LiDinho - Loved You First
3 Capítulo 2
Assim que eu cheguei em casa, deitei-me procurando dormir, mas, meu sono foi interrompido pela Ju. Tinha esquecido que tinha marcado com ela pra ela passar aqui em casa. Minha vó veio até meu quarto me avisar que a Ju iria entrar e eu deixei.
Ju olhou pra mim com um olhar de pena, e eu já comecei a me irritar. Puxei o ar e soltei um suspiro, irritada. Ela sentou-se na beirada da cama, e começou.
– Lia, você está bem? De verdade, seja sincera.
– Sim, porque não estaria? — perguntei, dando de ombros e evitando olhar para ela.
– Pela volta do Dinho. Amiga, eu sei o quanto você sofr....
– Juliana, o Dinho é passado. — cortei-a. — A gente terminou tem um tempo já e tem quatro meses que eu e o Vitor estamos namorando.
– Eu sei Lia, não estou falando do Vitor. Eu sei que você o ama, né?
– Sim, sim... Eu o amo. — falei. Meu tom pareceu um pouco confuso, fazendo Ju levantar as sobrancelhas, desconfiada.
– E o que você sente pelo Dinho? — ela despejou as palavras sobre mim.
O que eu sinto? Pensei. Ficou um breve silêncio entre a gente, uma encarando para a outra até que eu falei:
– Nada.
– Você não quer falar sobre isso né?
– Não tem problema. Eu não sinto mais nada pelo Dinho, Ju. Só mágoa. Eu não o amo mais. É isso que você queria saber?
– Tudo bem Lia, se você diz. Vamos parar de falar sobre isso, ok?
– Certo. Falar sobre aquele menino me deixa desconfortável. — revirei os olhos e Ju sorriu.
– Você está melhor? — ela perguntou com um leve tom de preocupação.
– Sim, foi só um mal estar.
Meu celular começou a tocar, e o procurei demorando para encontrá-lo na bagunça. Era Vitor ligando, e atendi antes que ele parasse de tocar.
– Oi, Lia. Está tudo bem com você? — ele perguntou.
– Sim, Vitor. Está tudo bem.
– Que bom. Eu fiquei preocupado. — ele deu um pequeno risinho, fazendo com que eu sorrisse. — Vamos ao cinema hoje a noite?
– Ah claro, assistir qual filme? — falei, animada.
– Não sei. O que você quiser. Posso passar pra te buscar aí as 20:00?
– Sim, eu vou estar te esperando.
– Então tá Lia, até mais tarde. Beijo.
– Beijo, Vitor. — ele desligou.
Eu e Ju ficamos conversando mais um pouco sobre coisas da escola, e sobre o namoro dela com o Gil que estava um pouco em crise. Dei alguns conselhos e depois ela foi embora, já que os pais dela iam chegar de viagem a qualquer momento e ela tinha que estar lá.
Eu ainda estava com um pouco de sono, então eu adormeci facilmente.
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Fui acordada por Tatá, umas 19:00, quase em cima do horário que o Vitor marcou de vir me buscar.
– Droga. — bati a mão na testa, em negação.
– O que foi Lia? Não era pra te acordar? — ela falou, inocentemente.
– Era sim pirralha, valeu. — falei e corri pro banheiro para tomar banho.
Tomei banho, e fui me arrumar. Nisso, já eram quase 19:30. Peguei uma calça jeans no armário, junto de uma blusa do AC/DC e coloquei uma camiseta xadrez aberta por cima. Calcei qualquer all star que achei pelo armário, e me maquiei bem a tempo do Vitor interfonar.
Peguei minha bolsa e fui atender, antes que a Raquel viesse reclamar de algo como ela sempre fazia. Mas era sexta-feira e eu tinha todo o direito de sair com o meu namorado.
Desci e Vitor estava lá me esperando. Me deu o capacete, e eu coloquei, e aí fomos para o cinema.
