L'histoire de Heather Golden Shadow

2 12º diário de Heather Golden Shadow: o Chalé me encontra


Notas iniciais
Primeiramente, Oi mundo. É um capítulo gigante, enrola um pouco mas é só pra enrolar um pouco a mente de vocês. Espero que gostem. Criticas são bem vindas, xingamentos não. Qualquer erro ortográfico, me avisem. Boa leitura.

Chloe não demorou muito, só passou na casa de uma amiga para pegar o caderno para estudar. Logo que ela entrou, veio correndo me abraçar... Ah, que gostoso!

— Oi mana, tudo bem?

— Oi meu amorzinho, tudo sim. Você está bem?

— Tirando pela data de hoje, to bem sim... eu queria ver a mamãe...

— Sabe que ela não vai sair de lá hoje né? vamos sair?

— Ah, sei... — fez uma carinha de triste — eu quero ir para a praia

— Mas eu pensei da gente ir num shopping...

— Não, sem essa, praia — ela disse já subindo as escadas — Pode ir trocar de roupa e pegue as chaves do carro, não vou pra praia de ônibus — e saiu andando. Vê se pode?

— Mas está chovendo!

— Você gosta da chuva — ela disse no topo da escada — E de lá, a gente passa num shopping — ela fez cara de "me rendo, você é chata, mas eu quero ir à praia"

Sem muita opção, subi para o meu quarto para por meu biquíni, e quando passei pelo quarto da mamãe, dava pra ouvir o choro dela. Resolvi não entrar, ela provavelmente começaria a gritar. Então, segui em frente para meu quarto.

Parecia que a chuva não ia parar, mas não tinha trovões, então vamos à praia. Mas não a praia que sempre vamos, vamos à outra. Longe, demorada. Vamos de carro, não há problemas.

Peguei meu biquíni, uma bolsa de praia e coloquei dinheiro dentro pra gasolina e para gastarmos no shopping. Parei em frente ao espelho que era do meu tamanho, e fiquei me observando... eu estava tão gorda, dava até pena de por biquíni.

"Se arrume pequena, fiques linda, arrumes teus cabelos, ajeite teu corpo, vá ao encontro de teu coração"

Uma voz fina e delicada, quase como se estivesse sussurrando em meu ouvido, disse isso. Procurei pelo quarto todo, até pela janela, mas não havia ninguém ali. Deveria ser coisa da minha cabeça. Fiz uma trança em meu cabelo, passei um pouco de rímel e o batom vermelho que sempre uso e coloquei o biquíni. Peguei minhas coisas e desci pra encontrar Chloe, que estava com um balde e uma pá de brinquedo para levar e alguns biscoitos. Peguei a chave do carro, tranquei a casa e seguimos para o carro.

— Para qual praia vamos?

— Vamos para Clearwater

— Não é muito longe daqui mas nunca fomos

— Mais um motivos para irmos lá, dizem que é uma cidade linda e que tem uma das melhores praias da Flórida. Fica a um pouco mais de uma hora daqui.

— Ah mas é meio longe...

— Mas vale a pena, você quer praia, você terá praia.

— Ta bom. Você conhece esse lugar?

— Nem um pouco, mas temos língua não é? podemos perguntar. Fique de olho em tudo e cuidado pra não ser roubada.

— "Ta bom, mamãe" — ela disse fazendo aspas e pulando para o banco de trás para se jogar, pois talvez demore um pouco...

A cidade praiana é MARAVILHOSA! Meu deus, quanto homem lindo, quanta gente linda, eu preciso me mudar pra cá!

Logo acordei Chloe e fomos em direção à um quiosque para alugar duas cadeiras. A praia era calma e maravilhosa, meu deus!

— Heather você merece um prêmio, isso tudo é maravilhoso – ela disse bebendo a água de coco com um ray-ban enorme fazendo ela parecer uma mosca.

— De nada, senhora reclamona que prefere praia mixuruca – eu disse jogando os cabelos. Nossa, como eu sou ridícula.

— Eu vou lá na água, dar um mergulho e já venho, não sai daqui pelo amor de deus – ela disse tirando os óculos e me entregando o coco

— Quer que eu vá junto? Eu deixo as coisas no quiosque e- ela me cortou

— Nada disso, me dê um pouco de liberdade. Mas não saia daqui hein? Mato você.

— “me dê um pouco de liberdade” você tem 6 anos querida. Mas vá, não demora porque se não eu vou atrás de você.

— Ok, ok – ela disse correndo pro mar. Ela era tão pequena...

Meus pensamentos são interrompidos pela “Voz” só que... ela agora tem forma. Forma de menina.

— Oi Heather, sou Lola – ela disse sorrindo

— Oi, como você sabe meu nome?

— Ah, eu sei muito sobre você, Golden. Mais do que você mesma. Tenta lembrar de mim.

— Ok, pode parar. Eu nunca vi você na minha vida – eu disse isso hesitando, como se eu já tivesse visto ela. Ela até me chamou pelo meu segundo nome.

— Viu sim, Golden, mas tudo bem, não posso te forçar a lembrar de mim. Tudo no seu tempo. Olha, eu vou deixar meu número com você, pra, sei lá, quando quiser conversar ou quiser voltar pra Clearwater... – ela disse me entregando um papelzinho laranja perfumado.

— Ahn, ta. Não prometo que ligarei tá? Eu não te conheço.

