Let's Love - Um conto de Percabeth
6 Jantar em família
Notas iniciais
Separaram-se ofegantes e Percy pensou que isso até poderia dar certo.
– Isso seria um sim? – perguntou Annabeth.
– É... acho que até pode dar certo. – comentou.
– Só temos que fazer isso quando eles estiverem por perto.
– É.
– Bem, acho que eu vou para casa. – suspirou Annabeth.
– Vem, eu te acompanho.
– Olha, você não precisa...
– Eu sei que não. – interrompeu Percy- Mas você é minha amiga.
– Tá, você venceu.
Os dois saíram e começaram a caminhar lado a lado em direção à casa de Annabeth. Percy percebeu que ela parecia abatida, mas resolveu não perguntar. Quando chegaram ele notou que a casa era um pequeno sobrado, com as paredes pintadas de cinza e um jardim com umas poucas flores a frente da entrada.
– Bem, obrigada por me acompanhar. – ela disse e sorriu levemente.
– Não foi nada. Te vejo amanhã?
– Claro. – ela deu um beijo em sua bochecha e antes de entrar acrescentou- Até amanhã e não se esqueça do plano.
Ele sorriu e assim que ela fechou a porta atrás de si, ele começou a andar até a sua casa. No caminho ele foi pensando em como a Raquel reagiria ao saber que ele e Annabeth estavam namorando. Ficaria com ciúmes? Ficaria brava? Simplesmente ficaria indiferente? Bem ele não sabia, mas esperava que o falso namoro repercutisse da maneira esperada.
Quando chegou em sua casa depois de alguns minutos, viu sua mãe sentada na mesa da cozinha tomando café.
– Onde você estava? – ela perguntou.
– Eu disse que iria ajudar a Annabeth depois da escola.
– Você não vai sair hoje a noite, vai?
– Não. Não tenho nada em mente. Por que a pergunta?
– O seu pai e seu irmão vem jantar conosco hoje. – ela disse.
– Legal. – falou desanimado.
Ele subiu para o seu quarto e se jogou em sua cama pensando no jantar de hoje à noite com seu pai e seu irmão. Estava quase adormecendo quando seu telefone tocou e ele viu que era a Raquel.
– Oi Raquel. – ele falou.
– Oi Percy! Como vai?
– Bem e você?
– Bem. – fez se silencio por alguns minutos e ela continuou – Eu queria saber quando vamos fazer o trabalho de história.
– Não sei. Eu estava pensando que como vamos ter que entregar semana que vem, que tal se fizemos esse fim de semana?
– Claro. Eu vou ai ou você vem aqui?
– Eu vou ai. – falou Percy.
– Perfeito. Então... o que vai fazer hoje?
– Nada. Só vou ficar em casa. – ele ponderou se contava sobre o jantar, mas por fim resolveu contar- Meu pai e meu irmão vem jantar em casa.
– Legal, mas você não parece feliz com isso. – ela disse.
– É que nem me lembro mais de qual a foi a última vez que jantamos todos juntos, como... você sabe, uma família.
– Mesmo assim você deveria ficar feliz com isso. Tem alguma coisa que eu possa fazer para ajudar? – ela perguntou.
Percy considerou a pergunta e disse:
– Na verdade, tem uma coisa sim.
– O que? – ela perguntou ansiosa.
– Por que não vem jantar com a gente? Assim pelo menos você poderia me ajudar a aguentar esse jantar.
– Percy eu não sei. É um jantar de família e eu...
– Eu sei que é de família, mas você também pode vir. – completou antes que ela terminasse- Além do mais, meus pais ficariam felizes de saber que eu tenho ao menos uma amiga.
– Eu ainda não sei se é uma boa ideia.
– Por favor.
– Ta bom. Eu vou.
– O jantar começa as oito. Quer que eu passe na sua casa?
– Não pode deixar, eu estarei ai. Tchau.
– Tchau Raquel.
Quando ela desligou, Percy foi tomar um bom banho. Enquanto deixava a água quente correr pelo seu corpo ele pensava que pelo menos esse jantar teria alguma utilidade, afinal tinha convencido a Raquel a vir. Ficava novamente imaginando qual seria a reação dela amanhã quando ele e Annabeth disserem que estão namorando.
