Let me tell you a Story. (YKHAR)
1 oneshot.
Notas iniciais
espero que gostem, ainda não corrigi, mas saibam que fiz com muito carinho!!!!
decidi criar a estória porque nunca vi uma fanfic eldarya com a guardiã sendo lésbica e achei interessante começar uma. aliás, recomendo muito o jogo the story of emmeline Burns (inclusive, é sobre ele que falo no capítulo, todos os créditos aos criadores dessa maravilha!)
nãp coloquei todas as informações sobre o jogo, até porque né, ficaria sem graça. mas é isto, espero que gostem!
boa leitura xuxus!!!! °?–✧?—?(⁰?–?⁰)?—?✧?–°
decidi criar a estória porque nunca vi uma fanfic eldarya com a guardiã sendo lésbica e achei interessante começar uma. aliás, recomendo muito o jogo the story of emmeline Burns (inclusive, é sobre ele que falo no capítulo, todos os créditos aos criadores dessa maravilha!)
nãp coloquei todas as informações sobre o jogo, até porque né, ficaria sem graça. mas é isto, espero que gostem!
boa leitura xuxus!!!! °?–✧?—?(⁰?–?⁰)?—?✧?–°
Já se faziam alguns meses desde que cheguei à Eldarya, eu não sabia exatamente quantos, mas sabia que eram muitos.
Tantos que eu já até havia me acostumado com a falta de educação, expressões de desprezo para mim e brincadeiras em excesso de Ezarel — mesmo que jamais pudesse esquecer quando ele invadiu o meu quarto só para colocar uma espécie de chantilly na minha mão, para que eu me sujasse quando acordasse —, com a falta de comunicação e comentários (brincadeiras também) estranhos de Valkyon — como quando ele me chamou de algum mascote com um nome esquisito, que eu juro ser idêntico à uma galinha! —, com as cantadas e flertes de Nevra — consegue acreditar que uma vez ele, simplesmente, beijou o canto da minha boca na frente de todos? E ainda teve a audácia de dizer que mesmo não sendo completamente humana, eu continuava cheirando muito bem!! — acostumei-me também com as mudanças de humor repentinas da Miiko, com o esquecimento e um pingo de falsidade vindos de Alajéa, com a timidez e complexo de superioridade de Kero, com a agressividade e comidas horríveis de Karuto, com a infantilidade de Mery, com os sumiços e estranheza de Leiftan, com a — também — infantilidade de Chrome, mesmo que ele seja um anjinho canino, com a força bruta e o analfabetismo de Jamon e, principalmente, com Ykhar.Não foi difícil me acostumar com Ykhar, foi o processo mais simples que já tive em toda a minha vida. Nos tornamos Ying e Yang, muitas vezes, até inseparáveis. Mas eu a via de maneira diferente, mesmo que ela dissesse várias e várias vezes que eu era a melhor amiga dela. Melhor… amiga?Nos nossos momentos de descanso, vivíamos no jardim, embaixo da cerejeira centenária, sempre apreciando a vista. Ela gostava de histórias, e eu gostava de contá-las. Uma vez eu contei à ela uma triste história sobre uma garotinha chamada Emmeline — na verdade, era um jogo, mas não achei que els fosse entender, então usei o formato de conto. Ela chorou, e como chorou. Chorou como um bebê. Eu estava acostumada a contar somente histórias felizes, como acontecimentos da faculdade, jovens pedindo outros jovens em casamento no meio de um shopping — demorei para explicar o que era um shopping para ela — ou de pessoas que simplesmente passam seus números depois de uma declaração de amor — ela não sabia o que era um celular. Dessa vez eu preferi contar a triste história de Emmeline Burns. Mas não me arrependi um só segundo de tê-la contado.