Liberdade

3 Entre dor e experiencia .


Notas iniciais
Altos e baixos todos temos.

Naquela época eu não havia aprendido nada realmente, eu havia ficado realmente triste por perder a liderança da sala, até houve um momento em que não sei por que... não foi apenas um nesse segundo ano do segundo grau em que parecia que minha vida havia acabado, ouve picos de êxtase e de querer sumir.

Quero sumir deste lugar

Ir para um lugar onde possa recomeçar

Um lugar longe daqui

Onde ninguém possa me encontrar

Recordo ter escrito um poema com uma estrofe similar a este. Também foi um ano onde chorei muito pelo meu pai, ele fazia falta, não me perguntava o porquê das minhas lagrimas apenas sabia que era por ele e sentia raiva...

Nos eventos de animes, passei a conhecer muita gente louca, louca mesmo sabe, conheci muita gente de má influência para mim e algumas poucas com quem até hoje me levo bem, uma em especial era uns três anos mais nova ela parecia ser comigo a uns anos naquela época me vi um pouco nela tal vez por isso estivemos tanto tempo juntas, mas ela era totalmente diferente. De uma família de classe alta pais com empresas de engenharia e estudando em escolas particulares com cartões de credito dourados que era classificado de alta elite que poucas pessoas tinham e não era só isso que tínhamos de diferentes ela mentia mais que o normal em diversos momentos me deixei levar para lhe acabar mimando.

Cheguei na casa dela um dia e ela havia machucado a perna, ficou uns meses engessado, ela havia feito de proposito dando a desculpa que foi um “acidente” ao andar de skat, eu era a única que sabia o por que ela havia feito, queria que um conhecido nosso que ela estava afim ficasse com ela mesmo já tendo namorada e como éramos amigos usou a desculpa de estar machucada para ele ir vê-la e cuidar dela.

Sem contar as vezes que ela falava que a mãe dela me xingava dizendo que eu era prostituta ou sei lá o que sendo que a velha só havia me visto uma vez e eu estava descente, ainda não sei o que ela ganhava comigo estando contra a mãe dela.

Houve uma vez que quis terminar a amizade não lembro o porquê, mas minha mãe me convenceu do contrário, minha mãe a viu como uma menina que se parecia a mim retraída e tímida, ela não fazia a mínima ideia da cobra que estava fazendo sua filha manter ao seu lado.

Foi nesse tempo que me senti rebelde passei a faltar algumas aulas, não prestava atenção nas aulas e sai do meu emprego de jovem aprendiz a terceira supervisora em apenas 6 meses, essa mulher que do nada passou de recepcionista para supervisora começou a pegar no meu pé, eu não admitia! Era a única que era pontual no trabalho e nunca faltava e era assim que me recompensava pegando no meu pé. Então sai.

Lembro que um dia antes de lhe avisar que estava deixando o trabalho fui ao shopping com alguns amigos e fiquei rondando por lá um bom tempo e isso na hora do trabalho os seguranças que me vigiavam todos me conheciam e sabiam meus horários não falaram nada só viram de longe, dizem que sou cara de pau, eu nunca achei!

Em uma das minhas recaídas senti que devia sumir novamente, andava no meio de carros em movimento olhando a fila de carros e desviando meus olhos para o céu noturno, era tão lindo...

Pensando diversas vezes durante a noite em lagrimas por que, querendo sair em meio a escuridão da madrugada mas nunca se atrevendo mesmo a fazer.

Nesse tempo estava indo a igreja com a família de umas amigas também conhecidas em evento de anime, houve um culto que foi feito para mim. Ele falava de remorso e magoa guardada no peito junto do orgulho, eu chorei em meio a tantos estanhos naquele dia doeu tanto que chegava a soluçar só conseguia pensar não posso perdoa-lo mesmo que eu queira coisa que não quero...

Meu pai era uma cicatriz enorme em minha consciência tive tanto receio sobre o assunto que tive pesadelos com ele voltando para casa. Queria que ele sumisse, morresse ou sei lá só ficasse eternamente longe.

Acabei reprovando quase que pelas falta, mas acabou sendo por não aprender nada realmente, acredito que metade disso foi falta de estudar e prestar atenção a outra metade por realmente não assistir as aulas.

Esse ano foi muito turbulento para mim, um dos motivos além do meu pai, foi que me apaixonei seriamente por um anjo de olhos azuis, que morava a mais de 6 horas de distância, nos conhecemos através do facebook ele era um doce, houve uma vez que gastamos 8 horas em uma chamada pelo célula, mas como nem um nem outro podia ir e vir no fim das contas tive de aceitar e terminarmos.

Foi um choque por que causou uma briga absurda com a minha mãe insinuando que eu estava sendo patética e dizendo que se eu chorasse ela iria sumir de casa. Veio em minha mente naquele instante “quem é a vítima aqui?” não que eu fosse realmente uma vítima eu sei que não era, mas sabe eu estava me sentindo mal e o único momento que eu demonstrava isso a ela, ela não soube me confortar.