Então finalmente terminou o banho e vestiu uma roupa simples. Resolveu passar o tempo usando o computador e jogando videogame. Ficou assim até a hora de se arrumar para o jantar. Colocou uma camisa verde, uma calça jeans preta e desceu para esperar Raquel.
Na cozinha sua mãe arrumava a mesa.
– Mãe, uma amiga minha vem jantar com a gente, tudo bem?
– Claro. Pelo visto você fez vários amigos.
– Mais ou menos.
– Isso é bom. – ela disse sorrindo.
Nesse momento alguém bateu na porta e Percy foi atender. Quando abriu viu que eram seu pai e seu irmão.
– Oi pai. Oi Tyson. – disse Percy.
– Oi filho. – disse seu pai.
Eles entraram, cumprimentaram Sally e se sentaram á mesa. Então outra vez alguém bate a porta e dessa vez era a Raquel.
– Oi Percy! – ela entra e o cumprimenta.
– Oi Raquel! Como vai?
– Bem.
– Percy não vai nos apresentar sua amiga? – perguntou Sally.
– Claro. Pai, mãe, Tyson... essa é a Raquel. Uma amiga da escola.
– Oi prazer. – ela disse.
– O prazer é nosso querida. Sente-se. – disse sua mãe.
Os dois se sentaram lado a lado e começaram a conversar sobre coisas simples do dia-a-dia. Raquel estava linda, ela usava um vestido cor de pêssego com detalhes em preto que ia até os joelhos e seus cabelos vermelhos estavam soltos sobre os ombros. Tudo estava indo bem até que seu pai pergunta:
– E como está indo a escola nova Percy?
– Bem. O pessoal de lá é bem legal. – Percy responde.
– Espero que suas notas esse ano sejam melhores. – comenta sua mãe.
– Eu espero que sim. – falou.
– Sally, eu queria perguntar se Tyson poderia ficar aqui durante algum tempo, pois eu tenho que fazer uma viagem e ele, como você já sabe, não pode ir comigo. – perguntou o pai de Percy.
– Claro. Tyson sempre será bem vindo aqui.
Tyson era o irmão mais novo de Percy, ele era filho do seu pai com outra mulher. Ele tinha dez anos, cabelos pretos e espetados e olhos verdes. Sempre que seu pai viajava, Percy cuidava do irmão, isso antes dele ter que vir morar com a sua mãe.
Eles conversaram mais um bom tempo até que Raquel disse:
– Já está ficando tarde e é melhor eu ir embora. Obrigada pelo jantar. Foi maravilhoso.
– De nada, meu bem. Volte sempre que quiser. – disse Sally.
– Pode deixar, tchau.
– Eu te acompanho Raquel. – falou Percy.
Ele a acompanhou até a porta e se ofereceu para ir com ela até sua casa, mas ela recusou dizendo que não era necessário.
– Então nos vemos amanhã Percy. – ela disse e lhe deu um beijo na bochecha.
Então ela foi embora e Percy voltou para dentro. Ele ficou pensando que talvez ela gostasse dele e teve esperanças de que poderiam ser mais do que amigos algum dia.
Seu pai e seu irmão logo foram embora e Percy ficou ajudando sua mãe a arrumar as coisas antes de ir dormir.
– Você gosta dessa garota? – sua mãe perguntou de costas para ele.
– Tá tão na cara assim?
– Na verdade... sim.
– Então eu acho que só ela não sabe ainda. – suspirou Percy.
– Como você começou a gostar dela? – ela perguntou.
– Ela foi a primeira pessoa que eu conheci na escola, então ela me ajudou no primeiro dia e viramos amigos. Ela é bonita e muito legal.
– Então você realmente gosta dela?
– Eu acho que sim. – ele relutou em dizer, afinal nunca tinha parado para pensar se estava apaixonado por ela.
– Achar não é suficiente. Enquanto você não tiver certeza, pode acreditar que muita coisa ainda pode acontecer.
– Eu sei.
– E o fato de achá-la bonita, não quer dizer que você a ame.
Então eles terminaram de arrumar as coisas em silencio. Percy estava cansado e por isso resolveu ir dormir. Jogou-se na cama e ficou pensando no que sua mãe havia dito, então depois de alguns minutos adormeceu.
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