— Você quer mesmo saber? — perguntei acariciando seus cabelos laranjados, me segurando fortemente para que não mexesse em suas orelhas fofinhas e chamativas.— Sim! Você nunca me contou uma história triste, Erika, estou curiosíssima! — exclamou animada, como se não fosse escutar algo deprimente. Suas mãos foram de encontro às minhas, me impedindo de continuar com as carícias. Um sorriso iluminado preencheu seu rosto e ela simplesmente olhou para mim, simplista. — Conte-me a história.— Certo, já que insiste... — “… e eu sou incapaz de resistir aos seus doces encantos...”, pensei. — Vou contar. — acabei por sorrir levemente com sua nítida animação, olhando-a nos olhos também. — Isso começou há alguns anos, poucos, para ser exata. Foi na Inglaterra. — imaginei toda a cena do jogo em minha cabeça. — Era uma jovem de quatorze anos. Uma garota loira, de cabelos curtos tão claros que quase eram da cor de sua pele, branca. Seus olhos eram violetas e–— Oh, como os seus! — me interrompeu, dando pulinhos, nossas mãos ainda juntas, ambas sentadas no gramado. — Desculpe, desculpe! Não pude me conter. Vocês humanos são tão interessantes!— Certo. — ri baixo, apertando meus dedos nus dos pés na grama. — Seus olhos eram violetas, claros e gritantes, eram lindos. Ela tinha um colar pregado ao pescoço, era de família, passado de geração em geração. Assim. — ousei em soltar nossas mãos para colocar os dedos no pescoço de Ykhar, tocando sua pele imaculada e carne leitosa com a ponta dos dedos, tomando tanto cuidado como se fosse quebrá-la, como se ela fosse de vidro. Tossi forçadamente, coçando a garganta. — Ele era feito por uma grossa finta preta e tinha um objeto oval de prata, com uma pedra preciosa violeta no meio, dando ênfase ao estilo medieval.— Ela parece ser uma menina legal. — comentou, com as bochechas coradas. Eu amava vê-la assim!— E é, acredite. — acrescentei, sorridente como uma criança, como o Mery depois de ganhar um novo Crylasm. — Ela, entretanto, se chamava Toma. Toma Andrews. E ela não tinha nada de especial. O nome não era dela, inclusive.— Como não?! — quase gritou, estupefata. — Isso não faz sentido! O nome é a identidade dela!— Acalme-se, coelhinha. — apertei a ponta de seus nariz empinado, rindo. — O nome não era dela. Ela deveria ter se chamado Amelia.— Amelia não é um nome legal. É velho. — cruzou os braços.— De fato. — concordei, intretida em suas reações adoráveis. — Sua mãe havia decidido chamá-la de Amelia, se nascesse mulher, e Tomas, se nascesse homem. Por ventura, sua mãe tinha uma irmã mais velha: Kathryn. Esta, sendo um ano mais nova, sempre recebeu tudo dos pais, amor, atenção, carinho… Sempre em primeiro lugar. E a mãe de Toma sempre em segundo. Sempre foi assim, de verdade! Até quando elas ficaram grávidas. Uma semana de diferença bastou para que Kathryn desse à luz à uma garotinha, como seus gostos eram muito iguais, essa garotinha se chamou Amelia.— Não! Como ela pôde?! — gritou, desesperada. — Isso é terrível!