Uma semana depois quando ela me perguntou se eu estava bem eu apenas disse “sim” e o assunto morreu ali.

Foi nesse ano que experimentei a bebida alcoólica foi divertido eu não gostava do sabor em si mas a sensação de ficar tonta era tão gostosa, não sei ao certo por que mas sempre havia tido um desejo por ficar bêbada e saber o que os que passaram por isso sentiam. Lembro que foram alguns copos de vodca eu bebia como se fosse agua quase de um só gole, o problema foi que quando cheguei em casa cai na cama e acordei com a minha mãe dizendo que eu havia bebido. Hoje eu ponho pra rir pensando, poxa fui muito descuidada ainda era nova e era como a certinha da casa. Depois descobri que o vinho era mais a minha praia.

Depois de reprovar foi piorando mais, dezembro é praticamente o mês mais festivo e o que eu particularmente me sinto mais receosa o fato da família se reunir me deixa frustrada já que sinto a falsidade no ar.

Acabei indo para uma escola diferente onde o tempo de curso era menor para alguns menores e adultos eu não prestava muita atenção nas aulas ficava no celular quando entediada vendo series coreanas ou alguma coisa como anime, manga etc. Foi quando soube que me viam como uma pessoa Roqueira, até me perguntaram se eu bebia sangue. Poxa CARA eu ri muito na hora.

— Não tomo sangue e sou eclética, gosto de roque sim, mas também gosto de música clássica de piano, violino, violoncelo, trompete, gosto de músicas melancólicas e geralmente paro para ouvir k-pop e j-pop.

Todos ficaram surpresos e acabei fazendo amizades foi bom pra conseguir ajuda em trabalhos, apesar de que sempre fui boa em geografia, arte, educação física, filosofia, sociologia, eu só não era muito boa na português nem na matemática. O que acabava atrapalhando em física e química.

Tive um pouco de problema com o atual professor de português mas no fim das contas tudo se saiu bem. Nesse ano fui pra São Paulo para assistir ao casamento de uns parente que moravam lá.

— Metida, eii não olha. – Ouvi no outro lado da rua uma menina falar com dois garotos.

Estava na casa de uma das minhas tias indo para a casa de outra tia quando a menina fica com inveja dos garotos me olhando. A serio eu me senti muito bem mesmo sendo destratada. E lhe dou uma dica nunca pense em fazer dieta em casa de familiares, tenho certeza que engordei lá, era carne assada, frango, bolos, churrascos e sem dúvida em Presidente Prudente tem uma lanchonete onde o X é sem dúvida o melhor e mais bem recheado.

Para a ida foi cansativo mas a volta nem imagina, o motorista acordou de ressaca e estava com uma febre bem alta, mal íamos partir pra casa teve uma chuva de granizo durou uns 5 minutos, esperamos e fomos para o carro novamente quando passou, não deu nem uma hora de viagem o seu estava totalmente nublado a chuva era constante.

Foram 15 horas de viagem, gastamos umas duas horas na parada para comer, abastecer e que o motorista pudesse dormir um pouco. Eu mantive os olhos abertos o tempo todo, na cerra, em decidas parecia que o carro escorregava como um sabonete, chuva forte raios. Me senti como o barco do Jeck em uma tempestade no alto mar. A o casamento foi legal.

Depois das férias do curso voltei mais dedicada pelo menos em aula e comecei a trabalhar em uma padaria, na primeira semana foi...

— Boa tarde como posso ajuda-la. – Sorrio para a senhora que estava na vez.

— Não quero que você me atenda, esta da experiência! – Seu tom era arrogante e frio olhando para meu graxa. – Alguém pode me atender.

— Está bem. – Sorri chamei outra pessoa e segui com o próximo.

Vou lhe dizer trabalhar com o público diretamente é uma MERDA, desculpe sei que não deveria dizer. Pior ainda é trabalhar em um lugar onde a maioria dos empregados é mulher, pensa que a empresa família as donas que vinham frequentemente sem contar que o quadro era de 40 mulheres e 3 homens que eram os padeiros que quase não estavam presentes.

Eu era lenta, mas evitada me relacionar e fazer fofoca, me dedicava a sempre estar ocupada e evitar erros. Depois dos seis meses de experiência fui dispensada, me disseram que eu não era muito comunicativa. Chorei, por que apesar dos males, das fofocas, das brincadeira que suportei, eu me sentia independente e isso me deixava bem. Descobri por uma sensitiva que haviam tramado para me demitir, uma funcionara mais antiga e uma nova que não iam com a minha cara tramaram juntas falando mal de mim para a chefe.

Sai de cabeça em pé e segui minha vida, era o que me restava.

Não aprendi realmente muita coisa nesse tempo, mas experimentei muito entre sensações de dor e satisfação, mais do que no trabalho de jovem aprendiz, na padaria aprendi um pouco a lidar com cliente e colegas, principalmente com colegas mulheres falsas.

Na época de jovem aprendiz eu tive amigas, mas ali eu tive muitas cobras ao meu redor.

Notas finais
Acredito que este cap pode ser meio para baixo, mas faz parte da minha vida!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.