Vitor estacionou a moto no estacionamento do shopping que estava bem cheio, e tivemos sorte de encontrar vagas e até mesmo ingressos quando chegamos ao cinema. Eu disse para ele que queria ver ''Os Miseráveis'' e ele concordou, pois também gostava de musicais. Pegamos a sessão das 21:15 e assim que liberaram as pessoas para entrar, nós entramos.
Assim que eu e o Vitor saímos do cinema, eu estreitei os olhos para ver se eu estava vendo mesmo quem eu estava vendo. Era o Dinho. E a Ju. Os dois estavam rindo, enquanto tomavam sorvete e ele falava coisas para ela, fazendo-a rir. Eu fiquei parada olhando-os, até que Vitor interferiu.
– O que foi Lia? — ele perguntou.
– Nada, eu estava só olhando uma vitrine de roupas. — disfarcei. — Vamos?
– Vamos. Quer comer alguma coisa?
– Na verdade eu quero um sorvete, vamos ali naquela sorveteria?
– Claro. — então demos as mãos, e fomos até lá.
Chegando lá, demos de cara com o Dinho e a Ju. A Ju me encarou, tentando falar alguma coisa, mas assim que ela abriu a boca eu falei.
– Oi, Ju! — e sorri.
– Oi Lia. — ela falou, um pouco sem graça.
Se ela ainda gostava do Dinho, e o namoro dela com o Gil estava em crise, isso era problema dela. Na verdade, ela sabe que o Dinho não é pra namorar e se ela quiser trocar o Gil por ele, ela vai estar sendo idiota e não vou mais advertí-la sobre isso.
– Oi Lia. — dessa vez foi o Dinho que falou.
– Oi. — respondi, secamente.
– Então Lia, vamos lá escolher o sorvete? — Vitor perguntou, inocente, sem reparar no clima meio pesado que estava ali.
– Sim. Tchau Ju e Dinho. — me despedi, seca. Dinho e Ju acenaram e voltaram a conversar.
Fomos para o balcão e nós dois pedimos milkshake. O Vitor pediu um de chocolate, e eu pedi de morango. Como não havia necessidade de ficarmos ali, nós pegamos os milkshakes e fomos dar uma volta no shopping.
– A Ju e o Dinho voltaram a namorar? — Vitor perguntou, olhando para frente enquanto tomava seu milkshake.
– Não Vitor, ela namora o Gil ainda. Eu acho. — falei, sincera.
– E aí, você e o Dinho estão se falando? — ele perguntou, de uma vez. — São amigos?
Parei de andar e me virei pra ele, que me olhou atordoado.
– Claro que não Vitor, eu não suporto esse menino.
– Tudo bem então Lia, desculpe. — disse me encarando com os olhos claros. — Vamos embora ou você quer passar em algum lugar?
– Não, me deixa em casa, ok?
Vitor assentiu e assim que acabamos de tomar nossos milkshakes, fomos embora. Ele me deixou na porta do prédio, e me deu um beijo rápido, logo foi embora.
Quando cheguei em casa, todos estavam dormindo, então eu andei de fininho até que quando fui abrir a porta do quarto, a luz da sala foi acesa.
– Lia, onde estava? — perguntou com os braços cruzados e a mesma cara fechada de sempre.
– Saí com o Vitor, e me erra Raquel. — disse ríspida e entrei no quarto sem aguardar por alguma resposta.
Tatá estava dormindo, então eu tentei fazer o mínimo de barulho possível. Tirei toda a minha roupa, e fiquei somente de calcinha e sutiã e logo depois entrei debaixo das cobertas. Por mais que eu quisesse dormir, eu simplesmente não conseguia, o sono não chegava.
– Lia? — Tatá falou, sonolenta.
– Oi piralha.
– Posso dormir com você? Tive um pesadelo. — disse com um tom choroso, e eu apenas disse para que ela viesse.
Abracei-a por trás e acariciei seus cabelos, até que percebi que ela estava dormindo novamente, e fechei os olhos com o objetivo de fazer o mesmo, até que consegui.
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