— O nome dela foi roubado, enfim. — acrescentei. — Só restou a opção dois: Tomas. Mas, como a mãe dela poderia chamar uma pobre mulher de Tomas? Bem, que fosse o apelido: Toma. Um nome estranho para uma garota estranha.— Ela não é estranha… Ela deve ser tão linda. — choramingou, manhosa.— Você vai entender, calma, calma. — pedi pacientemente, esboçando um sorriso leve. — Toma só tinha uma amiga: Hattie. Que sempre a tratou muito bem, elas se conheciam desde sempre. Estudaram juntas a vida toda e somente Hattie entendia Toma.— E seus pais?!— Hm, eu esqueci de mencionar. Os pais de Toma são separados.— Isso é terrível, Erika!— É... Mas é a realidade do mundo humano, o que podemos fazer? Nada. — suspirei, um pouco melancólica. — Vou continuar. — falei e ela assentiu, voltando a prestar atenção. — Toma, como era estranha e reservada, se sentia mais confortável entre os mortos de que vivos, então sempre ia para o cemitério, só queria ver as covas, as lápides, o que estava escrito ali a interessava bastante. Tantas histórias esquecidas, histórias importantes, histórias de vidas! Era interessante e misterioso, aquilo sempre chamou a atenção dela. E, por motivos de força maior — sua própria vontade -, ela decidiu matar aula. Assim, pela primeira vez, de repente e sozinha.— Ela foi para o cemitério?! — afirmei. — Que estranho… E ela ainda foi sozinha…— Não disse que ela era estranha? — ri baixo. — Lá, ela, passeando entre as lápides velhas e sujas, do século XVIII, encontrou uma garota. Parecia ser mais nova, ela tinha belos cabelos castanhos claros, olhos azuis e sardas. Um vestido branco com un laço, como um pijama, mas que pareceu uma fantasia à Toma. Elas começaram a conversar: “Quem é você?”, “Eu me chamo Emily.” Era um nome estranho, Emily não era a cara dela, era um nome fraco demais para alguém que chamava atenção. Toma apenas concordou. Assim, Emily também queria saber seu nome! Mas, por que diria um nome que sequer era seu? Afinal, Tomas era o nome de seu avô. “Eu não gosto do meu nome, pode me chamar de outra coisa?”, “Claro”, Emily disse, pacientemente, “Que tal Verity? É único e somente seu.” Tal coisa soou como uma música para os ouvidos da garota loira, ela estava encantada. “Eu amei. Obrigada.” E conversando mais, descobrindo que Emily, na verdade, parecia ter vindo de outra época, porque, quem chama o pai de Pai? Tão seriamente? Só nos tempos antigos, e ela ainda o chama de "senhor", era tudo muito estranho.Parei pr alguns segundos, para recuperar o fôlego e percebi que Ykhar mal piscava os olhos, estava paralisada, apenas ouvindo minha história — que sequer era minha —, seus olhos brilhavam, destacando-se à luz prateada da lua. Ykhar, se não tivesse essas orelhinhas de coelho, seria a imagem e semelhança de um anjo. Perfeita, pura, doce, simplesmente Ykhar. Incrível.— E Emily descobriu que Toma gostava de túmulos. — os lábios da moradora de Eldarya se entreabriram, surpresa. — No começo, ela até achou estranho, mas apenas aceitou e aproveitou aquilo como uma oportunidade. “Você quer ouvir uma história? Visto que gosta de histórias sobre lápides.” Como Toma poderia negar? Ainda desconfiada, seguiu a menina. As duas foram para um local mais afastado, onde encontraram vários túmulos de 1800 até 1900, mas só um era necessário. Este, cujo qual estava escrito em letra cursiva, dizia: “Aqui jaz o corpo de Phillip Burns, 1807-1851. A esposa deste, Perdita Burns 1811-1851. Também Emmeline Burns 1836-1851, sua amada filha. Que suas almas descansem em paz.” A informação em si fora bastante chocante para Toma, que se sentiu triste pela idade da tal Emmeline, somente quatorze anos… Sua idade… E o mais preocupante: todos morreram no mesmo ano. “Por Deus! Eles morreram no mesmo ano? Ou seria dia?”, era uma pergunta retórica, mas Emily respondeu: “No mesmo dia, vou lhe contar a história.”