Let me take you there.

2 Capítulo 2- Kashmir.


Notas iniciais
Bom, mais um capítulo quentinho para vocês, espero que realmente gostem. ps: Sim, eu amo Led Zepplin

...Fui despertada de meus pensamentos com meu celular tocando loucamente e um nome no visor: CESAR.

– Juliana?

– Cesar?

– Resolvi te ligar, espero não estar incomodando.

– Não está não, mas o que devo a honra de sua ligação?

Ouvi uma risada de fundo, aquela risada me fez estremecer.

– Quanta cordialidade Juliana, quer sair comigo?

– Cordialidade é meu sobrenome, depende de onde quer me levar.

– Você decide.

– Você chamou, você escolhe.

– Vamos num encontro de Harley Davidson?

– Se você tiver uma... brincadeira.

Aquela risada surgiu de novo e com um novo arrepio.

– É claro que eu tenho uma, me passe seu endereço.

– Terceira Avenida, prédio preto de esquina.

– Esteja pronta as 22:00.

– Estarei.

Desliguei o celular sem esperar resposta, eram 19:00 horas quando fui me arrumar. Separei minha roupa primeiro: peguei um espartilho preto com cerejas, uma saia e jaqueta de couro pretas e um salto alto. Quando terminei eram 22:05. Saí pela porta e lá estava ele em cima da Harley com uma jaqueta de couro preta, calça jeans, camiseta de gola V branca e uma bandana vermelha amarrada na calça.

Ele me deu um capacete e me ajudou a subir na moto. Enquanto ele dirigia, o vento trazia o cheiro dele para mais perto de mim, me perdi em meus pensamentos que mal percebi que chegamos. Era um motoclube como qualquer outro, motos, cervejas, cigarros para todo lado e o bom e velho rock ao fundo.

Cesar me observava com atenção, senti teu olhar em cada canto meu, quando percebi estava dançando ao som de motörhead olhando fixamente naqueles olhos verdes penetrantes. Ele veio caminhando até mim, diminuindo cada vez mais o espaço entre nós, ele não deve imaginar o quão sexy ele fica cantando com uma cerveja na mão e o cigarro na outra. Senti um braço sendo posto a minha volta, roubei o cigarro dele e dançamos juntos, parecia não existir mais nada naquele lugar do que nós dois, fui despertada por uma mordida no pescoço, minhas unhas fincaram as costas dele por baixo da camisa, "isso não vai dar certo, de um jeito bom", fui puxada para mais perto dele, senti seu hálito próximo a minha orelha ...
– Vamos sair daqui.
Apenas assenti e fomos, não tenho ideia para onde ele estava me levando, mas gosto de mistérios. Não demorou muito tempo, chegamos num prédio escuro, tinha um ar de abandonado, senti a mão quente dele em minhas costas me empurrando delicadamente para dentro do prédio, tivemos que subir uns lances de escada até pararmos numa porta marrom muito bonita, ele abriu e me levou para dentro.
Era um apartamento lindo, grande, parecia mais um estúdio de música que qualquer outra coisa, enquanto estava maravilhada com aquele lugar, Cesar colocou umna música de fundo que eu não soube indentificar rapidamente e trouxe uma garrafa de vinho.
– Gostou daqui? Desde da hora que chegamos você está olhando cada canto desse apartamento .
– Você só pode estar brincando comigo, esse lugar é maravilhoso.
Ele deu uma risada gostosa, que me estremeceu inteira.
– Você vai demorar muito para abrir esse vinho ou eu vou ter que fazer isso? — ele deu um sorriso de canto e abriu, peguei a garrafa da mão dele e tomei um gole, ele me agarrou pela cintura e sussurrou em meu ouvido...

Notas finais
É isso por enquanto :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.