Let me Sign.
67 Cap 63
Três dias após a consulta e eu já sentia que a hora se aproximava,Edward fez tudo como a médica havia ensinado e incrivelmente não ficara se sentindo preocupado como antes.Talvez ele estivesse vendo o meu cansaço e aceitado a ideia de que Charlie precisava nascer.
Eu entendia sua angústia ,também não iria suportar vê-lo sentir dor mas seria por uma boa causa e eu não via a hora de ter meu bebê nos braços.
Respirei fundo mais uma vez antes de me levantar ,a dor e a pressão nas costas estavam insistentes me fazendo ficar mais alerta com os possíveis sinais que meu corpo pudesse dar.Eu ainda tinha sono,resultado de uma noite mal dormida mas minha bexiga parecia querer explodir ,então antes que eu fizesse xixi na cama me forcei a levantar.
Ao abaixar minha calcinha percebo que ela está molhada e ao tirá-lá vejo que não é urina,fico alguns segundos perdida sem saber o que fazer quando algo quente desliza por minhas pernas.Sento depressa no sanitário e sinto que não é só meu xixi que está saindo.
Meu coração começa a bater forte e descompassado,sinto minhas mãos trêmulas e de repente,toda a calma que eu senti durante a gravidez se esvaiu,dando espaço para uma mãe de primeira viagem e sozinha em casa.
Tomo um banho quente que alivia quase que instantaneamente minha dor nas costas,me fazendo esquecer por alguns segundos que eu estava entrando em trabalho de parto.Me enxugo devagar sem fazer movimentos bruscos ,pego uma toalha de rosto no armário do banheiro e a dobro colocando entre as pernas,visto o roupão de banho do Edward e volto para o quarto pegando em seguida o telefone.
Eu precisava ligar pra ele mas sabia que iria se desesperar e dirigir como um loco,pensei em Esme com toda sua calma e sem mais dúvidas disquei seu número.
– Esme é a Bella!
– Oi querida,eu já ia te ligar.Edward me avisou que teve uma madrugada difícil e me pediu pra ficar com você até que ele resolva algo importante na empresa.
– Eu sei e é por isso que resolvi te ligar,tenho medo de ligar pra ele e deixá-lo nervoso pra dirigir.
– O que aconteceu?
– Tenho dor e peso nas costas,meu quadril parece que vai cair,minha calcinha estava molhada e ... — Antes que eu pudesse terminar ,Esme me interrompeu alarmada.
– Filha você está em trabalho de parto,fique deitada e me espere que já estou chegando.Eu cuido de avisar a Edward,não se preocupe.
Larguei o telefone ao sentir uma pontada em meu baixo ventre,espalmo minhas mãos na barriga e a sinto dura ,lembro da doutora dizendo que isso era o bebê fazendo força e tive medo que não desse tempo de chegar ao hospital.
Respirei fundo,fechei os e me permiti chorar,isso ajudava a levar embora a angústia que eu sentia quando eu era pequena por não ter meus pais.Claro que naquela época era pior porque eu achava que tinha sido abandonada e ninguém no mundo me amava,mas agora era porque eu tinha medo.Medo de errar,medo de não conseguir ajudar meu filho a nascer e de não ser uma boa mãe.
Minutos depois sinto Esme me abraçar.
– Sei como se sente,é tudo tão diferente e a gente acha que não vai conseguir cuidar de um ser tão amado e desejado,mas saiba que eu estou aqui com você,meu filho te ama e tudo vai dá certo.
Ainda bem que Edward me deu essa chave,não é?Se não fosse isso eu teria que arrombar a porta e isso não seria nada elegante pra uma vovó. — Sai de seu abraço rindo do que seria uma Esme tentando arrombar uma porta.
– Obrigada por vir depressa,estava tão distraída que nem vi você chegar.
– Eu já estava me preparando pra vir,Edward estava preocupado com você.Os meninos tentaram não fazer da presença dele necessária,mas não teve jeito.Ele já está vindo com Carl e Emm,já liguei também pra Alice que quase me deixou surda de tanto gritar e se prepare que daqui a pouco isso aqui vai ser um caos.
Não demorou muito para que acontecesse o caos previsto por Esme.Alice chegou primeiro,afobada como sempre mas muito emocionada,ela me ajudou a trocar de roupa enquanto Esme organizava o que precisava ser levado.Minutos depois,os carros de Carlisle e Emmet estacionavam em frente á casa.
Edward entrou correndo,jogando paletó e gravata pelo chão da sala e se ajoelhando em minha frente.Seu cabelo meio úmido pelo suor que brotava da testa,seus olhos vermelhos e lábios serrados mostravam todo o esforço que estava fazendo pra não chorar.
Deslizei a ponta dos dedos por seu rosto,fazendo com que ele deitasse sua cabeça em meu colo por alguns segundos,o senti respirar fundo algumas vezes e quando levantou a cabeça,parecia um pouco mais aliviado
deixando um leve sorriso aparecer.
– Amo vocês e tudo vai ficar bem. — Sorri e o beijei .
– Eu sei.
Edward se levantou dobrando as mangas de sua camisa social enquanto perguntava a Esme se tudo já estava em ordem.Me preparei pra levantar mas fui impedida por sua expressão assustava.
Seus braços me cercaram com cuidado,me dando a sensação de conforto e me fazendo deitar em seu ombro instantaneamente.
Alice pediu que eu fosse no carro de Emmet,já que no volvo a cadeirinha de bebê já estava instalada,ela queria ir comigo e nele não espaço para os três.Optei por ir sentada,mesmo com todos os argumentos de Alice e Edward de que deitada seria mais confortável.
Durante todo o caminho,Edward e Alice não soltaram minhas mãos um segundo sequer,mesmo quando eu as apertava pela dor que a cada minuto aumentava. Emm me olhava pelo retrovisor preocupado,mas sempre que nossos olhares se cruzavam,ele sorria .
Não demorou para que a enorme fachada do hospital aparecesse me fazendo tremer em expectativa,Dra.Carmem já nos esperava na calçada com uma enfermeira que empurrava uma cadeira de rodas em nossa direção. Emmet saiu do carro depressa para abrir a porta,enquanto Alice e Edward me estendiam os braços para me levantar.
– E então mamãe,pronta pra trazer esse anjinho ao mundo?
*Fim da primeira parte*
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