— Estou ansiosa! — Ykhar deixou escapar, sorridente como uma bobinha.— Então, Emily começou: “Em 1851, havia uma família rica: Burns. A vó Patience, o pai — seu filho -, Phillip, a esposa deste: Perdita, e a filha de ambos: Emmeline. Eles viviam felizes, todos numa antiga e enorme mansão, onde moravam perto da família ao lado, família de Cornelia, a personagem mais importante da história. Emmeline gostava de Cornelia, elas eram inseparáveis desde o nascimento. Mas… Emmeline a amava, entende? Não como amiga, não como irmã, mas como adultos se amam. Como adultos se amam num casamento, e Emmeline um dia iria casar com Cornelia.” — observei os olhinhos escuros de Ykhar se arregalarem em surpresa e sorri. — “Elas costumavam brincar diante de um lago, perto da casa. Era ali onde elas contavam uma a outra seus maiores segredos, passavam o dia todo ali, os pais das duas nem se preocupavam. Elas eram como… Unha e carne. Juntas, elas dividiam tudo, como citado antes: segredos. Mentiras também, experiências novas… Como o amor. E diante daquele lago cristalino, dividiram, também, o primeiro beijo. Foi desajeitado, seus dentes se bateram, a saliva escorreu pela boca de ambas, elas estavam assustadas, mas foi bom. Foi bom porque elas ficaram juntas. As discussões era leves também, sempre acabava em brincadeira, como uma vez quando Cornelia comparou Emmeline a um garoto da escola delas, Audrey. ‘Você está agindo como o Audrey!’, Cornelia bradou. ‘Como ousa?! Peça desculpas agora!!’, Emmeline respondeu à altura, derrubando-a no gramado. E ali, as duas no chão, embaixo daquele céu azul profundo, com poucas nuvens, o vestido de Cornelia desceu um pouco, dando visão à Emmeline de sua clavícula esbranquiçada, com seu colar preso ao pescoço, os olhos castanhos claros e os cabelos loiros e longos, tão brancos quanto ela. Naquele momento, elas acharam que aquilo seria eterno, infinito, que viveriam daquela maneira. Mas não foi assim.”— Como não?! Os pais descobriram?! Elas foram deserdadas? Oh, meu Deus! — Ykhar tampou o rosto com minhas mãos, pude sentir seus olhos se fecharem ali e suas pálpebras tremerem sob a palma da minha mão, me fazendo sorrir, satisfeita com o contato.— Você vai ver. — pisquei um olho, mesmo que ela não pudesse vê-lo. — Emily continou: “Mas, em uma noite, Emmeline teve um pesadelo, um pesadelo terrível. Ela acordou assustada e encontrou o pai em seu quarto, ela gritou, assustada, não sabia o que estava acontecendo e o choque do pesadelo fora muito grande. Ela se virou para o pai e perguntou: ‘Pai, o que houve? O senhor está bem?’, esse, claramente não estava. Os olhos arregalados, suado e nitidamente perturbado, Emmeline estava com medo. Ele respondeu: ‘Não.’, ‘Pai, o senhor não está bem, posso ajudá-lo?’, ‘Não pode. Você não pode me ajudar, minha doce Emmeline.’, dizia num tom de voz triste, quebrado. ‘Mas, então por que veio aqui…?’, perguntou ainda mais confusa. ‘É tarde demais. Ninguém pode me ajudar, Emmeline, eu perdi tudo! Eu perdi tudo! Nosso dinheiro, nossa casa! Tudo!’, ‘Pai, está tudo bem. Vai dar tudo certo. Como isso aconteceu? Acalme-se, por favor.’, insistia, mas ele não lhe dava ouvidos. ‘É tarde demais. Desculpe, filha, eu tentei não ser como minha mãe, eu tentei lhe dar mais atenção, eu tentei lhe dar mais amor, mas eu falhei... Me perdoe, Emmeline, me perdoe!’, ele implorava, aproximando-se da menina, que permanecia com os olhos arregalados, o que poderia fazer? ‘Pai, tudo bem, está perdoado, está tudo bem. Vai ficar tudo b–’, de repente, sua fala fora cortada.”Ykhar me okhava atentamente, em choque, tratei de contar os mínimos detalhes — ok, talvez nem tantos assim, porque minha garganta já estava seca — e tentar reproduzir vozes parecidas com a das personagens, sempre mudando o tom e entonação, dando ênfase à algumas palavras. Ela parecia estar gostando, ao menos.