoiando no meu joelho e me levantando de novo.

–Finalmente te encontrei, chegou a hora da verdade, Do Contra! – o outro eu está com um sorriso estranho, digo, um sorriso que ultrapassa a anatomia humana, o sorriso está chegando até perto das orelhas – Me chamo...

Notas finais
Me perdoem o hiato de mais de um ano, pessoal, foram problemas meus que me impediram de continuar a fic, apesar de uma parte dela ter sido escrita logo depois da conclusão do capítulo 9... Mas então, como se chama e qual é a forma original do Monstro I.D. do Do Contra? Como será a batalha? Haverá música de fundo? Será que vai ter poderzinho e direito a chamar megazord e tal? (isso não, só perguntei pra brincar com vocês). Será que consigo postar o próximo capítulo em menos de um mês? (espero que sim!) Então é isso galera, comentem por favor, foi principalmente pelo feedback dos leitores que eu finalmente consegui concluir este capítulo, espero que vocês ainda queiram ler. Até o próximo capítulo!