— Tudo bem – ela disse com os olhos cabisbaixos. Meu deus, ela era muito fofa. Fiquei com raiva de ter sido tão grossa com ela. — Ahn, a gente se vê por ai... tchau Golden

— Tchau Lola – e eu fiquei observando ela ir embora... como se eu já tivesse visto isso milhares de milhares de vezes. Ela estava pegando uma trilha... e olhou para trás. Para mim. Acenou, como se estivesse me chamando, e eu instantaneamente acenei para ela esperar. Chloe estava voltando e eu não ia deixar ela sozinha só pra pegar uma trilha.

— Já fez uma amiga é? Ela parece uma fada

— Vamos lá, pegue suas coisas, vamos até Lola

E seguimos até Lola, que estava dando pulinhos.

— Ah, eu sabia que viria. É seu destino, Golden – ela disse passando o braço sobre meu ombro. Aquele toque me era familiar...

— Oi Lola, essa aqui é minha irmã, a Chloe. Chloe, essa é a Lola.

— Oi Chloe – disse Lola dando um mega hug na Chloe, como se fossem super amigas desde que eram crianças

— Oi Lola, você parece uma fada

— E você parece um anjo. Venham, vou levar vocês até o chalé

E ela seguiu em frente, nos arrastando atrás dela.

— Olha, fica muito longe daqui? É que a gente tem que voltar e tal...

— Ah, só um pouquinho, tenho certeza de que você vai adorar – ela piscou pra mim. Será que ela era lésbica? Ou louca?

E continuamos andando. Não demorou muito até que eu chegasse até o local do meu sonho.

— Espera ai, eu sonhei com esse lugar...

— Ah, suas memórias estão voltando, é normal

— Oi!?!?

— Vem, você vai entender melhor quando entrar

— Mas eu não quero entrar

— Quer sim – ela tocou meu peito (probabilidade dela ser lésbica é de 74%) – você sabe que quer

— Ta – eu disse deixando ela me levar

E eu comecei a me sentir tonta. Era exatamente o lugar que eu sonhei. Meu peito parecia explodir à cada passo que eu dava.

E Lola abriu a porta, liberando uma onda de perfumes de rosas sobre nós. Tive de me apoiar em Lola para não cair.

— Eu não estou me sentindo bem, me leva embora

— É a altitude, relaxa – ela disse me segurando e acendendo as luzes. Era tudo igual. As cortinas alaranjadas. A cozinha preta e branca. As escadas. O papel de parede da sala. A televisão, o sofá, tudo. Tudo como no meu sonho.

— Se lembra daqui? – ela disse me sentando no sofá

— Sinto como se já tivesse vindo aqui... porquê me trouxe aqui?

— Ah, está chovendo, eram as poucas que restavam na praia... essa chuva promete trovões...

— Gostamos de chuva...

— Duvido muito que gostem de um belo resfriado. Venham, vou pegar toalhas para vocês se secarem

— A casa é sua?

— Eu aluguei ela pro verão... linda, não é mesmo? – ela disse se sentando ao meu lado no sofá

— Sim, tem cheiro de rosas...

— gosta de rosas, não é?

— Sim... – eu disse olhando para ela – como sabe tanto sobre mim?

— Já disse que te conheço... tu só não te lembras de mim, pequena – ela tocou meu queixo

— é, eu realmente não me lembro de te... – logo vi aquela sombra, na porta. Me encolhi no sofá – você está vendo aquilo na porta?

— Sim, mas ela não pode entrar. Enquanto você estiver comigo, ela não poderá chegar perto de você

— Mas quem diabos é você? Você também pode ver a sombra?

— Sim. Posso. Quem eu sou, cabe a você descobrir – ela disse saindo do sofá e indo para a cozinha — quer comer alguma coisa?

— Mas... – logo Chloe voltou do banheiro e falou por ela

— Ei, você tem geleia?

— Framboesa, morango e amendoim

— Framboesa, e você Heather?

— Eu quero ir embora

— Ah não, vamos ficar mais um pouco... – ela disse pidona

— Ah, você ainda nem conheceu o Evan – disse Lola

— Evan? – esse nome me era familiar

— Sim, o dono da casa, e meu amigo. E falando nele, olha ele ai – ela disse apontando para a porta. Eu não deveria ter olhado. Não, eu não deveria. Eu não deveria nem ter ido até ali.

— Opa, temos visitas.

— Aqui Evan, essa é Heather, e essa pequena é Chloe

Evan não conseguia falar. Nem eu. Ele me era tão familiar. O traço de seus rosto, o contorno de sua boca...

— Prazer, meu nome é Evan. Vão ficar essa noite?

— Não/sim – dissemos eu e Chloe juntas

— Não, não vamos não – eu disse reforçando o fato

— Que isso, está um temporal dos infernos lá fora. Fiquem essa noite, amanhã levo vocês de carro até lá embaixo.

— Não queremos incomodar, e temos de voltar para casa, nossa mãe provavelmente deve estar louca de preocupação

— Liguem para ela, avisem que estão aqui e que não tem como irem embora nessas condições

— Ah, esta bem, ficamos.

— Sabia que aceitaria. Vocês tem de se conhecer. Você já consegue ver a sombra, está mais do que na hora de se conhecerem – Lola resmungou, mas não consegui prestar atenção. Eu estava ocupada demais babando em Evan.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.