— “Fora cortada pelas mãos do pai, que foram parar em sua garganta, pressionando a região com os polegares. Ele estava matando-a aos poucos. Sentia o ar sair cada vez mais de seus pulmões, impedida de respirar, seus olhos reviraram-se enquanto suas bochechas encharcavam-se pelas lágrimas grossas que rolavam e molhavam sua face empalidecida, o calor de seu corpo fora aos poucos substituído pelo frio sombrio da morte, enquanto seu pai implorava pelo seu perdão: ‘Desculpe, Emmeline! Desculpe! Perdoa-me! Era a única solução, filha! Eu amo-te...’, um último suspiro, o corpo pequeno da jovem parou de se debater, Phillip deixou o corpo morto deitado na cama, encarou a filha morta e saiu dali, fora para o quarto da mulher, que já dormia e, ali mesmo, ateou fogo na casa, consigo. Todos sumiram em cinzas.” — terminei uma parte da história e cocei a garganta, preparando-me para continuar, sem dar a atenção devida à Ykhar. — Emily terminou sua história e Toma, ou melhor, Verity, encarou seu pescoço, marcas roxas estavam ali, era Emmeline, não Emily. “Você é Emmeline! Meu Deus!”, Emmeline não negou e suspirou e tristeza, coçando a nuca. “Sabe, quando te vi, podia jurar que era Cornelia, mas não é… Eu queria tanto me casar com ela, eu ainda sou apaixonada por ela, mais de séculos depois, eu ainda a amo. Nosso romance durou apenas um verão e eu lembro dela até hoje. Eu sou perdida e completamente apaixonada por ela, sinto tanta falta dela.” Misteriosamente, Toma sentiu-se diferente por alguns segundos. Era ela, mas ao mesmo tempo não era. Seus olhos tomaram os de outra pessoa, não era ela. “Emmeline?”, a voz mudou de repente, num tom mais calmo e rino, sereno. “Cornelia?!”, “Sim, sou eu... Esta jovem me emprestou seu corpo… Você… Emmeline…”, um sorriso imenso preencheu o rosto da de olhos azuis, que abraçou a garota. “Por Deus, que roupas curtas são essas? Esse não é o apropriado para uma menina! Não é apropriado para ninguém! Em que ano estamos?!”. Emmeline riu e negou com a cabeça: “Esqueci-me de que você já é uma senhora de idade, Cornelia.”, “Eu morri aos setenta e três anos, o que está acontecendo com o mundo?”, as duas riram, como não faziam há tempos, era tudo lindo. “Diga-me, sentiu minha falta, Cornelia?”, “Que pergunta, Emmeline… É claro que senti.”, “Você se casou?”, “Sim… Aos dezoito.”, Cornelia respondeu, “Minha mãe arranjou um casamento para mim, ele era rico e tinha o dobro da minha idade, seu cabelo já estava começando a cair.” E conversaram por longos minutos, que por alguns instantes, pareciam intermináveis. Mas o objetivo de Cornelia já fora cumprido, agora as duas poderiam ir em paz para o céu. “Preciso ir, já usei o corpo da menina o bastante.”, falou e a Burns apenas concordou. As duas se aproximaram e as mãos delicadas de Emmeline foram para as bochechas da garota, que fez o mesmo. Seus lábios se juntaram num beijo simples e singelo, para matar a saudade. Por fim, se distanciaram, com os corações batendo à mil — menos o de Emmeline -, e sorriram. Cornelia fora a primeira a ir embora. Emmeline agradeceu à Verity várias vezes até que esta finalmente revelou seu nome. Toma. “Seu nome é tão fofo! Tão único quando Verity, eu amei! Mas devo parar de falar por agora, senão Cornelia ficará com ciúmes. Obrigada, Toma. Até um dia.”, então o espírito à sua frente desapareceu no ar. Como uma névoa, as cores dela se misturaram com o vento e sumiram. Toma colocou a mão no peito e começou a refletir sobre si: Jamais deixaria sua identidade ser roubada novamente. Só existia uma Toma: ela mesma.
Quando terminei a história, não pude acreditar nos meus olhos. Chorando como um bebê, estava Ykhar à minha frente, me abraçando com força, entre soluços.— F-Foi a história mais bonita que eu já ouvi! — fungou em meu pescoço. — Foi t-tão lindo, Erika, eu… Eu gos-gostaria de ter alguém como Emmeline, eles parecia tão gentil… O-Ou como Toma, ela era… Era… I-Incrível!Uma deixa.Minha deixa!— Eu adoraria ser sua Emmeline. Mas prefiro não morrer.Ykhar me encarou assustada, ou seria surpresa? Virou-se para mim e, com as bochechas coradas, perguntou-me:— Está falando sério, Erika? — seu tom de voz era tão sério que eu cheguei a me assustar.— Totalmente. Eu… Ykhar, eu estou apaixonada por você. Eu não consigo tirar meus olhos de você, meu mundo gira em torno de você. Eu não consigo mais pensar, sequer, em ir embora daqui sem você. Eu não quero te deixar, eu quero ficar para sempre do seu lado. Caramba, eu… Eu te amo! — cuspi todas as minhas palavras em cima dela, algo que eu guardava há tempos, por causa de uma simples história (de um jogo!) pude me declarar, finalmente!— Erika, eu também amo você. — os olhos grandes da coelhinha voltaram a lacrimejar, ela me abraçou com mais força, seus lábios foram de encontro aos meus e, por alguns instantes, jurei estar no céu.Seus lábios finos e rosados chocavam-se contra os meus, era um beijo tão afobado que nossos dentes de batiam, suas mãos, talvez involuntariamente, puxavam meu cabelo com força, enquanto eu desfrutava e apertava sua cintura fina. Algo que eu desejei por tanto tempo… Valeu a pena. Melhores amigas? Jamais.[★]Estava andando calmamente pelo corredor do meu quarto, indo em direção ao salão principal, onde eu e Ykhar daríamos as boas novas: nosso namoro! Não sabia se daria certo, mas ela insistiu que fizéssemos aquilo.Eu trajava um vestido curto de mamgas longas, pintado de prateado, a ombreira da Guarda da Sombra estava em meu ombro, calçava simples botas escuras e meu cabelo estava levemente amarrado em uma trança desajeitada — meu cabelo havia crescido muito, era surpreendente, talvez os efeitos dessa terra? —, eu havia passado um perfume muito bom, Ykhar havia me emprestado o dela e, claro, havia até colocado batom claro. Estava me sentindo apresentável o bastante para ser declarada a namorada de Ykhar, e sentia-me honrada também.Ouvi passos rápidos e barulhentos em minha direção, vi minha amada à minha frente, ofegante e com as bochechas coradas. Ela estava me procurando.— E-Erika!— Oh, deixe-me adivinhar. Estava me procurando?— Sim. — sorriu simplista, arrumando os cabelos alaranjados.— E está ofegante porque suas pernas são curtas?— Somos da mesma altura! — entrou na brincadeira, abraçando-me. — Todos eles estão no Salão Principal. Leiftan também veio, Jamon também.— Todos?— Sim, senhora! — beijou minha bochecha, fazendo um barulho molhado.— Preparada?— Como sempre! — e, de mãos dadas, entramos na despensa e chegamos ao Salão. Todos da guarda estavam sentados em mesas, reunidos, Nevra mal havia me visto e já me lançara um olhar luxurioso, desejoso, eu simplesmente ignorei.Ainda de mãos dadas, peguei uma taça e pedi para que Ykhar batesse nela com a colher, reuni a atenção deles e sorri grande.Todos nos olhavam com olhos curiosos, suas expressões eram impagáveis. — Vamos começar.
Notas finais
gostaram? será que devo fazer um capítulo bônus???
obrigada pra quem chegou até aqui, perdoem qualquer erro (?–?˘︹˘?–?)
♡♡♡♡♡♡♡
obrigada pra quem chegou até aqui, perdoem qualquer erro (?–?˘︹˘?–?)
♡♡♡♡♡♡♡
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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